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24 de junho de 2026

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Pesquisa usa nanotecnologia para elevar eficiência de herbicida no cultivo de milho

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O milho é uma das principais culturas agrícolas do Brasil, com produção anual que varia conforme fatores climáticos e de manejo. Para a safra 2024/25, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de cerca de 126,9 milhões de toneladas. O montante estimado reflete o crescimento da produtividade nos últimos anos, impulsionado pela expansão da segunda safra, pelo uso de sementes geneticamente modificadas e pela adoção de tecnologias como o plantio direto, mesmo diante de condições climáticas variáveis.

Apesar da evolução no cultivo, um dos principais desafios para a produção de milho segue sendo o manejo de plantas daninhas. Estas competem por luz, água e nutrientes, e dessa forma afetando o desenvolvimento da cultura. Para minimizar perdas, se definem os primeiros 10 a 15 dias após a emergência da planta como o período crítico de competição. Assim, nesses primeiros dias é necessário controlar a presença de plantas infestantes de forma eficiente para garantir crescimento saudável e o máximo rendimento da safra.

Pesquisas em herbicidas mais seguros e eficientes

Assim para minimizar o impacto provocado pelo uso de herbicidas no controle de plantas daninhas, pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) analisaram a nanoencapsulação da atrazina, demonstrando como é possível potencializar a ação do ingrediente ativo sem comprometer a tolerância das plantas.

O estudo comparou o uso da atrazina convencional com formulações em nanocápsulas feitas de diferentes materiais, incluindo poli(ε-caprolactona), quitosana e zeína, todos biodegradáveis e derivados de resíduos da agroindústria. Testes em casa de vegetação mostraram que todas as formulações, incluindo nanocápsulas sem herbicida, foram seguras para a fisiologia e o crescimento das plantas.

Bruno Teixeira de Sousa, um dos pesquisadores envolvidos no trabalho, destaca que as plantas de milho tratadas com atrazina nanoencapsulada apresentaram resposta antioxidante mais intensa, com aumento significativo na atividade de enzimas como ascorbato peroxidase, catalase, peroxidase e superóxido dismutase. O efeito negativo sobre a fotossíntese foi temporário, com recuperação total observada 14 dias após a aplicação. Assim, as plantas conseguiram se proteger de forma eficaz contra o estresse provocado pelo herbicida.

“Os resultados confirmam que a nanoencapsulação permite potencializar a ação da atrazina sem comprometer o vigor das plantas de milho, oferecendo uma estratégia mais segura e eficiente para o manejo de plantas daninhas, especialmente durante o período crítico de competição”, pontua.

Dessa forma, os resultados reforçam o potencial da nanoencapsulação como estratégia inovadora para o manejo de plantas daninhas, unindo maior eficácia do herbicida à segurança para a cultura do milho.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Colheita do milho de inverno 2025/26 avança para 11% da área no Brasil

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A colheita do milho de inverno 2025/26 no Brasil atingia 11% da área semeada até o último sábado, de acordo com o Boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira (23). O avanço foi de 4,3 pontos porcentuais sobre a semana anterior. Em relação ao mesmo período da safra passada, há leve adianto de 0,7 ponto porcentual, mas o ritmo segue abaixo da média de cinco anos, de 15%.

Entre os Estados produtores, Mato Grosso lidera os trabalhos, com 20,7% da área colhida. Na sequência aparecem Tocantins, com 15%, Piauí, com 12%, e Maranhão, com 10%. No Paraná, outro importante produtor do cereal de inverno, a colheita alcançava 1% da área.

No milho verão 2025/26, a colheita chegava a 93,7% da área plantada até o último sábado, avanço de 3,3 pontos porcentuais na semana. O índice representa leve atraso de 0,8 ponto porcentual ante igual período da safra 2024/25, mas permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 92,3%. Entre os Estados que ainda não concluíram os trabalhos estão Rio Grande do Sul, com 99% da área colhida, Bahia, com 92%, Piauí, com 80%, e Maranhão, com 63%.

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A colheita do algodão 2025/26 alcançava 2,8% da área, alta semanal de 1,1 ponto porcentual. O resultado mostra atraso de 1,2 ponto porcentual ante igual momento da safra passada e leve adianto frente à média de cinco anos, de 2,5%. A Bahia lidera os trabalhos, com 10%, seguida por Minas Gerais, com 5%. Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul e Goiás registravam 3% cada, enquanto Mato Grosso havia colhido 0,5%.

No trigo 2026, a colheita começou e atingia 0,7% da área até sábado. O porcentual está abaixo dos 1,9% do mesmo período da safra passada e próximo da média quinquenal de 0,6%. Goiás é o único Estado com colheita iniciada, com 5% da área. Já a semeadura do cereal avançou para 74,3% da área, alta de 14,8 pontos porcentuais na semana, acima dos 56,6% do mesmo período do ciclo passado e da média de cinco anos, de 64,2%. Entre os principais produtores, o Rio Grande do Sul havia semeado 63% da área e o Paraná, 84%.

Os dados da Conab mostram avanço semanal nas operações de campo das principais culturas de segunda safra e de inverno, com ritmos distintos entre Estados e comparação mista em relação à safra passada e à média histórica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE detalha seleção para vagas ligadas ao 12º Censo Agropecuário Florestal Aquícola

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou nesta terça-feira (23), às 10h, uma transmissão ao vivo no IBGE Digital para esclarecer dúvidas sobre dois processos seletivos simplificados que somam 9.652 vagas temporárias. Parte das contratações será destinada ao 12º Censo Agropecuário Florestal Aquícola (CAFA), operação voltada às áreas rurais em todo o país.

Durante a live, o presidente Marcio Pochmann afirmou que a entrada de novos recenseadores é importante para a continuidade das operações estatísticas. A diretora-executiva Flávia Vinhaes destacou pontos ligados à remuneração, com previsão de parcela mínima e componente variável vinculado à produtividade.

O coordenador de Recursos Humanos, Bruno Malheiros, informou que há vagas concentradas nas capitais, mas também em outros municípios, e que a distribuição deve ser consultada nos editais. Segundo ele, os cargos de analista censitário estão disponíveis apenas nas capitais e não há vagas para recenseadores neste edital, já que essa seleção será feita em processo futuro. A expectativa do instituto é superar 250 mil inscritos.

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No Edital 01/2026, são 8.238 vagas para cinco cargos de agente censitário: Agente Censitário Administrativo (ACA), Agente Censitário de Informática (ACI), Agente Censitário Regional (ACR), Agente Operacional Regional (AOR) e Agente Censitário Supervisor (ACS). As inscrições vão até 1º de julho no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A seleção terá prova objetiva com Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo e conhecimentos específicos.

Já o Edital 02/2026 oferece 1.414 vagas, sendo 1.020 para analista censitário e 394 para agente censitário de qualidade (ACQ). As inscrições seguem até 15 de julho no site do Instituto Avalia, e a prova objetiva está marcada para 30 de agosto. As convocações estão previstas para dezembro, com contratações a partir de janeiro.

O coordenador-geral de operações censitárias, Fernando Damasco, afirmou que o 12º CAFA buscará levantar informações sobre a estrutura agrária, a organização do setor e o perfil dos trabalhadores rurais. A coleta será feita por visitas a estabelecimentos agropecuários, com expectativa de alcançar cerca de 5 milhões de unidades. Segundo ele, o instituto também implantará 948 postos censitários temporários para apoiar as equipes em campo.

Segundo o IBGE, as 8.238 vagas do Edital 01/2026 e as 394 vagas de agente censitário de qualidade do Edital 02/2026 serão destinadas ao 12º CAFA, que orienta a organização das equipes, dos postos temporários e da cobertura territorial da operação censitária rural.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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SLC Agrícola decidirá em 30 dias sobre preferência em terras da Radar

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A SLC Agrícola decidirá dentro do prazo contratual se vai exercer o direito de preferência sobre áreas do portfólio da Radar vendidas pela Cosan. A informação foi confirmada nesta terça-feira (23) pelo CEO da companhia, Aurélio Pavinato, durante o World Agri-Tech South America, em São Paulo. Segundo o executivo, o prazo para a decisão é de 30 dias a partir da notificação recebida pela empresa.

Na semana passada, a SLC Agrícola informou ao mercado que recebeu notificação sobre a venda de propriedades do Grupo Radar nas quais possui contrato de arrendamento vigente para exploração agrícola em aproximadamente 17,6 mil hectares. Em comunicado, a companhia afirmou que avalia as condições comerciais da oferta.

Ao comentar o tema, Pavinato disse que a empresa vai se manifestar dentro do período previsto em contrato. “Nós vamos decidir dentro do prazo. É tudo o que eu posso falar”, afirmou. Questionado novamente sobre o assunto, reforçou que a deliberação ocorrerá dentro dos 30 dias contados a partir da notificação.

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A manifestação ocorre após a Cosan anunciar a venda de parte das propriedades agrícolas da Radar por R$ 1,85 bilhão. Os imóveis estão localizados em Mato Grosso, somam 41.214 hectares e são destinados ao cultivo de soja, milho e algodão.

A SLC mantém arrendamento em parte dessas áreas, o que sustenta o direito de preferência mencionado pela companhia. Neste momento, a empresa concentra a análise nas condições comerciais da operação.

A decisão da SLC Agrícola sobre o exercício do direito de preferência será tomada dentro do prazo contratual de 30 dias, após avaliação da oferta relacionada às áreas do portfólio da Radar em Mato Grosso.

Fonte: Estadão Conteúdo

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