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Agricultura sustentável ganha espaço nas negociações globais rumo à COP30

No quadro “Será que é Legal”, o professor da FGV, Leonardo Munhoz, destacou a importância da agricultura sustentável nas discussões que antecedem a COP30, marcada para novembro, em Belém, Pará.
Segundo Munhoz, a agricultura sustentável vem ganhando espaço nas negociações internacionais desde 2017 e se consolidou como pauta central na plataforma que reúne países signatários da Convenção-Quadro da ONU e da FAO para debater estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
“A agricultura sustentável não é vilã. Pelo contrário, ela pode ser parte da solução para as mudanças climáticas. O Brasil tem um papel central nesse contexto, com estrutura regulatória e incentivo a bioinsumos, criando oportunidades para uma nova bioindústria no campo,” explicou Munhóz.
Ele ainda alerta para o descompasso nos financiamentos globais. Apenas 4,3% dos recursos são destinados à agricultura, e apenas 1% a pequenos produtores.
Nesse cenário, o Brasil encontra oportunidades para consolidar políticas domésticas de sustentabilidade e bioeconomia, especialmente com a lei de bioinsumos, aprovada no final do ano passado, que regula biofertilizantes e biodefensivos.
A COP30 será um marco para transformar dados e informações em recomendações concretas, com foco em financiamentos climáticos direcionados à agricultura sustentável.
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Boi gordo renova máximas e mantém mercado firme no Brasil

O mercado do boi gordo segue em alta no Brasil, com renovação de máximas históricas em importantes praças ao longo desta semana. O movimento é sustentado pela oferta controlada de animais, boa demanda interna e desempenho consistente das exportações.
Segundo a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, o avanço dos preços não está restrito a uma única região. “Vimos movimentações interessantes, com alta. Ontem mesmo, a praça paulista renovou sua máxima histórica, com a arroba a R$ 353,67. Isso não é algo pontual e se estende para outras regiões que também atingiram máximas da série”, afirmou.
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O cenário também é favorecido pelas boas condições de pastagem, que permitem ao pecuarista dosar a oferta de animais terminados. Com isso, as escalas de abate seguem encurtadas e pressionadas, com média inferior a oito dias. “A oferta ganha tração com as chuvas e o pasto, o que permite um melhor gerenciamento da venda de animais”, explicou.
No mercado futuro, o viés permanece positivo, refletindo o otimismo dos agentes diante da combinação de oferta restrita e demanda aquecida.
Pelo lado do consumo, os preços no atacado paulista acima de R$ 23 por quilo seguem dando sustentação ao mercado, com uma demanda considerada resiliente e bom escoamento da carne.
No comércio exterior, o Brasil mantém desempenho consistente. Apesar da desaceleração no ritmo de crescimento dos embarques em março, após recordes no primeiro bimestre, as exportações continuam em patamar elevado. A estratégia inclui a dosagem das remessas à China, buscando um melhor aproveitamento da cota disponível no mercado chinês.
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Boi gordo sobe com oferta curta e demanda chinesa aquecida

O mercado físico do boi gordo registrou novos negócios acima da média nesta quinta-feira (26), sustentado pela combinação de oferta restrita e demanda firme, especialmente da China. Frigoríficos seguem com dificuldade para alongar as escalas de abate, reflexo da disponibilidade limitada de animais terminados.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o atual cenário favorece o pecuarista, que consegue segurar a oferta diante de boas condições de pastagem. Ao mesmo tempo, a demanda externa segue aquecida. Importadores chineses e exportadores brasileiros intensificam os embarques para aproveitar a cota disponível, que pode se esgotar entre maio e julho no ritmo atual.
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- Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 357,67 na modalidade a prazo
- Goiás: R$ 339,82
- Minas Gerais: R$ 343,24
- Mato Grosso do Sul: R$ 348,30
- Mato Grosso: R$ 350,00
Atacado
No mercado atacadista, os preços permaneceram acomodados ao longo do dia, refletindo um escoamento mais lento entre atacado e varejo. A demanda interna segue enfraquecida, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.
Entre os cortes, o quarto traseiro foi cotado a R$ 27,30 por quilo, o dianteiro a R$ 21,00 e a ponta de agulha a R$ 19,50.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,2558 para venda, fator que também contribui para a competitividade das exportações brasileiras de carne bovina.
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Governo eleva preços mínimos do café e de mais duas culturas na safra 2026/27

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou os preços mínimos para café, laranja in natura, sisal, trigo em grãos e semente de trigo da safra 2026/2027. Os valores constam na Portaria nº 895, divulgada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).
Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os preços servirão de base para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), com o objetivo de assegurar uma remuneração mínima aos produtores rurais.
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Café tem maior reajuste
Entre os produtos, o café registra as principais altas.
O preço mínimo do café arábica foi fixado em R$ 792,53 por saca de 60 kg, alta de 19,71% em relação à safra anterior.
Para o café conilon, o valor subiu para R$ 556,97 por saca, avanço de 11,66%.
Os preços valem para todo o país, com vigência de abril de 2026 a março de 2027.
Laranja e sisal sobem de forma moderada
No caso da laranja in natura, os valores foram definidos por caixa de 40,8 quilos:
- R$ 28,76 para todo o Brasil (exceto Rio Grande do Sul), alta de 1,13%
- R$ 28,76 para o Rio Grande do Sul, com aumento de 14,17%
Já o sisal teve reajustes próximos de 7%:
- R$ 4,37/kg para o produto bruto desfibrado (+6,85%)
- R$ 5,04/kg para o beneficiado (+6,78%)
A vigência, nesses casos, vai de julho de 2026 a junho de 2027.
Trigo permanece sem alteração
Para o trigo em grãos, não houve mudança nos preços mínimos em relação à safra anterior.
Os valores seguem variando conforme tipo e região. No Sul, por exemplo:
- Trigo pão tipo 1: R$ 78,51 por saca de 60 kg
- Trigo melhorador tipo 1: R$ 82,23 por saca
O mesmo padrão de estabilidade se repete nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e na Bahia.
A semente de trigo também manteve o valor em R$ 3,22 por quilo, sem variação.
Sinalização ao produtor
Atualizados anualmente, os preços mínimos são definidos antes do plantio e levam em conta custos de produção e condições de mercado.
Além de orientar a decisão de plantio, a política sinaliza a possibilidade de intervenção do governo — por meio de compras ou subvenções — caso os preços de mercado fiquem abaixo dos níveis estabelecidos.
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