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12 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Entre a terra e o coração, a trajetória de Mário Antunes Basílio é repleta de fé, sacrifício e amor à família

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O produtor deixou Santa Catarina aos 25 anos para enfrentar o desconhecido e hoje celebra com orgulho a continuidade do legado no campo ao lado dos filhos e netos

Natural de Campos Novos, Santa Catarina, o associado do núcleo de Diamantino da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Mário Antunes Basílio, aprendeu cedo o valor do trabalho no campo. Em 1983, com apenas 25 anos, veio com a esposa Eliane e sua filha mais velha, Fabrícia, para Mato Grosso, e na bagagem traziam coragem e um sonho.

No começo, Mário conciliava a rotina na fazenda com a atuação na empresa de construção civil da família de Eliane. A rotina era exaustiva e o tempo em família, escasso. Sua ausência foi sentida em casa, como um calendário que se marcava em silêncio. “Sei que minha esposa sofreu bem mais. Eu viajava muito para atender as obras e na época fazia mais de 100 mil quilômetros por ano. Em uma semana eu fiscalizava com o avião e na outra semana ia por terra providenciar os materiais que precisava, então era muito corrido e teve um fato que marcou muito. Um dia cheguei em casa e vi o calendário com vários dias marcados com ‘x’, perguntei para a Eliane o que era aquilo e ela me respondeu: ‘são os domingos que você não ficou em casa’”, lembra Mário.

A fase de adaptação não foi fácil, principalmente para sua esposa Eliane e não foi apenas pelo clima. Nascida e criada próxima da família, ela precisou enfrentar a dor da distância e da solidão em uma terra ainda por desbravar. “Foi um desafio muito grande, nunca havia saído de perto da minha mãe. Eu morava praticamente no mesmo lote da minha sogra, que também foi uma mãe para mim, e aqui éramos só nós dois e a pequena”, conta a produtora.

Eliane esteve ao lado de Mário desde o início, ajudando na gestão financeira e pessoal da fazenda, além de cuidar dos filhos em meio a todas as adversidades. Em uma ocasião, recebeu uma lição do pai que carrega até hoje. “Teve um dia que o Mário chegou em casa, ele e meu pai, e o monza que nós tínhamos na época estava carregado. Eu estava com a pequenininha e a hora que ele entrou no portão eu disse ‘vamos embora, eu aqui não fico mais um dia’, então meu pai olhou para mim e disse: ‘Minha filha, quem volta de ré é caranguejo’. Foi então que olhei para o meu pai e lembrei toda a dificuldade que eles passaram na vida e aquelas palavras firmaram meu pé aqui”, salienta.

Em 1995, o casal deixou a construção civil para se dedicar integralmente à fazenda. Hoje, trabalham com integração lavoura-pecuária, produzindo soja, milho, arroz, gergelim e criando gado. Os três filhos, Fabrícia, Mário Júnior e André, seguem o caminho dos pais e também estão à frente da gestão da propriedade, trazendo inovação e consolidando o legado familiar.

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Mesmo diante de tudo isso, Mário não se vê em outro lugar. “Eu me alegro porque é a primeira profissão. Desde que o Senhor criou o céu e a terra, o agricultor está lá, e não existiria ninguém sem o agricultor que produz alimentos. Quantos domingos que minha família ficou sozinha e eu correndo por aí ao ponto de marcarem a minha ausência? Minha esposa sempre me deu apoio, me acompanhou e se fosse sozinho, eu não teria conseguido. Produzir alimento é um privilégio. Eu sinto orgulho de ser produtor rural, mas de coração mesmo, se tivesse que escolher essa profissão entre tantas outras, eu escolheria essa novamente, com todas as dificuldades, com os acertos, os erros, mas eu escolheria ser produtor de alimentos”, afirma o agricultor.

A história de Mário e Eliane é, acima de tudo, uma lição de perseverança. De quem enfrentou o novo sem garantias, apostou na terra, guiou os filhos no exemplo e colheu muito mais que lavouras bem-sucedidas, mas uma família forte e unida. Hoje, aos 67 anos, Mário Basílio olha para a fazenda e vê mais que produção, vê um pedaço de história plantada com amor, regada com fé e sustentada pela força de uma família que nunca desistiu.

Vitória Kehl Araujo

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Ônibus de viagem com destino a Natal (RN) tomba em curva de serra em MT

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Um ônibus de viagem que saiu de Sinop, a 503 km de Cuiabá, com destino a Natal (RN), tombou em uma curva na Serra da Petrovina, em Pedra Preta (MT), na manhã desta segunda-feira (12). O veículo transportava 16 passageiros, e duas pessoas ficaram feridas.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 5h20, na altura do km 137 da rodovia. Uma das vítimas sofreu uma fratura no pé, enquanto a outra teve uma fratura na clavícula. Não foram divulgadas informações sobre o atual estado de saúde dos feridos.

À PRF, o motorista relatou que o ônibus apresentou um problema na direção, o que teria impedido o veículo de completar a curva, provocando o tombamento.

O condutor foi submetido ao teste do bafômetro, que não apontou ingestão de bebida alcoólica. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas.

Até a última atualização desta reportagem, o ônibus permanecia tombado no local. Uma equipe da PRF aguardava a chegada de um guincho para realizar o destombamento e a retirada do veículo.

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Duas pessoas ficaram feridas no acidente — Foto: PRF

Duas pessoas ficaram feridas no acidente — Foto: PRFDuas pessoas ficaram feridas no acidente — Foto: PRF

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Jovem de Goiás morre em acidente que matou vereador e mulher no MT

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Natural de Anápolis, no região central de Goiás, a jovem Ana Vitória Santana Alves, de 19 anos, morreu em um grave acidente registrado em Mato Grosso. O caso também deixou outras duas vítimas fatais, entre elas um vereador do estado e uma mulher.

Em contato com a reportagem, a analista Luana Gabrielle Santana Alves, de 25 anos, confirmou a identidade da irmã. De acordo com a familiar, a jovem atuava como autônoma e não tinha filhos. Nas redes sociais, Luana Gabrielle prestou uma homenagem à irmã, a quem definiu como parceira e confidente.

Na publicação, a jovem relatou que as duas estavam cheias de planos para o futuro e que haviam passado o último fim de semana juntas, sem imaginar que aquele encontro seria uma despedida.

A irmã lamentou a perda repentina e destacou o sofrimento com a ausência de Ana Vitória. “Como eu queria que tudo isso fosse um pesadelo, que você voltasse e que a gente ainda tivesse tanto tempo pela frente. Eu não consigo acreditar, irmã. Não consigo aceitar que você se foi. Está doendo tanto saber que vou ter que aprender a viver sem você aqui”, escreveu.

Acidente

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada para atender ao capotamento de um carro branco, sob a informação de que havia uma pessoa presa às ferragens. Ao chegarem ao local, os militares encontraram os três ocupantes do veículo já mortos. Uma das mulheres apresentava fraturas múltiplas, e a outra sofreu ferimentos graves na cabeça.

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As equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e uma ambulância do hospital foram acionadas para atender à ocorrência. As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas. Segunda Luana, Ana Vitória será velada neste domingo (11) na funerária Serpos, início às 23h. O sepultamento será na segunda-feira (12), às 15h, com saída às 13h30.

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Paraíso de águas cristalinas em MT foi descoberto por pai e filho durante caçada há 50 anos

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🏞️ Um paraíso de águas cristalinas escondido entre paredões de pedra na Serra do Roncador, em Barra do Garças (MT) foi descoberto durante uma caçada há mais de 50 anos, segundo o agente de endemias Osmair Guimarães Farias, de 65 anos. Ele contou que tinha 9 anos quando chegou ao local pela primeira vez, enquanto acompanhava o pai em uma caçada pela região.

Segundo Osmair, os cães que acompanhavam pai e filho encontraram uma anta e começaram a perseguir o animal pela mata. Os dois seguiram os cachorros e, durante o percurso, chegaram ao lugar hoje conhecido como Santuário das Araras, que reúne uma piscina natural de águas cristalinas, cânions, cachoeira e araras-vermelhas.

“Subimos acompanhando os cachorros e chegamos nesse lugar que me deixou muito encantado com aquela beleza toda ali do santuário. No dia seguinte, a gente retornou lá, eu e minhas irmãs, porque eu cheguei e contei para elas a maravilha que a gente tinha encontrado”, detalhou.

O que tem no Santuário das Araras:

  • ⛰️Cânion das Araras: corredor de paredões de rocha arenítica que chegam a 100 metros de altura;
  • 🦜Show das Araras-Vermelhas: dezenas de araras-vermelhas voando livremente entre os paredões;
  • 🏞️Poço azul: piscina natural de águas cristalinas e tons azulados;
  • 🚵Trilha ecológica: caminho em meio à vegetação preservada do Cerrado;
  • 🤿Flutuação e mergulho: águas transparentes que permitem ver peixes e o fundo do poço.

 

Osmair contou que, inicialmente, o lugar ficou conhecido como Boqueirão das Araras, nome inspirado tanto pela presença das aves na região quanto pelas características da paisagem.

“A gente não chamava de Santuário das Araras, a gente chamava de Boqueirão das Araras. Não só pela quantidade de arara que existia, mas pela beleza também do lugar, que é encantador. Até hoje, quando eu chego lá, sinto aquela emoção de estar chegando num lugar que parece que foi Deus que guiou a gente até lá para encontrar”, disse.

Foi somente décadas depois daquela primeira descoberta que Osmair passou a enxergar o potencial turístico do lugar. Segundo ele, isso aconteceu em 2012, quando retornou ao ponto que havia conhecido ainda criança durante uma travessia pela Serra do Roncador. Anos depois, em 2019, uma visita da TV Globo à Serra do Roncador levou à mudança para o nome pelo qual o local é conhecido atualmente.

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“O [jornalista] Chico José chegou lá, se encantou também com toda aquela maravilha e disse: ‘Aqui é um verdadeiro santuário’. E, a partir daquele momento, a gente deixou de chamar de Boqueirão das Araras e começou a chamar de Santuário das Araras’, explicou.

A procura por visitas aumentou, posteriormente. Segundo ele, o local passou a receber turistas que chegavam à região especificamente interessados em conhecer o Santuário das Araras após terem contato com imagens do lugar. Atualmente, o atrativo recebe visitantes de diferentes partes do país.

🗓️☀️ Melhor período para visitar

 

Águas azuis e cristalinas formam piscina natural entre as rochas do Santuário das Araras, na Serra do Roncador, em Barra do Garças (MT) — Foto: Lucas Machado de Souza

Águas azuis e cristalinas formam piscina natural entre as rochas do Santuário das Araras, na Serra do Roncador, em Barra do Garças (MT) — Foto: Lucas Machado de Souza

Segundo Lucas Machado, proprietário de uma agência de turismo em Barra do Garças, o período de seca, entre o fim de abril e meados de outubro, é o mais indicado para quem busca encontrar a água da piscina natural com a coloração mais azulada e evitar chuvas.

Já para quem deseja ver os raios de sol incidindo diretamente na formação rochosa, a melhor época é durante o período chuvoso, entre meados de outubro e março. Apesar das diferenças entre os períodos, os passeios são realizados durante todo o ano.

O Santuário das Araras fica a cerca de 48 km do centro de Barra do Garças, com acesso pela BR-070 e trecho de estrada de terra. A visita deve ser feita com guia ou agência, e a trilha tem 12 km no total, com cerca de duas horas de caminhada na ida.

🛣️📍 Barra do Garças entre os destinos de ecoturismo

 

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A região de Barra do Garças tem se destacado no cenário nacional do ecoturismo. Um estudo dos principais destinos naturais do Brasil em 2026, desenvolvido pela plataforma PlanetaEXO, apontou o município como o 3º melhor destino de ecoturismo do Brasil e o 1º de Mato Grosso, impulsionado por atrativos como o Santuário das Araras.

Lucas Ribeiro, diretor do PlanetaEXO, afirmou que o município se diferencia pela concentração de diferentes experiências em uma mesma região.

“Em uma mesma viagem, é possível fazer trilhas pelo Cerrado, conhecer cachoeiras e cânions, chegar a mirantes, nadar em águas naturais e também aproveitar águas termais. Existe uma diversidade grande sem que o viajante precise percorrer enormes distâncias entre diferentes regiões do país”, destacou.

Além do Santuário das Araras, a região também oferece diversos atrativos turísticos, como cachoeiras, cânions e piscinas naturais, com trilhas de nível médio a difícil. A região também reúne outros atrativos naturais, como o Cânion do Cipó e a Cachoeira Sol Nascente, que fazem parte dos roteiros de visitação do município.

*Sob supervisão de Kessillen Lopes.

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