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11 de julho de 2026

Business

Saiba como ficaram os números do mercado de soja no Brasil e em Chicago

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O mercado brasileiro de soja apresentou poucas novidades nesta quarta-feira (24). Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, o ambiente foi de baixa liquidez e preços mistos. “Pouco reporte de negócios, produtor mais afastado, com lotes que não chamam a atenção”, avaliou.

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Ele acrescentou que, apesar de o dólar dar algum fôlego de alta, os prêmios seguiram quase estáveis, enquanto os portos se mantiveram depreciados. “O produtor vai ficar mais recuado, olhando para o plantio e esperando melhores indicações”, disse.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130 para R$ 129
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131 para R$ 130
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 124 para R$ 125
  • Dourados (MS): subiu de R$ 123 para R$ 123,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 122 para R$ 121
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 135 para R$ 134
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 136 para R$ 134

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira. O mercado encerrou pressionado pela fraca demanda chinesa pelo produto americano. Com a recente retirada das retenções argentinas, a China voltou seu interesse para a soja da Argentina, pressionando as cotações futuras.

Importadores chineses mantiveram compras intensas de soja argentina após a suspensão temporária dos impostos de exportação, tornando os preços do país sul-americano mais competitivos. Isso afetou os Estados Unidos justamente no início da colheita de uma safra abundante, rejeitada pela China em meio à guerra comercial entre as duas maiores economias.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,29%, a US$ 10,09 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,28 1/2 por bushel, com baixa de 3,25 centavos ou 0,31%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,20 ou 0,43%, a US$ 276,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,84 centavos de dólar, com perda de 0,04 centavo ou 0,08%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,3268 para venda e R$ 5,3248 para compra, com mínima de R$ 5,2941 e máxima de R$ 5,3306 durante o dia.

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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.

Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.

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Projeções para o milho

No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.

Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.

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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

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Foto: Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.

Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?

A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.

Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.

“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.

Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.

Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.

A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.

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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

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A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).

A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.

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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.

Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.

Fonte: camara.leg.br

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