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13 de julho de 2026

Business

Ciclone e frente fria avançam, enquanto calor segue em parte do país; veja como fica o tempo

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Entre os dias 13 e 17 de outubro, o Brasil enfrentará contrastes climáticos. Um ciclone extratropical e uma nova frente fria devem provocar chuvas, ventos fortes e possibilidade de granizo nas regiões Sul e Sudeste.

Enquanto isso, o interior do país seguirá sob temperaturas elevadas, com calor de até 39 °C em algumas áreas. Confira a previsão do tempo detalhada por região:

Sul do país

A frente fria se afasta, mas o ciclone extratropical segue em alto-mar, próximo à costa. Rajadas de vento mais fortes podem ocorrer na Serra e no nordeste gaúcho. As pancadas de chuva se concentram no norte do Rio Grande do Sul, enquanto o tempo melhora gradualmente nas demais áreas.

No Paraná e em Santa Catarina, as instabilidades persistem até o fim do dia. A partir de terça-feira (14), o tempo volta a ficar ensolarado nas áreas produtoras, favorecendo o avanço das operações em campo. No entanto, os produtores devem redobrar a atenção a partir de quinta-feira, quando a formação de um cavado pode provocar novos temporais, rajadas intensas e queda de granizo no oeste dos três estados.

Os acumulados devem variar entre 30 e 40 milímetros, mantendo a boa umidade do solo. No centro-leste, a chuva retorna apenas na sexta-feira (17), com volumes entre 10 e 20 milímetros, sem prejuízo nos trabalhos em campo.

O tempo no Sudeste

O avanço de uma nova frente fria traz pancadas de chuva para São Paulo, centro-sul e oeste de Minas Gerais, além do Rio de Janeiro. Há risco de temporais, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo, especialmente nesta segunda-feira (13). As rajadas podem causar danos em cafezais em florada e provocar quedas de árvores, com risco de interrupção no fornecimento de energia.

Na terça-feira (14), o tempo melhora em São Paulo, mas os temporais continuam em Minas Gerais, Rio de Janeiro e no centro-sul do Espírito Santo. O acumulado da semana deve ficar em torno de 50 milímetros, o que ajuda a repor a umidade do solo e encerrar o período de tempo quente e seco nas áreas produtoras. Com o retorno das chuvas, o plantio da safra 2025/26 deve ganhar ritmo em toda a região.

Centro-Oeste

As instabilidades permanecem sobre grande parte do Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul, sul e sudoeste de Mato Grosso e parte de Goiás. As temperaturas caem levemente nas áreas com maior volume de chuva, mas o calor ainda predomina.

A baixa pressão sobre o Paraguai favorece a formação de nuvens carregadas, garantindo uma semana chuvosa, com volumes entre 70 e 100 milímetros em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Em Goiás, o centro-sul do estado deve registrar entre 30 e 40 milímetros, enquanto o norte terá volumes mais baixos, de 10 a 15 milímetros. Nessas áreas, o produtor deve manter cautela no avanço do plantio, já que as chuvas mais regulares devem se consolidar apenas a partir da semana do dia 20 de outubro.

Como fica o tempo no Nordeste?

O calor intenso e a baixa umidade continuam predominando no interior do Nordeste, com máximas que podem chegar a 39 °C. O risco de incêndios permanece elevado. A chuva se concentra na faixa litorânea, no nordeste e leste da Bahia, além do litoral do Maranhão.

Os acumulados variam entre 15 e 25 milímetros nessas áreas, elevando levemente a umidade do solo. A projeção para a semana do dia 20 é mais otimista, com previsão de 40 a 50 milímetros na Bahia, centro-sul do Maranhão e centro-sul do Piauí, favorecendo o início do plantio de soja, feijão e milho nas principais regiões produtoras.

Norte do Brasil

No Norte do país, a semana será quente e úmida, com pancadas de chuva atuando sobre Amazonas, Acre, Pará, Rondônia e norte do Tocantins. O tempo segue abafado, típico do período de transição.

Os volumes devem variar entre 40 e 50 milímetros em Rondônia, Acre, Amazonas e centro-oeste do Pará, garantindo boa umidade no solo. No Tocantins, as chuvas retornam de forma gradual, com 10 a 15 milímetros nos próximos dias. Volumes mais expressivos, acima de 50 milímetros, são esperados para todo o estado a partir da semana do dia 20, consolidando o início da nova safra.

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Concurso reconhece os melhores cafés robustas amazônicos; veja como participar

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Foto: Enrique Alves

As inscrições para o 11º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (ConCafé) estão abertas até o dia 28 de agosto. Promovido pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o objetivo do concurso é reconhecer, valorizar e premiar os produtores de cafés robustas amazônicos que se destacam pela qualidade e pelas práticas sustentáveis na cafeicultura.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas de forma on-line, pelo link ou nos escritórios locais da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO).

Inscrição

Poderão se inscrever no concurso os cafeicultores que produzirem lotes de café robusta (Coffea canephora) no estado de Rondônia, na safra 2026, conforme o edital.

Para efetivar a inscrição, o participante deverá entregar uma amostra representativa do lote inscrito, contendo três quilos de café beneficiado (pilado). As amostras deverão ser entregues entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro nos escritórios locais da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO).

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que o ConCafé é uma importante ferramenta para fortalecer a cafeicultura e ampliar o reconhecimento da produção do estado.

“O ConCafé incentiva a qualidade, a inovação e a sustentabilidade, além de reconhecer o trabalho dos produtores, que contribuem para o desenvolvimento econômico do estado e levam o nome de Rondônia cada vez mais longe”

Etapas de classificação

Para participar, cada cafeicultor deverá apresentar uma amostra representativa do lote inscrito, contendo três quilos de café beneficiado (pilado), acondicionados em embalagem transparente e resistente, devidamente identificada com o nome do participante, CPF, telefone e município de origem da produção, que serão codificadas.

Na codificação imediata das amostras serão adotados procedimentos de preparação, codificação e apresentação destinados a eliminar qualquer viés dos avaliadores e assegurar resultados estatisticamente confiáveis, bem como garantir o sigilo das informações relativas à origem das amostras e à identidade dos participantes.

Após o processo de codificação, as amostras serão submetidas à classificação física, que será realizada por profissionais habilitados, observando-se os critérios da Classificação Oficial Brasileira (COB), estabelecida pela Instrução Normativa nº 8, de 11 de junho de 2003, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A classificação física será conduzida por classificadores indicados pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do estado de Rondônia, Agência de Defesa Sanitária (Idaron) e por profissionais designados pela Comissão Organizadora.

Em seguida, será a análise sensorial, realizada por profissionais certificados Q Robusta Grader, que avaliarão os atributos da bebida conforme protocolos técnicos reconhecidos para cafés da espécie Coffea canephora. Além disso, os participantes passarão por uma avaliação de sustentabilidade, baseada em questionário específico que considera as práticas ambientais, sociais e econômicas adotadas nas propriedades rurais.

Novidade

A novidade da 11ª edição é a criação da Categoria Embalagem, que será realizada pela primeira vez no ConCafé. A nova modalidade reconhecerá as embalagens de café que se destacarem pela conformidade da rotulagem, identidade visual, funcionalidade, inovação, sustentabilidade e potencial de valorização comercial do produto.

Os produtores interessados deverão realizar uma inscrição específica para essa categoria, por meio do formulário eletrônico, enviando imagens da embalagem e do rótulo. A avaliação será conduzida por uma comissão técnica formada por especialistas em design, marketing, agronegócio, comercialização de cafés especiais, rotulagem e sustentabilidade.

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Agro Mato Grosso

Vazio sanitário segue como ferramenta essencial no combate à ferrugem asiática em MT

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Medida contribui para reduzir a presença de fungos na entressafra e fortalecer a sanidade das lavouras de soja

Com o objetivo de reduzir a população de fungos no período da entressafra e mitigar a ocorrência de doenças, o vazio sanitário da soja segue como uma das principais ferramentas de manejo fitossanitário em Mato Grosso. A medida, estabelecida pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (DSV), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, determina um período contínuo em que é proibido cultivar, manter ou permitir plantas vivas de soja em qualquer estágio vegetativo nas áreas produtoras.

A medida tem como principal foco o combate à ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja e responsável por grandes perdas de produtividade ao longo dos anos. Além de reduzir a pressão inicial do fungo no início do novo ciclo produtivo, o vazio sanitário também contribui para diminuir a necessidade de aplicações de fungicidas e ampliar a eficiência do manejo fitossanitário dentro das propriedades.

Em Mato Grosso, o cumprimento do vazio sanitário é obrigatório e exige atenção dos produtores quanto à eliminação de plantas voluntárias ou remanescentes nas áreas de cultivo. O descumprimento da norma pode acarretar notificações, multas e outras penalidades previstas em legislação, além de comprometer a sanidade das lavouras em toda a região produtora.

Na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, o vazio sanitário representa uma das medidas mais importantes já implementadas para o controle da ferrugem asiática no estado, trazendo impactos diretos na produtividade e na redução de custos para o produtor rural.

“É importante lembrar que o Vazio Sanitário foi criado em um período em que havia cultivo de soja durante todo o ano, especialmente devido ao uso da irrigação no estado. Naquela época, o controle da ferrugem asiática ainda era pouco eficiente. O Vazio Sanitário surgiu como uma medida inovadora de controle, contribuindo para um manejo mais eficaz, reduzindo a necessidade de aplicações de fungicidas e também a incidência da doença durante a safra normal de sequeiro em Mato Grosso. Isso trouxe mais segurança ao produtor e ajudou a diminuir os custos de produção. Hoje, esse modelo se tornou referência, sendo adotado por outros estados e despertando o interesse de outros países, justamente pela eficiência que trouxe no controle da ferrugem asiática”, explicou o presidente.

Quem acompanha de perto os reflexos dessa medida no campo também reconhece sua importância prática no dia a dia da lavoura. Para o conselheiro consultivo da Aprosoja MT, Endrigo Dalcin, o cumprimento do vazio sanitário é fundamental para garantir melhores condições de manejo e iniciar a próxima safra com menor pressão de doenças, contribuindo para mais eficiência e sustentabilidade dentro da propriedade.

“O vazio sanitário é muito importante para quebrar o ciclo do fungo e dando mais tranquilidade para nós iniciarmos a nova safra, com o índice de doença menor. Já tivemos perdas bastante grandes nos anos de 2003 a 2005 até conhecer bem a doença, os controles, os manejos. Foi um aprendizado bem dolorido porque a gente perdeu bastante produção naqueles anos. Depois que a gente conseguiu, hoje a gente acaba sabendo conciliar e conviver com a ferrugem que já não é mais o principal problema porque a gente tem um manejo muito robusto de fungicida”, destacou Endrigo.

Já em Diamantino, o delegado do núcleo Mario Zortea Antunes Junior, salienta que o vazio sanitário trouxe mais eficiência ao manejo e contribuiu diretamente para reduzir a pressão inicial da doença.

“O manejo passou a ser mais eficiente com a adoção do vazio sanitário, então a gente tem uma menor pressão inicial da doença na lavoura da soja, ajuda no planejamento das aplicações de fungicidas, inclusive na questão também de monitoramento de lavoura, e acaba reduzindo a perda por conta da ferrugem asiática. Então isso nos auxilia bastante na questão do controle dessa doença”, afirmou Mário.

Além de ser uma exigência legal, o vazio sanitário reforça a importância da responsabilidade coletiva no campo, já que o controle da ferrugem asiática depende do comprometimento de todos os produtores. A adesão à medida fortalece a sanidade das lavouras, reduz riscos fitossanitários e contribui para manter a competitividade da soja mato-grossense no mercado nacional e internacional, consolidando Mato Grosso como referência em produção sustentável e eficiente.

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Agro Mato Grosso

MT exporta 66% a mais de algodão e China é maior compradora

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A cotação da pluma de algodão em Mato Grosso, na última semana, reagiu e valorizou 0,48%, ficando cotada a R$ 128,16 a arroba, resultado da estabilidade do câmbio e da oferta restrita de algodão beneficiado, retrato da colheita em estágio inicial.

O IMEA também apurou as exportações feitas pelas indústrias de Mato Grosso, mês passado, somaram 154,18 mil toneladas, retração de 20,70% em relação a maio e alta de 66,38% frente a junho de 2025, estabelecendo novo recorde para o mês na série histórica da secretaria de Comércio Exterior.

Com isso, o Estado acumulou 1,97 milhão de toneladas exportadas na safra, correspondentes a agosto do ano passado a junho deste ano, alta de 13,57% frente ao mesmo período da safra anterior. No acumulado da temporada, a China até então, se consolidou como principal destino da pluma de Mato Grosso, ampliando suas aquisições em 53,97% em relação à safra passada e respondendo por 19,75% das exportações do Estado.

O avanço das compras chinesas refletiu a maior competitividade da pluma brasileira, em um cenário de elevada oferta exportável. Com isso, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras destinadas a China.

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Agro MT