Sustentabilidade
Mercado brasileiro de soja deve iniciar semana com maior nível de negócios – MAIS SOJA

Após a semana anterior ter sido de pouca atividade, o mercado brasileiro de soja pode começar esta segunda-feira com maior dinamismo. Os dois principais fatores de formação de preços apresentam cenário favorável às negociações. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos firmam ganhos diante da expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e China. No câmbio, o dólar abriu com leve alta, e, se o movimento se mantiver, deve estimular a atuação dos agentes no cenário doméstico.
Na sexta-feira (03), o mercado de soja encerrou a semana com alguns lotes rodando tanto para portos quanto para a indústria, mas nada muito expressivo. De acordo com Rafael Silveira, analista de Safras & Mercado, ao longo do dia foi possível analisar volatilidade na Bolsa, e o dólar até ajudou em certos momentos, criando algumas oportunidades. Mesmo assim, o foco do produtor está no plantio da nova safra, o que mantém spreads altos entre compradores e vendedores.
Ele destacou ainda que houve ofertas pontuais mais atrativas, como em Goiás, onde apareceram negócios a R$ 130,00 com pagamento em dezembro. “É um preço bom, acima da paridade, mas mesmo assim o produtor preferiu não fechar”, acrescentou. No geral, segundo Silveira, a semana foi calma, sem grandes movimentos, com o mercado atento à situação das exportações americanas e à relação com a China.
No mercado físico, a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00 em Passo Fundo (RS) e de R$ 130,00 para R$ 131,00 em Santa Rosa (RS). Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 132,00 para R$ 131,50, enquanto em Rondonópolis (MT) permaneceu em R$ 123,00. Em Dourados (MS), a saca seguiu em R$ 124,50, e em Rio Verde (GO) aumentou de R$ 121,00 para R$ 121,50.
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 136,00, enquanto em Rio Grande (RS) houve alta de R$ 135,00 para R$ 136,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem alta de 0,29% no contrato novembro/25 do grão, cotado a 10,21 centavos de dólar por bushel.
* O mercado mantém o viés positivo, sustentado pelas expectativas de avanço nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. A valorização do petróleo em Nova York também contribui para o movimento de alta.
* Enquanto isso, os produtores norte-americanos aceleram as vendas de soja, diante da ausência chinesa, sua principal compradora, e buscam novos destinos na Ásia e na África. Até o momento, os importadores chineses ainda não adquiriram volumes da colheita norte-americana de outono.
* O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na semana passada que o governo federal adotará medidas de apoio aos agricultores do país, em resposta à recusa da China em comprar soja, e que um anúncio oficial será feito na terça-feira.
* Por outro lado, segue a pressão pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. O mercado ficará sem a referência do acompanhamento oficial nesta segunda-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou que os dados não serão divulgados enquanto não houver uma solução. O relatório de outubro do USDA, o tradicional Wasde, que seria divulgado na quinta, 9, também será postergado.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra leve alta de 0,02%, a R$ 5,3375. O Dollar Index registra ganhos de 0,56%, a 98.278 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia encerram em alta. Tóquio, +4,75%. Xangai, a bolsa não operou hoje devido a um feriado.
* As bolsas da Europa operam com ganhos. Frankfurt, +0,29%. Londres, +0,19%.
* O petróleo tem preços mais altos. Novembro do WTI em NY: US$ 61,41 o barril (0,87%).
AGENDA
—–Segunda-feira (6/10)
– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h. *(Devido à paralisação do USDA, não
há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).
– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os
dados consolidados de setembro, seguidos por coletiva de imprensa.
– Dados de oferta e demanda de soja, milho e algodão do MT – IMEA, 16h.
– Relatório de condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17h. *(Devido à paralisação
do USDA, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário
descrito).
—-Terça-feira (7/10)
– EUA: O saldo da balança comercial de agosto será publicado às 9h30 pelo Departamento do
Comércio. (Devido a uma paralisação do governo norte-americano, não há garantia do que os dados
serão divulgados no horário descrito).
– A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o IGP-DI referente a setembro.
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
—–Quarta-feira (8/10)
– Alemanha: A produção industrial de agosto será publicada às 3h pelo Destatis.
– A ANFAVEA divulga, às 10h, os resultados das exportações, importações e produção de
veículos referentes a setembro.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às
11h30 pelo Departamento de Energia (DoE). (Devido a uma paralisação do governo norte-americano,
não há garantia do que os dados serão divulgados no horário descrito).
– EUA: A ata da reunião de política monetária dos dias 16 e 17 de setembro será publicada às
15h pelo Fed. (Devido a uma paralisação do governo norte-americano, não há garantia do que os
dados serão divulgados no horário descrito).
—–Quinta-feira (9/10)
– Alemanha: O saldo da balança comercial de agosto será publicado às 3h pelo Destatis.
– Eurozona: A ata da reunião dos dias 10 e 11 de setembro será publicada às 8h30 pelo BCE.
– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, o IPCA e INPC
referentes a setembro.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30. *(Devido à paralisação do USDA, não há
garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).
– Relatório de outubro de oferta e demanda mundial e norte-americana der grãos dos EUA –
USDA/Wasde, 13h. *(Devido à paralisação do USDA, não há garantia de que o órgão
norte-americano divulgará os dados no horário descrito).
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da
tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Japão: O índice de preços ao produtor de setembro será publicado às 20h50 pelo BOJ.
—–Sexta-feira (10/10)
– O IBGE divulga, às 9h, o Indice de Preços ao Produtor Indústrias extrativas e de
transformação referente a agosto.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News
Sustentabilidade
Soja: Bactérias do gênero Bacillus apresentam eficiência no controle de fitonematoides – MAIS SOJA

Os nematoides fitopatogênicos, dentre eles, Heterodera glycines (nematoide do cisto da soja), Meloidogyne spp. (nematoide das galhas), Rotylenchulus reniformis (nematoide reniforme) e Pratylenchus brachyurus (nematoide das lesões radiculares), integram o grupo das principais espécies de pragas da cultura da soja. Os danos variam em função da espécie, suscetibilidade da cultivar e densidade populacional da praga, podendo resultar em perdas expressivas de produtividade, ou até mesmo inviabilizando o cultivo.
Dentre os fatores que mais influenciam no desenvolvimento dos fitonematoides em áreas agrícolas, destacam-se temperatura e textura do solo. De modo geral, solos de texturas mais leves (com menor teor de argila), tendem a apresentar condições melhores para o desenvolvimento dos fitonematoides, atrelados a isso, condições de temperaturas na faixa de 29 a 31°C favorecem o desenvolvimento do fitonematoides como o M. javanica (Inomoto & Asmus, 2009).
Por se tratar de pragas de solo, o controle direto dos fitonematoides via aplicação de nematicidas químicos é uma tarefa difícil, ainda mais se tratando de moléculas de baixo efeito residual. Além das boas práticas agronômicas que incluem a rotação de culturas com espécies não hospedeiras e a semeadura de cultivares de soja mais tolerantes, o uso de bioinsumos tem contribuído para o controle dos fitonematoides em áreas agrícolas, reduzindo os danos ocasionados por eles na cultura da soja.
Dentre os microrganismos empregados com esse intuito, destacam-se as bactérias do gênero Bacillus. Conforme relatado por Coelho et al. (2021) e Costa et al. (2019), o uso de bactérias do gênero Bacillus na cultura da soja tem se mostrado uma estratégia promissora tanto para o manejo de fitonematoides, como Pratylenchus brachyurus, quanto para a promoção do crescimento vegetal. Nesse contexto, estirpes de Bacillus, especialmente Bacillus subtilis, aplicadas via tratamento de sementes, contribuem para o incremento da parte aérea e do volume radicular das plantas, destacando-se as doses de 2 e 4 mL de produtos à base de B. subtilis por kg de sementes como as mais eficientes.
Os bionematicidas à base de bactérias, majoritariamente compostos por cepas do gênero Bacillus, lideram o mercado devido à ampla eficácia no controle de nematoides. Seu principal mecanismo de ação é a formação de biofilme no rizoplano, que atua como barreira física ao competir por sítios de penetração, além de liberar enzimas e compostos com efeito nematicida, capazes de afetar ovos e formas infectantes dos nematoides no solo (Dias-Arieira & Santana-Gomes, 2025).
Figura 1. Biofilme oriundo de Bacillus spp. ao redor da semente e da raiz de soja.
Corroborando a eficiência das bactérias do gênero Bacillus no controle dos fitonematoides da soja, Reis e Oliveira (2025) observaram que o tratamento de sementes de soja com Bacillus methylotrophicu reduziu significativamente o número de nematoides Meloidogyne javanica nas raízes das plantas tratadas (figura 2), além de reduzir o número de nematoides por amostra de solo (100 cm³).
Figura 2. Resultados de número de nematoides para 5,0 g de raiz em sementes de soja tratadas com B.methylotrophicus e inoculadas com M. javanica.

Os resultados observados por Reis e Oliveira (2025) demonstram que o tratamento de sementes de soja com Bacillus methylotrophicus, contribui não só para a redução da densidade de nematoides no solo e nas raízes, mas também, para um melhoria da massa fresca de raízes e da parte aérea das plantas tratas, sendo que, os melhores resultados foram obtidos com doses de Bacillus methylotrophicus variando de 0,30 a 0,38 ml.kg de sementes.
Estudos anteriores como o realizado por Araújo; Silva; Araújo (2002) também evidenciam a eficiência do gênero Bacillus no biocontrole de fitonematoides da soja. Logo, pode-se dizer que essas bactérias, quando bem posicionadas, podem contribuir significativamente para o manejo de nematoides fitopatogênicos em soja, sendo, portanto, ferramentas essenciais para um manejo estratégico e sustentável em ambientes agrícolas.
Confira o estudo completo desenvolvido por Reis e Oliveira (2025) clicando aqui!
Referências:
ARAÚJO, F. F.; SILVA, J. F. V.; ARAÚJO, A. S. F. INFLUÊNCIA DE BACILLUS SUBTILIS NA ECLOSÃO, ORIENTAÇÃO E INFECÇÃO DE Heterodera glycines EM SOJA. Ciência Rural, v. 32, n. 2, 2002. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/cr/a/7rcT8Hdw3bwh5qmZsVmyw6y/?lang=pt# >, acesso em: 03/02/2026.
COELHO, T. N., et al. CONTROLE BIOLÓGICO NO MANEJO DE Pratylenchus brachyurus EM DIFERENTES TRATAMENTOS NA CULTURA DA SOJA. Journal of Biotechnology and Biodiversity, 2021. Disponível em: < https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/JBB/article/view/11470/19047 >, acesso em: 03/02/2026.
COSTA, L. C. et al. DESENVOLVIMENTO DE CULTIVARES DE SOJA APÓS INOCULAÇÃO DE ESTIRPES DE Bacillus subtilis. Nativa, 2019. Disponível em: < https://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/nativa/article/view/6261/5390 >, acesso em: 03/02/2026.
INOMOTO, M. M.; ASMUS, G. L. CULTURAS DE COBERTURA E DE ROTAÇÃO DEVEM SER PLANTAS NÃO HOSPEDEIRAS DE NAMATOIDES. Visão Agrícola, n. 9, 2009. Disponível em: < https://www.esalq.usp.br/visaoagricola/sites/default/files/VA9-Protecao04.pdf >, acesso em: 03/02/2026.
REIS, C. M. R.; OLIVEIRA, R. M. TRATAMENTO DE SEMENTES DE SOJA COM Bacillus methylotrophicus PARA O MANEJO DE Meloidogyne javanica. Revista Cerrado Agrociências, 2025. Disponível em: < https://revistas.unipam.edu.br/index.php/cerradoagrociencias/article/view/5761/3386 >, acesso em: 03/02/2026.
Foto de capa: Cristiano Bellé

Sustentabilidade
Chicago fecha com ganhos moderados para a soja; óleo sobe mais de 2% e lidera recuperação – MAIS SOJA

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas abaixo das máximas do dia. O óleo subiu mais de 2% e liderou os ganhos de todo o complexo. Novidades sobre as diretrizes americanas para a política de biodiesel, o acordo entre Estados Unidos e India e o bom desempenho do petróleo asseguraram a recuperação.
Segundo a agência Reuters, os participantes do mercado continuam a analisar as diretrizes atualizadas do Tesouro sobre o crédito tributário 45Z para Produção de Combustível Limpo, que, entre outras mudanças, esclareceu que apenas matérias-primas provenientes dos Estados Unidos, do México e do Canadá se qualificam para o benefício e prorrogou o crédito até 2029.
Os preços dos contratos futuros do petróleo subiram, sob efeito do acordo comercial firmado ontem entre EUA e India e a possibilidade de afetar a commodity russa. O mercado também acredita que o acordo poderá garantir uma maior demanda indiana para os óleos vegetais americanos, principalmente o de soja.
Mas os ganhos foram limitados pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelo avanço da colheita da maior safra da história do Brasil. Com isso, cresce o sentimento de que a demanda chinesa estaria se deslocando para a América do Sul.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 5,50 centavos de dólar, ou 0,51%, a US$ 10,66 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,77 1/4 por bushel, com elevação de 4,75 centavos de dólar ou 0,44%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 2,60 ou 0,88% a US$ 291,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 54,49 centavos de dólar, com ganho de 1,29 centavo ou 2,42%.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Preços apresentam movimentos distintos dentre os estados – MAIS SOJA

Em janeiro, os preços do trigo apresentaram movimentos distintos dentre os estados acompanhados pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, os preços foram influenciados pelas diferentes condições de oferta e demanda. Enquanto em Santa Catarina e no Paraná as cotações cederam, pressionadas por liquidação de estoques, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, os valores estiveram mais firmes. No estado sulista, o bom fluxo das exportações deu suporte aos preços.
Em São Paulo, o movimento de avanço foi verificado pelo terceiro mês consecutivo e foi influenciado pela restrição vendedora. Levantamento do Cepea indica que, em Santa Catarina, o preço médio foi de R$ 1.158,92/tonelada em janeiro, recuos de 1,6% em relação a dezembro e de 18,3% em relação a janeiro/25 e o menor patamar real desde março/18 (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de dezembro/25).
No Paraná, a média mensal foi de R$ 1.178,66/t, baixa de 0,4% na comparação mensal e de 15,2% na anual e também a menor desde outubro/23, em termos reais. Já no Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.050,89/t em janeiro, a mais elevada em três meses, com avanço mensal de 1,4%, mas queda anual de 16,1%. Em São Paulo, o preço médio atingiu R$ 1.257,25/t em janeiro, avanço de 0,4% frente ao de dezembro, porém, recuo de 19,9% em relação a janeiro/25.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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