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13 de julho de 2026

Sustentabilidade

CMN restringe linha especial de R$ 12 bilhões a produtores do RS – MAIS SOJA

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Dez dias após criar uma linha especial de crédito de R$ 12 bilhões para socorrer produtores rurais afetados por mudanças climáticas, o Conselho Monetário Nacional (CMN) restringiu o acesso às operações de crédito aos agricultores e pecuaristas do Rio Grande do Sul. O órgão aprovou a medida em reunião extraordinária na quinta-feira (9), mas a resolução foi divulgada apenas nesta sexta-feira (10).

No início de setembro, o governo editou a Medida Provisória 1.314/2025, que criou duas linhas de crédito especiais para a renegociação de dívidas de crédito rural e de Cédulas de Produto Rural (CPR): uma com um crédito extraordinário de R$ 12 bilhões e outra com recursos livres das instituições financeiras.

Agora, o CMN restringiu à linha com os R$ 12 bilhões aos produtores de municípios do estado do Rio Grande do Sul que tenham decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência, por eventos climáticos, em pelo menos três anos de 1º de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2024. Os produtores de outros estados afetados por eventos climáticos poderão ter acesso à linha especial de crédito com recursos das instituições financeiras.

Condições especiais

As linhas estabelecem condições especiais para a renegociação, amortização ou quitação de dívidas em atraso, beneficiando produtores de todos os portes, cooperativas e associações. No fim de setembro, o CMN regulamentou a medida provisória.

Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que, proporcionalmente, o Rio Grande do Sul tem sido recorrentemente afetado por desastres climáticos.

“O Rio Grande do Sul tem sido constantemente atingido por eventos climáticos adversos nos últimos anos e, por isso, aos produtores rurais daquele estado têm sido ofertadas diversas medidas de renegociação de dívidas com vistas à recuperação da capacidade financeira e produtiva”, justificou a pasta.

No fim de setembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária definiu a metodologia de apuração de perdas de rendimento agrícola por município. A pasta também divulgou, no fim de setembro, a relação de municípios elegíveis às linhas especiais de crédito. Foram definidos 1.363 municípios no país, dos quais 403 do Rio Grande do Sul, o que representa cerca de 29,5%.

O Ministério da Fazenda também explicou que será mantido o volume de R$ 12 bilhões da linha com crédito extraordinário no Orçamento, assim como as taxas de juros, os limites de créditos e os prazos de reembolso. Presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o CMN é um órgão colegiado também composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

Autor/Fonte: Agência Brasil

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Sustentabilidade

Soja avança no mercado brasileiro com alta em Chicago e retomada chinesa; confira o resumo da semana

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Foto: Pixabay

Os preços da soja registraram alta nas principais regiões produtoras do Brasil ao longo desta semana, refletindo a valorização dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e um cenário internacional mais favorável. O movimento também estimulou os produtores a retomarem as negociações no mercado físico neste início de julho.

Entre as principais praças acompanhadas pelo mercado, a saca de 60 quilos passou de R$ 131,50 para R$ 135,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação subiu de R$ 126,50 para R$ 130,00. Já em Rondonópolis (MT), o preço avançou de R$ 117,00 para R$ 122,00 por saca. No Porto de Paranaguá (PR), a valorização foi de R$ 137,50 para R$ 141,00.

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Cenário internacional da soja

No mercado internacional, os contratos futuros da soja também encerraram a semana em alta. Na Bolsa de Chicago, o contrato com vencimento em novembro, o mais negociado, acumulou valorização de cerca de 3%, passando de US$ 11,47¾ para US$ 11,81¾ por bushel.

A recuperação das cotações foi impulsionada, inicialmente, pelas previsões de uma intensa onda de calor sobre o cinturão produtor dos Estados Unidos, o que elevou as preocupações com o desenvolvimento das lavouras. Embora esse fator tenha perdido força ao longo da semana, outros elementos continuaram sustentando o mercado.

Um dos principais foi a retomada das compras de soja norte-americana pela China, em linha com os compromissos firmados entre Washington e Pequim. Relatos de operadores e anúncios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram o aumento da demanda chinesa pelo produto dos EUA.

Além disso, a valorização do petróleo no mercado internacional também contribuiu para sustentar os preços das commodities. A renovação das tensões no Oriente Médio impulsionou a cotação da commodity, movimento que acabou beneficiando também o mercado da soja e de outros produtos agrícolas.

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Sustentabilidade

Negócios são contidos em dia de USDA; confira as cotações de soja

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com negociações mais contidas no mercado interno, enquanto os melhores negócios foram registrados nos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios permaneceram firmes ao longo da semana, sustentando as cotações mesmo com o recuo do dólar.

De acordo com o analista, a Bolsa de Chicago avançou após a divulgação do relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enquanto a moeda norte-americana apresentou queda, mas sem grandes oscilações. Com isso, os preços variaram entre estabilidade e alta durante a sessão.

Silveira afirma que o produtor segue cauteloso e continua buscando preços ainda mais elevados para avançar nas negociações.

“O mercado segue com boas indicações, mas o produtor continua cauteloso, buscando cotações ainda maiores”, destaca.

Segundo o analista, a semana foi marcada por um volume expressivo de negócios, impulsionado pelas indicações mais firmes de preços. “O mercado ficou mais animado pelo ponto de vista do vendedor”, resume.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00 por saca
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00 por saca
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00 por saca
  • Dourados (MS): subiu de R$ 121,00 para R$ 123,00 por saca
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00 por saca

Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a referência em R$ 141,00 por saca, mesmo patamar observado em Rio Grande (RS).

Chicago fecha em alta após relatório do USDA

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em alta, refletindo a repercussão do relatório mensal do USDA e a confirmação de uma venda de soja norte-americana para a China.

O USDA estimou a safra dos Estados Unidos em 4,475 bilhões de bushels na temporada 2026/27, o equivalente a 121,8 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 4,435 bilhões de bushels (120,7 milhões de toneladas). O mercado esperava uma produção de 4,457 bilhões de bushels, ou 121,3 milhões de toneladas.

A produtividade foi mantida em 53 bushels por acre.

Já os estoques finais da safra 2026/27 foram projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que estimava 324 milhões de bushels (8,8 milhões de toneladas). Para a temporada 2025/26, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, enquanto os analistas esperavam 337 milhões.

Outro fator de sustentação dos preços foi o anúncio de exportadores privados norte-americanos sobre a venda de 254 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

No fechamento da sessão, o contrato julho/2026 avançou 14 centavos de dólar, ou 1,18%, para US$ 11,91 por bushel. A posição novembro/2026 subiu 9,25 centavos, ou 0,78%, encerrando a US$ 11,90¾ por bushel. Na semana, o contrato novembro acumulou valorização de 3,62%.

Entre os derivados, o farelo para agosto/2026 avançou US$ 3,00 por tonelada, fechando em US$ 320,40, enquanto o óleo de soja para agosto subiu 0,77%, para 70,46 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar recua na semana

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com queda de 0,29%, cotado a R$ 5,1068 na venda e R$ 5,1048 na compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,0988 e R$ 5,1253. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 1,19%.

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Sustentabilidade

CESB 25/26: Campeão da Região Norte – Sequeiro obteve 136,64 sc/ha – MAIS SOJA

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Com produtividade de 136,64 sacas por hectare, o produtor Pedro Foresto Crispim, Fazenda Bela, em Goiatins (TO), garantiu o título de campeão da Região Norte, categoria sequeiro, do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB da safra 25/26.

A impressionante produtividade foi obtida em uma área de 2,68 hectares, cujas práticas de manejo foram voltadas à construção da fertilidade do solo, à preservação do perfil físico e ao manejo criterioso da cultura ao longo de todo o ciclo. O histórico da área demonstra uma rotação de culturas envolvendo soja, milho, milheto e braquiária, além de sucessivas correções da acidez com aplicações de calcário e gesso em safras anteriores, além da calagem na safra 25/26, onde também foi realizada adubação de sistema com 300 kg/ha de 00-49-00 + S a lanço.

A cultivar NEO 820 IPRO foi semeada com espalhamento entrelinhas de 50 cm, população planejada de 260 mil plantas por hectare e profundidade de 3,5 cm. O tratamento de sementes continha inseticidas e fungicidas. Para a coinoculação realizada via sulco de semeadura foram utilizados Bradyrhizobium japonicum e Azospirillum brasilense, associados ao fornecimento de cobalto, molibdênio e níquel. Antes da semeadura também foi realizada dessecação com glufosinato de amônio, glifosato e flumioxazina, enquanto a adubação de plantio contemplou 100 kg/ha de fosfato (00-49-00 + S) e 150 kg/ha de cloreto de potássio (na pré-semeadura).

Durante o desenvolvimento vegetativo, o manejo nutricional incluiu nova aplicação de 150 kg/ha de KCl em V2, reforçando o suprimento de potássio. Paralelamente, foi realizado controle de plantas daninhas com aplicações sequenciais de cletodim e glifosato, além de um programa fitossanitário voltado ao manejo de pragas e doenças. As aplicações combinaram fungicidas protetores e sítio-específicos, inseticidas com diferentes mecanismos de ação e adjuvantes.

Na fase reprodutiva, o manejo foi intensificado com aplicações foliares de macro e micronutrientes, além de nova aplicação de Azospirillum brasilense em R1. O programa fitossanitário foi mantido até R5.5, alternando fungicidas como mancozebe, clorotalonil e difenoconazol, associados ao controle de insetos por meio de inseticidas como bifentrina, acetamiprido, abamectina, piriproxifem, imidacloprido e acefato. Também foi realizada suplementação de potássio em R5.3.

Entre os principais fatores responsáveis pelo elevado rendimento, o consultor Luiz Gabriel de Moraes Junior destaca a fertilidade e perfil do solo, a genética e qualidade das sementes e as boas condições climáticas, com precipitação acumulada de 1026 mm, elevada eficiência climática e agrícola. Esses fatores permitiram expressivo peso de mil grãos (263,3 g) resultando na produtividade de 136,64 sc/ha.

A partir desse ano, os Cases Campeões do CESB passam a ser disponibilizados mediante uma taxa de contribuição simbólica. Essa mudança tem como principal objetivo garantir a continuidade e a sustentabilidade das ações promovidas pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), sempre voltadas ao fortalecimento da sojicultura nacional (CESB, 2026).

Clique aqui e confira!



Referências:

CESB. Comitê Estratégico Soja Brasil. Case Campeões, 2026. Disponível em: < https://www.cesbrasil.org.br/category/cases-campeoes/ >, acesso em: 10/07/2026.

Redação: Equipe Mais Soja, com informações dos Cases CESB.

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