Agro Mato Grosso
Com 114 idiomas, Mato Grosso tem a 4° maior quantidade de línguas indígenas faladas no país

São 114 idiomas indígenas diferentes, falados por 42.755 pessoas, sendo o 3º estado com mais falantes.
Mato Grosso é o 4° colocado no ranking de estados com mais línguas indígenas faladas no Brasil, conforme o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 114 idiomas indígenas diferentes, falados por 42.755 pessoas, sendo o 3º estado com mais falantes.
O estudo mostra que Mato Grosso tem 58.356 pessoas indígenas, com 195 etnias, povos ou grupos indígenas residentes, o que revela um aumento em comparação com o Censo de 2010, que identificou 149 etnias.
O IBGE modificou a forma de auto declaração, permitindo que uma pessoa se declare em mais de uma etnia. Um total de 56.205 pessoas se autodeclararam o que corresponde a 96,31% da população indígena. Apenas 2,77% declarou pertencer a duas etnias.

Em relação a etnia Xavante, a mais populosa, foram identificados três perfis referente a moradia: os que residem dentro do território, os que residem fora e os que vivem nas cidades, em áreas urbanas.

Apesar de apresentar mais de 50 mil pessoas indígenas, o estado possui apenas 42.755 falantes da língua indígena. Segundo o gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, isso se dá pelo avanço da língua portuguesa dentro das Terras indígenas, que pode acontecer devido ao deslocamento por trabalho e estudos para as áreas urbanas.
O intuito do estudo é trazer indicadores de sexo, idade, alfabetização, registro de nascimento e acesso a saneamento básico, segundo as etnias, povos ou grupos indígenas a que pertencem.
Agro Mato Grosso
Sinop é 2ª em volume de importações no Mato Grosso

Indústrias sediadas em Sinop importaram inúmeros produtos, de diversos países, em janeiro, US$ 32,9 milhões (R$ 169,3 milhões), que representa um aumento de 47,6%, se comparado ao mesmo período de janeiro do ano passado.
Esse volume de exportações representa 18,4% de participação nas importações do Estado, colocando a capital do Nortão como a 2a cidade que mais importa de Mato Grosso, atrás somente de Rondonópolis.
Adubos (fertilizantes), minerais ou químicos postássicos representaram 44,2% dos produtos importados de clientes de diversos países, azotados 33,6% e fosfatados 13,1%.
No mês de janeiro, a China (42,6%) foi o principal mercado do qual empresas de Sinop importaram produtos, seguido por Israel (25,7%), Canadá (13,9%), Rússia (9,5%), Alemanha (6,7%) e Itália (0,4%). Outros países somaram 11,2%.
Agro Mato Grosso
Foco na soja reduz oferta de milho em MT e sustenta preços em regiões consumidoras

Produtores brasileiros seguem com as atenções voltadas à colheita e ao escoamento da soja, movimento que tem limitado a oferta de milho no mercado spot nacional. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário tem influenciado o comportamento dos preços do cereal nas diferentes praças do País.
Em regiões consumidoras, como no estado de São Paulo, a oferta abaixo da demanda mantém firmes as cotações de negociação.
Por outro lado, nas regiões ofertantes, especialmente no Sul do Brasil — onde a safra de verão está em colheita — os preços do milho apresentam enfraquecimento.
Retração limita quedas mais intensas
Apesar da pressão sazonal, desvalorizações mais acentuadas têm sido contidas pela postura dos produtores. Muitos optam por reter o cereal, apostando em uma possível retomada das cotações no curto prazo.
A estratégia é sustentada, principalmente, pelo fato de que boa parte dos vendedores está priorizando a comercialização da soja neste momento, reduzindo a disponibilidade imediata de milho no mercado.
Agro Mato Grosso
Agro cresce 11,7% e puxa crescimento da economia em 2025 I MT

O forte crescimento do setor foi puxado por uma combinação de colheitas recordes, especialmente de soja e milho, além de um bom desempenho da pecuária, que também bateu marcas históricas.
A agropecuária teve expansão de 11,7% no ano passado em relação a 2024 e puxou o crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3).
Foi o melhor desempenho entre os setores da economia: no mesmo período, a indústria avançou 1,4% e os serviços, 1,8%.
Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o agro, as indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços contribuíram com 72% do PIB no ano passado.
“Se olharmos só a agropecuária, ela responde por 33% de todo o crescimento da economia do ano passado. Foi a que contribuiu mais para o crescimento do PIB olhando as atividades”, diz Pallis.
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Desempenho da agropecuária e do Produto Interno Bruto (PIB). — Foto: Reprodução
O forte crescimento do agro foi puxado por uma combinação de colheitas recordes, especialmente de soja e milho, além de um bom desempenho da pecuária, que também bateu marcas históricas.
Em 2025, o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos, pela primeira vez.
Apesar de ter tido o maior crescimento na comparação com outros setores, a agropecuária tem um peso de 7,1% no PIB, bem menor que os serviços (69,5%) e a indústria (23,4%).
Isso acontece porque o PIB do IBGE calcula somente as atividades primárias do agro, como os plantios e as criações de animais.
Mas, quando se coloca nessa conta, os serviços, os comércios e as indústrias do setor, esse peso sobe para 23%, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA).
O que favoreceu a agropecuária
O forte crescimento do agro em 2025 representou uma recuperação em relação a 2024, quando o PIB do setor recuou após secas extremas e enchentes terem derrubado diversas produções agrícolas, como as de soja, milho, cana-de-açúcar e laranja.
“A gente sabe que a agropecuária é uma atividade muito vulnerável à questão climática. Mas, em 2025, não tivemos nenhum problema climático relevante a ponto de gerar uma quebra de safra”, diz Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do FGV Ibre.
“Também tivemos custos de produção menores e ganhos de produtividade”, acrescenta.
Esses fatores fizeram o Brasil colher a maior safra de grãos da história no ano passado. No total, foram 350,2 milhões de toneladas, puxadas por soja e por um volume de milho jamais registrado na série histórica.
No ano, a colheita de milho cresceu 23,6%, enquanto a de soja teve alta de 14,6%, segundo o IBGE.
Com a maior produção dos grãos, a exportação do setor também cresceu. A soja, por exemplo, bateu recorde com o embarque de 108,2 milhões de toneladas, um aumento de 9,5% na comparação com o ano anterior.
Uma das motivações para isso foi a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Com os chineses comprando menos dos norte-americanos, a demanda foi redirecionada para o Brasil, explica Luiz Fernando Roque, especialista de grãos da consultoria Hedgepoint.
A pecuária brasileira também conseguiu superar os seus próprios recordes em um ano marcado pelo tarifaço dos Estados Unidos, segundo maior comprador de carne bovina do Brasil.
As exportações bateram recorde puxadas pela demanda chinesa. No ano, foram vendidas 3,50 milhões de toneladas, alta de 20,9% em relação a 2024.
Além disso, o abate de gado chegou a 42,3 milhões de cabeças, outra marca histórica do setor.
Como fica em 2026
Após um ano de recordes, a expectativa do Ibre é de que o setor desacelere em relação a 2025.
“O Ibre está projetando uma leve queda de 0,2%, o que é considerado um cenário de estabilidade. Diferente de 2025, a agropecuária não deve ser o motor que impulsionará o PIB este ano”, diz Trece.
A pecuária, por exemplo, está entrando em um momento de redução do número de abates.
A tendência é de que, neste ano, os produtores retenham mais fêmeas nas fazendas para produzir bezerros em vez de direcioná-las para a produção de carne.
É um movimento diferente do que aconteceu em 2025, quando um volume recorde de fêmeas foi enviado para o abate.
As colheitas de grãos também devem desacelerar em relação ao ano passado, diz Trece.
“A produção de soja, que cresceu 14,6% em 2025, deve crescer apenas 3,9% em 2026. Já o milho tem uma previsão de queda de 5,6% na produção para este ano”, afirma.
Roque, da Hedgepoint, discorda. Para ele, em 2026, o agro aumentará ainda mais a sua participação no PIB brasileiro.
Isso porque a estimativa é que as exportações de soja e milho continuem crescendo em 2026, gerando mais espaço no mercado internacional e batendo novos recordes.
Na produção, a Hedgepoint prevê uma estabilidade para a soja, com safra de 179,5 milhões de toneladas no Brasil. O volume da safra anterior foi de 180 milhões de toneladas.
Já no caso do milho, a maior oferta vem também de estoques iniciais maiores.
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