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2 de novembro de 2026

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Possível acordo entre EUA e China traz volatilidade ao mercado brasileiro de soja

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O mercado brasileiro de soja teve uma sessão marcada por forte volatilidade nesta terça-feira (28). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o pregão foi instável, com o grão chegando a subir mais de 2%, ainda sustentado pelas expectativas de um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China.

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“Nos portos, os prêmios recuaram novamente, o que acabou limitando o viés altista da bolsa”, explicou Silveira. Apesar de momentos pontuais de oportunidade, os movimentos reportados foram pequenos.

De acordo com o analista, os preços operaram de forma mista em várias praças, já que as cotações seguem acima da paridade de exportação. Na safra nova, os prêmios ficaram negativos, acendendo um sinal de alerta no mercado.

Silveira destacou ainda que o produtor segue focado no plantio, e as boas previsões de chuva no Centro-Oeste, Nordeste e Sul mantêm o ritmo dos trabalhos. O volume de negócios, porém, continua reduzido.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de 134,00 para 135,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de 135,00 para 136,00
  • Cascavel (PR): caiu de 134,00 para 133,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de 125,50 para 126,00
  • Dourados (MS): subiu de 125,50 para 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em 125,00
  • Paranaguá (PR): subiu de 140,00 para 141,00
  • Rio Grande (RS): manteve em 141,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a terça-feira com altas para grão e farelo e baixas para o óleo. O mercado chegou a avançar cerca de 2% durante parte da sessão, impulsionado pelo otimismo em torno de um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Na máxima do dia, o contrato dezembro/25 superou os US$ 10,90 por bushel, mas perdeu força diante do ceticismo de produtores norte-americanos quanto à retomada das compras chinesas.

Contratos futuros de soja

O contrato novembro/25 fechou em US$ 10,78¼ por bushel, alta de 11,00 centavos (1,03%), e o janeiro/26 subiu 10,25 centavos (0,94%), a US$ 10,95¼ por bushel. No farelo, dezembro/25 recuou US$ 8,30 (2,78%), a US$ 306,50 por tonelada, enquanto o óleo cedeu 0,51 centavo (1,00%), a 50,26 centavos de dólar por libra-peso.

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Câmbio

O dólar comercial fechou em queda de 0,17%, cotado a R$ 5,3607 para venda e R$ 5,3587 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3536 (mínima) e R$ 5,3876 (máxima).

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Gefron e PRF apreendem 130 kg de cocaína em Glória D’Oeste

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Operação resultou em uma prisão e gerou um prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões às facções criminosas

Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada no município de Glória D’Oeste (a 130 km de Cuiabá), nesse domingo (1°.11), resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de 130 kg de cloridrato de cocaína (a forma mais pura desse entorpecente).

A droga estava dividida em 120 tabletes, escondidos em diferentes compartimentos de um Jeep Cherokee. A apreensão dos entorpecentes e do veículo gerou um prejuízo de R$ 3,2 milhões às fações criminosas.

Aos policiais, o motorista preso relatou que receberia R$ 5 mil para levar a droga até São Paulo, mas não informou a origem da droga. O suspeito, o carro e os entorpecentes foram entregues da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), da Polícia Civil.

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Fiscalização na fronteira

Sob gestão da Secretaria de Segurança Pública, o Gefron atua há 24 anos na prevenção e combate ao tráfico de drogas, roubos, sequestros e outras modalidades de crimes nos municípios fronteiriços e do entorno da fronteira do Brasil do a Bolívia.

Entre janeiro e setembro deste ano, a equipe especializada apreendeu 26,3 toneladas de drogas no Estado, volume 22% maior do que toda a apreensão registrada nos 12 meses de 2025. Somente em 2026, o Gefron também levou à prisão 324 suspeitos, em 199 ocorrências. Ao todo, o prejuízo estimado às facções foi calculado em R$ 371 milhões.

Para contribuir com as ações do Gefron, a população pode denunciar de forma anônima pelos telefones: 0800 646 1402 e (65) 99668-7655, este último por ligação e mensagem de Whatsapp. Também está disponível o telefone 181 (Disque Extorsão), focado em ações de facções criminosas, com garantia de sigilo do denunciante.

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Polícia Civil de MT realiza mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano

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Os dados demonstram resultados expressivos no combate às facções criminosas em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.

O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.

As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.

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Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.

“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.

Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.

Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

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A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.

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Homem é morto a tiros pelo próprio irmão em bar de MT; briga política pode ter motivado crime

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Testemunha contou à polícia que os dois estavam afastados por divergências políticas; suspeito fugiu após os disparos e é procurado

Uma desavença entre irmãos terminou em morte na manhã de domingo (1º), em Paranaíta, a 838 quilômetros de Cuiabá. Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, dentro de um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro.

Segundo o boletim de ocorrência, Laercio começou a insultar Gilmar, que não reagiu às provocações. A vítima chegou a se levantar para deixar o estabelecimento, mas foi surpreendida pelo irmão, que sacou um revólver da cintura e abriu fogo.

Gilmar foi atingido três vezes, sendo uma na mão esquerda e duas no tórax. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

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O que chama a atenção é o possível pano de fundo político da tragédia. Uma testemunha contou aos policiais que os irmãos já não mantinham contato por divergências ideológicas. De acordo com o proprietário do bar, Laercio se identificava com a esquerda, enquanto Gilmar era alinhado à direita.

A Polícia Civil investiga se a rivalidade política teve relação direta com o assassinato.

Após o crime, Laercio deixou o estabelecimento com a arma em mãos e fugiu em uma caminhonete Fiat Titano preta. O veículo foi localizado abandonado no bairro Renascer, em Alta Floresta. Informações repassadas à Polícia Militar indicam que o suspeito teria seguido a pé.

Equipes policiais também estiveram na residência de Laercio, mas não encontraram ninguém. Até o momento, ele permanece foragido.

A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os procedimentos necessários no local. O caso segue sob investigação.

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