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18 de junho de 2026

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Novo método simplifica a medição de carbono no solo por meio de IA

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Em um momento onde o enfrentamento às mudanças climáticas ganha cada vez mais espaço, uma inovação brasileira promete transformar a medição de carbono nos solos. Pesquisadores da Embrapa Instrumentação desenvolveram um método que usa laser e inteligência artificial para estimar em uma análise única, o teor de carbono armazenado. A solução simplifica processos tradicionais demorados, reduz custos e pode acelerar iniciativas ligadas a mercados de créditos de carbono.

Combinando técnica fotônica – tecnologia que manipula partículas de luz, os fótons – e modelo de aprendizado de máquina, o método estima com rapidez e eficiência a densidade aparente do solo e o teor de carbono. A solução é adequada para aplicações de campo em larga escala, como na agricultura de precisão e monitoramento ambiental. A técnica se baseia na espectroscopia de emissão por plasma induzido por laser (LIBS, na sigla em inglês). Assim, ela substitui, em uma única análise, medições separadas de densidade aparente e a concentração de carbono.

Para superar os desafios de métodos tradicionais, como o anel volumétrico, que requer amostras não perturbadas ou indeformadas e impõe etapas longas de coleta e preparo , o pesquisador Paulino Ribeiro Villas-Boas, em coautoria com Ladislau Martin Neto e Débora Milori, desenvolveu um modelo baseado em LIBS para estimativa eficiente e econômica da densidade aparente e do estoque de carbono no solo.

Dessa forma, o método já está com pedido de patente depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e em processo de licenciamento junto ao setor privado. Assim, a apresentação da solução tecnológica ocorrerá no Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária (Siagro), realizado de 14 a 16 de outubro, em São Carlos (SP).

Método une eficiência, rapidez e economia

“O método proposto emprega modelos de regressão de aprendizado de máquina calibrados com espectros LIBS de amostras de solo com densidade aparente e concentração de carbono conhecidas. Treinamos e avaliamos o modelo usando um conjunto de 880 amostras diversas de solo brasileiro, divididas aleatoriamente em 70% para treinamento e 30% para teste”, conta Villas-Boas.

A coleta das amostras ocorreu em experimentos de campo de longa duração, em instituições de pesquisa, propriedades agrícolas e áreas de floresta nativa, com maior representatividade dos biomas Cerrado e Mata Atlântica. As coletas ocorreram em trincheiras de 0 a 100 cm de profundidade, para, dessa forma, captar variações de matéria orgânica da superfície ao subsolo.

“O método desenvolvido estima não apenas a densidade aparente do solo, como também o teor de carbono, o que permite calcular o estoque de carbono com uma única análise feita por LIBS. A metodologia desenvolvida, facilita o processo de coleta de amostras de solo, pois permite o uso de amostras deformadas, que sofreram alterações em sua estrutura durante a coleta”, esclarece o pesquisador.

Técnica beneficia diferentes usuários

Para Villas-Boas, os resultados do estudo ressaltam o potencial do LIBS para estimar múltiplas propriedades do solo simultaneamente, ampliando a sua utilidade na ciência do solo para além da composição elementar, ao incluir parâmetros físicos e químicos críticos, como a densidade aparente.

“A análise contribui para o manejo sustentável do solo e para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além de impulsionar iniciativas de monitoramento e mercados de créditos de carbono”, prevê o pesquisador.

O uso da tecnologia beneficiará laboratórios de solos, mas também produtores rurais, uma vez que ele viabilizará estimativas mais frequentes de estoques de carbono de suas propriedades agrícolas, além das certificadoras de crédito de carbono que terão suas atividades e verificações facilitadas.

LIBS requer tratamento mínimo

A espectroscopia de emissão com plasma induzido por laser (LIBS) é uma ferramenta rápida, versátil e eficaz na avaliação de amostras de solo, porque captura características essenciais associadas a densidade aparente e ao teor de carbono.

Milori esclarece que a técnica LIBS consiste em focalizar um pulso de laser de alta energia na superfície da amostra para gerar um microplasma (uma nuvem de átomos, íons e elétrons em alta temperatura). Esse plasma emite uma luz característica que funciona como uma “impressão digital” do material, uma vez que cada elemento químico (como carbono, ferro, cálcio) emite luz em comprimentos de onda específicos.

Segundo a pesquisadora, outra vantagem importante é que a técnica requer um pré-tratamento mínimo da amostra, incluindo remoção de partículas maiores que grãos de areia (gravetos, fragmentos de raízes, folhas e pedras), além de secagem, homogeneização e peletização.

“O espectro LIBS de uma amostra de solo exibe centenas de linhas de emissão correspondentes a elementos comuns do solo, como carbono, silício, alumínio, magnésio, ferro e cálcio. Essas características espectrais, que são influenciadas tanto pela composição elementar quanto pelas propriedades estruturais, desempenham um papel crucial na estimativa da densidade do solo”, detalha Villas-Boas.

Villas-Boas acrescenta que variações na estrutura e na composição do solo se refletem nos espectros de LIBS, os quais, quando associados a modelos de aprendizado de máquina, permitem estimar a densidade aparente do solo.

Estudos futuros podem incluir fusão de técnicas

No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda há campo a progredir, o que representa uma oportunidade valiosa para aprimorar métodos da técnica em contextos agrícolas e ambientais, particularmente para otimizar a estimativa do estoque de carbono no solo.

“Avanços em técnicas de fusão de sensores, pré-processamento e modelagem continuam sendo cruciais para o monitoramento confiável do carbono do solo in situ”, conclui Villa-Boas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Fiap 2026 recebe corpo diplomático de 12 países para debater papel do Brasil no fornecimento global de alimentos e energia

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Representantes internacionais participaram de visita técnica a frigorífico da JBS, em Campo Grande. Foto: Fiap/divulgação

Um dos eventos mais aguardados do calendário do agro brasileiro, a segunda edição do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2026) reunirá autoridades, executivos, lideranças setoriais e comitivas de 12 nações estrangeiras para debater o papel do Brasil diante da crescente demanda mundial por alimentos e energia.

Promovido pelo Canal Rural e pela BR IN Eventos, o Fiap 2026 será realizado nesta quinta-feira (18) na Femasul, em Campo Grande (MS), com o tema “Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia”.

O evento presencial é apenas para convidados, e o público poderá acompanhar via transmissão online (confira link abaixo).

O evento terá forte presença internacional. Ao todo, 14 nações e a União Europeia confirmaram o envio de delegações oficiais: China, França, Espanha, Arábia Saudita, Bangladesh, Nova Zelândia, Indonésia, El Salvador, Paraguai, Portugal, República Dominicana, Singapura, México, Chile e Argentina. Também participarão representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Diplomatas, lideranças e investidores acompanharão os debates e participarão de rodadas de negócios durante o fórum.

A movimentação internacional em torno do fórum começou ainda na véspera do evento, com a chegada de adidos diplomáticos e representantes estrangeiros ao Brasil. Antes de seguirem para Campo Grande, as comitivas passaram pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), considerado o maior terminal de cargas do país em valor FOB de carga importada.

Já em Mato Grosso do Sul, os representantes participaram de uma visita técnica a um frigorífico da JBS, em Campo Grande, e serão recebidos em um jantar com o corpo diplomático, lideranças do setor e convidados do Fiap. A programação antecede os debates oficiais do fórum, que serão realizados nesta quinta.

Para o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, o fórum fortalece o protagonismo do agro brasileiro no cenário internacional. “Receber a segunda edição do Fiap em Mato Grosso do Sul reforça o papel estratégico do nosso estado nas discussões que envolvem a segurança alimentar, a produção sustentável e o futuro do agro brasileiro. Será uma oportunidade de reunir lideranças nacionais e internacionais para debater soluções, fortalecer parcerias e mostrar como a agropecuária brasileira tem contribuído para atender à crescente demanda mundial por alimentos e energia”, destaca Bertoni.

A programação inclui painéis com grandes nomes do setor, como Pedro Cunto, coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura; Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; Roberto Perosa, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec); Eduardo Pedroso, diretor-executivo de Originação e Confinamento da Friboi; e Arnaldo Jardim, deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Na pauta, estarão temas estratégicos para o futuro do agro brasileiro e sua inserção internacional, como a consolidação da Rota Bioceânica como novo corredor logístico global; a força da soja e da pecuária brasileira no abastecimento internacional; o avanço dos biocombustíveis e das energias renováveis produzidas no campo; e o andamento do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

“Ao reunir diferentes vozes em torno de uma pauta internacional, o evento reforça a posição do Brasil como protagonista em um cenário global que exige produtividade, responsabilidade ambiental, ciência, tecnologia, cooperação e capacidade de resposta aos grandes desafios das nações”, afirma o CEO do Canal Rural, Julio Cargnino.

O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da ABIEC, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.

Serviço
O que: Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 202FIAP 2026
Tema: Receita Brasileira: a resposta da agropecuária à demanda mundial por alimentos e energia
Quando: 18 de junho de 2026, das 8h às 20h
Onde (evento presencial restrito a convidados): Campo Grande (MS)
Transmissão: ao vivo pelo Canal Rural e no YouTube
Inscrições para assistir e receber certificado: neste link

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Brasil passará a exportar novos produtos para China e Panamá

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Foto: Divulgação | Pixabay

O Brasil concluiu negociações sanitárias para exportar novos produtos para a China e para o Panamá. O gigante asiático passará a importar polpas de frutas e frutas congeladas, abertura de mercado que tende a agregar valor e ampliar oportunidades para a fruticultura nacional.

Em 2025, as exportações agropecuárias brasileiras para o país superaram US$ 55 bilhões, com destaque para proteínas animais, produtos do complexo soja e produtos florestais. Trata-se do maior parceiro comercial do Brasil.

Já o Panamá concedeu autorização para a compra de sementes de coco e de café. O país da América Central importou aproximadamente US$ 100 milhões em produtos agropecuários brasileiros no ano passado, em especial produtos florestais, café, cereais, farinhas e preparações.

Com esses anúncios, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) atingem a marca de 642 aberturas de mercado para o agronegócio brasileiro desde o início de 2023, começo de mandato do presidente Lula.

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Estoque de Cédulas de Produto Rural registra aumento de 13%

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Foto: Arquivo Canal Rural, aperfeiçoada por IA

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) atingiu R$ 565 bilhões em maio deste ano, um aumento de 13% em relação ao valor registrado nos últimos doze meses, mostra a nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

No entanto, o documento aponta que no acumulado da atual safra, de julho de 2025 a maio de 2026, houve retração de 6% no volume de novos registros, que passou de R$ 366,6 bilhões na safra anterior para R$ 343,9 bilhões na atual temporada.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola (SPA), responsável pelo estudo, a CPR vem consolidando seu papel como um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio brasileiro ao longo das últimas safras.

O Boletim também mostra que as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 571,51 bilhões em estoque em maio, valor praticamente estável em relação ao registrado doze meses antes, com leve retração de 0,3% no período.

Apesar da estabilidade do estoque, os recursos destinados ao financiamento rural por meio das LCAs apresentaram expansão. Pelo menos R$ 342,9 bilhões foram direcionados obrigatoriamente ao financiamento de atividades agropecuárias, em atendimento à exigência regulatória que determina a aplicação mínima de 60% dos recursos captados com a emissão desses títulos no agronegócio.

Na comparação com maio do ano passado, o volume destinado ao setor cresceu 20%, refletindo o aumento da exigibilidade das LCAs de 50% para os atuais 60%.

Certificados e fundos

tabela CPR

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) registraram crescimento de 12% nos estoques nos últimos 12 meses, alcançando R$ 175,7 bilhões em maio.

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentaram redução de 6% no estoque em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a análise da SPA, esse resultado ainda reflete o movimento extraordinário de crescimento observado em agosto de 2024, que vem sendo gradualmente revertido nos meses subsequentes.

O documento ainda mostra que os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) seguem se destacando pelo crescimento consistente de seu patrimônio líquido ao longo dos últimos anos.

Embora ainda representem parcela menor do total de recursos privados destinados ao agronegócio, os Fiagro evidenciam o avanço e a maturidade do mercado de capitais brasileiro. Em abril, o patrimônio líquido desses fundos atingiu R$ 62 bilhões, com 247 fundos operando normalmente no período.

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