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7 de outubro de 2026

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Produção florestal brasileira cresce 16,7% em 2024, aponta IBGE

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A produção florestal do Brasil alcançou R$ 44,3 bilhões em 2024, alta de 16,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira (25). Na comparação com 2019, o crescimento supera 140%, refletindo expansão da extração e aumento nos preços de venda.

O levantamento detalha que a silvicultura, que inclui produção de florestas plantadas, responde por 84,1% do total, com R$ 37,2 bilhões, enquanto o extrativismo vegetal, ligado a áreas naturais, representa 15,9%, o que representa R$ 7 bilhões. “Muito do extrativismo são extrações autorizadas”, explica Carlos Alfredo Barreto Guedes, gerente de Agricultura do IBGE.

Distribuição regional e municípios de destaque

Quase 5 mil municípios registraram produção florestal em 2024. As regiões Sul e Sudeste concentram 65,7% do total. Minas Gerais lidera entre os estados, com R$ 8,5 bilhões, seguido pelo Paraná, com R$ 6,3 bilhões.

Entre os municípios, General Carneiro (PR) aparece no topo do ranking, com R$ 674,4 milhões. Outras cidades com destaque incluem Três Lagoas (MS), João Pinheiro (MG), Brasilândia (MS) e Buritizeiro (MG). A liderança se deve, principalmente, à produção em áreas plantadas.

Silvicultura: madeira, celulose e carvão

A silvicultura é dominada pela atividade madeireira, que responde por 98,3% da produção econômica do setor. A madeira em tora para papel e celulose concentra 40,1% do total, seguida por madeira para outros usos (24,5%), carvão vegetal (21,4%) e lenha (12,2%).

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Em 2024, o Brasil produziu 122,1 milhões de metros cúbicos de madeira para celulose, garantindo posição de destaque nas exportações globais. Foram vendidas 19,7 milhões de toneladas, gerando US$ 10,6 bilhões, com China, Estados Unidos, Itália e Países Baixos como principais destinos.

Além disso, a área plantada de florestas chega a 9,9 milhões de hectares, quase o tamanho de Pernambuco, sendo 77,6% destinada ao eucalipto. “O eucalipto cresce rápido, em sete a oito anos, e se adapta bem ao clima brasileiro”, afirma Guedes. Minas Gerais concentra 2,1 milhões de hectares da espécie, enquanto Ribas do Rio Pardo (MS) possui a maior plantação municipal.

No extrativismo, a atividade madeireira predomina, com 65,6% do valor gerado. Produtos alimentícios respondem por 28,6%, principalmente açaí (50,9%), erva-mate (26%) e castanha-do-pará (9,7%).

A produção de açaí foi de 247,5 mil toneladas, concentrada em 92,9% na região Norte. O Pará lidera, com 168,5 mil toneladas, e Limoeiro do Ajuru é o maior produtor municipal. Por outro lado, a erva-mate teve produção de 377,4 mil toneladas, concentrada no Sul, com São Mateus do Sul (PR) como principal município.

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Poder de compra do produtor de café é prejudicado pela alta dos fertilizantes

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Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a próxima safra de café já pode estar sendo afetada pela alta no preço dos insumos agrícolas. O próximo período de aplicação de fertilizantes na cafeicultura, entre o fim deste ano e o início de 2027, ocorre em um momento de menor poder de compra dos produtores no estado de São Paulo.

O Centro de Estudos calcula que, considerando o preço do café arábica (R$ 26,15 o quilo, segundo o próprio índice do Cepea) e os preços médios de adubo, o produtor precisa de 19,4% mais café neste mês para comprar a mesma quantidade que em agosto.

O preço dos fertilizantes importados subiu 12,8% em agosto, apontam dados do Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O planejamento das compras de cafeicultores para a safra de 2027/28 tende a ser fortemente afetado por este aumento, uma vez que 85% do mercado nacional utiliza os insumos estrangeiros, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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Exportação de suco de laranja cresce 9,6%, mas receita despenca 34%

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As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos cresceram em volume no primeiro trimestre da safra 2026/27, mas o faturamento caiu de forma expressiva. Entre julho e setembro, foram embarcadas 203,2 mil toneladas de FCOJ equivalente a 66° Brix, alta de 9,6% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Apesar do aumento no volume, a receita recuou 34,4%, para US$ 489,7 milhões.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela CitrusBR.

“Sem dúvida, é uma boa notícia perceber alguma recuperação no volume exportado em relação à safra passada, porém, esse mesmo volume ainda está 14% abaixo da média das últimas cinco safras, que é de 237 mil toneladas”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

Estados Unidos e Canadá concentram quase metade dos embarques

Estados Unidos e Canadá foram os principais destinos do suco de laranja brasileiro no período. Juntos, importaram 96 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 226,6 milhões. O volume representou 47,2% das exportações realizadas pelo Porto de Santos.

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Na comparação com o primeiro trimestre da safra 2025/26, os embarques para os dois países cresceram 6,4%, enquanto a receita caiu 32,7%. Na comparação com o mesmo período de 2022/23, o volume enviado para esses mercados aumentou 53,6%.

A Europa aparece logo atrás, com 91,8 mil toneladas, equivalentes a 45,2% do volume exportado. A receita foi de US$ 222,7 milhões.

Em relação à safra anterior, o volume destinado ao continente cresceu 4,8%, enquanto a receita caiu 39,7%. Já na comparação com cinco safras atrás, o volume recuou 48,7%.

China mais que dobra volume importado

A China recebeu 7,3 mil toneladas de FCOJ equivalente, com receita de US$ 18 milhões. O volume mais que dobrou em relação ao primeiro trimestre da safra 2025/26, com alta de 111,5%. Na mesma comparação, porém, a receita caiu 4,7%.

O mercado chinês respondeu por 3,6% do volume exportado no período. Apesar da recuperação recente, os embarques ainda estão 52,6% abaixo do registrado no mesmo intervalo da safra 2022/23.

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O Japão também ampliou as compras, para 2,7 mil toneladas, alta de 66,9% em um ano. A receita, de US$ 7,3 milhões, caiu 22,5%.

A Coreia do Sul importou 135 toneladas, com receita de US$ 308 mil. Na safra anterior, não houve embarques para o país.

A Índia, por sua vez, não registrou compras no período, assim como no primeiro trimestre da safra 2025/26.

Os demais mercados responderam por 5,3 mil toneladas, alta de 104,9% sobre a temporada anterior. A receita também cresceu, 28,2%, para US$ 14,8 milhões.

Subprodutos

As exportações de subprodutos da laranja apresentaram comportamentos diferentes no primeiro trimestre da safra 2026/27.

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O farelo de polpa cítrica somou 39.347 toneladas e US$ 20,3 milhões. O volume caiu 29,4% em relação ao mesmo período da safra anterior e ficou 21,5% abaixo da média das cinco últimas safras.

Já o óleo essencial de laranja teve forte alta. Os embarques chegaram a 5.088 toneladas, crescimento de 138,6% em um ano. O volume também ficou 24,7% acima da média das cinco safras anteriores. A receita foi de US$ 58,6 milhões.

As exportações de terpenos somaram 2.578 toneladas e US$ 25,7 milhões, alta de 41,9% sobre a safra anterior, mas 25% abaixo da média das cinco últimas temporadas.

As células cítricas tiveram queda de 74,6% no volume, para 28 toneladas, com receita de US$ 46 mil. O resultado ficou 87,5% abaixo da média das cinco safras anteriores.

Os números consideram os embarques realizados pelo Porto de Santos, que concentram as exportações das empresas associadas à CitrusBR. No primeiro trimestre da safra 2026/27, o terminal respondeu por 92% do volume de suco de laranja exportado pelo Brasil.

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Após mês de alta, mercado de arroz perde o ritmo em outubro

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Na virada para outubro, o mercado do arroz desacelerou após as altas de setembro. O levantamento do Cepea (Centro de Estudos em Economia Aplicada) indica que uma retração nos negócios impediu uma escalada ainda maior dos preços.

Setembro viu uma alta de 5,67% no arroz em casca, mas, na lavoura, o excesso de chuvas passou a limitar os trabalhos no encerramento do mês. O Cepea indica uma postura retraída dos produtores e disputa pela matéria-prima.

Já outubro começou com uma retração temporária de uma parcela dos compradores, além de menor demanda por arroz beneficiado e também da postergação de negócios.

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