Agro Mato Grosso
Futuro em Campo inspira mais de 140 estudantes de Tapurah durante visita na fazenda

O programa Futuro em Campo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) esteve no município de Tapurah nesta quarta-feira (29.10) com uma missão especial: semear conhecimento e despertar vocações. Ao levar 142 alunos da Escola Municipal Vinícius de Moraes para vivenciar a rotina da Fazenda União, a iniciativa transformou a manhã em uma verdadeira aula a céu aberto sobre sustentabilidade, inovação e o papel essencial do campo no desenvolvimento do estado.
A ação proporcionou às crianças uma experiência única ao apresentar de perto a rotina de uma fazenda, os maquinários agrícolas e a importância do agronegócio na geração de empregos e no desenvolvimento do estado. Durante a edição, o vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, reforçou o impacto da iniciativa para aproximar crianças e jovens da realidade produtiva do estado.
“Esse projeto é hoje um dos mais importantes da Aprosoja MT. Ele planta nas crianças a curiosidade e o interesse pelas atividades do campo. É delas que podem surgir os futuros colaboradores do agro”, disse Balistieri.
O delegado coordenador do núcleo de Tapurah, Regis Porazzi, destacou a importância do programa para as futuras gerações e que o objetivo também é despertar nos jovens o interesse por carreiras ligadas ao agro e fortalecer os laços com a principal vocação econômica de Mato Grosso.
“Esse estado ainda é uma criança, mas com talvez a maior renda do Brasil e um futuro ainda mais promissor. Precisamos de jovens que entendam esse potencial. A Aprosoja MT está mostrando com autoridade que o futuro é aqui”, reforça o produtor.
O prefeito do município, Álvaro Galvan, participou das atividades em campo. Ele considera que o agronegócio é fundamental para o desenvolvimento regional e também enfatizou a importância da ação. “Esse programa é essencial porque aproxima as crianças do agronegócio, muitas pela primeira vez. Isso pode despertar nelas o desejo de seguir carreira no setor, contribuindo com o crescimento do município e do estado.”
A edição proporcionou um momento de aprendizado que vai além da sala de aula. Para quem cresceu no meio rural, como a responsável Administrativa da Fazenda União, Maria Lazarotto. Para ela, ver as novas gerações se conectando com essa realidade é motivo de orgulho.
“Minha família veio do Sul do país há mais de 20 anos e trabalhou muito para ter o que temos e para nós, receber essas crianças aqui é muito gratificante. O agro hoje é um caminho cheio de oportunidades, e mostrar isso desde cedo abre portas para o futuro”, diz a produtora.
Já para a diretora Vilma Barranco, da Escola Municipal Vinícius de Moraes, a vivência transforma teoria em prática e marca a vida dos alunos. “Quando saem da sala de aula e vêm para a prática, o aprendizado ganha outro valor. Agradeço imensamente à Aprosoja MT por proporcionar esse momento único aos nossos alunos”, diz Vilma.
Encerrando a visita com sorrisos no rosto e olhos brilhando de curiosidade, a passagem do programa Futuro em Campo deixou para o pequeno Pedro Henrique, de apenas 10 anos, o início de um sonho: o de um dia ter sua própria fazenda.
“Gostei muito de ver os maquinários de perto. O Futuro em Campo está me ajudando a sonhar com a minha própria fazenda. Eu gostei bastante de ter vindo nesse passeio”, relata o aluno.
Ao unir educação, experiência prática e valorização do campo, a iniciativa reafirma seu compromisso com a formação de uma nova geração consciente, preparada e conectada com as raízes do agronegócio. A pequena Eduarda Boeing, de 11 anos, relata o que aprendeu na fazenda.
“Eu aprendi que a soja e o milho dão para fazer várias coisas e também é alimento para os animais. Eu gostei muito de vir aqui, agradeço ao Futuro em Campo por proporcionar esta visita”, diz a aluna.
Com o Futuro em Campo o agronegócio deixa de ser apenas um cenário distante para os alunos da E.M. Vinícius de Moraes e passa a ser reconhecido como um espaço de oportunidades, inovação e futuro. E, para muitos dos pequenos participantes, talvez tenha sido plantada ali a semente de um sonho que, com o tempo, poderá florescer em vocações, carreiras e histórias de sucesso no agro mato-grossense.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.
As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.
Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.
Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.
Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.
A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.
Agro Mato Grosso
Ipiranga do Norte (MT) sediará a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27

O município de Ipiranga do Norte (MT) foi escolhido para sediar a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. O anúncio foi realizado durante a premiação do Personagem Soja Brasil 25/26 pela diretora de jornalismo do Canal Rural, que confirmou o evento para o dia 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, localizada no médio-norte mato-grossense.
A abertura marcará a chegada da 15ª temporada do Projeto Soja Brasil e reunirá produtores rurais, autoridades, empresas e lideranças do agronegócio para discutir as expectativas para a nova safra, além dos desafios e oportunidades que devem movimentar o setor nos próximos meses.
Para o prefeito do município, Juliano Berticelli, a escolha do município reforça a importância da região para a produção agrícola nacional. “É com muita satisfação que hoje estamos aqui na Fazenda Horizontina, local escolhido para a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27”, disse.
Para ele, Ipiranga do Norte terá a honra de receber produtores rurais, autoridades e empresas. ”Será um ótimo momento para discutirmos as expectativas da próxima safra, os desafios e as oportunidades do setor”, destacou.
Localizado em uma das áreas mais produtivas do país, o município é referência na produção de grãos e se consolidou como uma importante fronteira agrícola de Mato Grosso. Segundo Berticelli, a realização do evento representa uma oportunidade de mostrar a força do agronegócio local para todo o Brasil.
“Ipiranga do Norte fica localizado em uma das áreas mais produtivas do país. Por isso, temos a alegria de receber esse evento em nosso município”, afirmou.
A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural, ampliando o alcance das discussões e levando informações diretamente aos produtores rurais de diferentes regiões do país.
“Em nome do município, convido todos para participarem conosco desse grande evento do agronegócio brasileiro”, reforçou o prefeito.
A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 dará início a mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, que há 15 anos acompanha os principais desafios, avanços e histórias da cadeia produtiva da soja brasileira.
“São todos convidados para estarem conosco no dia 17 de setembro. Que venham muitas e boas safras pela frente”, concluiu.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT participa do IOPD XXVIII, no Canadá, e propõe Fórum Global de Agricultura

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa da 28ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas, encontro que reúne produtores de oleaginosas de quatro continentes em Niagara Falls, no Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026. Representada pelo diretor administrativo, Diego Bertuol, a entidade integra a delegação brasileira em um fórum sediado pela Canadian Canola Growers Association (CCGA) e pela Grain Farmers of Ontario (GFO).
O evento reúne anualmente as principais lideranças mundiais do setor para alinhar posições diante de desafios comuns da cadeia produtiva global. Entre os principais temas em debate, estão o papel central da energia e dos biocombustíveis na descarbonização e na segurança energética, incluindo a descarbonização do transporte marítimo e a necessidade de que as políticas do setor não discriminem os biocombustíveis de origem agrícola.
Também tiveram papel central nas discussões o acesso a mercados diante do avanço de tarifas e de exigências crescentes de padrões ambientais e certificações, frequentemente enviesados, bem como o embate entre alimento e combustível, sustentado pelo argumento da mudança indireta do uso da terra (ILUC). Por fim, as lideranças produtivas diversas questionaram os ataques, sem base científica adequada, aos atributos dos óleos vegetais e a instabilidade crescente da renda do produtor rural.
Em todas as frentes, prevaleceu uma preocupação compartilhada: o uso de critérios regulatórios sem fundamento científico — ou apoiados em ciência ainda frágil — para definir as regras do jogo econômico global.
O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, defendeu a criação de um Fórum Global de Agricultura Tropical e Clima, com dois objetivos centrais. “Primeiro, construir uma agenda de tropicalização das métricas e dos parâmetros de sustentabilidade, capaz de reconhecer as características próprias da produção tropical e o esforço do produtor que concilia conservação e produção. Segundo, e a partir daí, valorizar os atributos ímpares da produção tropical no mercado global”, comenta ele.
Bertuol destaca ainda que, regulações construídas sobre ciência frágil são ruins para a produção, ruins para a segurança alimentar, ruins para a segurança energética e ruins até mesmo para a sustentabilidade ambiental que dizem proteger. Esta posição foi reconhecida pelas lideranças do IOPD, que defenderam o uso de parâmetros ancorados em empiria sólida — e não em modelos ou práticas importadas — bem como o reconhecimento das diferenças regionais entre os sistemas de produção.
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