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6 de maio de 2026

Business

Feijão carioca encerrou fevereiro em patamar recorde, mostra indicador Cepea/CNA

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão encerrou fevereiro em alta, com destaque para o feijão carioca. Os preços médios da leguminosa atingiram os maiores níveis da série histórica do indicador Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024.

O feijão preto também viu as cotações encerrarem o mês passado em aceleração, alcançando os patamares mais elevados desde janeiro de 2025.

De acordo com o indicador, na última semana do mês, entre 20 e 26 de fevereiro, a liquidez permaneceu moderada. As negociações seguiram cautelosas e concentradas na reposição do varejo, enquanto a oferta da primeira safra continuou restrita, sustentando o viés de alta.

Baixa disponibilidade do feijão carioca

A qualidade e disponibilidade de lotes de padrão superior de feijão carioca foram comprometidas pelas chuvas durante a colheita em Minas Gerais e Goiás, prejudicando, especialmente, os grãos de nota 9 ou acima.

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Segundo o indicador Cepea/CNA, entre 20 e 27 de fevereiro, as altas foram generalizadas, com destaque para Curitiba, Paraná, com elevação de 9,40%, e Itapeva, com incremento de 8,18%, refletindo a maior disputa por grãos de melhor qualidade.

Já de janeiro para fevereiro, o preço médio do carioca acumulou valorização de 29,3%. Com isso, as médias de fevereiro superaram as de maio de 2025 e estabeleceram novo recorde nominal na série.

Grãos de notas 8 e 8,5

A valorização também foi consistente nos grãos de notas 8 e 8,5, impulsionada por atributos como coloração clara e escurecimento lento. Em Itapeva, as cotações subiram mais de 9% na semana analisada.

Goiás, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso também registraram preços firmes. No entanto, o avanço recente levou parte dos compradores a atuar com maior cautela no fim do mês.

Assim, diferentemente do observado no mesmo período de 2025, quando houve recuo entre janeiro e fevereiro, em 2026 o aumento mensal próximo de 26% reforça o movimento altista iniciado em janeiro.

Feijão preto

A demanda por feijão preto esteve mais comedida, influenciada pelos estoques previamente formados, conforme o indicador. Ainda assim, a preferência por lotes mais recentes manteve as cotações firmes.

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Entre 20 e 27 de fevereiro, os preços subiram 3,97% em Itapeva, 2,37% em Curitiba, 1,52% na metade sul do Paraná e 0,66% no oeste catarinense. Na média mensal, fevereiro registrou alta de 15,2%, revertendo a queda observada no mesmo período do ano passado e levando os preços aos maiores níveis desde janeiro de 2025.

“O comportamento dos preços em fevereiro reflete uma combinação clara de oferta restrita e demanda ainda ativa, especialmente para os lotes de melhor qualidade”, diz o assessor técnico da CNA Tiago Pereira.

Segundo ele, a redução da produção no Sul e os impactos climáticos sobre a colheita limitaram a disponibilidade no mercado. “Ainda que a liquidez tenha sido moderada no fim do mês, o patamar atual de preços indica um mercado ajustado, que tende a permanecer sensível ao ritmo da segunda safra e às condições climáticas nas próximas semanas”, conclui.

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Noz-pecã ganha valor com alimentos e cosméticos

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A abertura da colheita da noz-pecã, marcada para a próxima sexta-feira (8) em Nova Pádua (RS), deve ir além da produção in natura. O foco deste ano está nos produtos derivados, que ganham espaço como alternativa de agregação de valor à cultura.

Entre os destaques da programação estão alimentos e cosméticos desenvolvidos a partir da noz-pecã. A proposta é mostrar, na prática, como a matéria-prima pode ser aproveitada em diferentes segmentos.

Salame com noz-pecã

Um dos exemplos vem da agroindústria local, com a produção de salame com noz-pecã. O produto foi desenvolvido após meses de testes pela Salumeria Smiderle, que já atua no segmento de embutidos.

Segundo o sócio-proprietário, Samoel Smiderle, a ideia surgiu da combinação entre a tradição da charcutaria e a presença da pecanicultura na região. A formulação buscou equilíbrio entre sabor e textura. “A gente teve a ideia de testar a noz-pecã no embutido e chegou a um resultado com boa aceitação”, afirma.

O salame leva temperos naturais e passa por processo de maturação. A noz-pecã entra como diferencial, trazendo crocância ao produto. De acordo com Smiderle, a proposta foi manter um perfil mais suave, sem uso de realçadores de sabor.

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A aceitação inicial já reflete na produção. “Quem prova costuma aprovar e até substituir o tradicional”, diz.

Cosméticos à base de pecã

Outro destaque vem do setor de cosméticos. A empresa Nozes Pitol, de Anta Gorda (RS), apresenta uma nova fase da marca, agora chamada Fiorenoz, com foco em produtos de skincare.

A linha utiliza óleo e casca da noz-pecã como base das formulações. Segundo a representante da empresa, Victoria Pitol, a proposta é conectar o uso da matéria-prima ao bem-estar. “São ativos que trazem naturalidade para a pele”, explica.

A reformulação também busca ampliar a percepção sobre o uso da noz-pecã. “A ideia é mostrar que ela vai além do consumo alimentar e pode estar presente também no cuidado pessoal”, afirma.

Programação do evento

Além da apresentação dos produtos, a programação inclui visitação a estandes, painel temático e colheita simbólica.

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O evento será realizado no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na Comunidade Travessão Bonito, e em propriedade rural do município. A abertura da colheita é promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), com apoio de entidades do setor.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Agro Mato Grosso

Algodão em pluma acumula quinta alta seguida e atinge maior nível em MT

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Avanço dos preços é impulsionado por exportações firmes, estoques reduzidos e influência do petróleo, aponta Cepea

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Maior oferta global e expectativa de boa safra provocam queda nos preços do café

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Foto: Pixabay

Os preços do café arábica e do robusta encerraram abril em queda nos mercados interno e externo, pressionados pelas expectativas de maior oferta global no ciclo 2026/27 e pelas projeções de uma boa safra brasileira. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo os pesquisadores, o avanço da colheita no Brasil ao longo de maio também contribuiu para pressionar as cotações futuras na Bolsa de Nova York (ICE Futures). Apesar disso, as baixas foram limitadas pelo baixo nível dos estoques certificados da bolsa e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que seguem gerando incertezas sobre o fluxo global da commodity.

Arábica acumula queda de mais de 26% em um ano

O Indicador Cepea/Esalq do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, registrou média de R$ 1.811,87 por saca de 60 quilos em abril. O valor representa recuo de 5,3% em relação à média de março, quando a cotação ficou em R$ 1.913,89 por saca.

Na comparação anual, a queda é ainda mais intensa. Em relação a abril de 2025, quando o indicador teve média de R$ 2.476,40 por saca, o recuo chega a 26,8% em termos reais, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026.

Robusta cai mais de 40% frente ao ano passado

Para o café robusta, o Indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, teve média de R$ 917,15 por saca em abril.

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O valor representa queda de 10,3% frente à média de março, de R$ 1.021,92 por saca. Já na comparação com abril do ano passado, quando a média foi de R$ 1.549,59, a baixa acumulada chega a 40,1% em termos reais.

Bolsa de Nova York também registra baixa

Na ICE Futures, o contrato julho/2026 do café arábica encerrou abril cotado a 285,55 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 525 pontos em relação ao fechamento de março.
Segundo o Cepea, as perspectivas de maior oferta global e o avanço da colheita brasileira foram os principais fatores de pressão sobre os contratos futuros ao longo do mês.

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Agro MT