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22 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Inovador biológico 3 em 1 amplia registro para o milho e possibilita redução dos fertilizantes minerais com ganhos de 18 sacas por hectare – MAIS SOJA

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 A cultura do milho, altamente exigente em nutrientes, apresenta custos de adubação que impactam diretamente a rentabilidade das lavouras, demandando estratégias que aumentem a eficiência do manejo nutricional e reduzam perdas no campo. Com o aumento da adoção de insumos biológicos no setor agrícola, alternativas complementares têm se mostrado aliadas na otimização do uso de fertilizantes e na melhoria da performance agronômica. Nesse contexto, novas tecnologias vêm sendo disponibilizadas ao mercado, como um inovador biológico 3 em 1, já validado na cultura da soja e agora com registro estendido para o milho. O produto combina solubilização de fósforo, promoção de crescimento e fixação biológica de nitrogênio (FBN), e foi validado em cinco diferentes regiões do país, demonstrando ganhos consistentes de produtividade entre 12 e 23,3 sacas por hectare, com média de incremento de 18,3 (+23%), além de melhorias expressivas no desenvolvimento radicular e foliar, maior eficiência nutricional, fortalecimento da sanidade e resistência a estresses climáticos e bióticos.

Os testes de validação do GRAP NOD PHOS, solução biológica multifuncional desenvolvida pela Agrocete, multinacional brasileira especializada em fisiologia vegetal, nutrição e controle biológico, foram conduzidos em Toledo (PR), Francisco Alves (PR), Laranjeiras do Sul (PR), Piracicaba (SP) e Campo Grande (MS), sob coordenação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), abrangendo diferentes regiões edafoclimáticas. Comparado a áreas sem o uso do inoculante, o produto aumentou, em média, 40% a massa seca das raízes, 22% os teores foliares de fósforo, 15% os de nitrogênio e 7% os de potássio. A atividade da enzima fosfatase ácida, responsável por mobilizar o fósforo presente no solo, registrou acréscimo médio de 17 mg PNG por quilo de solo, indicando maior disponibilidade do nutriente essencial para as plantas. A aplicação do bioinsumo, na dose de 100 mL/ha, também proporcionou os maiores ganhos, mesmo com a adubação fosfatada reduzida em 50%, alcançando produtividades equivalentes às áreas com 100% do fertilizante fosfatado em todas as cinco áreas avaliadas, o que evidencia benefícios econômicos e ambientais ao possibilitar a redução significativa no uso de fertilizantes minerais por meio da substituição parcial por um insumo biológico.

“Reunindo microrganismos benéficos de alta eficiência, conhecidos como ‘bactérias do bem’, essa solução, que já apresentava resultados consistentes na soja, integra uma nova geração de biológicos. O diferencial está em combinar funções distintas em uma única formulação, a multifuncionalidade, gerando efeitos sinérgicos que fortalecem o desempenho e a sustentabilidade das culturas a longo prazo. Com o desempenho positivo observado em todas as cinco áreas testadas, que reforçam a consistência e a segurança da tecnologia, decidimos estender o registro do produto para a cultura do milho, oferecendo aos produtores, tanto os que já utilizam o NOD PHOS na soja quanto os que ainda não testaram a tecnologia, a oportunidade de ampliar ganhos de produtividade e otimizar custos em sua propriedade”, explica Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento da Agrocete.

Tecnicamente, o NOD PHOS combina 3 estirpes específicas de Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens, microrganismos que atuam de forma complementar para atender às altas demandas nutricionais do milho. Estirpes especialistas de Azospirillum contribuem para a fixação biológica de nitrogênio e a produção de fitormônios que promovem o crescimento, enquanto a Pseudomonas promove a solubilização de fosfatos, aumentando a disponibilidade desses nutrientes. O produto ainda forma biofilme, protegendo os microrganismos e as raízes das plantas, potencializando suas funções. Dessa forma, ao atuar como solubilizador de fósforo, promotor de crescimento vegetal e fixador de nitrogênio, a solução 3 em 1 potencializa a eficácia da nutrição via solo e favorece o crescimento saudável e mais resistente das plantas, especialmente em contextos de estresse hídrico e térmico, contribuindo ainda para a sanidade das plantas, com menor incidência de doenças e um sistema radicular mais fortalecido frente a desafios do solo e do clima.

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“Seu diferencial está na concentração e combinação das estirpes em uma única embalagem, evitando incompatibilidades comuns quando se misturam inoculantes distintos, o que ajuda o produtor a reduzir riscos ligados a variações de disponibilidade nutricional. A extensão do registro do NOD PHOS para o milho reforça a tendência de crescimento do setor de biológicos nas lavouras brasileiras e permite que produtores que já utilizam o produto na soja repliquem a estratégia em duas culturas-chave, potencializando o custo-benefício ao longo da sucessão de cultivos”, continua Andrea.

A introdução de bioinsumos no manejo dos produtores rurais e a consequente substituição de insumos minerais e químicos deve sempre ser realizada de modo seguro para que os ganhos econômicos e agronômicos sejam evidenciados. Para quem ainda não conhece a tecnologia, a Agrocete coloca à disposição dos clientes um time técnico de campo preparado para dar o suporte necessário e realizar a melhor recomendação para cada situação de manejo, de modo que os benefícios sejam obtidos. Também recomenda que os agricultores e técnicos utilizem o produto em suas áreas e situação de manejo real, avaliando no decorrer do ciclo da cultura diferenças no crescimento radicular, coloração das folhas, espessura do colmo, resposta a estresses climáticos e produtividade final.

Sustentabilidade como estratégia de negócio — Atualmente, o Brasil vive a chamada “Revolução dos Biológicos”, impulsionada pela crescente adoção de tecnologias que promovem produtividade com menor impacto ambiental. A Lei de Bioinsumos (Lei 15.070/2024), sancionada em dezembro de 2024 e em processo de regulamentação, cria novas oportunidades para o desenvolvimento de produtos naturais derivados de microrganismos, plantas, animais e outros compostos orgânicos, que desempenham funções essenciais na nutrição, proteção e estímulo ao crescimento das culturas. Essas soluções oferecem alternativas sustentáveis ao uso exclusivo de fertilizantes minerais e defensivos químicos, atendendo às demandas do mercado por sistemas produtivos mais equilibrados e resilientes.

Nesse cenário, a Agrocete reforça seu compromisso com soluções biológicas e sustentáveis — atualmente, quase metade dos produtos da empresa é classificada como sustentável e, em 2024, essas soluções representaram 76% das vendas no Brasil. O portfólio inclui fertilizantes especiais, inoculantes biológicos e biodefensivos, com destaque para bioinsumos voltados à nutrição, estímulo ao crescimento e controle de pragas e doenças, além de produtos formulados com matérias-primas orgânicas, capazes de reduzir o uso de defensivos químicos e aumentar a eficiência da lavoura.

Reforçando esse compromisso, a multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR), anunciou investimento de R$ 11 milhões na construção de uma nova planta dedicada à produção de biodefensivos, além de destinar 5% do faturamento anual em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A companhia prevê ainda o lançamento de oito novos produtos biológicos até 2027, desenvolvidos internamente ou em parceria com empresas de biotecnologia. “Com a nova planta, os lançamentos previstos e o investimento contínuo em P&D, ampliamos nossa capacidade de oferecer produtos biológicos cada vez mais inovadores e sustentáveis, atendendo às demandas do mercado de forma consistente, integrando os mesmos às soluções nutricionais e fisiológicas que já trabalhamos”, finaliza a diretora de marketing e desenvolvimento da Agrocete.

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Dessa forma, com a extensão do registro do GRAP NOD PHOS para o milho, a Agrocete visa oferecer aos produtores uma ferramenta prática e sustentável, capaz de gerar ganhos diretos de produtividade e efeitos fisiológicos favoráveis à planta, sem abrir mão de práticas responsáveis do ponto de vista ambiental e econômico.

Sobre a Agrocete:

Fundada em 1980, e completando 45 anos em 2025, a Agrocete é uma multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR) e unidades nos Estados Unidos, México e Paraguai, com referência internacional na área de adjuvantes, fisiológicos, biológicos e nutrição.

A Agrocete tem uma das maiores e mais avançadas plantas fabris de inoculantes biológicos do mundo e é certificada pela ISO 9001, de gestão e qualidade, e pela ISO 14001, de gestão ambiental. Também é reconhecida pelo selo Together for Sustainability, iniciativa global que certifica empresas com uma indústria química segura e comprometida com o meio ambiente.

A empresa é pioneira na produção de fertilizantes especiais e inoculantes no Brasil e se destaca pela inovação e modernidade tecnológica, do laboratório ao campo. Prova disso, é a implantação de uma unidade para o desenvolvimento, validação e testagem de produtos inovadores, como os biológicos de controle e biofertilizantes, e da Universidade Agrocete, para capacitação dos colaboradores da empresa.

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Para mais informações, acesse: www.agrocete.com.br

Fonte: Assessoria de Imprensa Agrocete



 

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Sustentabilidade

STF decide que Funrural cobrado antes de 2018 é inconstitucional. E agora? – MAIS SOJA

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No dia 15 de outubro, por 6 a 5 votos, os ministros dos Supremo Tribunal Federal decidiram que a cobrança da contribuição previdenciária para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) feita até 31 de dezembro de 2017 é inconstitucional. A conclusão vale tanto para as cobranças feitas a produtores rurais pessoa física quanto para as empresas compradoras de produtos rurais — que faziam os pagamentos na forma de sub-rogação.

De maneira geral, o entendimento da maioria do Tribunal é de que não havia clareza e todos os requisitos legais exigidos na legislação que embasava a cobrança da contribuição. No julgamento, os ministros também concluíram que a publicação da Lei 13.606, em 2018, tornou a exigência de pagamento constitucional. Desta forma, cobranças feitas a partir de 1º de janeiro de 2018 são regulares.

E agora?

Quem possui processos administrativos/judiciais, execuções fiscais e depósitos judiciais relacionados a cobranças anteriores a 2018 poderá pedir a extinção ou anulação dos procedimentos com base na decisão do STF.

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Porém, o Supremo não definiu se quem pagou o Funrural antes de 2018 terá direito a reaver os valores ou quais diretrizes devem ser adotadas para os parcelamentos ativos. A expectativa é de que esses pontos, considerados “efeitos” da declaração de inconstitucionalidade da cobrança, sejam esclarecidos em um novo julgamento — que não tem data prevista para acontecer.

Recomendação da Aprosoja

A recomendação da Aprosoja Brasil é de que cada produtor converse com o contador e assessoria jurídica de confiança para avaliar o seu caso individual, principalmente se houver débito inscrito em dívida ativa ou ação judicial em curso referente a período anterior a 2018.

A Aprosoja seguirá acompanhando o processo no STF até o completo encerramento do tema.

Fonte: Aprosoja Brasil

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Sustentabilidade

Embrapa alerta para risco de propagação de bacteriose no trigo através de sementes – MAIS SOJA

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A presença do fenômeno El Niño, com chuvas por vários dias consecutivos, combinada com temperaturas mais amenas, está favorecendo a ocorrência de bactérias nas lavouras de trigo na Região Sul. A Embrapa Trigo alerta para o cuidado na produção de sementes em áreas afetadas pela bacteriose.

A safra de trigo entra na reta final no Rio Grande do Sul. O ambiente desafiador, com excesso de chuva na maioria das regiões produtoras, agravou a incidência de doenças nas lavouras, principalmente causadas por fungos, como manchas foliares, ferrugem e oídio. Contudo, nos últimos meses, lesões translúcidas e com características de queima têm sido registradas nas folhas das plantas, possivelmente causadas pelo ataque de bactérias.

Conforme o pesquisador da Embrapa Trigo, João Leodato Nunes Maciel, longos períodos com chuva e alta umidade, combinados com temperaturas amenas, em torno de 15 a 20ºC, favorecem o desenvolvimento de bactérias da espécie Pseudomonas syringae pv. syringae, agente causal da queima bacteriana da folha de trigo. “Pseudomonas é habitante natural das folhas de trigo, mas também sobrevive em restos culturais e em sementes. Quando as condições climáticas são ideais ao desenvolvimento da bactéria, como neste ano, a população bacteriana aumenta a tal ponto que a ação das toxinas produzidas contribui significativamente para o aparecimento de sintomas de queima das folhas”, esclarece o pesquisador.

Manejo da bacteriose

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Não existe um defensivo agrícola registrado no MAPA para controle de bacteriose na cultura do trigo e os fungicidas não servem para o controle das bactérias, que podem continuar no ambiente mesmo após a aplicação do defensivo. “No entanto, nesta época, o produtor deve fazer a aplicação de fungicidas para controlar fungos e prevenir doenças de espiga. Em algumas lavouras com cultivares suscetíveis à ferrugem e manchas, a infecção por outros patógenos, incluindo bactérias, pode ser favorecida devido à maior debilidade da planta, sendo então necessário continuar o controle para as demais doenças e não sobrestimar o potencial de dano causado pela bactéria”, afirma João Leodato.

Bactérias nas sementes de trigo

Pseudomonas syringae pv. syringae é uma bactéria capaz de sobreviver em diversos ambientes, tais como na superfície de plantas hospedeiras (se alimentando de substâncias produzidas nas folhas, mesmo sem causar sintomas), no solo, em restos culturais e nas sementes.

A partir da semente de trigo a bactéria pode ser transmitida para a nova planta. Os sintomas dessa infecção aparecem já nas folhas primárias, na forma de lesões com aspecto encharcado, de cor verde-acinzentado a marrom-claro. Entretanto, a presença de Pseudomonas em sementes de trigo não tem sido associada à podridão ou morte de raízes das plantas.

A confirmação de que P. syringae pv. syringae está presente na semente pode ser realizada por meio de testes laboratoriais. Contudo, o pesquisador João Leodato Maciel reitera que não existem produtos bactericidas oficialmente registrados para o tratamento de sementes. Ainda, segundo ele, os resultados obtidos na avaliação de tratamentos preventivos, como a termoterapia, não forneceram dados suficientes para recomendar esta prática como uma medida de manejo da doença viável tecnicamente. “A recomendação para evitar ou minimizar os danos da queima bacteriana causada por Pseudomonas é a utilização de sementes livres da bactéria, condição que está diretamente vinculada ao uso de sementes produzidas em lavouras com baixa ocorrência da doença”, orienta Maciel. O pesquisador avalia que o uso de cultivares resistentes à doença também é uma medida importante que, entretanto, no Brasil se torna limitada devido ao pouco volume de informações relativas à reação das cultivares à queima bacteriana.

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Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Umidade do solo e qualidade da semeadura definem estabelecimento da soja – MAIS SOJA

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Nesta etapa do ciclo da soja, a definição dos próximos talhões a serem semeados deve considerar mais do que a ocorrência recente de chuvas. A disponibilidade de água na camada onde a semente será depositada e também abaixo dela é um dos principais critérios para decidir quando avançar com a operação. Precipitações isoladas podem molhar a superfície sem garantir condições para sustentar todo o processo de germinação e emergência. Se a semente absorve água, inicia a germinação e o solo volta a secar, aumenta o risco de perda da plântula — a planta em seu estágio inicial de desenvolvimento — e de necessidade de replantio.

A temperatura também deve ser observada na profundidade em que a semente será posicionada, normalmente entre 3 e 5 centímetros. Segundo Rafael Vaz, gerente comercial de Sementes da Conceito Sementes, a temperatura próxima a 25 °C favorece o estabelecimento da cultura e pode ser conferida com um termômetro diretamente no solo. “Uma checagem simples no próprio talhão também pode ajudar: ao apertar uma amostra de terra com a mão, ela deve formar um torrão com alguma coesão, sem liberar água”, completa.

Tipo de solo, cobertura de palha, ciclo da cultivar e planejamento da segunda safra também interferem na sequência da semeadura. Áreas argilosas, por reterem água por mais tempo, e talhões com boa cobertura tendem a oferecer condições mais favoráveis. Já solos arenosos ou de textura média exigem maior atenção à regularidade das chuvas. Nos talhões destinados ao milho safrinha, o posicionamento de cultivares precoces pode ajudar a preservar a janela da segunda safra, desde que sejam respeitadas as recomendações de época de cada material.

O escalonamento entre áreas e cultivares também ajuda a distribuir fases importantes do desenvolvimento da soja ao longo do tempo. A estratégia evita, por exemplo, concentrar todo o enchimento de grãos em um intervalo curto, reduzindo a exposição de grande parte da lavoura a uma mesma condição climática em uma fase decisiva.

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Regulagem precisa ser confirmada no campo

Depois da decisão sobre onde plantar, a qualidade da operação passa a ser determinante para a formação do estande. A regulagem da plantadeira antes de entrar na lavoura é necessária, mas não garante, sozinha, que a distribuição das sementes permanecerá adequada em todas as áreas. “Como o tipo de solo, a quantidade de palha e as condições de operação mudam de um talhão para outro, é importante abrir o sulco e conferir se a semeadura está ocorrendo como previsto”, explica Vaz.

De acordo com ele, essa verificação deve ser feita no início de cada talhão, a cada reabastecimento e sempre que houver mudanças nas condições da área ou na velocidade da operação. Entre os pontos que merecem atenção estão a profundidade de deposição, entre 3 e 5 centímetros, a distribuição das sementes na linha, a ocorrência de falhas ou duplas, o número de sementes por metro e o fechamento adequado do sulco. Também é importante observar possíveis danos causados pela plantadeira às sementes, deixando-as quebradas ou trincadas, e garantir que o fertilizante seja posicionado sem contato direto com a semente, evitando danos.

A velocidade da plantadeira é outro ponto crítico. Quando ultrapassa a capacidade do equipamento ou não acompanha as características do terreno, pode prejudicar a distribuição das sementes. Os monitores eletrônicos auxiliam no acompanhamento, mas não substituem a conferência direta no solo. “Uma falha identificada nos primeiros hectares pode ser corrigida rapidamente. Quando o problema só aparece depois da emergência, uma área muito maior pode já ter sido afetada”, diz Vaz.

Mesmo sementes de alta qualidade e corretamente tratadas podem perder desempenho quando encontram condições desfavoráveis. Falta de água após o início da germinação, temperaturas elevadas na superfície, chuvas intensas capazes de formar crosta e excesso de água, com redução da oxigenação do solo, estão entre os fatores que prejudicam a emergência. Problemas como profundidade excessiva, compactação do sulco, contato com fertilizante e danos mecânicos provocados pelo dosador também podem comprometer o estabelecimento.

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O tratamento de sementes contribui para proteger a soja nos primeiros estágios contra pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e a lagarta-elasmo, também conhecida como broca-do-colo, além de fungos de solo, entre eles Fusarium e Rhizoctonia. Essa proteção, no entanto, não compensa condições inadequadas de semeadura ou falhas no manuseio. Sementes tratadas expostas ao sol ou mantidas em locais quentes podem perder vigor, enquanto o inoculante pode ter a eficiência reduzida pelo calor e pelo tempo excessivo entre a aplicação e o plantio.

Distribuição das plantas pesa mais do que o número isolado

Cerca de dez dias após a semeadura, desde que tenham existido condições adequadas para a germinação, já é possível realizar uma primeira avaliação do estande. Na soja, porém, o número total de plantas não deve ser analisado de forma isolada. A cultura tem potencial de compensar parcialmente populações menores quando as plantas estão bem distribuídas, o que torna a uniformidade um dos principais pontos de atenção.

Falhas longas e frequentes nas linhas, espaços de 50 centímetros a 1 metro sem plantas, problemas repetidos em vários pontos do talhão ou sempre nas mesmas linhas da plantadeira podem indicar que a ocorrência deixou de ser pontual. Mortalidade após a emergência e diferenças acentuadas no desenvolvimento das plantas também exigem investigação. “Mais do que olhar apenas para o número de plantas, é preciso entender como elas estão distribuídas. Plantas que emergem muito depois das demais tendem a ficar dominadas e contribuir menos para a produtividade”, conclui Vaz.

Sobre o Grupo Conceito

O Grupo Conceito atua em diversos segmentos no mercado agro em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, dentre eles comercialização de insumos agrícolas, com a Conceito Agrícola; armazenagem e comercialização de grãos, com a Conceito Armazém; produção própria de grãos, com a Conceito Fazendas; e mais recentemente venda de semente de soja própria, trazendo genética Brasmax, com a Conceito Sementes, que possui estrutura de armazenagem 100% refrigerada e logística de entrega diferenciada. Com sede em Rio Verde, o Grupo é um núcleo de conhecimentos, tecnologias, produtos e serviços que facilita a adaptação dos clientes para prosperar em um negócio mais tecnológico e sustentável, trazendo a visão de quem também é produtor e entende as dificuldades e expectativas do campo.

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Fonte: Assessoria de imprensa



 

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