Sustentabilidade
Acordo entre EUA e China agita mercado de soja e Chicago sobe forte em outubro – MAIS SOJA

O mercado de soja foi sacudido nesta quinta-feira pelo início de um acordo entre os Estados Unidos e a China. Após o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, na Coreia do Sul, os chineses se comprometeram a adquirir grandes volumes de soja, petróleo e gás norte-americanos. Em paralelo, Pequim anunciou a suspensão temporária — por um ano — dos controles de exportação sobre terras raras, recurso estratégico que vinha sendo usado como instrumento de pressão na guerra comercial.
Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, a China concordou em comprar 12 milhões de toneladas de soja americana até o final do ano. E o país também se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, como parte de um acordo comercial mais amplo com Pequim.
Bessent acrescentou que outros países do Sudeste Asiático concordaram em comprar mais 19 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos. No entanto, o secretário não especificou o período em que essas aquisições devem ocorrer.
O início do entendimento entre os dois países estremeceu a Bolsa de Mercadorias de Chicago, com forte oscilação entre os territórios positivo e negativo. Prevaleceu no fechamento o otimismo com o acordo, com o grão subindo cerca de 1%.
Para o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, há muitas dúvidas sobre os efeitos das medidas. “Se não houver uma revisão para baixo na safra norte-americana, o volume anunciado de compras a ser feito pela China será insuficiente para reduzir os estoques norte-americanos”, explica. Para ele, ainda é cedo para afirmar que a Bolsa de Chicago encontrou um suporte prolongado.
De qualquer forma, os ganhos acumulados na bolsa em outubro, diante de toda a expectativa gerada pelo acordo, giram em torno de 10% para o grão. Até 30 de outubro, a posição janeiro de 2025 avançou 8,5% no mês.
No mercado interno, os ganhos acumulados na bolsa norte-americanas não foram integralmente transferidos, pois os prêmios seguraram os preços. Os produtores aproveitaram os picos para negociar, mas a comercialização foi pontual no geral.
Veja mais no vídeo abaixo:
Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News
Sustentabilidade
Arroz/BR: Colheita chega a 9,2% da área nacional – MAIS SOJA

No RS, as lavouras de arroz encontram-se em sua maioria em floração, enchimento de grãos e maturação, enquanto a colheita ainda segue lenta, alcançando 4% da área cultivada, e apresentando bom rendimento e boa qualidade dos grãos colhidos.
Em SC, a colheita avança nas principais regiões produtoras, principalmente, nas áreas do Norte e Litoral. Em algumas áreas ocorreram alto volume de precipitações, diminuindo o ritmo da colheita e a qualidade do grão a ser colhido, mas, na maioria das regiões, as condições permanecem favoráveis.
Em GO, nas áreas de tabuleiros da região Leste, o arroz foi colhido com bons rendimentos. Na região de São Miguel do Araguaia, a colheita avança de forma escalonada com boas produtividades.
No MA, o plantio de sequeirofoi finalizado e as lavouras estão em pleno desenvolvimento vegetativo, com áreas iniciando o florescimento, em boas condições. No TO, a colheita na Lagoa da Confusão tem avançado conforme a maturação. A maioria das lavouras se encontram em enchimento de grãos e maturação, enquanto, em Formoso do Araguaia, as produtividades variam em função das condições climáticas ocorridas no ciclo.
Em MT, a colheita segue avançando conforme a maturação das lavouras. A qualidade dos grãos colhidos é considerada boa. No PR, as lavouras estão em boas condições, com a maioria das áreas em enchimento de grãos e maturação. Houve avanço significativo da área colhida.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
MT: Área e produtividade de algodão projetam queda de 15% na safra 25/26 – MAIS SOJA

Em mar/26, a área de cultivo projetada para o algodão em Mato Grosso para a safra 2025/26 se manteve em 1,42 milhão de hectares, representando redução de 8,06% em relação a ciclo 2024/25. Além disso, a produtividade permaneceu estimada em 290,88 @/ha, 7,69% abaixo àda safra passada, com base na média ponderada dos ciclos anteriores.
Dessa forma, no que tange à produção do algodão em caroço, ela foi mantida em 6,21 milhões de toneladas, sendo 15,13% menor que em 2024/25, enquanto a produção de pluma segue prevista em 2,56 milhões de toneladas. O plantio no período adequado aponta indicativos positivos ao desenvolvimento inicial da cultura, com as condições climáticas sendo um dos principais fatores para a definição do desempenho produtivo. Assim, o acompanhamento climático será determinante para o desenvolvimento das estimativas ao longo da safra.
Confira os principais destaques do boletim:
- BAIXA: o dólar compra Ptax apresentou queda de 1,30% no comparativo semanal, refletindo a maior disposição dos investidores a risco, favorecendo moedas emergentes, como o real.
- DESVALORIZAÇÃO: o preço do caroço disponível em Mato Grosso registrou variação negativa de 0,37% em relação à semana passada, sendo cotado a R$ 863,15/t.
- RECUO: a paridade dez/26 caiu 0,17% ante a semana passada, reflexo da desvalorização do dólar, que reduziu a paridade de exportação e limitou os preços no mercado interno.
Em fev/26, o USDA publicou a 1ª estimativa de Oferta e Demanda mundial do algodão safra 26/27.
Segundo o Departamento, a produção global foi projetada em 25,26 mi de toneladas, redução de 3,22% frente à estimativa para a safra passada, refletindo menor produção esperada na China, Brasil e EUA. Em contrapartida, são esperados avanços produtivos na Austrália, Turquia e México, enquanto Índia e Paquistão devem manter seu volume de produção. Em relação ao consumo mundial, este foi estimado em 26,15 mi de toneladas, crescimento de 1,17% ante à projeção da safra anterior, configurando o maior nível em seis anos, embora ainda abaixo do recorde da safra 20/21.
Esse avanço está ligado às perspectivas de crescimento global, à possibilidade de manutenção de juros, tarifas mais baixas nos EUA e aos ajustes das indústrias têxteis às tarifas de 2025, com maior retração da procura por fibras sintéticas. Por fim, os estoques finais globais foram projetados em 15,50 mi de toneladas, recuo de 5,21% em relação ao ciclo 25/26, reforçando um cenário mais equilibrado.
Fonte: Imea
Sustentabilidade
Plantio de Milho em MT supera 80%, mas segue abaixo do ritmo da safra anterior. – MAIS SOJA

Na semana de 23/02 a 27/02, a semeadura do milho da safra 25/26 em MT atingiu 81,93% da área estimada, com avanço de 15,60 p.p. frente à semana anterior. Apesar do progresso, o ritmo segue 3,02 p.p. abaixo do observado na safra 24/25, reflexo do excesso de chuvas registrado no estado ao longo do período.
As precipitações impactaram principalmente as regiões Sudeste e Nordeste, que apresentam atrasaso no comparativo anual, de 18,74 p.p. e 4,87 p.p., respectivamente, em função das dificuldades para a entrada de máquinas e da limitação das operações em campo. Apesar do atraso dessas regiões, a maior parte da área do estado foi implantada dentro da janela ideal, mantendo uma expectativa positiva para a produtividade. Para a próxima semana, o NOAA projeta acumulados entre 75 e 85 mm na maior parte do estado, cenário que pode favorecer o desenvolvimento inicial das lavouras já semeadas, mas também exige atenção do produtor em relação ao planejamento das áreas remanescentes.
Confira os principais destaques do boletim:
- INCREMENTO: o preço do milho em Chicago apresentou variação positiva na última semana em 1,15%, motivada por uma venda de 270 mil de t, divulgada pelo USDA no dia 27/02.
- CRESCIMENTO: o valor médio do prêmio do porto de Santos na última semana subiu 3,98% encerrando o período na média de ¢US$ 0,95/bu.
- QUEDA: na última semana, o diferencial de base MT/CME apresentou retração de -3,60% na média semanal, influenciada diretamente pelo o aumento do preço do milho em Chicago.
Na semana passada (23 a 27/02), o preço do milho na B3 finalizou na média de R$ 71,24/sc, apresentando queda de 0,28% ante a semana anterior.
No início do período, as cotações apresentaram recuo devido à baixa do dólar, que na mesma semana caiu 1,30%, limitando, assim, a competitividade nos portos. Ao longo da semana, o mercado operou de forma lateralizada, com poucas variações, refletindo estoques ainda elevados em algumas regiões, o que restringiu avanços mais expressivos. Por outro lado, o atraso anual no plantio de milho, em meio ao excesso de chuvas em MT, trouxe preocupação quanto ao encerramento da janela ideal, oferecendo suporte às cotações e mantendo o viés de atenção sobre o clima. Para a próxima semana, o mercado do milho na B3 deve permanecer atento ao cenário geopolítico internacional e ao avanço da semeadura da safra 25/26. Movimentos mais intensos podem ampliar a pressão sobre as cotações, diante da expectativa de uma boa safra, que tende a elevar a oferta do grão e reforçar o viés baixista dos preços.
Fonte: IMEA
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