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Preço do frete recua com o fim da colheita de segunda safra do milho, diz Conab

O término da colheita das culturas de segunda safra, em especial o milho, refletiu nos preços de frete de grãos. Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, importantes produtores do cereal na segunda safra, registraram queda nas cotações em agosto para os serviços de transporte de grãos na maioria das rotas analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), conforme mostra a edição de setembro do Boletim Logístico.
De acordo com o boletim da estatal, as cotações para a remoção de grãos caíram no Maranhão em agosto. O mercado, no entanto, manteve-se com movimentação regular no Piauí, registrando demanda ainda em níveis satisfatórios, mas com movimentação já bem menos aquecida em relação aos meses anteriores, reflexo de redução significativa no escoamento do milho, principalmente, refletindo em estabilidade nos preços.
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Na Bahia, o valor dos fretes registrou estabilidade a alta, variando conforme a região produtora de grãos e a rota de transporte. “A elevação nas cotações foi verificada na praça de Luís Eduardo Magalhães, por causa da alta na demanda de transporte de grãos e fibra”, comentou a Conab.
Já no Distrito Federal, houve aumento generalizado nos preços em agosto em relação aos valores de julho, com destaque para as rotas com destino a Imbituba, em Santa Catarina; Uberaba e Araguari, em Minas Gerais; e Guarujá, em São Paulo, apresentando variações positivas na ordem 12%,11%,10% e 10%, respectivamente.
O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, disse na nota que “a produção recorde de milho na temporada 2024/25 aumenta a necessidade de dar vazão célere ao escoamento da safra, o que refletiu nos preços dos fretes rodoviários, que apresentaram seu momento de pico em julho”.
“De modo geral, ainda que os preços tenham caído em boa parte das rotas estaduais em agosto, o patamar de preços de frete é superior ao registrado no mesmo momento na safra passada, em uma conjuntura de aquecimento logístico. E a tendência é de persistência de um certo suporte aos preços para os próximos meses, como decorrência deste cenário de oferta elevada e demanda dinâmica e mais cadenciada ao longo dos meses, com a atuação de players tanto externos quanto internos, na área de alimentação animal e bioenergia”, ponderou.
Exportações de milho e soja
Os embarques de milho em agosto deste ano atingiram 17,9 milhões de toneladas, em comparação com 15,7 milhões em igual período de 2024. Os portos do Arco Norte continuam como o principal eixo de escoamento do cereal, representando 39,8% da movimentação. Na sequência, o porto de Santos escoou 29,6% do grão embarcado, o porto de São Francisco do Sul 11,6%, enquanto pelo porto de Paranaguá foram registrados 11,4% dos volumes embarcados e pelo porto de Rio Grande foram expedidos 5% do milho vendido ao mercado externo.
Já as exportações de soja em grãos atingiram 86,5 milhões de toneladas no período de janeiro a agosto de 2025, em comparação com 83,4 milhões de toneladas em igual período do ano passado. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 37,5% das exportações nacionais, enquanto por Santos foram escoadas 34,2%. Os embarques da oleaginosa pelo porto de Paranaguá totalizaram 12,9% do montante nacional e pelo porto de São Francisco do Sul foram escoadas 5,2%, ante 6,5% do ano anterior.
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De algodão ao aviário, a família Ferreira constrói seu legado no campo há mais de 45 anos

A história de Rubens Ferreira, do distrito de Paraíso do Sul (PR), está intrinsecamente ligada à evolução da agricultura paranaense. Há 45 anos, ele chegou à propriedade ainda menino, aos 13 anos, para ajudar o pai. O que hoje é um complexo avícola de alta performance já foi chão de algodão, pasto para o leite e, por décadas, lavoura de soja. “O produtor precisa se reinventar para não ficar para trás”, afirmou Rubens, que presenciou a diminuição do ciclo do algodão e a exigência de escala na pecuária leiteira.
O sítio Santa Cruz não é apenas um CNPJ rural; é o local onde Rubens e sua esposa, Maria, criaram a família e preservaram a herança recebida do pai. A decisão de entrar na avicultura em maio de 2023 foi estratégica, visando garantir que a terra continuasse produtiva para a próxima geração. Com dois galpões e capacidade para 85 mil aves, a família optou por um ambiente controlado e o ciclo curto do frango de corte.
Parceria e sucesso na avicultura
Um detalhe que define o sucesso da fazenda Santa Cruz é a relação de confiança com quem coloca a mão na massa. Rubens buscou no amigo de longa data, Valdecir, o conhecimento técnico necessário na avicultura. A parceria é tão estreita que Rubens é padrinho de casamento do granjeiro. Essa conexão permitiu que, logo no primeiro ano de atividade, a família alcançasse resultados de elite, reduzindo falhas e garantindo uma conversão alimentar que surpreendeu a integradora JBS em Campo Mourão.
A rotina é um esforço coletivo. Enquanto Rubens planeja os investimentos e cuida da lavoura, Maria acompanha as demandas diárias do aviário. A filha, Eduarda, mesmo formada em odontologia, faz questão de manter os pés no barro. Ela auxilia nos carregamentos, na gestão das notas e no monitoramento técnico, assegurando que o legado de honestidade e trabalho do pai tenha continuidade. “A gente quer ver isso aqui crescer”, afirmou a jovem.
O futuro da família ferreira
O reconhecimento veio rápido: em apenas dois anos de atividade, a propriedade conquistou o segundo lugar em produtividade na região. Para Rubens, o segredo está na dedicação integral e na coragem de investir em tecnologia de ponta, como aquecimento a gás e sistemas de ventilação automatizados.
Olhando para os próximos anos, o produtor não pensa em descanso, mas em expansão. Ele vê na avicultura a oportunidade de otimizar cada metro quadrado do sítio e, quem sabe, dobrar o número de galpões. Para a família Ferreira, os 45 anos de história são apenas o alicerce para um futuro onde a tradição do algodão deu lugar à modernidade do frango, mantendo sempre o mesmo propósito: produzir com excelência e manter a família unida no campo.
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Com informações de: interligados.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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‘Terra preta da Amazônia’ pode impulsionar crescimento do ipê-roxo em até 88%, aponta estudo

Um estudo realizado no Amazonas com apoio da Fapesp demonstrou que pequenas quantidades da chamada “terra preta da Amazônia” (TPA), solo criado por antigas populações amazônicas, são capazes de aumentar o crescimento em até 55% na altura e 88% em diâmetro do ipê-roxo (Handroanthus avellanedae), árvore que ocorre também na Mata Atlântica.
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Em uma espécie amazônica, o paricá (Schizolobium amazonicum), o aumento foi de 20% na altura e 15% no diâmetro do tronco. Os resultados são referentes aos primeiros 180 dias de vida das plantas, em comparação com outras das mesmas espécies que não receberam a terra preta. A pesquisa, publicada na revista BMC Ecology and Evolution.
“O determinante não foi a quantidade de nutrientes em si, que não muda muito, mas os microrganismos, que eram bem diferentes, especialmente os fungos. Nas plantas tratadas com terra preta há uma reorganização da microbiota em torno das raízes, com um recrutamento mais eficiente de microrganismos benéficos e uma redução de patógenos”, explica o pesquisador, Anderson Santos de Freitas.
Além de ajudar a reflorestar áreas degradadas e prover serviços ecossistêmicos, as duas árvores analisadas podem ser usadas na exploração sustentável de madeira, principalmente o ipê-roxo.
Terra ancestral
As terras pretas da Amazônia ou terras pretas de índio (TPI), como também são conhecidas, resultam da decomposição de matéria orgânica e do uso de fogo por populações pré-colombianas e continuam sendo criadas por povos atuais.

O estudo mostra que as TPAs abrigam um conjunto de bactérias, arqueas e fungos que ajudam as plantas a absorverem os nutrientes e ainda eliminam outros microrganismos oportunistas e patogênicos, tornando o ambiente muito mais favorável para seu crescimento.
“Estudamos as terras pretas há mais de 20 anos e testamos diversas formas de uso. A ideia é entender o que elas têm de melhor para as árvores crescerem mais rápido e mais fortes em áreas degradadas”, conta Tsai.
“Quando se desmata, principalmente para pastagem, a tendência é que o solo seja mal manejado, o que leva a uma perda muito rápida de microrganismos e nutrientes. O objetivo é recuperar a floresta e os serviços ecossistêmicos nessas áreas”, completa.
Protegidas por lei, as terras pretas são reguladas pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen), órgão colegiado presidido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
“Usamos pequenas quantidades nos experimentos, após obter autorização do CGen. A ideia não é que as pessoas a utilizem diretamente, o que é proibido, mas entender como ela é formada, qual seu conteúdo e quais microrganismos e processos a tornam tão especial. Com isso, poderíamos reproduzi-la ou isolar seus componentes que possam ser úteis”, diz Freitas.
Experimento
No trabalho, foi medido o crescimento das mudas no campo. Para isso, sementes das duas espécies foram cultivadas no viveiro da Embrapa Amazônia Ocidental, em Itacoatiara (AM), em dois tratamentos: terra preta ou fibra de coco.
Após 15 dias, as sementes haviam germinado e se tornado mudas, que foram então transferidas para o campo experimental da mesma instituição, em Manaus. Foram plantadas no solo e não receberam nenhuma adubação ou herbicida, recebendo apenas água da chuva e tendo controle manual de plantas daninhas.
Após seis meses, todas as plantas estavam vivas. Porém, as diferenças das tratadas com TPA foram significativas. No caso dos paricás, embora tenham apresentado um crescimento proporcionalmente menor do que o que ocorreu entre os ipês-roxos, as árvores tinham cerca de 1,5 metro de altura 180 dias depois de as mudas serem transferidas para o campo.
Os pesquisadores observaram no solo das plantas tratadas com terra preta um aumento, principalmente, da diversidade de fungos, mais acentuado no ipê-roxo. A explicação pode ser a grande adaptação do paricá a solos degradados, que faz com que a espécie não demande tantos nutrientes e microrganismos.
“Os fungos respondem mais rápido, por serem microrganismos mais complexos. Com a adição de terra preta, imediatamente há um aumento de matéria orgânica e, portanto, de fungos decompositores, que fazem uma ciclagem mais eficiente dos nutrientes, tornando-os mais disponíveis para as plantas”, detalha Freitas.
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O USDA vem aí! Mercado de soja aguarda relatório e encontro Trump–Xi Jinping

O mercado brasileiro de soja registrou uma semana de preços praticamente estáveis e baixa movimentação, ainda que com momentos pontuais de melhora nas negociações. Segundo agentes do setor, produtores aproveitaram picos de Chicago e dólar para realizar vendas, mas em volumes limitados e de forma pontual.
No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio segue como um dos principais fatores de influência sobre as commodities, com o mercado atento aos impactos da alta do petróleo em variáveis importantes da produção agrícola global. Entre elas, ganha destaque a expectativa em torno da intenção de plantio nos Estados Unidos para a safra 2026, com dúvidas sobre possíveis efeitos do aumento de custos sobre a decisão dos produtores.
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USDA no radar
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve indicar um aumento na área destinada à soja no país em 2026, na comparação com o ciclo anterior. O relatório de intenção de plantio será divulgado na terça-feira (31), às 13h, e pode trazer números superiores aos apresentados em fevereiro, durante o Fórum Anual do órgão.
Levantamento da agência Reuters aponta que o mercado trabalha com uma estimativa média de 85,55 milhões de acres destinados à soja. No ano anterior, os Estados Unidos semearam 81,22 milhões de acres. As projeções variam entre 84,25 milhões e 86,5 milhões de acres.
Caso o número se confirme, o USDA deve sinalizar uma área acima dos 85 milhões de acres já indicados no Fórum. Ainda assim, a soja deve permanecer abaixo do milho, cuja área é projetada em 94,37 milhões de acres, contra 98,79 milhões na safra anterior.
Relatório de estoques trimestrais dos EUA
Também na terça-feira será divulgado o relatório de estoques trimestrais dos Estados Unidos, referente à posição em 1º de março. O mercado estima estoques em 2,077 bilhões de bushels, acima dos 1,911 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. Em dezembro, o volume estava em 3,29 bilhões de bushels.
Encontro Trump e Xi Jinping
No campo geopolítico, a Casa Branca confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará a Pequim nos dias 14 e 15 de maio para um encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A visita havia sido adiada anteriormente, em meio ao cenário de tensões internacionais e à condução da política externa norte-americana no conflito envolvendo o Irã.
O mercado acompanha a reunião com expectativa de possíveis avanços em um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo, especialmente em relação à retomada ou ampliação das compras chinesas de soja norte-americana, fator historicamente relevante para o equilíbrio do comércio global da oleaginosa.
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