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Demanda firme e escalas curtas sustentam valorização das cotações do boi gordo

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O mercado físico do boi gordo registrou novos avanços nos preços nesta sexta-feira (31), impulsionado por um ambiente de negócios ainda favorável à continuidade das altas no curto prazo.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate curtas, especialmente entre frigoríficos de menor porte ,e o aquecimento da demanda doméstica seguem dando suporte às cotações.

Preços do boi gordo por região

  • São Paulo: R$ 321,83 (a prazo)
  • Goiás: R$ 314,29
  • Minas Gerais: R$ 308,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 330,57
  • Mato Grosso: R$ 304,05

Iglesias destaca que o auge do consumo interno, somado ao bom ritmo das exportações, reforça o cenário de firmeza neste final de mês.

Atacado

O mercado atacadista também apresentou valorização nesta sexta-feira, com tendência de novas altas no curto prazo. A demanda deve seguir aquecida no último bimestre, favorecida pelo pagamento do 13º salário, abertura de vagas temporárias e aumento das confraternizações de fim de ano.

  • Quarto dianteiro: R$ 18,50/kg (+R$ 0,30)
  • Ponta de agulha: R$ 17,50/kg (+R$ 0,30)
  • Quarto traseiro: R$ 25,00/kg (estável)

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia praticamente estável, cotado a R$ 5,3800 para venda (+0,01%) e R$ 5,3780 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,3705 e R$ 5,3980 durante o pregão. Na semana, acumulou queda de 0,23%, mas no mês registrou avanço de 1,08%.

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Dólar baixo pode impactar preços da soja e do milho? Especialistas avaliam cenário

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Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Volátil a fatores internos e externos, a cotação do dólar enfrenta pressões baixistas desde o começo de 2026. No fim de fevereiro, a moeda norte-americana chegou ao menor patamar em 21 meses — resultado da derrubada do tarifaço do governo de Donald Trump pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Enquanto o cenário econômico segue incerto, o agronegócio brasileiro dá passos firmes rumo a mais um ano positivo. Tanto a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) quanto consultorias privadas estimam uma safra recorde de grãos na temporada 2025/26, com destaque para a soja.

O câmbio mais baixo, contudo, acende o alerta no mercado nacional. O real valorizado impacta diretamente a formação de preços de soja e milho, panorama que exige atenção máxima do produtor rural. “O dólar em queda tira o poder de barganha”, explica Matheus Pereira, sócio-diretor da Pátria Agronegócios.

Nesse contexto, os preços da soja são os mais afetados, uma vez que a paridade de exportação é uma peça-chave para a precificação. No caso do milho, Pereira ressalta que, por ser consumido majoritariamente pelo mercado interno, o cereal sofre menos com a pressão baixista do dólar.

“Dois terços do que a gente produz de milho no Brasil são consumidos internamente. Então, o nosso mercado doméstico — a ração e o etanol — é que manda nos preços do milho”, afirma.

Soja e milho enfrentam cenários distintos

Embora grande parte do mercado aponte para produções recordes de soja tanto no Brasil quanto em países da América do Sul, como Argentina e Paraguai, o clima pode ser um fator predominante para uma eventual mudança de cenário. Segundo Pereira, o excesso de chuva em áreas do Centro-Oeste tem limitado de forma agressiva o teto produtivo.

“Temos relatos de perdas de 15% em relação ao ano passado nos talhões já colhidos”, conta. Ele também destaca a preocupação com o Rio Grande do Sul, que ao contrário de Mato Grosso e Goiás, enfrenta justamente a falta de chuvas. O estado tem a segunda maior área semeada de soja no país, mas não deve colher uma safra à altura.

A perspectiva de safra cheia, apesar das preocupações climáticas, é o que está ditando os rumos do mercado de soja. O milho, por outro lado, conta com um cenário mais favorável. Isso porque com o atraso da colheita da oleaginosa, a janela do milho de segunda safra acaba se estreitando.

“O mercado observa que uma fração um pouco maior do milho talvez não seja plantada na janela ideal, o que aumenta a probabilidade de algum ajuste para baixo na produtividade”, avalia Felippe Serigati, economista e coordenador da FGV Agro. Diante disso, os preços do cereal sobem no mercado interno.

O cenário também é sustentado pela forte demanda de milho destinado à ração animal e pela expansão da produção de etanol.

Câmbio deve seguir no radar do produtor

Na avaliação dos especialistas, o cenário-base aponta para um dólar mais fraco ao longo de 2026, mas sem garantias de estabilidade.

Para Pereira, a mudança de viés já está desenhada. “O dólar hoje se resume muito à política no Brasil como fator principal de direcionamento”, afirma. Segundo ele, parte do mercado passou a precificar uma possível mudança na condução econômica a partir de 2027, o que tem sustentado o fluxo de investimentos e fortalecido o real.

Ele também destaca fatores externos. “O mundo como um todo está tirando crédito da moeda norte-americana”, diz, ao citar a pressão sobre o dólar no cenário internacional e a busca de bancos centrais por ativos como o ouro.

Serigati concorda que o fluxo estrangeiro e o diferencial de juros favorecem o Brasil neste momento, mas faz um alerta. “O cenário-base é de dólar mais fraco e real mais apreciado. Mas isso não está escrito em pedra”, pondera. De acordo com ele, riscos geopolíticos e o ambiente eleitoral doméstico podem alterar rapidamente a percepção de risco e reverter o movimento da taxa de câmbio.

É o caso do que ocorreu no último sábado, 28 de fevereiro, com o início de uma onda da ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os riscos do conflito no Oriente Médio mexeram com a cotação do dólar, que oscilou de R$ 5,14 no fechamento de 27 de fevereiro para R$ 5,20 em 2 de março.

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Preço do trigo cai no PR e em SC, mas sobe em SP e no RS

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Foto: Divulgação

O mercado de trigo do último mês apresentou valores diferentes conforme os estados, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O motivo decorre das estratégias dos produtores e da baixa demanda em algumas regiões. Veja abaixo o cenário de cada caso:

Paraná e Santa Catarina

Nos estados vizinhos da região sul, os produtores relatam alta oferta de trigo, porém pouca procura pelo produto na região. O valor teve queda em ambos os estados em relação ao mês anterior. No Paraná a baixa foi de -0,8% no mês e de -17,6% em relação ao ano de 2025. Já em terras catarinenses, as reduções ficaram em -1,1% no mês, e de -18% comparado a Fevereiro de 2025.

São Paulo e Rio Grande do Sul

Enquanto houve quedas em outras regiões, os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul criaram estratégias que influenciaram no aumento dos preços. Na expectativa de uma maior demanda nos próximos meses, os comerciantes que tinham trigo seguraram a oferta em fevereiro, o que ocasionou uma valorização do produto. Em terras paulistas, apesar de valores menores comparados ao ano de 2025, em fevereiro houve um aumento de +2,8% em relação ao mês anterior. No Rio Grande do Sul o cenário é parecido, baixa comparado ao ano passado, porém crescente de +2,1% no mês.

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Agro Mato Grosso

Sinop é 2ª em volume de importações no Mato Grosso

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Indústrias sediadas em Sinop importaram inúmeros produtos, de diversos países, em janeiro, US$ 32,9 milhões (R$ 169,3 milhões), que representa um aumento de 47,6%, se comparado ao mesmo período de janeiro do ano passado.

Esse volume de exportações representa 18,4% de participação nas importações do Estado, colocando a capital do Nortão como a 2a cidade que mais importa de Mato Grosso, atrás somente de Rondonópolis.

Adubos (fertilizantes), minerais ou químicos postássicos representaram 44,2% dos produtos importados de clientes de diversos países, azotados 33,6% e fosfatados 13,1%.

No mês de janeiro, a China (42,6%) foi o principal mercado do qual empresas de Sinop importaram produtos, seguido por Israel (25,7%), Canadá (13,9%), Rússia (9,5%), Alemanha (6,7%) e Itália (0,4%). Outros países somaram 11,2%.

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