Featured
Moratória da Soja, reforma administrativa e tributação são temas da reunião da FPA

A Moratória da Soja foi um dos temas da reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) nesta terça-feira (23), em Brasília. Criado em 2006 para impedir a compra de grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia após 2008, o acordo deveria durar apenas dois anos, mas se estendeu até hoje.
Em agosto, o Cade derrubou a medida, mas poucos dias depois a Justiça Federal de Brasília concedeu liminar restabelecendo o acordo. O caso agora será analisado pelo tribunal do Cade.
Outros assuntos abordados
Além do impasse sobre a soja, a Frente Parlamentar da Agropecuária se posicionou contrariamente à medida provisória que altera alíquotas de Imposto de Renda. A FPA já apresentou 290 emendas à proposta, que afeta instrumentos importantes como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e os Fundos de Investimento na Cadeia Produtiva das Agroindústrias (Fiagros).
O vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), criticou a proposta, afirmando que o governo insiste em aumentar impostos em vez de reduzir gastos. Ele defendeu prioridade para uma reforma administrativa, que está na pauta e prevê avaliação de políticas públicas e revisão anual das despesas. A relatoria da MP está sob responsabilidade do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).
Agro Mato Grosso
TCE suspende licitação de R$ 236 milhões para usinas solares em MT por suspeita de sobrepreço

Projeto previa a implantação de sistemas de geração de energia solar em 14 municípios do estado.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão de uma licitação estimada em R$ 236 milhões para a implantação de sistemas de geração de energia solar em 14 municípios integrantes do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Complexo Nascentes do Pantanal (CIDESAT). A decisão é do conselheiro Antonio Joaquim e foi publicada no Diário do Tribunal nesta segunda-feira (22).
A reportagem entrou em contato com o CIDESAT, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A determinação atende parcialmente a uma representação apresentada por uma empresa participante da Concorrência Eletrônica nº 02/2026. Apesar de não identificar, em análise preliminar, irregularidades na desclassificação da empresa autora da ação, o relator apontou indícios de possíveis problemas na formação dos preços e no dimensionamento do projeto.
Segundo o TCE, há necessidade de aprofundar a análise sobre a contratação, diante de suspeitas de sobrepreço e de eventual superdimensionamento da quantidade de energia prevista no certame.
A licitação tem como objetivo o registro de preços para futura contratação de empresa especializada na implantação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica conectados à rede elétrica nos municípios consorciados.
De acordo com o relator, a continuidade do processo sem uma análise mais aprofundada poderia resultar na consolidação de uma contratação potencialmente antieconômica e de difícil reversão.
Outro ponto que chamou a atenção do Tribunal foi a permanência de apenas uma empresa habilitada ao final da concorrência Conforme a decisão, a situação é semelhante à observada em uma licitação promovida pelo mesmo consórcio em 2025.
Inicialmente, cinco empresas participaram da disputa. No entanto, após sucessivas desclassificações, apenas uma permaneceu apta à contratação. Para o relator, o cenário levanta dúvidas preliminares sobre possível restrição à competitividade e eventual direcionamento da licitação.
Em dos trechos, o conselheiro ainda apontou a o risco de utilização dessas contratações como mecanismo de propagação de preços potencialmente superfaturados, prática popularmente denominada “ata barriga de aluguel”, na qual atas de registro de preços são celebradas com valores elevados e posteriormente utilizadas como referência para novos certames ou para adesões por outros órgãos e entidades públicas.
O TCE também apontou indícios de que a quantidade de energia prevista no projeto pode ser superior à necessidade real dos municípios participantes. Conforme os documentos analisados, a licitação foi estruturada para atender 14 municípios do consórcio, com demanda estimada em 33.537 quilowatts-pico (kWp), unidade utilizada para medir a capacidade máxima de geração de sistemas fotovoltaicos.
Segundo o tribunal, será necessário verificar se os quantitativos previstos são compatíveis com o consumo efetivo dos municípios.
Concorrência Pública suspensa
Com a decisão, deve ser suspensa imediatamente a Concorrência Pública nº 02/2026 e interrompidos todos os atos relacionados ao processo.
Também fica proibida a homologação do resultado, adjudicação do objeto, assinatura da ata de registro de preços, celebração de contratos e adesões decorrentes da licitação até nova deliberação do TCE.
Featured
Com previsão de seca severa, Bombeiros antecipam envio de tropas para combater incêndios em MT

Dez guarnições temporárias atuarão nas regiões mais vulneráveis do Estado. Período proibitivo para o uso do fogo começa no dia 1º de julho
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (24) o julgamento sobre a validade das ações da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo de emprego na relação entre motoristas de aplicativos e as plataformas, a chamada “uberização”. A sessão está prevista para começar às 14h.
O julgamento foi suspenso no dia 1° de outubro do ano passado, quando foram ouvidas as sustentações das partes envolvidas no julgamento. Na sessão de hoje, serão proferidos os primeiros votos sobre a questão.
Serão julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.
A Rappi alegou que as decisões trabalhistas que reconheceram o vínculo de emprego com a empresa desrespeitaram decisões da própria Corte que entendem não haver relação de emprego formal com os entregadores.
>> Sigmmmm
A Uber sustentou que é uma empresa de tecnologia, e não do ramo de transportes, e que o reconhecimento de vínculo trabalhista altera a finalidade do negócio da plataforma, violando o princípio constitucional da livre iniciativa de atividade econômica.
Durante a tramitação do caso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo parecer contrário ao reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais.
Featured
Alvos em três cidades de MT: Polícia Civil mira golpistas que invadiam dados de hospitais

Ação em apoio à Polícia Civil do Paraná desarticula rede financeira que movimentou centenas de milhares de reais com o ‘golpe do falso exame’
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quarta-feira (24.6), seis mandados de busca e apreensão domiciliar em apoio a uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná que investiga um grupo de estelionatários. As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Várzea Grande, Rondonópolis e Jangada.
Os mandados, decretados pelo Poder Judiciário do Estado do Paraná, foram cumpridos pelas equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, de forma simultânea, nos endereços-alvo situados nas três cidades mato-grossenses.
As investigações da Delegacia de Estelionato de Curitiba (PR) seguem avançando sobre uma quadrilha especializada no chamado “golpe do falso exame”, aplicado contra familiares de pacientes de hospitais.
No golpe, os criminosos entram em contato com familiares logo após a realização de exames ou procedimentos médicos, utilizando informações reais dos pacientes para dar credibilidade à fraude. Durante a ligação, eles alegam a necessidade de pagamento urgente de valores para liberação de exames, medicamentos ou procedimentos, induzindo as vítimas a realizarem transferências bancárias.
A Polícia Civil do Paraná identificou uma rede estruturada, com integrantes responsáveis por receber os valores das vítimas e outros encarregados de movimentar e pulverizar o dinheiro entre diversas contas, na tentativa de dificultar o rastreamento. A análise financeira revelou uma movimentação de centenas de milhares de reais vinculada ao grupo criminoso.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil do Paraná requereu medidas cautelares contra os envolvidos, buscando interromper a atuação da quadrilha e identificar todos os participantes do esquema.
As investigações continuam para apurar novas vítimas e a origem do vazamento das informações utilizadas pelos criminosos.
Com Assessoria
Business15 horas agoColheita do milho de inverno 2025/26 avança para 11% da área no Brasil
Business20 horas agoProdutor reduz ritmo das vendas de soja à espera por preços mais atrativos; confira as cotações
Sustentabilidade23 horas agoVBP Agropecuário do Paraná cresce 13% e alcança R$ 212,6 bilhões em 2025 – MAIS SOJA
Business22 horas agoNovas tecnologias garantem potência, precisão e alta eficiência no manejo da lavoura
Sustentabilidade21 horas agoEscudo biológico blinda a produtividade da soja contra mudanças climáticas e falta de chuva – MAIS SOJA
Business23 horas agoGoverno de Roraima projeta crescimento de 9,4% na área plantada de soja em 2026
Business19 horas agoPreços do arroz cedem após meses de alta e exportações reagem depois de queda em abril
Business18 horas agoConheça o aplicativo que promete diagnóstico rápido de doenças na soja
















