Connect with us
18 de junho de 2026

Business

Brasil lança rede para liderar a transição global da agricultura sustentável

Published

on

O Brasil deu um passo estratégico para se consolidar como referência mundial em sustentabilidade agrícola e combate às mudanças climáticas. Foi anunciada nesta quinta-feira (23) a criação da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima (Riac), uma aliança independente que reúne os principais centros de pesquisa e think tanks do setor, com o objetivo de orientar políticas públicas e promover a transição para a agricultura tropical regenerativa (ATR) — modelo que une produtividade, conservação ambiental e inclusão social.

Entre as instituições que fazem parte da rede estão a Agroicone, FDC Agroambiental, FGV Agro, Insper Agro Global, Instituto Equilíbrio e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). A Riac conta ainda com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, reforçando a articulação entre ciência, política e setor produtivo.

Um novo paradigma para o agro sustentável

A Agricultura Tropical Regenerativa é apresentada como o eixo central da proposta. O conceito busca restaurar a saúde do solo, reduzir emissões de carbono, proteger a biodiversidade e ampliar a rentabilidade dos produtores, especialmente os pequenos e médios.

Segundo Ludmila Rattis, pesquisadora da Fundação Dom Cabral (FDC) e do Ipam, a rede nasce com a missão de alinhar o agronegócio brasileiro às metas globais de sustentabilidade. “Com esta rede, unimos instituições de excelência técnico-científica para construir um caminho viável, inclusivo e de grande impacto, beneficiando desde a agricultura familiar até a balança comercial do país”, afirmou.

A Riac baseia-se em quatro pilares: ciência, neutralidade política, convergência para ação transformadora e internacionalização das discussões. O foco é construir consensos entre governo, produtores e sociedade civil, criando soluções práticas e replicáveis.

Brasil: de potência agro a liderança climática

No lançamento, a rede apresentou o estudo “Diagnóstico e reposicionamento político-estratégico da agricultura tropical”, elaborado pelo Insper Agro Global. A pesquisa revela que os países tropicais concentram 40% das terras aráveis e 52% da água doce do planeta, reforçando o papel do Brasil como protagonista na segurança alimentar global.

O coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, destacou que o país tem a oportunidade de liderar uma agenda positiva. “O Brasil é hoje uma potência agrícola global. Nosso desafio é reposicionar a agricultura tropical como solução competitiva e sustentável para o planeta.”

Para o ex-ministro da Agricultura e embaixador da FAO Roberto Rodrigues, a criação da Riac chega “no momento certo”. Segundo ele, “por muito tempo o debate ficou preso à falsa dicotomia entre produzir e conservar. Esta rede propõe uma terceira via, baseada em ciência e cooperação”.

Estratégia global e ação local

O estudo propõe três eixos de atuação interligados: ambiental, tecnológico e internacional. O primeiro prioriza a recuperação de áreas degradadas e a integração entre conservação e produtividade. O segundo destaca o desenvolvimento de tecnologias adaptadas à agricultura tropical e o fortalecimento da extensão rural. Já o terceiro defende maior integração entre países tropicais e protagonismo nas discussões da COP30, transformando a região em referência mundial em sustentabilidade e segurança alimentar.

A RIAC planeja lançar novos relatórios ainda este ano sobre segurança alimentar, adaptação climática, financiamento verde e biocombustíveis, fortalecendo a ponte entre conhecimento científico e políticas públicas.

Para Ludmila Rattis, o sucesso da Riac dependerá da união entre ciência, setor produtivo e sociedade. “A agricultura tropical não é parte do problema, mas o coração da solução climática. Sem ela, corremos riscos de ampliar crises de fome, migração e instabilidade social”, destacou.

Continue Reading

Business

CNA sedia reunião da Câmara Setorial de Florestas Plantadas em Brasília

Published

on


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sediou, na terça-feira (16), em Brasília, a reunião da Câmara Setorial de Florestas Plantadas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro reuniu representantes do governo, do setor produtivo e de instituições de pesquisa para discutir temas estratégicos da cadeia de florestas plantadas. Entre os assuntos da pauta estiveram comércio exterior, biodiversidade, política agrícola e zoneamento climático.

Um dos principais temas debatidos foi a investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301. Segundo o material divulgado, o processo poderá resultar na aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Durante a reunião, os participantes destacaram a mobilização de entidades do setor na elaboração de contribuições técnicas e defenderam uma atuação coordenada do governo brasileiro para evidenciar avanços no combate ao desmatamento ilegal e preservar a competitividade dos produtos florestais no mercado internacional.

No campo regulatório, a assessora técnica da CNA, Jaine Cubas, apresentou um relato da 77ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). De acordo com a apresentação, foi criado um Grupo de Trabalho para discutir critérios técnicos, categorias e ações relacionadas às espécies exóticas invasoras presentes no Brasil.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Jaine informou que nenhuma lista de espécies foi aprovada até o momento. Ela também ressaltou a importância da articulação entre governo e setor produtivo, além do acompanhamento da tramitação do Projeto de Lei nº 5.900/2025. Conforme o texto apresentado na reunião, a proposta atribui ao Mapa a competência exclusiva para legislar sobre espécies de interesse produtivo.

A pauta incluiu ainda atualizações do Departamento de Reflorestamento e Recuperação de Áreas Degradadas (Deflo/Mapa) sobre projetos em andamento, a revisão da Política Agrícola para Florestas Plantadas, informações sobre o Painel Floresta+ e iniciativas internacionais desenvolvidas em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Outro tema discutido foi o avanço do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para florestas plantadas, com destaque para a cultura do eucalipto e seus reflexos no acesso ao crédito e ao seguro rural.

Ao final, o encontro registrou a defesa de diálogo contínuo entre governo, setor produtivo e comunidade técnico-científica para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas às florestas plantadas. O material divulgado não informa prazos, valores ou detalhamento das medidas em discussão.

Fonte: cnabrasil.org.br

O post CNA sedia reunião da Câmara Setorial de Florestas Plantadas em Brasília apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Cecafé apresenta sustentabilidade da cafeicultura brasileira em evento da Comissão Europeia

Published

on


O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, nesta semana, da edição de encerramento do programa AL-INVEST Verde, em Bruxelas, na Bélgica. Nesta terça-feira (16), a diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da entidade, Silvia Pizzol, apresentou fatores que, segundo o Cecafé, posicionam o Brasil na liderança do fornecimento global de cafés produzidos com responsabilidade socioambiental, inovação e rastreabilidade.

A apresentação ocorreu no “Evento de Alto Nível sobre a Cooperação entre Brasil e União Europeia”, no âmbito do AL-INVEST Verde, realizado entre esta segunda-feira (16) e quinta-feira (18). No painel sobre experiências e sinergias dos estados brasileiros em torno do setor cafeeiro, Silvia Pizzol dividiu o debate com representantes de Minas Gerais, Espírito Santo, do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e uma produtora da Região Vulcânica.

Segundo o Cecafé, a cafeicultura brasileira responde por cerca de 40% da demanda global por cafés reconhecidos como sustentáveis por equivalência ao Código de Referência de Sustentabilidade do Café. A diretora atribuiu esse desempenho à atuação coordenada entre os setores público e privado, com acesso dos produtores a assistência técnica, tecnologias, crédito rural e instrumentos de gestão de riscos.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Outro ponto apresentado foi a eficiência da cadeia exportadora brasileira. De acordo com a entidade, mais de 91% do valor das exportações é transferido aos produtores. Silvia também destacou o arcabouço regulatório brasileiro, com sistemas de fiscalização ativos e informações geoespaciais voltadas à rastreabilidade e à comprovação documental da conformidade socioambiental das propriedades rurais.

Na área de produtividade, a diretora afirmou que o Brasil produz atualmente um volume 3,5 vezes superior ao registrado há três décadas na mesma unidade de área cultivada. Segundo ela, esse ganho gera efeito “poupa-terra” e viabiliza a preservação de vegetação nativa dentro das propriedades. Silvia citou ainda estimativa de armazenamento de aproximadamente 180 a 340 toneladas de CO2 equivalente por hectare de café cultivado, na forma de vegetação nativa.

No campo trabalhista, a representante do Cecafé informou que, nos últimos dez anos, a cafeicultura tem sido a atividade rural mais frequentemente fiscalizada pelos órgãos competentes. Segundo a entidade, em 99% das ações de inspeção são constatadas condições compatíveis com o respeito aos direitos humanos.

Ao final da apresentação, o Cecafé afirmou que diálogo social, políticas públicas, inovação tecnológica e transparência formam a base para ampliar a capacidade de atendimento à demanda internacional por cafés sustentáveis e rastreáveis. O material fornecido não detalha desdobramentos comerciais imediatos do evento para exportadores ou produtores.

Fonte: cecafe.com.br

O post Cecafé apresenta sustentabilidade da cafeicultura brasileira em evento da Comissão Europeia apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

MP do cacau avança no Senado e indústria alerta para prejuízo de R$ 222 milhões

Published

on


Foto: Ministério da Agricultura

A comissão mista do Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (17) o parecer da Medida Provisória (MP) 1.341/2026, que altera as regras para a importação de cacau por meio do regime de drawback. O texto segue agora para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Editada pelo governo federal em março, a medida tem como objetivo, segundo o Executivo, proteger os produtores brasileiros de cacau, reduzindo o prazo de utilização dos benefícios tributários concedidos à importação da amêndoa destinada à produção de derivados para exportação.

Apesar do avanço da proposta, a iniciativa enfrenta forte resistência da indústria de processamento de cacau. A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) afirma que a mudança pode provocar perdas anuais de até R$ 222 milhões para a cadeia produtiva, além de reduzir exportações, aumentar a ociosidade das fábricas e impactar a renda dos próprios produtores rurais.

O que muda na MP

A principal alteração promovida pela medida provisória reduz de até 24 meses para seis meses o prazo de vigência das operações de drawback para a importação de amêndoas de cacau.

O drawback é um regime aduaneiro especial que permite a suspensão ou isenção de tributos sobre insumos importados utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação, como manteiga, licor e pó de cacau.

Pelo parecer aprovado, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), permanece a possibilidade de uma única prorrogação por mais seis meses, desde que autorizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e acompanhada de documentação que comprove a operação.

O relatório também incorporou mecanismos de transparência, como a divulgação trimestral dos volumes importados e exportados pelo regime de drawback, além de prever sanções para empresas que descumprirem as regras.

Segundo o relator, a medida busca ampliar a fiscalização e evitar que o benefício seja utilizado para formação de estoques de cacau importado, o que poderia pressionar os preços pagos aos produtores brasileiros.

Indústria vê efeito contrário ao pretendido

A aprovação da MP ocorre em meio à divulgação de um estudo elaborado pela Ecoa Consultoria Econômica, encomendado pela AIPC, que aponta impactos negativos para toda a cadeia do cacau.

Segundo o levantamento, a redução do prazo do drawback aumenta em 10,3% o custo da amêndoa importada, reduzindo a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.

Com isso, a projeção é de uma perda anual de R$ 207 milhões no faturamento da indústria e de R$ 21,7 milhões na receita dos produtores rurais, totalizando aproximadamente R$ 222 milhões em perdas para a cadeia produtiva.

O estudo também estima redução de R$ 196 milhões nas exportações de derivados de cacau, aumento de 9,1% na ociosidade das plantas industriais, impacto negativo de R$ 101 milhões no Produto Interno Bruto (PIB), perda de cerca de 2 mil empregos e queda de R$ 9,3 milhões na arrecadação tributária.

Setor afirma que produtores também serão prejudicados

Para a presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, embora a intenção de proteger o produtor seja legítima, a medida pode gerar o efeito inverso ao esperado.

Segundo ela, como o Brasil não produz cacau suficiente para abastecer toda a capacidade instalada da indústria, a restrição às importações tende a reduzir o volume processado e, consequentemente, diminuir a demanda por amêndoas nacionais.

“O estudo mostra que a perda de competitividade da indústria supera qualquer ganho de substituição pelo cacau brasileiro. O resultado pode ser menor processamento, queda nas exportações e redução da renda dos próprios produtores”, argumenta a entidade.

A associação também destaca que o Brasil exporta principalmente derivados de cacau, produtos de maior valor agregado, e defende que o debate sobre a MP considere os impactos em toda a cadeia produtiva, especialmente nas regiões de Ilhéus e Itabuna (BA), onde está concentrada grande parte da indústria nacional de moagem.

Com a aprovação na comissão mista, a MP agora será analisada pelos plenários da Câmara e do Senado antes de seguir para sanção presidencial, caso seja aprovada.

O post MP do cacau avança no Senado e indústria alerta para prejuízo de R$ 222 milhões apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT