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21 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Elefanta Pupy que foi transferida da Argentina ao Brasil morre aos 35 anos no Santuário dos Elefantes em MT

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A elefanta africana Pupy, de 35 anos, morreu na noite dessa sexta-feira (10), no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT). Segundo a instituição, Pupy colapsou e morreu poucos minutos depois, apesar do atendimento veterinário imediato. Ela havia chegado ao santuário há cinco meses, após ser transferida de um ecoparque em Buenos Aires, na Argentina.

Em nota, o santuário lamentou a perda: “Essa é uma das partes mais difíceis da vida em um santuário. Recebemos elefantes idosos que viveram décadas sem alimentação adequada ou cuidados médicos. Mesmo que o tempo aqui tenha sido breve, Pupy partiu cercada de amor, liberdade e cuidado”. A instituição agradeceu o apoio de todos que contribuíram para sua transferência e acolhida no Brasil.

O Santuário informou que, nos últimos dias, Pupy apresentava desconforto gastrointestinal e, na tarde do mesmo dia em que morreu, chegou a expelir cerca de 1,5 kg de pedras escuras ao evacuar. Após o episódio, ficou visivelmente mais fraca e demonstrou alterações no comportamento. Minutos antes de morrer, suas patas cederam enquanto recebia água de um cuidador, e ela caiu. A veterinária do santuário tentou reanimá-la, mas Pupy não resistiu.

Uma equipe de patologia deve realizar a necropsia ainda nesta semana, e os resultados podem levar até três meses para serem divulgados. Segundo o santuário, novas atualizações serão compartilhadas nos próximos dias.

Da Argentina ao Brasil

 

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Pupy: após 56 dias, primeira elefanta africana chega ao santuário de MT

Pupy: após 56 dias, primeira elefanta africana chega ao santuário de MT

Pupy chegou ao Brasil após deixar o ecoparque onde vivia, em Buenos Aires, na Argentina e ter viajado 2,6 mil km dentro de uma caixa de transporte, em um caminhão, até a nova morada. Câmeras monitoraram o que ela sentiu durante o trajeto, como cansaço, sede ou necessidade de pausa.

De acordo com a equipe do santuário, quando chegou, a elefanta estava tranquila, bem alimentada, hidratada e interagindo positivamente com os tratadores. Na época, a previsão era de que o animal saísse de Buenos Aires em 22 de fevereiro, mas a data foi prorrogada, pois a caixa preparada para o transporte não estava segura.

Desde fevereiro, o diretor do SEB, Scott Blais, e a Dra. Trish estavam no ecoparque acompanhando de perto a preparação para o transporte e a adaptação de Pupy na caixa. Segundo Scott, a equipe se mobilizou para dar carinho, conforto e todos os cuidados necessários para a elefanta. Após algumas conversas com os tratadores, a equipe decidiu que era o momento ideal para fechar a porta da caixa de transporte e partir.

Pupy viajou 2,6 mil km da Argentina ao Santuário em MT — Foto: Arte g1

Pupy viajou 2,6 mil km da Argentina ao Santuário em MT — Foto: Arte g1

Atualmente, o Santuário tem cinco habitantes: Bambi, Mara, Raia, Maia e Guilhermina. Todas são elefantas asiáticas que foram resgatadas após décadas de suas vidas trabalhando em circos e zoológicos. Pupy foi a primeira elefanta africana a viver no local.

Em julho de 2020, foi anunciado que Pupy chegaria ao santuário, junto de sua companheira Kuky, após a cidade de Buenos Aires assinar um decreto oficial declarando que Kuky e Pupy seriam transferidas para o Brasil. No entanto, enquanto a construção do habitat dos elefantes africanos estava em andamento, Kuky faleceu, em outubro de 2024.

Pupy foi inicialmente transportada em 1993 do Parque Nacional Kruger para um zoológico em Buenos Aires, onde viveu por mais de 30 anos ao lado de sua companheira Kuky. Depois, passou a maior parte de sua vida no Templo Hindu dos Elefantes, localizado no Ecoparque de Buenos Aires, no centro da cidade.

Em 2020, Kuky e Pupy seriam transferidos para o Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: Tomas Francisco Cuesta

Em 2020, Kuky e Pupy seriam transferidos para o Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: Tomas Francisco Cuesta

O santuário

Santuário de Elefantes Brasil (SEB) — Foto: Reprodução

Santuário de Elefantes Brasil (SEB) — Foto: Reprodução

A Associação Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que resgata elefantes cativos em situação de risco, oferecendo-lhes o espaço, as condições e os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente dos anos passados em cativeiro.

O Santuário está localizado no município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. O espaço tem o apoio de duas renomadas organizações internacionais de defesa e estudo dos elefantes, ElephantVoices e Global Sanctuary for Elephants.

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🐘 Conhecendo o Santuário

Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.

No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.

E quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.

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Agro Mato Grosso

Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

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Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

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No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

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3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

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O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

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Agro Mato Grosso

MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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Agro Mato Grosso

Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

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Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga

A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.

Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.

O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.

Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.

Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).

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