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Sustentabilidade

Mercado de arroz busca equilíbrio entre oferta contida e consumo retraído – MAIS SOJA

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O mercado interno do arroz chega ao final de outubro com sinais claros de crise operacional e financeiro, e sem fatores suficientes para uma virada imediata. A leitura técnica é a seguinte: o indicador mais alarmante é a sequência de doze semanas consecutivas de queda nas cotações em casca no Rio Grande do Sul, culminando em uma média da saca mais de 10% abaixo do preço mínimo oficial (R$ 63,64/50 kg).

Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, esse movimento gera dois efeitos simultâneos e deletérios: (1) desalinhamento permanente entre preço e custo, comprimindo margens de produtores e indústrias; (2) necessidade de geração de caixa imediata por parte de agentes com dívidas vencendo, o que aumenta a oferta vendedora em momentos adversos e acelera a queda de preço — ciclo típico de liquidez que reforça a tendência baixista.

A ativação dos instrumentos da Conab (AGF, PEP, Pepro) é resposta óbvia e necessária para criar um piso operacional e promover escoamento. “O efeito prático já observado — redução momentânea da oferta por parte de produtores que aguardam prêmios/compra pública — mostra que políticas de escoamento funcionam como sinal mínimo”, pondera Oliveira.

Contudo, a cautela das indústrias e atacadistas (com estoques elevados e menor interesse em novas compras) indica que o espaço de atuação desses mecanismos será limitado se os prêmios forem reduzidos ou se os editais não forem atraentes; ou seja, eficácia dependerá de desenho técnico dos programas (valor do prêmio, prerrogativas logísticas, prazos de retirada).

O avanço do plantio da safra 2025/26 nos principais estados (46% da área estimada) mostra um processo operacional relativamente ativo e até levemente adiantado frente a 2024 (43,7%), e próximo da média quinquenal (48,5%). “Isso significa que, embora haja pressão de curto prazo sobre preços, a oferta física prevista para os próximos meses ainda existe e pode limitar recuperações rápidas”, destaca o consultor.

O comportamento agregado — produtores que postergam vendas agora, mas plantam em ritmo similar — cria uma situação instável: estoque nominal permanece alto, enquanto liquidez e precificação no curto prazo ficam distorcidas.

O contraste com o Uruguai, que já semeou 90% da área (com áreas leste em 96%), é importante porque indica que vizinhos do Mercosul seguem adiantados e potencialmente prontos para oferecer produto competitivo no mesmo horizonte em que o Brasil tenta escoar estoques. “Isso reduz a margem de manobra do Brasil para usar exportações como válvula de escape, a não ser que haja esforço comercial e de certificação para nichos de valor agregado”, finaliza.

Veja mais no vídeo abaixo:

Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News



 

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Sustentabilidade

Plantio de Milho em MT supera 80%, mas segue abaixo do ritmo da safra anterior. – MAIS SOJA

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Na semana de 23/02 a 27/02, a semeadura do milho da safra 25/26 em MT atingiu 81,93% da área estimada, com avanço de 15,60 p.p. frente à semana anterior. Apesar do progresso, o ritmo segue 3,02 p.p. abaixo do observado na safra 24/25, reflexo do excesso de chuvas registrado no estado ao longo do período.

As precipitações impactaram principalmente as regiões Sudeste e Nordeste, que apresentam atrasaso no comparativo anual, de 18,74 p.p. e 4,87 p.p., respectivamente, em função das dificuldades para a entrada de máquinas e da limitação das operações em campo. Apesar do atraso dessas regiões, a maior parte da área do estado foi implantada dentro da janela ideal, mantendo uma expectativa positiva para a produtividade. Para a próxima semana, o NOAA projeta acumulados entre 75 e 85 mm na maior parte do estado, cenário que pode favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras já semeadas, mas também exige atenção do produtor em relação ao planejamento das áreas remanescentes.

Confira os principais destaques do boletim:
  • INCREMENTO: o preço do milho em Chicago apresentou variação positiva na última semana em 1,15%, motivada por uma venda de 270 mil de t, divulgada pelo USDA no dia 27/02.
  • CRESCIMENTO: o valor médio do prêmio do porto de Santos na última semana subiu 3,98% encerrando o período na média de ¢US$ 0,95/bu.
  • QUEDA: na última semana, o diferencial de base MT/CME apresentou retração de -3,60% na média semanal, influenciada diretamente pelo o aumento do preço do milho em Chicago.

Na semana passada (23 a 27/02), o preço do milho na B3 finalizou na média de R$ 71,24/sc, apresentando queda de 0,28% ante a semana anterior.

No início do período, as cotações apresentaram recuo devido à baixa do dólar, que na mesma semana caiu 1,30%, limitando, assim, a competitividade nos portos. Ao longo da semana, o mercado operou de forma lateralizada, com poucas variações, refletindo estoques ainda elevados em algumas regiões, o que restringiu avanços mais expressivos. Por outro lado, o atraso anual no plantio de milho, em meio ao excesso de chuvas em MT, trouxe preocupação quanto ao encerramento da janela ideal, oferecendo suporte às cotações e mantendo o viés de atenção sobre o clima. Para a próxima semana, o mercado do milho na B3 deve permanecer atento ao cenário geopolítico internacional e ao avanço da semeadura da safra 25/26. Movimentos mais intensos podem ampliar a pressão sobre as cotações, diante da expectativa de uma boa safra, que tende a elevar a oferta do grão e reforçar o viés baixista dos preços.

Fonte: IMEA



 

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PI AgSciences estreia na Feira SCV com plataforma de peptídeos

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Empresa leva tecnologias para controle de doenças foliares e nematoides nos dias 4 e 5 de março

A PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV (Sementes Com Vigor), nos dias 4 e 5 de março de 2026, em Muitos Capões (RS). A empresa apresenta soluções voltadas ao manejo da soja e culturas de rotação, com foco em proteção contra doenças foliares, combate a nematoides e incremento de produtividade.

A companhia destaca a PREtec (Plant Response Elicitor Technology), plataforma patenteada de peptídeos desenvolvida para a agricultura. A tecnologia sustenta o portfólio atual e o pipeline de inovação da empresa. A proposta amplia oportunidades ao mercado agrícola global, com ênfase em proteção fitossanitária e respeito ao solo e ao meio ambiente.

Entre as soluções, a empresa leva ao evento o Saori, fungicida bioquímico para controle de doenças foliares em soja. Aplicado no tratamento de sementes, o produto contribui também no controle da anomalia das vagens, doença emergente do cultivo, e preserva estruturas reprodutivas.

Outra tecnologia apresentada, o Teikko, atua no controle de nematoides. A solução permite resposta seletiva da planta a parasitas prejudiciais ao desenvolvimento. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, as perdas em dez anos podem alcançar R$ 870 bilhões. Ensaios indicaram ganho de até 6,4 sacas por hectare.

As soluções integram a estratégia da empresa diante do avanço das mudanças climáticas, com aumento do estresse ambiental e novos perfis de pragas e doenças. A companhia também apresenta a Hplant e o bioativador H2copla, voltados à produtividade e resiliência em diferentes condições.

“Participar de um evento em que a história da família se entrelaça com o avanço da agricultura no estado gaúcho representa oportunidade para reafirmar nosso compromisso com inovação, sustentabilidade e eficiência no campo”, afirma Juliano Duarte, responsável comercial técnico da PI AgSciences para a região.

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Sustentabilidade

Soja/BR: Colheita avança e chega a 41,7% da área total semeada no país – MAIS SOJA

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Em MT, a colheita avança e, apesar das precipitações frequentes, a qualidade do grão está sendo preservada dentro dos padrões. No RS, a colheita se aproxima do início e as chuvas ocorridas desde 15/02 limitaram as perdas por estresse hídrico.

No PR, a colheita acelerou na semana e foi favorecida pelo tempo seco a as altas temperaturas. Em GO, as chuvas frequentes limitaram o avanço na área colhida, principalmente, nas regiões Leste e Oeste.

Em MS, o tempo seco permitiu um grande avanço na área colhida e as áreas que não estão em maturação têm umidade suficiente para finalizar o ciclo. Em MG, o clima chuvoso dificultou e impediu um avanço na colheita. Algumas áreas dessecadas já apresentam grãos avariados devido ao excesso de umidade.

Na BA, a colheita das áreas irrigadas se aproxima do fim e avança nas áreas de sequeiro. Em SP, as chuvas continuam atrasando a colheita e as produtividades alcançadas são consideradas satisfatórias. No TO, a colheita avança no estado, apesar das paralizações frequentes ocasionadas pelas chuvas.

No MA, a colheita avança nos Gerais de Balsas, mas continua atrasada devido ao atraso no plantio. Nas demais regiões, as chuvas favorecem o desenvolvimento da cultura. No PI, a colheita começa a ganhar ritmo e as produtividades têm superado as estimativas iniciais.

Em SC, o plantio da safrinha foi finalizado e as primeiras áreas colhidas apresentam rendimentos variados. No PA, a colheita foi finalizada no polo da BR-163 e avança no de Redenção. Em Paragominas e Santarém, as chuvas frequentes favorecem o desenvolvimento da cultura e a colheita já ocorre em Rondon do Pará.

Previsão Agrometeorológica (02/03/2026 a 09/03/2026)

N-NE: São previstas chuvas em bons volumes na maior parte da região Norte, com exceção de RR e do Noroeste do PA, onde praticamente não haverá precipitações. No MA, PI, CE, Sertões da PB e PE, além do Norte e Oeste da BA, há previsão de chuvas intensas, com volumes que podem superar 80 mm. No Matopiba, a alta umidade no solo continuará beneficiando o desenvolvimento das lavouras, mas o excesso de chuvas pode dificultar a colheita da soja em algumas áreas no TO, MA e PI.

CO: Há previsão de chuvas fortes, com volumes maiores que 80 mm, principalmente, em MT e no Centro-Oeste de GO. A umidade no solo continuará favorecendo o desenvolvimento dos cultivos, mas o excesso de chuvas pode afetar a colheita da soja e o plantio do milho 2ª safra em algumas áreas. No Sudoeste de MS, apesar dos baixos acumulados de chuva, as condições serão favoráveis para os cultivos de Grãos.

SE: São previstos baixos acumulados de chuva em praticamente toda a região ao longo da semana, com os maiores volumes previstos para o ES, Noroeste e Triângulo de MG e Norte de SP. Essa redução no volume de chuvas será favorável para a maturação e colheita dos cultivos de 1ª safra e para a semeadura dos cultivos de 2ª safra. No geral, a umidade no solo será suficiente para o desenvolvimento dos cultivos de grãos e da cana-de-açúcar, assim como para a granação do café.

S: Há previsão de pouca chuva, com os maiores volumes previstos no Sul do RS, e altas temperaturas na região, o que favorecerá os cultivos de 1ª safra em maturação e colheita. No entanto, persistirá a restrição hídrica à soja em floração e enchimento de grãos, em parte do RS, ampliando a restrição para o milho 2ª safra em algumas regiões do PR.

Fonte: Conab


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