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Sustentabilidade

Modelo de negócio norte-americano pode inspirar agronegócio brasileiro – MAIS SOJA

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*Álvaro Gottlieb

Durante décadas, o Brasil foi reconhecido como um grande importador de tecnologia, especialmente dos Estados Unidos, adotando modelos, equipamentos e práticas desenvolvidas fora do país. No entanto, esse cenário se transformou de forma significativa nos últimos anos. Hoje, em diversos setores, com destaque para o agronegócio, os brasileiros deixaram de ser apenas um receptor de inovação para se tornarem verdadeiros protagonistas no campo.

O país passou a desenvolver soluções próprias, adaptadas às suas condições climáticas e produtivas, exportando conhecimento, tecnologia e modelos de produção sustentável que têm servido de referência para o mundo. E isso ninguém me falou, pude comprovar pessoalmente durante a minha primeira visita a Farm Progress Show, a maior exposição agrícola ao ar livre dos Estados Unidos, um retrato fiel da cultura daquele País de negócios no campo: objetividade, confiança e eficiência.

Por trás das máquinas monumentais e dos estandes impecáveis, há um ritmo pragmático que impressiona. Três dias de feira, decisões rápidas e público que sabe exatamente o que procura. Deslumbrado com toda a estrutura o que mais me chamou atenção foi ver que tecnologia brasileira cabe, funciona e convence no coração do agro norte-americano. Além disso, notei como funcionam as negociações na feira em relação ao que estamos acostumados nos eventos nacionais.

Enquanto no Brasil o relacionamento comercial tende a ser construído ao longo de conversas, visitas e adaptações, nos Estados Unidos o lema é outro: transparência e previsibilidade não são diferenciais, são requisitos. Preço claro, proposta direta e pós-venda sólido formam a base da confiança. É uma lição valiosa e perfeitamente aplicável para quem quer elevar o padrão de profissionalismo no setor brasileiro.

Na feira, o que se vê não é tecnologia como espetáculo, mas como componente funcional. Nas colheitadeiras e semeadoras, sensores e sistemas inteligentes trabalham silenciosamente, integrados. Um exemplo que chamou atenção foi o strip-tillage, técnica de preparo de solo adotada no outono americano, que combina adubação sólida antes da neve e aproveita o degelo como devolutivo de nutrientes.

É uma prática inviável no trópico, mas que desperta reflexão: cada agricultura tem seu calendário, mas ambas têm um mesmo propósito, eficiência sustentável. Enquanto o frio americano reduz o uso de defensivos ao criar uma “janela sem pragas”, o Brasil joga com vantagens próprias: duas ou até três safras por ano, diversidade climática e ausência de geadas severas.

No Corn Belt, região de excelência no milho americano, os rendimentos entre 250 e 300 sacas por hectare são padrão. No Brasil, as produtividades também impressionam, impulsionadas por ciclos intensos e alta capacidade de expansão. A comparação, porém, não é uma disputa: é um diálogo. E foi justamente esse espírito que marcou a presença da FertiSystem na feira, empresa sul rio grandense desenvolvedora de tecnologias agrícolas.

O interesse estrangeiro pelo Brasil é crescente. Produtores americanos se surpreendem ao saber que há regiões aqui com três safras anuais, e essa percepção reforça a imagem do país como terra de luz, solo fértil e oportunidade. Ao mesmo tempo, empresas nacionais buscam fincar bandeira no mercado americano, consolidado, mas aberto à inovação. A FertiSystem representa esse movimento de mão dupla, em que o aprendizado é recíproco.

Conectividade

Um dos aprendizados mais marcantes vem da conectividade no campo. Nos EUA, a internet rural deixou de ser sonho e tornou-se infraestrutura. Telemetria, dados em tempo real, integração entre insumos e resultados fazem parte do dia a dia das fazendas.

A prática da taxa variável, aplicar insumos apenas onde e na quantidade que o solo precisa, já é rotina. É um conceito que une sustentabilidade econômica e ambiental e que o Brasil ainda tem espaço para expandir: mais conectividade, mais precisão, menos desperdício.

Curiosamente, o que mais surpreende não é a distância tecnológica, mas a proximidade. Máquinas, semeadoras pneumáticas, plataformas e sistemas de manejo são muito parecidos entre os dois países, com pequenas adaptações climáticas e de solo. A diferença está na mentalidade: o produtor americano dimensiona o parque de máquinas exatamente para a área que opera, evitando redundâncias. Durabilidade e adequação valem mais do que potência exibida. Um recado direto aos fabricantes: vender performance ao longo do tempo é mais importante do que vender força no dia da compra.

Se há algo que o Brasil tem de sobra, é potencial físico para crescer. Enquanto grande parte do território agrícola americano já está consolidada, aqui ainda dispomos de áreas que podem ser desenvolvidas com técnica e responsabilidade ambiental. O país segue como potência exportadora, consolidando o rótulo de “supermercado do mundo” com soja, milho, café e frutas cítricas.

Mais do que tecnologia, a Farm Progress Show oferece uma lição de postura empresarial. Ensina a ser conciso sem ser raso, a precificar com clareza, a colocar o pós-venda no centro e a medir sustentabilidade com dados, não com slogans. Para a empresa, a estreia internacional representa um novo patamar de exigência. No curto prazo, valida as soluções que desenvolve. No longo, eleva o compromisso com planejamento, serviço e verdade técnica, fundamentos que definem quem quer competir entre os melhores.

A neve americana ensina o solo a esperar o tempo certo. A experiência, por sua vez, ensina que o tempo certo para o Brasil consolidar seu protagonismo global é agora.

*Engenheiro Mecânico, Gerente de Marketing do Produto e Inteligência de Mercado da FertiSystem

Fonte: Assessoria de Imprensa FertiSystem



 

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Sustentabilidade

Rússia suspende exportações e menor oferta de fertilizantes eleva risco à produtividade do Brasil – MAIS SOJA

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A decisão da Rússia de suspender, por um mês, as exportações de nitrato de amônio deve intensificar o aperto global na oferta de fertilizantes nitrogenados, elevar os custos de produção e gerar impactos diretos sobre o Brasil. Os riscos são de menor produtividade e área nas próximas safras com o uso mais limitado de insumos.

A Rússia é responsável por até 40% do comércio mundial de nitrato de amônio e respondeu por 95,6% das importações brasileiras do produto. As demais origens têm participação marginal, como Estados Unidos (2,5%), além de Suécia, Egito, Bulgária e México, sem capacidade de suprir a demanda no curto prazo. O insumo é substituto da ureia, que enfrenta preços elevados e baixa disponibilidade diante das tensões no Oriente Médio.

A restrição ocorre em um momento de pressão por fatores como o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de amônia, e danos estruturais em unidades produtivas causados por conflitos, incluindo ataques a instalações na própria Rússia. Ao mesmo tempo, a demanda internacional segue aquecida, com compras concentradas de Europa e Estados Unidos até abril, além da necessidade de grandes volumes pela Índia.

Segundo a analista e consultora da Safras & Mercado, Maísa Romanello, o cenário é agravado por medidas semelhantes adotadas pela China. “Os importadores, como o Brasil, vão disputar volumes, o que encarece os preços”, afirma.

De acordo com ela, o cenário atual difere de episódios anteriores, como em 2022, quando restrições russas foram parcialmente compensadas por maior oferta de outros nitrogenados, especialmente dos chineses e do Oriente Médio. “Neste ano, a oferta já está extremamente restrita, com pouca disponibilidade de ureia e preços elevados. O nitrato de amônio, que era uma alternativa, também fica fora do mercado”, destaca.

Com isso, o foco dos importadores tende a migrar para o sulfato de amônio, principalmente de origem chinesa, que passa a ser a principal opção disponível. Ainda assim, há preocupação com eventuais novas restrições do país asiático.

Os preços dos fertilizantes já refletem esse ambiente de incerteza, com altas tanto nos nitrogenados quanto nos fosfatados. Entre os produtos mais impactados estão a ureia, o sulfato de amônio e o nitrato de amônio, além de fosfatados como MAP, superfosfato triplo e simples. Esse movimento amplia o custo de produção sem compensação equivalente nos preços das commodities.

Apesar disso, conforme a analista, o principal risco no curto prazo não é apenas o custo ao produtor. “Não vai ter produto para comprar. A maior preocupação hoje é oferta”, ressalta.

Esse cenário já coloca pressão direta sobre a produção agrícola brasileira nas próximas safras. Com margens comprimidas, a tendência é de ajustes técnicos no manejo. Existe o risco de redução de adubação, o que pode trazer consequências diretas na produtividade. Em situações mais extremas, pode haver até diminuição de área cultivada em determinadas culturas.

“O produtor tenta evitar esse cenário, mas a preocupação existe, principalmente diante da relação de troca desfavorável, do crédito mais restrito e do nível de endividamento”, aponta Romanello.

Para a especialista a normalização do mercado dependerá menos do fim da suspensão russa e mais da evolução do cenário global. O fornecimento de nitrato de amônio pode melhorar caso haja redução das tensões geopolíticas, queda nos preços da ureia ou diminuição da demanda interna russa, permitindo a retomada das exportações.

Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues (ritiele.rodrigues@safras.com.br) / Safras News

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Sustentabilidade

Bancada do Agro propõe ajustes na subvenção ao diesel e busca soluções para crise dos fertilizantes – MAIS SOJA

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Pressão geopolítica levou governo a interceder

Em meio à crise no Oriente Médio que fez subir a cotação do petróleo, o governo brasileiro editou Medida Provisória 1.340 de 2026, que estabelece uma subvenção econômica para produção e importação de diesel. O objetivo é impedir um efeito inflacionário cascata, uma vez que o referido combustível é majoritariamente usado no transporte rodoviário nacional, inclusive aqueles que envolvem commodities agropecuárias. A bancada parlamentar em defesa do setor apoia a medida, mas também já debate sugestões ao texto.

Entre os pontos que podem ser colocados está uma alteração para também conceder a isenção das alíquotas de PIS e Cofins sobre o biodiesel. O entendimento da bancada é de que o anúncio do governo de zerar esses impostos sobre o diesel acaba prejudicando a competitividade do biodiesel. Até mesmo porque a Constituição prevê um regime fiscal favorecido para os biocombustíveis, introduzido pela Emenda 123/2022.

Quando o acordo do governo diminui a tributação do diesel, ele teria que manter essa diferença para o biodiesel, e isso foi neutralizado com essa medida”, disse o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania – SP). Além disso, os parlamentares da bancada junto com o setor produtivo devem enviar um ofício aos membros do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), pedindo que o grupo analise uma ampliação da mistura dos biocombustíveis na gasolina e no diesel. No caso, a proposta é que o aumento seja de 15% (B15) para 16% (B16) ou 17% (B17) no diesel, e de 30% (E30) para 32% (E32) na gasolina.

Neste sentido, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) publicou nota oficial quanto ao tabelamento nacional dos fretes, assunto que há tempos mobiliza atenções, por impactar os custos embutidos nos alimentos. Para a bancada, há um entendimento claro no setor agropecuário de que o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não reflete a realidade do transporte no país, ao desconsiderar fatores essenciais como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota, o que acaba gerando distorções relevantes e desalinhadas com a prática de mercado.

Por isso, em ofícios enviados, ainda em 2025, aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil, foi solicitada a abertura de um diálogo técnico para revisar a metodologia da tabela de frete. A FPA lembra que o transporte rodoviário está diretamente pressionado pelo custo do diesel, o que provoca aumento artificial dos custos logísticos. A nota conclui defendendo política de transição energética mais previsível e eficaz, citando justamente o caso do biodiesel.

Escassez de fertilizantes também preocupa parlamentares

Outro ponto em que a FPA pretende avançar é em relação ao Projeto de Lei 699 de 2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Conforme Jardim, uma pauta prioritária deve ser entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e essa matéria estará nesses pedidos de celeridade. O Brasil sofre com a dependência externa desses produtos, sobretudo por virem de regiões conflagradas e distantes, conforme o Portal SNA aborda com frequência.

As medidas também têm o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com o diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, “é o momento ideal para nós aprovarmos o Profert”. Além disso, medidas de curtíssimo prazo, como do aumento da mistura são importantes para mitigar a subida de preços que os produtores vêm relatando. “O principal ponto de reclamação que nós temos recebido é o aumento abusivo de preços”, disse o diretor em reunião com a FPA na semana passada.

Entre os impactos no agro brasileiro do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, os fertilizantes trazem um nível de preocupação maior. De acordo com a CNA, os preços da ureia subiram entre 30% e 35% desde o início dos ataques. Além disso, o fornecimento desse insumo também pode ser comprometido, já que aproximadamente 35% do fertilizante nitrogenado vêm do Oriente Médio. A preocupação se agravou com a notícia recente de que a China, outro importante fornecedor desses produtos, suspendeu por tempo indeterminado a exportação de suas reservas, para proteger os produtores locais, conforme reportou a Agência Reuters.

O país é o terceiro maior fornecedor de fertilizantes do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o país representou 11,5% das compras brasileiras do produto em 2025, totalizando mais de US$ 93 milhões.

Fonte: SNA


FONTE

Autor: Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br

Site: SNA

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Sustentabilidade

Milho em destaque: 1ª Tarde de Campo reunirá especialistas para compartilhar conhecimento técnico – MAIS SOJA

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A cultura do milho possui grande importância no contexto da produção de grãos no Brasil e, especialmente, no Rio Grande do Sul. A adoção de técnicas de manejo adequadas é fundamental para maximizar o desempenho das lavouras e os resultados produtivos.

A 1° Tarde de Campo em Plantas de Lavoura, com foco em ecofisiologia e manejo da cultura do milho, tem como objetivo socializar conhecimentos técnicos junto à comunidade acadêmica, produtores e profissionais do setor que desejam aprofundar seu entendimento sobre a cultura.

Faça sua inscrição antecipada e garanta sua vaga. Clique aqui!

Confira os palestrantes confirmados

Redação: Diego Follmann

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