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4 de maio de 2026

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Vice-governador rebate críticas internacionais e reafirma produção sustentável de MT

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Durante a abertura do World Meat Congress (Congresso Mundial da Carne), na manhã desta terça-feira (28), no Buffet Leila Malouf, o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, fez uma defesa enfática do modelo produtivo mato-grossense, rebatendo críticas internacionais sobre a sustentabilidade da pecuária brasileira.

“É uma honra representar o Governo do Estado neste congresso que orgulha toda a nossa gente, é a primeira vez que ele é realizado no Brasil. Mato Grosso tem vocações muito bem definidas, e nós aprendemos a conservar. Hoje, não há como esconder irregularidades ambientais. Produzimos com transparência e eficiência”, afirmou o vice-governador no evento, que reúne autoridades, empresários, pesquisadores e representantes de mais de 20 países para debater temas como geopolítica alimentar, rastreabilidade, sustentabilidade e bem-estar animal, até o dia 30 de outubro, em Cuiabá.

Pivetta destacou que Mato Grosso produz cerca de 10 toneladas por hectare sem irrigação, um dos índices mais altos do mundo, e que a evolução tecnológica da pecuária tem permitido reduzir áreas de pastagem e aumentar a produtividade.

“Não é justo que interesses mundo afora tentem desvirtuar aquilo que realmente é. Nosso sistema produtivo é sustentável, virtuoso e preserva o meio ambiente. É um sistema de produção e preservação”, completou.

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O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, ressaltou a importância do congresso para consolidar Mato Grosso como referência global na cadeia de proteína animal.

“O Brasil é um grande player internacional da carne, e Mato Grosso se destaca entre todos os estados. Pela primeira vez o congresso é realizado no país e na América do Sul, mostrando ao mundo a carne sustentável que produzimos. Aqui, o gado é criado a pasto com responsabilidade ambiental e bem-estar animal”, afirmou.

Miranda reforçou que a presença de delegações estrangeiras permite ampliar mercados e fortalecer relações comerciais.

“Uma coisa é ouvir falar, outra é ver como se produz. Eles vão conhecer nossa carne de qualidade e sustentável, ver que produzimos mais, usando menos área e com mais diálogo entre governo, pecuaristas e indústria”, destacou, lembrando o papel do Imac na integração entre os setores.

Representando o International Meat Secretariat (IMS), o secretário-geral Dr. Phil Hadley agradeceu ao governo de Mato Grosso e ao Imac pela hospitalidade e destacou a importância do estado na produção mundial de proteína animal.

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“É simbólico que este congresso seja realizado aqui, dada a relevância de Mato Grosso no mercado global de carne. Temos um programa fantástico, que aborda desafios como comércio, sustentabilidade e o papel do consumidor final”, disse.

Na mesma linha, o presidente do IMS, Dr. Juan José Grigera Naón, elogiou a organização e lembrou que o evento serve como espaço de diálogo entre nações produtoras e consumidoras. Ele homenageou o ex-presidente do IMS, Patty Moore, e defendeu o livre comércio baseado em ciência.

“O IMS representa cerca de 75% da produção global de carne bovina, suína e ovina. Todas as regulamentações devem ter base científica; do contrário, corremos o risco de criar barreiras não tarifárias. Nosso foco deve ser proativo e não reativo, comunicando com clareza o papel essencial da carne na saúde, no meio ambiente e no desenvolvimento econômico”, afirmou.

O presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Caio Penido, ressaltou que a realização do congresso em Cuiabá fortalece a posição de Mato Grosso no cenário internacional.

“É o mundo vindo a Mato Grosso para conhecer de perto nossa produção sustentável. Temos aqui cerca de 100 estrangeiros de 23 países, que poderão visitar frigoríficos e fazendas para constatar nossa segurança sanitária e biodiversidade. É uma oportunidade única de trazer mais transparência à cadeia da carne”, destacou.

Penido também lembrou que o estado avança em rastreabilidade, com o desenvolvimento do “passaporte verde”, que permitirá comprovar de forma verificável a origem sustentável da carne mato-grossense.

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“O Imac trabalha para consolidar esse modelo e fortalecer a imagem do nosso produto no mundo. O congresso é uma vitrine para investimentos e parcerias internacionais, principalmente com a Ásia e o Oriente Médio, que buscam segurança alimentar e parceiros confiáveis. Mato Grosso é esse parceiro”, concluiu.

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Justiça bloqueia até R$ 720 mil de Elizeu e Cezinha

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de bens e valores do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), do vereador por Cuiabá José Cesar Nascimento, o Cezinha (União Brasil), além de outros investigados no âmbito da Operação Emenda Oculta. A soma dos valores atingidos pode chegar a R$ 720 mil.

A decisão também alcança empresas e entidades mencionadas no inquérito. O bloqueio foi realizado por meio de sistemas judiciais e pode atingir contas bancárias, veículos e imóveis vinculados aos investigados.

As apurações indicam possível movimentação irregular de recursos públicos, com registros de saques em dinheiro vivo considerados elevados. Entre os valores citados estão retiradas de R$ 250 mil, R$ 350 mil e R$ 120 mil, além da circulação desses montantes entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao caso.

Na decisão, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte apontou risco de dissipação patrimonial, sobretudo pela movimentação em espécie.

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De acordo com a magistrada, o bloqueio tem caráter cautelar, visa garantir eventual ressarcimento ao erário e pode ser revisto conforme o andamento das investigações, que seguem no Tribunal de Justiça.

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Agro Mato Grosso

Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Agro Mato Grosso

Desenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez

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Programa fica aberto por 90 dias e cobre dívidas de famílias, estudantes, pequenas empresas e assentados da reforma agrária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, nova edição do programa federal de renegociação de dívidas. A iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% sobre o valor total devido e possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos. Uma das principais novidades é a inclusão do produtor rural e de famílias assentadas pelo programa de reforma agrária,público que não integrava o Desenrola original.

O programa funciona por 90 dias e se divide em quatro categorias:
  • Desenrola Famílias — para quem tem renda de até cinco salários mínimos
  • Desenrola Fies — para estudantes do ensino superior com financiamento estudantil
  • Desenrola Empreendedor — para micro e pequenas empresas
  • Desenrola Rural — para pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária

O foco recai sobre dívidas de cartão de crédito, cheque especial, Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e crédito rural.

A inclusão do setor rural representa a principal inovação do Desenrola 2.0. Pelo Desenrola Rural, pequenos agricultores e famílias assentadas podem renegociar dívidas com prazo estendido até dezembro. O governo ampliou o limite de adesão especificamente para esse público, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso a programas de crédito urbano.

Famílias podem parcelar em até quatro anos

Para o público geral, o Desenrola Famílias garante descontos entre 30% e 90% do valor devido, com parcelamento em até 48 meses e prazo de 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Famílias com renda mensal de até R$ 8.105 ainda podem liberar até 20% do saldo do FGTS para abater as dívidas.

Quem tem dívidas do Fies vencidas há mais de 90 dias pode negociar descontos entre 12% e 99% sobre juros e multas. O valor principal pode ser parcelado em até 150 vezes.

Para micro e pequenas empresas, o programa ampliou prazos e limites. A carência de pagamento sobe de 12 para 24 meses, o prazo máximo passa de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso vai de 14 para 90 dias. O teto de crédito sobe para R$ 180 mil (ante R$ 130 mil) para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e para R$ 500 mil (ante R$ 250 mil) para CNPJs com faturamento de até R$ 4,8 milhões.

Recursos vêm do FGO e de valores esquecidos nos bancos

O programa acessa o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que já conta com R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um aporte adicional de até R$ 5 bilhões. O governo também prevê uso de recursos do SVR (Sistema de Valores a Receber), que reúne dinheiro esquecido em instituições financeiras.

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O Novo Desenrola também altera as regras do crédito consignado do INSS e do servidor público. As duas modalidades deixam de vincular o cartão ao empréstimo. Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo das operações sobe de 96 para 108 meses, a carência chega a 90 dias e a margem de comprometimento de renda cai de 45% para 40%.

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Agro MT