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13 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Soja/RS: Implantação das lavouras está em fase inicial, avançando de forma heterogênea – MAIS SOJA

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A implantação das lavouras está em fase inicial, avançando de forma heterogênea no Rio Grande do Sul, em função da disponibilidade hídrica no solo e da estratégia de escalonamento dos cultivos. Nas áreas com melhor umidade residual, o plantio se intensificou; nas áreas sem chuvas, a operação não iniciou ou foi paralisada. O total semeado está próximo a 5% do projetado no Estado. As lavouras estão principalmente em estágios de germinação e emergência.

As condições de temperaturas amenas, durante o período noturno, têm prejudicado a velocidade de emergência das plantas de variedades mais precoces, sobretudo nas regiões com menor acúmulo térmico. Já em localidades de condições climáticas propícias, o manejo pré-plantio, como a dessecação e o preparo de solo, foi realizado em razão da intensificação da semeadura no início de novembro. Porém, a restrição de recursos financeiros e a dificuldade de acesso ao crédito rural ainda limitam os investimentos em insumos e a expansão da área cultivada, o que tende a reduzir ligeiramente a superfície semeada em comparação à safra anterior. Observa-se, também, especialmente na Metade Sul, movimento de redução de valores de arrendamento e a retomada das áreas para uso pecuário, em especial daquelas anteriormente convertidas de campo nativo para o cultivo da oleaginosa.

Em relação à sanidade, já há registro inicial de presença de esporos de ferrugem-asiática Phakopsora pachyrhizi em monitoramento específico, o que demanda atenção preventiva ao manejo fitossanitário.

Para a Safra 2025/202 , no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de .742.23 hectares e produtividade média de 3.180 g/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar Bagé, na Fronteira Oeste, em Manoel Viana, foram semeados apenas 3% dos 58 mil hectares projetados. Em São Gabriel, a escassez de recursos e as dificuldades de acesso ao crédito têm resultado na redução da área cultivada, que passou de 137 mil hectares na safra anterior para aproximadamente 125 mil hectares na atual, com menos de 1% semeado. Na região da Campanha, em Dom Pedrito, já são 1 ,5 mil hectares implantados, correspondendo a 10% da área estimada. Em Hulha Negra, Candiota e Aceguá, observa-se limitação crescente de umidade no solo, o que eleva o risco de estandes desuniformes e necessidade de replantio. O planejamento regional contempla três janelas de semeadura: a primeira, até meados de novembro; a segunda, após a colheita das culturas de inverno; e a terceira, ao longo de dezembro.

Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a semeadura foi iniciada tanto na Serra quanto nos Campos de Cima da Serra; a previsão de conclusão é até meados de dezembro, após a colheita do trigo. As lavouras encontram-se em estágios iniciais, com adequada umidade em áreas recém-preparadas.

Na de Erechim, o plantio ocorre de forma pontual, à medida que as condições de solo melhoram. As áreas mais precoces apresentam emergência regular. O manejo fitossanitário e o preparo de solo seguem como principais atividades, sem restrições climáticas expressivas até o momento.

Na de Ijuí, a semeadura atinge 5% da área projetada. Na Região Celeiro, em Santo Augusto, já alcança 10%. As primeiras lavouras, implantadas entre 21 e 23/10, encontram-se em emergência inicial, com adequada uniformidade. Os produtores intensificam o preparo das áreas pós-trigo, e esperam acelerar o plantio nas próximas semanas.

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Na de Passo Fundo, os trabalhos de dessecação estão em andamento, e cerca de 5% da área regional foi semeada. As condições de solo ainda estão propícias, mas a continuidade do plantio depende de precipitações regulares para assegurar germinação uniforme.

Na de Pelotas, a semeadura foi interrompida pela ausência de chuvas há três semanas, atingindo apenas 4% da área prevista. Os produtores concentram esforços na aquisição de insumos, na manutenção de máquinas e no preparo das áreas.

Na de Santa Maria, o plantio ocorre em ritmo lento, chegando a % da área estimada. Em Tupanciretã, a operação foi interrompida pela baixa umidade. As lavouras emergidas apresentam estande adequado.

Na de Santa Rosa, 4% foram semeados; a maior extensão está em municípios próximos ao Rio Uruguai, como em Porto Vera Cruz, onde 20% foram implantados. A expectativa de produtividade está moderadamente positiva, condicionada à ausência de déficit hídrico, após sucessivas safras com perdas. Em Cerro Largo, observou-se a ocorrência precoce de esporos de ferrugem-asiática, acompanhadas pelo Programa Monitora Ferrugem, exigindo monitoramento das lavouras próximas.

Na de Soledade, 16 % da área foi semeada, e o plantio deverá se concentrar em novembro. No Baixo Vale do Rio Pardo, a operação está em atraso em razão da falta de umidade há três semanas. A expectativa é de normalização do ritmo de plantio com o retorno das chuvas. Mantém-se o potencial produtivo médio dentro dos padrões históricos da região.

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Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,75%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 124,29 para R 125,22.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1891 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

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FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1891

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Exportações de soja avançam e milho ganha espaço no mercado interno – MAIS SOJA

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As exportações de soja de Mato Grosso do Sul mantiveram desempenho positivo em agosto de 2026. O Estado embarcou 530,5 mil toneladas, volume 36,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em valores, as vendas externas chegaram a US$ 239,1 milhões, alta de 48,9% na comparação anual. O resultado ficou acima do desempenho nacional, que registrou queda de 3,2% no volume exportado e crescimento de 5% em valores no mesmo período.

O desempenho confirma a importância da soja para o comércio exterior sul-mato-grossense. A China permanece como principal destino, concentrando 81,2% das exportações do produto, seguida por Vietnã e Paquistão.

Embora agosto tenha apresentado redução de 43,1% no volume embarcado em relação a julho, o resultado anual permanece positivo e coloca a soja entre os principais produtos da pauta exportadora do Estado.

“A soja continua apresentando um desempenho bastante relevante nas exportações de Mato Grosso do Sul, com crescimento superior ao observado no cenário nacional”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

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Milho muda de destino e fortalece o processamento dentro de MS

Em agosto, Mato Grosso do Sul exportou 100,1 mil toneladas de milho, ante 498 mil toneladas no mesmo período de 2025. Em valores, os embarques passaram de US$ 99 milhões para US$ 21,7 milhões.

Apesar da redução nas exportações, o movimento revela uma transformação na dinâmica do cereal dentro da economia estadual. O boletim econômico da Aprosoja/MS aponta que o milho está apresentando atraso no período de exportação, mas também destaca uma mudança: o grão passa a ser direcionado como matéria-prima para transformação dentro do Estado.

Na avaliação de Linneu, esse processo representa uma oportunidade de agregação de valor à produção sul-mato-grossense.

“Parte da produção que antes poderia seguir diretamente para outros países passa a encontrar demanda em Mato Grosso do Sul, como matéria-prima para processos de transformação. Isso fortalece o mercado interno, movimenta a indústria e agrega valor à produção estadual”.

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O cenário também ajuda a explicar por que os números de exportação precisam ser analisados em conjunto com a evolução da atividade industrial.

“O milho está deixando de ser visto somente como um produto para exportação e passa a ocupar uma posição importante como insumo para a indústria. É um movimento positivo porque cria novas possibilidades de mercado para o produtor e aproxima a produção agrícola das cadeias de transformação que estão se desenvolvendo no Estado”, destaca o analista.

Celulose assume liderança nas exportações

A mudança na dinâmica dos grãos ocorre em um cenário de diversificação da pauta exportadora de Mato Grosso do Sul. Em agosto, a celulose assumiu pela primeira vez a liderança entre os produtos exportados pelo Estado, com participação de 32,3% do total. Soja e resíduos ficaram em segundo lugar, com 28%, seguidos pela carne bovina, com 15,5%.

Balança comercial mantém superávit

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O desempenho das exportações contribuiu para que Mato Grosso do Sul mantivesse um saldo positivo na balança comercial. Em agosto, o Estado registrou superávit de US$ 801 milhões, resultado de US$ 978 milhões em exportações ante US$ 176 milhões em importações.

Entre os produtos importados, o gás natural liderou, seguido por cobre e equipamentos industriais. A ureia apareceu na quarta posição, representando 3,2% das importações. O boletim destaca que a presença do fertilizante entre os principais produtos importados sinaliza a busca do Estado por atender à demanda de insumos necessária à produção agrícola.

Os dados integram os boletins de Exportações e Balança Comercial de Mato Grosso do Sul, elaborados pela equipe econômica da Aprosoja/MS com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do ComexStat.

Acesse os boletins clicando aqui e depois aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Falta de lotes de qualidade de trigo sustenta preços no Paraná e no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo atravessou a semana sob negociações pontuais e preços pouco homogêneos. A dificuldade para encontrar lotes aumentou, especialmente de qualidade adequada à moagem.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente travado ao longo da semana, com poucas ofertas e compradores em busca de trigo. O tempo abriu na segunda e na terça-feira, mas a previsão de novas chuvas até domingo manteve as incertezas sobre a qualidade dos próximos lotes, parte do cereal já colhido apresentou problemas associados a doenças como a brusone.

No início da semana, a pressão de curto prazo no Norte do estado estava ligada à falta de espaço para armazenagem, depois que a safra recorde de milho safrinha ocupou parte relevante da capacidade disponível. “Produtores com necessidade de liberar estruturas encontram menor poder de negociação, enquanto moinhos capazes de receber trigo diretamente da lavoura pressionam por melhores condições de compra”, explicou o analista de Safras & Mercado Elcio Bento.

Ao longo da semana, porém, essa leitura foi cedendo lugar a um discurso diferente: a pressão pela necessidade de armazenagem foi tratada como pontual, e o principal entrave passou a ser a falta de oferta, sobretudo de trigo com qualidade. “A avaliação é de que os moinhos poderão precisar elevar as ofertas para atrair vendedores”, disse o analista Thiago Oleto na quinta-feira (10).

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Nos preços, negócios no Norte do Paraná foram fechados próximos de R$ 1.500/t FOB, com vendedores pedindo valores acima desse patamar. Nos Campos Gerais, moinhos indicaram R$ 1.550/t CIF, equivalente a cerca de R$ 1.480 a R$ 1.500/t FOB. Para entrega imediata, as indicações giravam em torno de R$ 1.500/t CIF, recuando para R$ 1.450/t em outubro e R$ 1.400/t em novembro nos negócios futuros – patamares nos quais, segundo Bento, “praticamente não há interesse dos produtores nas vendas futuras”.

No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu reduzida diante do distanciamento entre compradores e vendedores. Moinhos sinalizaram interesse próximo de R$ 1.400/t, enquanto vendedores pediram R$ 1.500/t. “Um eventual equilíbrio poderia ocorrer ao redor de R$ 1.450 por tonelada, mas, por enquanto, não há disposição efetiva de compradores ou vendedores nesse nível”, observou Oleto.

A referência FOB interior, ainda vinculada à safra velha, avançou 5,7% na semana e 9,1% no mês, acumulando alta de 39,0% em 2026 e de 14,3% frente ao mesmo período do ano passado, reflexo, segundo os analistas, da menor disponibilidade de trigo no estado. A influência da safra nova só deve aumentar a partir de outubro, com a aproximação da colheita.

Fonte: Agência Safras



 

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Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de arroz mantém firmeza, mas valorização perde intensidade com menor procura – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz manteve a trajetória altista nesta semana, porém com perda de velocidade, sinalizando transição de uma fase de valorização para acomodação em patamar elevado. A afirmação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“Na origem, produtores capitalizados permanecem firmes, restringindo ofertas e aguardando melhores condições”, explica o analista. A necessidade financeira continua sendo o principal mecanismo de abertura de lotes, fazendo surgir negócios pontuais sem caracterizar aumento estrutural da disponibilidade.

Assim, pondera o consultor, a retenção na fonte segue limitando o potencial de correção baixista. “Na ponta compradora, parte das indústrias reduziu a procura após recompor estoques nas últimas semanas”, acrescenta.

Essa postura diminui a pressão de compra e explica a desaceleração dos reajustes, mas não configura excesso de matéria-prima. “A queda de braço permanece concentrada na diferença entre as pedidas dos vendedores e a capacidade de pagamento por parte das unidades de beneficiamento”, destaca Oliveira.

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A entrada de indústrias do Centro-Oeste, por sua vez, adiciona concorrência regional e pode elevar a disputa por lotes disponíveis, especialmente onde a oferta já é restrita.

O vetor baixista está concentrado na menor necessidade industrial de reposição, enquanto os altistas permanecem na oferta restrita, retenção e concorrência interestadual. Para o analista, o ponto decisivo será a duração dessa combinação: se a indústria retornar antes de o produtor ampliar vendas, a valorização pode recuperar intensidade; se a procura permanecer contida e compromissos financeiros aumentarem a oferta, o mercado tende à estabilidade ou correção moderada.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotado a R$ 81,56, alta de 1,22% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 11,95%. Em relação a 2025, a valorização atingiu 22,46%.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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