Connect with us
11 de junho de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Semeadura alcança 80% da área projetada no Estado – MAIS SOJA

Published

on


A semeadura do milho alcança 80% da área projetada no Estado, e 5% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo. Aproximadamente 5% ingressaram no florescimento. De modo geral, o estabelecimento dos cultivos é considerado satisfatório, embora o ritmo de implantação e o desenvolvimento inicial variem conforme a distribuição das chuvas, a disponibilidade de umidade no solo e as variações de temperatura.

Na maior parte do Estado, os cultivos demonstram vigor vegetativo elevado e coloração verde intensa nos solos ainda sem restrição hídrica, o que tem favorecido a execução dos tratos culturais — em especial a adubação de cobertura nitrogenada, o controle de plantas daninhas e o manejo fitossanitário preventivo.

Já nas zonas onde o regime de chuvas tem sido irregular, observam-se restrições pontuais, sobretudo em solos mais compactados e de baixa retenção de umidade. Nessas localidades, algumas lavouras em pré-pendoamento começam a expressar sintomas de déficit hídrico, como enrolamento foliar. Apesar disso, as condições gerais ainda são consideradas adequadas para a fase atual de desenvolvimento, e a retomada das chuvas será determinante para a manutenção do potencial produtivo.

O estado fitossanitário da cultura está satisfatório. Porém, há ocorrências pontuais de cigarrinhas, lagartas e percevejos, sem impacto econômico relevante até o momento. Em algumas regiões, os produtores intensificam o monitoramento e realizam aplicações direcionadas, em especial nas lavouras implantadas mais tardiamente. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares, segundo projeção da Emater/RS-Ascar, e a produtividade em 7.37 g/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar Bagé, na Fronteira Oeste, as condições ambientais – chuvas regulares intercaladas por dias ensolarados – estão favoráveis à condução das lavouras, o que tem permitido a realização dos tratos culturais, como adubação de cobertura e controle de plantas daninhas. As temperaturas ligeiramente abaixo do ideal e os ventos fortes provocaram estresse leve em plantas jovens, sem prejuízos relevantes. Em Quaraí, as chuvas recentes permitiram a retomada da semeadura e beneficiaram o crescimento das plantas. Observam-se focos moderados de lagartas e formigas, além de infestação localizada de invasoras, demandando intervenções imediatas.

Na de Caxias do Sul, a semeadura segue de forma expressiva e está praticamente concluída nas áreas de exploração empresarial na microrregião de Vacaria. Nos Aparados da Serra, de maior altitude, os trabalhos prosseguem em ritmo adequado e devem se encerrar até novembro. Nas propriedades de base familiar, o plantio ocorre de forma mais escalonada, estendendo-se até dezembro, à medida que são liberadas áreas anteriormente ocupadas por pastagens de inverno e olerícolas, como alho e cebola.

Na de Erechim, a semeadura atinge 5% da área estimada, e as lavouras estão em estágios vegetativos com desenvolvimento vigoroso. As condições de umidade e de temperatura estão propícias, e o estado fitossanitário é considerado muito bom. O manejo se concentra em aplicações de cobertura e no controle de plantas invasoras.

Na de Ijuí, a área semeada permanece em %. As lavouras apresentam excelente uniformidade e coloração verde intensa, reflexo de condições hídricas e térmicas adequadas. Em cultivos mais adiantados, próximas a VT, os produtores realizam a segunda aplicação de fungicidas e monitoram o surgimento de cigarrinhas, cuja presença tem sido crescente, mas ainda sem danos expressivos. O crescimento das plantas está equilibrado, e o estado geral das lavouras é considerado muito bom.

 Na de Passo Fundo, 95% dos cultivos estão em fase vegetativa, e uma pequena parcela ainda em germinação. O desenvolvimento segue satisfatório, e os produtores intensificam os tratos culturais, como adubação de cobertura e controle de pragas e plantas daninhas. O potencial produtivo permanece estável.

Na de Pelotas, a semeadura foi temporariamente interrompida devido à baixa umidade do solo, resultado de três semanas consecutivas com poucas chuvas. Até o momento, apenas 15% da área prevista foi implantada. As lavouras estabelecidas apresentam crescimento inicial adequado, mas é necessária a reposição hídrica.

Na de Santa Maria, a semeadura está pouco superior a 50% da área projetada. O desenvolvimento inicial dos cultivos está apropriado. Porém, houve redução da umidade em alguns municípios, agravada pela ação de ventos fortes, que aceleram o ressecamento do solo.

Na de Santa Rosa, a semeadura mantém-se em 88%; % das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 1% em florescimento. As condições climáticas estão favoráveis, e o desenvolvimento das plantas vigoroso. A ocorrência de pragas está baixa, e o monitoramento da cigarrinha (Dalbulus maidis) indica pressão reduzida.

Na de Soledade, 62% foram semeados, e as lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. No Baixo Vale do Rio Pardo, a ausência de chuvas por três semanas causou sintomas de estresse hídrico nos cultivos localizados em solos mais compactados, especialmente nas plantas em pré-pendoamento. A retomada das chuvas deve evitar perdas no potencial produtivo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,30%, quando comparado à semana anterior, passando de R 62,75 para R 62,56.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1891 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1891

Site: Emater RS

Continue Reading

Sustentabilidade

Soja: Água é o principal fator responsável por definir o potencial de produtividade da lavoura – MAIS SOJA

Published

on


A produtividade da soja é uma variável complexa, influenciada por diversos fatores bióticos e abióticos que atuam de forma isolada ou integrada ao longo do ciclo da cultura. Esses fatores afetam direta ou indiretamente os componentes de rendimento, afetando a formação de componentes de rendimento e consequentemente o potencial de produtividade da lavoura.

O potencial de produtividade pode ser definido como o rendimento máximo que uma cultivar é capaz de atingir em condições ideais de cultivo, sem restrições hídricas ou nutricionais e na ausência de estresses bióticos. Nessas condições, o crescimento da cultura é determinado principalmente pela radiação solar interceptada pelo dossel, temperatura do ar, concentração atmosférica de CO₂ e características genéticas da cultivar (Tagliapietra et al., 2022).

Embora diversos fatores influenciem a produtividade da soja, alguns exercem papel predominante na definição do potencial produtivo. Entre eles destacam-se a disponibilidade hídrica, a época de semeadura e a cultivar utilizada, fatores que condicionam o ambiente de produção e estabelecem os limites máximos de rendimento que podem ser alcançados. Por outro lado, aspectos relacionados à qualidade da implantação da lavoura, à fertilidade e à estrutura do solo podem restringir a expressão desse potencial. Além disso, fatores bióticos, como pragas, doenças e plantas daninhas, reduzem a produtividade efetivamente obtida ao comprometer processos fisiológicos essenciais ao crescimento e ao desenvolvimento da cultura.
Figura 1. Fatores que definem, limitam e reduzem o potencial de produtividade da soja em ordem de importância.

Considerando que a água é o principal constituinte dos tecidos vegetais, representando aproximadamente 90% da massa fresca das plantas de soja (Neumaier et al., 2020), e que a disponibilidade hídrica é o principal fator determinante do potencial produtivo da cultura (Figura 1), torna-se evidente sua importância para a obtenção de altas produtividades. Além de participar diretamente de processos fisiológicos essenciais, como fotossíntese, absorção e transporte de nutrientes, manutenção da turgescência celular e regulação térmica, a água exerce influência decisiva sobre o crescimento, o desenvolvimento e a formação dos componentes de rendimento da soja.

Entretanto, a demanda hídrica da cultura não é fixa, variando em função das características da cultivar, das condições climáticas e do ambiente de produção. O consumo de água também se altera ao longo do ciclo, acompanhando as variações na evapotranspiração da cultura e nas exigências fisiológicas de cada estádio de desenvolvimento. Conforme destacado por Neumaier et al. (2020), o requerimento hídrico total da soja situa-se entre 450 e 800 mm durante o ciclo, sendo os períodos compreendidos entre a germinação e a emergência, bem como entre a floração e o enchimento de grãos, os mais sensíveis à deficiência hídrica.

Ao avaliarem as lacunas de produtividade (yield gap) e a produtividade limitada pela disponibilidade de água em diferentes regiões produtoras do Brasil, Tagliapietra et al. (2021) verificaram que a obtenção de elevadas produtividades está associada a um suprimento hídrico superior ao tradicionalmente citado na literatura, variando de aproximadamente 765 a 875 mm ao longo do ciclo da cultura. Os autores também demonstraram que a demanda hídrica está diretamente relacionada ao grupo de maturação relativa (GMR) das cultivares, evidenciando que materiais de ciclo mais longo necessitam de maior disponibilidade de água para expressar seu potencial produtivo.

De acordo com os resultados obtidos por Tagliapietra et al. (2021), cultivares com GMR ≤ 5,5 apresentam requerimento hídrico próximo de 765 mm para atingir altas produtividades (Figura 2A). Para cultivares com GMR entre 5,6 e 6,0, esse valor aumenta para aproximadamente 830 mm (Figura 2B), enquanto cultivares com GMR ≥ 6,5 demandam cerca de 875 mm durante o ciclo (Figura 2C). Esses resultados reforçam a necessidade de considerar as características das cultivares no planejamento da lavoura, adequando sua escolha às condições climáticas e à disponibilidade hídrica de cada região.

Figura 1. Produtividade da soja (Mg ha⁻¹) em relação à disponibilidade hídrica (mm) durante o ciclo de crescimento (SEM – R7) para diferentes faixas de grupos de maturação relativa (GMR). A disponibilidade hídrica foi estimada como a soma da água disponível no solo no momento da semeadura, da precipitação e da irrigação total. (a) GMR ≤ 5,5, (b) GMR 5,6–6,4, (c) GMR ≥ 6,4. Os círculos azuis representam os experimentos irrigados e os círculos amarelos representam os experimentos não irrigados. A linha preta contínua representa a função limite e a linha vermelha tracejada representa a inclinação da função limite.
Fonte: Tagliapietra et al. (2021)

Sobretudo, mais do que o volume total de chuvas, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo é um fator determinante, especialmente durante os períodos mais sensíveis do desenvolvimento da soja, quando a demanda hídrica e a evapotranspiração da cultura são mais elevadas. Além disso, cultivares de ciclo mais longo tendem a necessitar de maior quantidade de água para expressar seu potencial produtivo, tornando fundamental o correto posicionamento das cultivares de acordo com suas características e com as condições edafoclimáticas de cada região. Nesse contexto, a adoção das recomendações estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), especialmente em relação à época de semeadura, constitui uma importante estratégia para reduzir os riscos associados às adversidades climáticas e minimizar seus impactos sobre a produtividade das lavouras.



Referências:

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, Tecnologia de Produção de Soja, cap. 2, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 10/06/2026.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. BIOPHYSICAL AND MANAGEMENT FACTORS CAUSING YIELD GAP IN SOYBEAN IN THE SUBTROPICS OF BRAZIL. Agronomy Journal, 2021. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/agj2.20586 >, acesso em: 10/06/2026.

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.

 

 

Continue Reading

Sustentabilidade

Exportações de soja aumentam; milho não registra embarques em maio – MAIS SOJA

Published

on


Mato Grosso do Sul exportou 900 mil toneladas de soja em maio de 2026, volume 41% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em valores, as exportações somaram US$ 385,6 milhões, aumento de 56% na comparação anual. Os dados constam no Boletim  Exportação, elaborado pela Aprosoja/MS com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX).

 A China permaneceu como principal destino da soja sul-mato-grossense, concentrando 84,7% das exportações estaduais. Paquistão e Argentina aparecem na sequência entre os principais compradores.

Na comparação com abril de 2026, houve redução de 13% no volume exportado, o equivalente a 132 mil toneladas a menos embarcadas no período.

Para o milho, Mato Grosso do Sul não registrou exportações em maio de 2026, repetindo o comportamento observado no mesmo período do ano anterior.

Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o comportamento das exportações segue a sazonalidade observada em anos anteriores.

“As exportações de soja iniciaram um movimento de redução no volume embarcado, seguindo a tendência registrada no ano passado. Em contrapartida, não houve exportação de milho no mês de maio, comportamento semelhante ao observado em 2025”.

O boletim também aponta estabilidade do dólar durante o mês de maio, fator que contribuiu para maior previsibilidade nas operações de exportação. Além disso, a demanda chinesa permaneceu aquecida durante o período.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



Continue Reading

Sustentabilidade

Vazio sanitário começa hoje (10) em Rondônia para conter doença mais devastadora da soja

Published

on


Foto: Embrapa

Teve início nesta quarta-feira (10), em Rondônia, o período do vazio sanitário da soja, medida fitossanitária considerada essencial para o controle da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas que afetam a cultura. O período segue até 10 de setembro e, durante esses 90 dias, fica proibida a semeadura e a manutenção de plantas vivas de soja em todo o estado.

A iniciativa tem como objetivo interromper o ciclo de sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, doença que pode provocar perdas de até 90% nas lavouras. A eliminação das plantas hospedeiras durante a entressafra reduz a pressão da doença na safra seguinte e contribui para a diminuição dos custos de produção.

De acordo com o gerente de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), Jessé de Oliveira Júnior, os produtores devem eliminar todas as plantas voluntárias da cultura, conhecidas como soja tiguera ou guaxa, que nascem espontaneamente após a colheita.

“A permanência de plantas vivas de soja em áreas irrigadas ou associadas a cultivos como milho, sorgo e milheto também é proibida durante o período do vazio sanitário”, destacou.

Uma das novidades para este ano é que as plantas voluntárias de soja encontradas às margens da BR-364 também deverão ser eliminadas. A responsabilidade pela execução do trabalho será da concessionária encarregada da administração da rodovia.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que o cumprimento do vazio sanitário depende da atuação conjunta entre produtores e poder público. Segundo ele, a medida é fundamental para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja e preservar a competitividade do estado no cenário agrícola nacional.

“O vazio sanitário é uma medida técnica comprovadamente eficaz e que depende do comprometimento de cada produtor rural. Cumprir esse período é investir na segurança e no futuro da produção agrícola do nosso estado”, afirmou.

O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, reforçou que a colaboração dos produtores é decisiva para o sucesso da estratégia de controle da doença.

“O vazio sanitário é uma das mais importantes ferramentas de prevenção da ferrugem asiática. Por isso, orientamos os produtores a realizarem a eliminação completa das plantas voluntárias e a observarem rigorosamente as normas estabelecidas”, enfatizou.

Fiscalização e orientações

Ao longo do período, a Idaron realizará ações de fiscalização e orientação junto aos produtores rurais, conforme estabelecem a Portaria SDA/Mapa nº 1.579, de 9 de abril de 2026, e a Instrução Normativa nº 4/2026/Idaron-Procfas.

A Agência alerta que o respeito ao vazio sanitário é fundamental para preservar os avanços conquistados pela agricultura rondoniense e garantir condições mais favoráveis para o desenvolvimento da próxima safra. O descumprimento das normas pode resultar em sanções previstas na legislação vigente.

O post Vazio sanitário começa hoje (10) em Rondônia para conter doença mais devastadora da soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT