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15 de outubro de 2026

Business

Grãos e pecuária puxam resultado do VBP do agro em agosto

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O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor agropecuário atingiu R$ 1,406 trilhão em agosto, alta de 11,3% em relação à safra de 2024. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O resultado reflete o desempenho positivo de lavoura e pecuária, mesmo diante de quedas em algumas culturas específicas.

Lavoura registra crescimento expressivo

A produção agrícola teve alta de 10,8%, passando de R$ 837,52 bilhões em 2024 para R$ 928,07 bilhões neste ano. Entre os produtos que puxaram o crescimento estão amendoim (43%), soja (8,8%), milho (32,4%), café (47,2%), mamona (38%) e algodão (8,4%). Por outro lado, algumas culturas apresentaram queda: batata-inglesa (-53,9%), laranja (-17,9%), feijão (-15,9%), arroz (-10,2%), banana (-3,5%) e cana-de-açúcar (-1,3%).

A soja segue sendo o produto com maior participação no VBP, somando R$ 322,1 bilhões, seguida por milho (R$ 164,0 bilhões), cana-de-açúcar (R$ 117,9 bilhões), café (R$ 115,2 bilhões) e algodão (R$ 36,6 bilhões). Juntos, esses cinco itens correspondem a 53,8% do total do VBP agrícola.

Pecuária mantém ritmo de alta

A pecuária avançou 12,3%, alcançando R$ 478,08 bilhões ante R$ 425,77 bilhões de 2024. Entre os produtos com maior crescimento estão bovinos (20,5%), frango (4,7%), leite (5,2%), suínos (9,6%) e ovos (14,1%). No faturamento, a bovinocultura lidera com R$ 204,1 bilhões, seguida pela avicultura (R$ 111,0 bilhões) e leite (R$ 71,5 bilhões). A participação da bovinocultura corresponde a 14,5% do total do VBP nacional.

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Destaque regional

Mato Grosso foi o estado com maior contribuição para o VBP, respondendo por 15,7% do total, ou R$ 221,3 bilhões, seguido de Minas Gerais (12%, R$ 168,3 bilhões), São Paulo (11,3%, R$ 159,0 bilhões) e Paraná (11,2%, R$ 157,4 bilhões).

A distribuição por produtos nos estados mostra a concentração da produção: em Mato Grosso, soja, milho, algodão e bovinos representam 93% do VBP estadual; em Minas Gerais, café, soja e leite somam 57%; em São Paulo, cana-de-açúcar, café e laranja equivalem a 63,6%; e no Paraná, milho, soja e frango representam 63,5%.

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa, combinando volumes produzidos e preços de mercado, refletindo o faturamento bruto na propriedade rural.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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