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18 de junho de 2026

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve seguir travado – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve seguir travado nesta quinta-feira. A fixação de oferta pouco avança por parte dos produtores, e os consumidores também demonstram tranquilidade em relação ao abastecimento. A Bolsa de Chicago opera em alta e o dólar cai frente ao real, contribuindo ainda mais para a contenção da comercialização.

O mercado brasileiro de milho teve uma quarta-feira de preços pouco alterados e ritmo fraco na comercialização. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado segue sem forte procura, tendo apenas em São Paulo alguma alta pontual. “Temos boas chuvas e a safra de verão andando”, comenta.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 66,50/69,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 64,00/66,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 69,00/72,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 59,00/62,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 55,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 57,00/61,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro estão cotados a US$ 4,25 por bushel, alta de 2,00 centavos de dólar, ou 0,47%, em relação ao fechamento anterior.

* O cereal acompanha o movimento de valorização do petróleo em Nova York, que sobe mais de 5%. As cotações também encontram suporte em compras técnicas e na expectativa de um possível acordo comercial entre os Estados Unidos e a China.

* O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve um tom otimista em relação às negociações com o líder chinês Xi Jinping, que devem ocorrer na próxima semana, na Coreia do Sul. Trump destacou novamente a retomada das compras chinesas de soja como um dos pontos centrais das conversas.

* Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) costuma divulgar seus dados semanais de exportação às quintas-feiras, mas a publicação de hoje foi suspensa devido à paralisação no financiamento federal.

* Ontem (22), os contratos com entrega em dezembro de 2025 fecharam com alta de 0,77%, ou 3,25 centavos, cotados a US$ 4,23 por bushel. Os contratos com entrega em março de 2026 fecharam com avanço de 2,00 centavos, ou 0,46%, cotados a US$ 4,35 3/4 por bushel.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com baixa de 0,20%, cotado a R$ 5,3861. O Dollar Index registra valorização de 0,20% a 99,09 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços mistos. Xangai, +0,22%. Japão, -1,35%.

* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, +0,29%. Frankfurt, -0,19%. Londres, +0,64%.

* O petróleo opera em alta. Dezembro do WTI em NY: US$ 61,37 o barril (+4,90%).

AGENDA

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Japão: O índice de preços ao consumidor de setembro será publicado às 20h30 pelo departamento de estatísticas.

—–Sexta-feira (24/10)

– O BC divulga, às 8h30, as Estatísticas do setor externo referentes a setembro.

– EUA: O índice de preços ao consumidor de setembro será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

– Relatório de Produção e Vendas da Petrobras, após o fechamento do mercado.

Fonte: Pedro Carneiro / Safras News



 

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Sustentabilidade

Yamato SC: A peça-chave para o manejo do caruru – MAIS SOJA

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A competição das plantas daninhas com as culturas agrícolas por recursos como radiação solar, água e nutrientes limita a produtividade das lavouras e compromete a qualidade dos grãos produzidos. Além da matocompetição, muitas espécies daninhas podem atuar como hospedeiras de pragas e patógenos, contribuindo para a manutenção do ciclo desses agentes bióticos e afetando a sanidade da lavoura.

Na cultura da soja, espécies do gênero Amaranthus, popularmente conhecidas como caruru, destacam-se entre as principais e mais preocupantes plantas daninhas do sistema produtivo. Amplamente distribuído nas regiões produtoras, o caruru apresenta características que dificultam significativamente seu controle, sobretudo em pós-emergência. A ocorrência de biótipos resistentes aos principais herbicidas pós-emergentes utilizados na soja reduz as opções de controle químico, tornando o sucesso do manejo altamente dependente do correto posicionamento dos herbicidas, especialmente quanto ao momento de aplicação.

As plantas do gênero Amaranthus apresentam elevada agressividade competitiva, podendo crescer até 4 cm por dia, dependendo da espécie e das condições ambientais. Algumas espécies, como Amaranthus palmeri, podem produzir até 1 milhão de sementes por planta e causar perdas de produtividade superiores a 79% na soja. As sementes são pequenas, lisas e arredondadas (Figura 1), sendo facilmente dispersas por animais, água e máquinas agrícolas. Além disso, devido ao reduzido tamanho, sua emergência é favorecida quando permanecem próximas à superfície do solo, intensificando o fluxo de emergência ao longo do ciclo da cultura (Gazziero & Silva, 2017).

Figura 1. Sementes de caruru (Amaranthus spp.).

As sementes dispersas passam a integrar o banco de sementes do solo, germinando e dando origem a novos fluxos de emergência do caruru, elevando a matocompetição e dificultando o posicionamento de herbicidas na soja. Nesse sentido, atuar de forma proativa, com foco no banco de sementes e controle dos fluxos de emergência é uma das principais estratégias para reduzir as populações de caruru.

Considerando a elevada agressividade, capacidade competitiva e alta produção de sementes das espécies de caruru, associadas à resistência de alguns biótipos aos herbicidas pós-emergentes, o manejo eficiente dessa planta daninha deve iniciar antes mesmo da emergência das populações infestantes. Nesse contexto, os herbicidas pré-emergentes destacam-se como uma das principais estratégias para o manejo do caruru em lavouras comerciais de soja.

Os herbicidas pré-emergentes atuam diretamente sobre o banco de sementes do solo, interferindo na germinação e/ou impedindo a emergência das plântulas. Com isso, reduzem os fluxos de emergência do caruru e proporcionam maior uniformidade das plantas remanescentes, permitindo melhor posicionamento das aplicações pós-emergentes. Como resultado, há aumento da eficiência de controle e maior efetividade no manejo das populações daninhas ao longo do ciclo da soja.

Em áreas muito infestadas do sistema plantio direto, o caruru pode estar presente antes mesmo da semeadura e estabelecimento da soja. Nessas áreas, medidas integradas de manejo necessitam ser adotadas para assegurar a eficácia do manejo dessa planta daninha. Em algumas circunstâncias, aplicações sequenciais de herbicidas podem ser necessárias, podendo inclusive associar herbicidas pré-emergentes em determinadas situações, antecedendo a semeadura da soja. Sobretudo, dada a complexibilidade que compreende o manejo do caruru, o uso dos herbicidas pré-emergentes se tornou “peça-chave” para o controle dessa daninha, sendo esses herbicidas indispensáveis no cenário atual.

Para um manejo eficiente e resultados efetivos, o posicionamento dos herbicidas pré-emergente deve ser criterioso, levando em consideração, entre outros fatores, a seletividade, espectro de controle e residualidade do herbicida. Com resultados efetivos para o controle do caruru, o Yamato SC possui essas características.

A eficiência do Yamato SC no controle do caruru é cientificamente comprovada. Conforme observado por (Trentin et al., 2024), a  piroxasulfona (Yamato SC) apresenta controle do caruru superior a 95%, mesmo aos 24 dias após a emergência da soja, além de apresentar baixa porcentagem de injuria a cultura, mesmo em solo com elevada umidade.

A molécula presente no Yamato SC é absorvida pela parte aérea e pelas raízes, atuando sobre sementes em germinação, inibindo a emergência das plântulas. Apresenta baixa volatilização, reduzida fotodegradação e baixo potencial de lixiviação, com mobilidade variável conforme as características do solo. Além disso, possui baixa retenção na palhada e elevada seletividade para o controle de gramíneas e plantas daninhas de folhas largas com sementes pequenas (Rizzardi, s.d.), destacando-se como uma importante ferramenta para o manejo do caruru, especialmente no sistema plantio direto.

Com alta seletividade, o Yamato SC possibilita um maior período de controle, sem afetar a cultura subsequente, proporcionando um ambiente livre da matocompetição inicial, além de atuar de forma sinérgica no manejo da resistência a herbicidas, reduzindo a pressão de controle na pós-emergência.

Figura 2. Plantas de caruru matocompetindo com a soja em estádio inicial de desenvolvimento.

No cenário atual, marcado pela resistência de diferentes espécies de caruru aos herbicidas pós-emergentes e pela elevada agressividade competitiva dessa planta daninha, os herbicidas pré-emergentes tornaram-se ferramentas indispensáveis no manejo da cultura da soja. Nesse contexto, o Yamato SC reúne características importantes para compor programas eficientes de manejo, proporcionando elevado desempenho no controle de plantas daninhas, com seletividade e segurança para as culturas subsequentes, exercendo papel de peça-chave no manejo do caruru.



Referências:

GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MENAJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 18/05/2026.

IHARA. YAMATO SC PARA SOJA: LIBERTE-SE COM O HERBICIDA YAMATO. IHARA, s.d. Disponível em: < https://ihara.com.br/produtos/yamato-sc-soja/ >, acesso em: 18/05/2026.

RIZZARDI, M. A. MANEJO QUÍMICO: PIUROXASULFONA. Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, s.d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/piroxasulfona >, acesso em: 18/05/2026.

TRENTIN, F. et al. SELETIVIDADE À CULTURA DA SOJA E CONTROLE DE CARURU EM FUNÇÃO DE HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES E UMIDADE DO SOLO. XXCI ENPÓS, 2024. Disponível em: < https://anais-siiepe.ufpel.edu.br/2024/CA_04630.pdf >, acesso em: 18/05/2026.

Redação: Equipe Mais Soja.

 

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Sustentabilidade

Câmara Federal aprova Profert para incentivar a produção de fertilizantes – MAIS SOJA

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A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 699/23, que cria o Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes), uma iniciativa desenhada para estimular a produção nacional e reduzir a forte dependência que o Brasil tem do mercado externo, que chega a superar 90% em determinados casos. Como o texto sofreu modificações em relação à versão anterior dos senadores, a proposta agora retorna para uma nova rodada de análises no Senado. No centro do programa está a previsão de até R$ 7,5 bilhões em incentivos e isenções de tributos federais ao longo de cinco anos, voltados para a construção de novas plantas industriais ou para a ampliação e modernização das fábricas já existentes no país.  

O funcionamento do Profert está estruturado em três frentes principais que combinam estímulos fiscais, apoio financeiro e reservas de mercado. A primeira delas concede um crédito fiscal de até 20% sobre os custos de produção em território nacional, estabelecendo um teto de R$ 2 bilhões anuais entre os anos de 2027 e 2031, o que pode somar até R$ 10 bilhões no período. Esse benefício contempla tanto produtores de fertilizantes sintéticos e minerais quanto fornecedores de matérias-primas essenciais, bioinsumos e biofertilizantes, permitindo inclusive que as empresas utilizem esses créditos para abatimento de impostos federais ou peçam o ressarcimento diretamente em dinheiro. 

A segunda frente cria o Fundo de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, cujos recursos serão repassados ao BNDES para que instituições financeiras parceiras possam oferecer garantias de crédito, financiamentos com taxas de juros reduzidas e fomento a projetos focados em inovação, pesquisa e infraestrutura logística. Completando essa estrutura, o terceiro pilar do programa introduz metas graduais de mistura obrigatória para os fertilizantes comercializados em solo brasileiro. Essa exigência começará em 2% a partir de julho de 2027 e subirá progressivamente até atingir 10% em 2037, com a possibilidade de o Conselho Nacional de Fertilizantes elevar esse patamar para até 30% conforme o crescimento da capacidade da indústria local. 

Por fim, a proposta traz uma cláusula de caráter emergencial e extraordinário pensada especificamente para o ano de 2026. A fim de conter e mitigar os impactos e instabilidades econômicas causados pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio sobre as cadeias globais de suprimento agrícola, a União fica autorizada a liberar até R$ 1 bom em créditos fiscais adicionais para o setor, dedutíveis de impostos federais como o IRPJ, a CSLL e o AFRMM. 

Fonte: Fecoagro com informações Agência Senado 



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Sustentabilidade

Safra de incertezas? Custos elevados, endividamento e El Niño extremo tiram o sono do sojicultor e ameaçam rentabilidade

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Imagem gerada por IA

O vazio sanitário da soja já está em vigor em diversas regiões do Brasil e, em outras, começa em breve. O período, essencial para o controle da ferrugem asiática, também marca o início dos preparativos para a safra 2026/27. No entanto, o cenário para o próximo ciclo preocupa o produtor rural.

Mesmo após uma safra 2025/26 recorde, o clima de otimismo não se sustenta. O setor enfrenta uma combinação delicada de fatores, como endividamento agrícola, dificuldade de acesso ao crédito, custos elevados com insumos e preços pressionados no mercado.

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A Aprosoja São Paulo alerta que o momento exige cautela redobrada. A relação de troca, indicador importante para o produtor, segue desfavorável, exigindo planejamento rigoroso.
“Vamos para a próxima safra com incertezas constantes, tanto no cenário nacional quanto internacional, especialmente em relação aos fertilizantes e insumos. Mais do que nunca, é preciso fazer conta e agir com cautela”, destaca Andrey Rodrigues, presidente da associação.

Em Goiás, após o encerramento da safrinha, o estado entra no período de vazio sanitário. Por lá, cerca de 20% da safra 2026/27 já foi comercializada, com produtores aproveitando oportunidades de barter para antecipar a compra de insumos. Ainda assim, o ritmo de negócios segue abaixo da média histórica para esta época do ano.

O retorno do El Niño

Além das questões econômicas, o clima surge como o principal fator de preocupação. O retorno do El Niño reacende o alerta no campo. O fenômeno deve ganhar intensidade ao longo do segundo semestre de 2026 e pode se estender até o início de 2027. Para a sojicultura, isso representa mudanças importantes no regime de chuvas e aumento do risco de eventos climáticos extremos.

De acordo com projeções meteorológicas, o Centro-Oeste e o Sudeste devem enfrentar atraso no início das chuvas, o que pode comprometer a janela ideal de plantio. A regularização das precipitações é esperada apenas entre o fim de outubro e o início de novembro.

Por fim, no Sul do país, o cenário é oposto, com a tendência de aumento no volume de chuvas, o que pode favorecer a produtividade. Já no Matopiba e em áreas do Norte e Nordeste, a previsão é de redução das chuvas e elevação das temperaturas, aumentando o risco de perdas e atrasos no plantio.

O post Safra de incertezas? Custos elevados, endividamento e El Niño extremo tiram o sono do sojicultor e ameaçam rentabilidade apareceu primeiro em Canal Rural.

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