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Opção de alíquota reduzida de emissão de GTA para abate de fêmeas bovinas já está ativa

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) informa aos pecuaristas de Mato Grosso que já está ativa no módulo do produtor, a opção de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) com redução de 30% na alíquota de contribuição do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e do Instituto da Pecuária de Corte Mato-grossense (Inpec-MT), que incide sobre comercialização de bovinos.
A nova possibilidade é válida somente para o transporte de fêmeas bovinas ou bubalinas destinadas ao abate em estabelecimento industrial dentro do Estado. Caso o abate de animais bovinos fêmeas for fora do estado, a alíquota de contribuição ao Fethab e Inpec permanece a mesma, sendo de 11,5% e 1,26%, respectivamente, da Unidade Padrão Fiscal (UPF) mensal vigente.
Essa nova opção já em vigência no sistema do Indea foi criada para atender a lei nº 13.032/2025, sancionada pelo Governo do Estado em 12 de setembro para incentivar o abate estadual e fortalecer a cadeia produtiva da carne.
Com a novidade, o módulo do produtor para o abate de fêmeas fica com as seguintes arrecadações:
* Emissão de GTA para abate de fêmeas dentro do Estado:
– DAR INDEA – Receita 6190 e subreceita 200115
– DAR FETHAB- Receita 7262
– DAR INPEC – Receita 8134
– BOLETO FESA – Gerado pelo site FESA.
* Emissão de GTA de abate dentro do Estado somente MACHOS ou MACHOS e FÊMEAS fora do estado:
– DAR INDEA – Receita 6190 e subreceita 200115 (ABATE) ou Receita 6190 e subreceita 200116 (demais finalidades exceto ABATE fora do estado)
– DAR FETHAB- Receita 7241 (Qualquer finalidade fora do Estado)
– DAR INPEC – Receita 8132 (Qualquer finalidade fora do Estado)
– BOLETO FESA – Gerado pelo site FESA ( ABATE)
* Emissão GTA ABATE dentro do estado contendo FÊMEAS e MACHOS na mesma GTA:
– DAR INDEA – Receita 6190 e subreceita 200115 (Recolhimento suficiente para quantidade TOTAL de Machos e Fêmeas)
– DAR FETHAB- Receita 7262 (Recolhimento suficiente para quantidade de Fêmeas)
– DAR FETHAB- Receita 7241 (Recolhimento suficiente para quantidade de Machos)
– DAR INPEC – Receita 8134 (Recolhimento suficiente para quantidade de Fêmeas)
– DAR INPEC – Receita 8132 (Recolhimento suficiente para quantidade de Machos)
– BOLETO FESA – Gerado pelo site FESA (Recolhimento suficiente para quantidade TOTAL de Machos e Fêmeas)
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Sema inicia testes para definir quais rios de Mato Grosso estão próprios ou impróprios para banho

Servidores de municípios do interior passaram por treinamento prático nesta semana. Avaliações garantem a saúde da população no período de seca
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) realizou, nesta segunda-feira (22.6), o último treinamento para análise da qualidade das águas de rios para banho e uso recreativo, nos municípios de Matupá e Nortelândia. A capacitação visa aprimorar os conhecimentos dos servidores para as ações da campanha de Balneabilidade de 2026, que classifica os rios como próprios ou impróprios para banho. As avaliações anuais começaram este mês e terminarão em agosto.
Foram capacitados os servidores das prefeituras que integram os Comitês de Bacias Hidrográficas do Médio Teles Pires (Colíder, Matupá, Guarantã do Norte e Peixoto de Azevedo) e do Alto Paraguai Superior (Nortelândia, Nova Marilândia e Diamantino).
Eles ministraram conteúdos relacionados à balneabilidade, incluindo procedimentos de introdução e coleta de amostras, legislação vigente sobre a temática, funcionalidades do laboratório da Sema, roteiros para amostragem da campanha de 2026, entrega dos materiais para análise e discussão de resultados.
A campanha deste ano teve início com as coletas de Barra do Garças no dia 15 de junho. Agora, será a vez do Parque da Serra Azul e, posteriormente, haverá análises nas demais regiões mato-grossenses entre os meses de julho e agosto.
Campanha de Balneabilidade
A campanha de balneabilidade, que avalia os rios para a realização de banho de recreação, ocorre no início do período seco, que é quando as temperaturas aumentam, a vazão dos rios reduz, as praias fluviais aparecem e o fluxo de banhistas aumenta.
Ao final, técnicos da Sema emitem um boletim informando se a praia está própria ou imprópria para banho.
A utilização da água para fins recreativos é comum, principalmente nos rios próximos às cidades, onde ocorre a formação de praias na época da seca. Por esse motivo, torna-se relevante conhecer a qualidade da água para garantir a conservação dos recursos hídricos e a proteção da saúde da população.
Com Assessoria
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Mato Grosso dá salto na ciência com entrega de Centro de Inovação em Várzea Grande

Governador Otaviano Pivetta inaugura o complexo nesta tarde (25). Espaço possui ambientes inteligentes e equipamentos de ponta para pesquisadores
O governador Otaviano Pivetta inaugura nesta quinta-feira (25.6), às 14h30, o Centro de Inovação do Parque Tecnológico Mato Grosso, em Várzea Grande. Um dos mais importantes empreendimentos voltados à ciência, tecnologia e inovação do Estado, após dez anos de planejamento, estruturação e execução.
O Centro de Inovação recebeu investimento aproximado de R$ 25 milhões e conta com uma moderna estrutura de 3.920,31 m2 de área construída, com três pavimentos, ambientes inteligentes, laboratórios especializados e equipamentos de alta performance destinados à pesquisa e inovação.
Serviço
O quê: Inauguração do Centro de Inovação do Parque Tecnológico Mato Grosso
Quando: Quinta-feira, (25.6)
Onde: Av. Projetada A, s/n, bairro Chapéu do Sol – Várzea Grande
Horário: 14h30
Com Assessoria
Agro Mato Grosso
Incêndios em propriedades rurais: como o produtor deve agir para se proteger MT

Além dos danos ambientais e econômicos, registro formal da ocorrência e produção de provas são fundamentais para resguardar o produtor de possíveis responsabilizações indevidas
Os incêndios em áreas rurais representam uma das maiores ameaças ao patrimônio, à produção agrícola e à preservação ambiental. Além dos prejuízos causados ao solo, às lavouras, aos animais e às estruturas das propriedades, o produtor rural também pode enfrentar questionamentos e processos relacionados à origem do fogo. Diante desse cenário, especialistas e produtores reforçam a importância de agir rapidamente após uma ocorrência para registrar os fatos e garantir proteção jurídica.
De acordo com o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso, Nathan Belusso, ainda existe muita desinformação sobre a relação entre o produtor rural e as queimadas. Segundo ele, a ideia de que os incêndios são provocados, em sua maioria, pelos produtores não condiz com a realidade do campo.
“A agricultura brasileira sofre diariamente com desinformações e ataques infundados. Na questão das queimadas, uma das principais falácias é que o produtor seria responsável pela maioria dos incêndios. Na prática, o produtor é um dos maiores prejudicados, porque o fogo destrói a matéria orgânica do solo, compromete a fertilidade, reduz a produtividade e ainda coloca em risco lavouras, máquinas, animais e vidas humanas”, afirma.
Belusso destaca que muitos produtores investem em ações preventivas e estruturas de combate inicial ao fogo, como brigadas próprias, tanques de água, tratores e grades para contenção das chamas. Ainda assim, quando um incêndio atinge a propriedade, algumas medidas devem ser tomadas imediatamente.
A principal orientação é comunicar oficialmente os órgãos competentes e registrar a ocorrência por meio de um boletim de ocorrência (BO), detalhando o local, a data e as possíveis circunstâncias do incêndio. Outra medida recomendada é a elaboração de uma ata notarial em cartório, documento que registra formalmente a situação encontrada na propriedade após o incidente.
“É importante que o produtor faça o boletim de ocorrência e, se possível, solicite uma ata notarial para documentar os danos e as circunstâncias do incêndio. Isso ajuda a evitar acusações indevidas de crime ambiental e garante que ele tenha elementos para comprovar que também foi vítima da situação”, explica Belusso.
Segundo o representante da Aprosoja MT, muitos incêndios têm origem acidental ou natural, especialmente durante o período seco, quando as altas temperaturas, a baixa umidade e até mesmo a incidência de raios favorecem o surgimento de focos de fogo em áreas de vegetação.
Prejuízos que vão além da área queimada
O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja MT, Yuri Nunes Cervo, conhece de perto os impactos causados pelos incêndios. Em 2020, sua propriedade enfrentou um dos maiores incêndios já registrados na região, com chamas que avançaram por áreas de reserva e exigiram dias de combate intenso.
Segundo ele, o controle do fogo mobilizou praticamente toda a equipe da fazenda, que utilizou abafadores, bombas costais, caminhonetes com reservatórios de água e diversos equipamentos para tentar conter as chamas em uma área de mata fechada.
“Foram mais de três dias consecutivos de combate dentro da mata. O fogo avançava tanto pelas copas das árvores quanto pela camada de palhada acumulada no solo, o que dificultava identificar onde as chamas estavam se propagando. O calor, a fumaça e as mudanças constantes do vento tornavam a situação extremamente perigosa”, relata.
Além dos danos imediatos, Yuri destaca que o fogo compromete anos de investimentos em conservação do solo. Práticas como o cultivo consorciado, o uso de cobertura vegetal, a integração com a pecuária e a aplicação de insumos biológicos perdem grande parte da sua eficiência quando a matéria orgânica é consumida pelas chamas.
“Quando o fogo atinge uma área produtiva, ele destrói todo um trabalho realizado para melhorar a qualidade do solo. São perdas relacionadas à matéria orgânica, à microbiota, à ciclagem de nutrientes, ao armazenamento de umidade e a diversos outros fatores que influenciam diretamente a produtividade”, explica.
Além dos prejuízos econômicos, ele ressalta os riscos à segurança dos trabalhadores, dos animais e das estruturas da propriedade, como alojamentos, residências e galpões.
Documentação pode evitar problemas futuros
Para os produtores, os danos provocados pelo fogo muitas vezes não terminam quando as chamas são controladas. Em alguns casos, mesmo sendo vítima da situação, o proprietário pode enfrentar questionamentos ou investigações sobre a origem do incêndio.
Por isso, é recomendado que o produtor reúna o máximo possível de informações e evidências logo após a ocorrência. Fotografias, vídeos, registros da atuação das equipes de combate, testemunhos e documentos oficiais podem ser fundamentais para demonstrar a origem do incêndio e as medidas adotadas para conter o avanço das chamas.
“Além de lidar com os prejuízos causados pelo fogo, o produtor precisa se preocupar com a segurança jurídica. Registrar os fatos e manter toda a documentação organizada é essencial para comprovar que ele adotou as medidas necessárias e que também foi afetado pela ocorrência”, ressalta Belusso.
Yuri lembra ainda que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir riscos. Segundo ele, produtores rurais têm investido constantemente em capacitação, treinamento de brigadas, integração com o Corpo de Bombeiros e disponibilização de equipamentos para o combate aos incêndios.
“O produtor é o maior interessado em preservar tanto as áreas produtivas quanto as áreas de reserva. Por isso, participa de cursos, mantém contato direto com os órgãos de combate ao fogo e investe em ações preventivas. A preservação é uma necessidade para quem vive da terra”, conclui.
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