Sustentabilidade
Movimentação deve seguir discreta no mercado brasileiro de soja

O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de movimentação discreta. Isto porque os dois principais formadores de preço operam em sentidos opostos. A Bolsa de Mercadorias de China busca uma recuperação e tem alta moderada, enquanto o dólar abriu com leve fraqueza frente ao real. Sem novidades, a comercialização será pontual.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja apresentou movimentações discretas. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por pequenas operações. “O mercado rodou pequenos lotes hoje, sem muitas alterações nas ofertas”, afirma.
Ele acrescenta que as cotações operaram de maneira mista, mas com oscilações pequenas. “A volatilidade também esteve presente nas referências externas. A CBOT chegou a operar em alta, depois recuou novamente; o dólar também ficou volátil e os prêmios caíram levemente”, avalia.
Ainda conforme Silveira, o comportamento do produtor segue estável. “No geral, o produtor mantém o foco no plantio da safra nova, e a comercialização antecipada continua lenta”, explica.
No mercado físico, os preços mostraram variações moderadas. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 134,00 para R$ 133,00, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 135,00 a R$ 134,00. Em Cascavel (PR), a cotação permaneceu em R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT), os valores foram de R$ 126,00 a R$ 124,00, enquanto em Dourados (MS) seguiu em R$ 125,50. Já em Rio Verde (GO), o preço aumentou de R$ 125,00 para R$ 126,00.
Nos portos, os embarques seguiram em R$ 140,00 em Paranaguá (PR), enquanto no terminal de Rio Grande (RS) foram de R$ 140,00 a R$ 139,50.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem alta de 0,36% no contrato novembro/25 do grão, cotado a 10,34 1/2 centavos de dólar por bushel.
* O mercado busca uma recuperação frente às perdas de ontem, alicerçado novamente pelo otimismo de acordo entre os Estados Unidos e a China. Na próxima semana, os presidentes dos dois países se reúnem na Coreia do Sul. A expectativa é que os chineses voltem a comprar soja norte-americana.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,15%, a R$ 5,3816. O Dollar Index registra ganho de 0,13%, a 99.072 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia encerraram em baixa. China, -0,07%. Japão, -0,02%.
* As bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,31%. Frankfurt, -0,09%. Londres, +0,92%.
* O petróleo opera em forte alta. Dezembro do WTI em NY: US$ 58,47 o barril (+2,14%).
AGENDA
—–Quarta-feira (22/10)
– O BC divulga, às 14h30, o fluxo cambial referente à semana anterior.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE). *(Devido à paralisação do USDA, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).
—–Quinta-feira (23/10)
– A FGV divulga, às 8h, o IPC-S referente à 3 quadrissemana de outubro.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30. *(Devido à paralisação do USDA, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito)
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Japão: O índice de preços ao consumidor de setembro será publicado às 20h30 pelo departamento de estatísticas.
—–Sexta-feira (24/10)
– O BC divulga, às 8h30, as Estatísticas do setor externo referentes a setembro.
– EUA: O índice de preços ao consumidor de setembro será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
– Relatório de Produção e Vendas da Petrobras, após o fechamento do mercado.
Fonte: Rodrigo Ramos / Safras News
Sustentabilidade
Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chiacago

O mercado brasileiro de soja começou a semana com preços em alta na maior parte das praças, acompanhando o avanço firme dos contratos futuros na Bolsa de Chicago.
Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o movimento garantiu melhores oportunidades de comercialização doméstica, tanto nos portos quanto no interior do país.
"Mesmo com o recuo dos prêmios de exportação em alguns momentos do dia, a valorização do dólar frente ao real contribuiu para sustentar indicações mais positivas no mercado físico", disse.Conforme Silveira, os agentes seguem atentos ao cenário internacional e, principalmente, à divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o dia 12 de maio.
A expectativa é de que os números possam provocar maior volatilidade e influenciar de forma significativa a formação dos preços nas próximas semanas.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126
- Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125 para R$ 127
- Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 122
- Rondonópolis (MT): elevou de R$ 110 para R$ 111
- Dourados (MS): aumentou de R$ 112 para R$ 113,50
- Rio Verde (GO): cresceu de R$ 111 para R$ 113
- Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 130 para R$ 132
- Porto de Rio Grande (RS): avançou de R$ 130 para R$ 132
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado atingiu o maior patamar em sete meses, acompanhando os fortes ganhos do petróleo, em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz.O mercado foi impulsionado ainda por sinais de aquecimento da demanda pelo produto norte-americano.
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A quantidade de soja esmagada/processada para obtenção de óleo bruto nos Estados Unidos foi de 6,82 milhões de toneladas (227 milhões de bushels) em março de 2026, em comparação com 6,43 milhões de toneladas (214 milhões de bushels) em fevereiro de 2026 e 6,20 milhões de toneladas (207 milhões de bushels) em março de 2025, conforme dados do USDA.
Além dos bons números de processamento, o mercado aguarda com expectativa o encontro ainda em maio dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, na China. Os participantes esperam que as conversas redundem em um acordo comercial, que envolveria também compras chinesas de soja dos Estados Unidos.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,62%, a US$ 12,22 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,16 por bushel, com elevação de 18,75 centavos de dólar ou 1,56%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 320,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,53 centavos de dólar, com ganho de 1,37 centavo ou 1,82%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 4,9666 para venda e a R$ 4,9646 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9477 e a máxima de R$ 4,9827.O post Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chiacago apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Colheita da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 80,6%, indica Safras – MAIS SOJA

A colheita de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil atingia 80,6% da área estimada de 3,608 milhões de hectares até sexta-feira (1), segundo levantamento de Safras & Mercado.
A ceifa de milho chegou a 98,8% da área prevista de 946 mil hectares no Rio Grande do Sul e a 93,8% da área estimada de 607 mil hectares em Santa Catarina. No Paraná, a colheita atinge 98,1% da área plantada de 547 mil hectares.
Em São Paulo, os trabalhos chegam a 95,7% da área cultivada de 295 mil hectares. Em Mato Grosso do Sul, a colheita atinge 9,4% na área plantada de 30 mil hectares. Em Goiás/Distrito Federal, a ceifa atinge 27,8% dos 287 mil hectares plantados. Em Minas Gerais, a colheita chega a 57,4% dos 854 mil hectares cultivados. Em Mato Grosso, os trabalhos atingiam 100% da área cultivada de 11 mil hectares.
No mesmo período do ano passado, a colheita estava concluída em 86,7% da área estimada de 3,499 milhões de hectares. Já a média de colheita nos últimos cinco anos atingia 84,2%.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Fertilizantes disparam até 63% e levam relação de troca do agricultor ao pior nível em anos – MAIS SOJA

A escalada dos preços dos fertilizantes no mercado internacional, impulsionada pela eclosão do conflito no Oriente Médio, tem deteriorado de forma significativa as relações de troca do agricultor brasileiro. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, em um cenário de forte dependência de importações, o Brasil sente de maneira direta os impactos desse choque externo, com valorização expressiva dos insumos no mercado doméstico.
Entre os nitrogenados, o avanço é ainda mais acentuado. Desde o início do conflito, os preços CFR da ureia subiram cerca de 63% no país. No mesmo período, o sulfato de amônio (SAM) acumula alta próxima de 30%, enquanto o nitrato de amônio (NAM) registra valorização de aproximadamente 60%.
Segundo o relatório, a disparada da ureia tem provocado uma piora relevante nas relações de troca, especialmente para os produtores de milho. Atualmente, são necessárias cerca de 60 sacas do cereal para a compra de uma tonelada do insumo, um dos piores patamares dos últimos anos.
“Estamos diante de uma deterioração importante das relações de troca, o que pressiona diretamente as margens do produtor e torna as decisões de compra mais complexas neste momento”, salienta o analista de Inteligência de Mercado, Tomas Pernías.
O cenário também afeta produtores de soja, que enfrentam condições pouco atrativas para aquisição de fertilizantes fosfatados. Com custos elevados, a tendência é de uma demanda mais cautelosa, seletiva e focada na redução de gastos, o que pode desacelerar o ritmo de compras no país.
Apesar disso, o calendário agrícola impõe limites. A principal janela de aquisição de fertilizantes ocorre no segundo semestre, antes da safra de verão. Nas últimas semanas, parte dos produtores adotou uma postura defensiva, adiando decisões diante da volatilidade dos preços.
No entanto, esse adiamento não pode se estender indefinidamente. Com o avanço do calendário, os agricultores terão que optar entre absorver custos mais altos, com impacto direto nas margens, ou reduzir a aplicação de insumos, assumindo riscos potenciais para a produtividade.
“Em algum momento, o produtor terá que tomar uma decisão. Seja aceitando preços mais elevados, seja ajustando o pacote tecnológico, o que pode trazer reflexos na produtividade. Os próximos desdobramentos do conflito serão determinantes para o comportamento da demanda no Brasil”, conclui Pernías.
Sobre a StoneX
A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis. Mais informações, clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa StoneX
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