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23 de setembro de 2026

Sustentabilidade

MERCOSUL firma novo acordo que beneficiará agronegócio brasileiro – MAIS SOJA

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Bloco sul-americano pactuou isenções mútuas com a EFTA

No último dia 16 de setembro, uma reunião com chanceleres dos países integrantes do MERCOSUL e da Efta – Associação Europeia de Livre Comércio (composto por Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein) no Palácio do Itamaraty selou a parceria entre os grupos. O encontro no Rio de Janeiro oficializou tratativas que já vinham consolidadas, num momento em que o comércio exterior brasileiro precisa se fortalecer e abrir novos mercados, em meio ao tarifaço dos americanos.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, disse que o setor agropecuário terá vários ganhos com o acordo. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, a EFTA eliminará 100% das tarifas de importação dos setores industrial e pesqueiro no momento da entrada em vigor. Considerados os universos agrícola e industrial, o acesso em livre comércio de produtos brasileiros aos mercados da EFTA chegará a quase 99% do valor exportado.  Isoladamente, 100% das exportações brasileiras para a Islândia e para Liechtenstein estão na lista de livre comércio, enquanto para Noruega e Suíça os percentuais são de, respectivamente, 99,8% e 97,7%.

Em 2024, o Brasil exportou 680,7 mil toneladas de produtos agropecuários para o bloco, com destaque para itens derivados da soja (441,1 mil toneladas), cereais, farinhas e preparações (103,1 mil toneladas), café (18,8 mil toneladas) e carnes (17,9 mil toneladas). Os negócios chegaram a US$ 445,4 milhões, de acordo com dados do Agrostat, do MAPA. “É um selo de qualidade, um mercado de alto valor agregado e terá algumas melhorias de acesso por meio de cotas e reduções tarifárias”, afirmou Luis Rua à imprensa.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também participou da cerimônia ao lado do chanceler Mauro Vieira. Ambos defenderam o livre comércio em seus pronunciamentos e criticaram, indiretamente, o tarifaço e seus efeitos. Mas procuraram enfatizar que o Brasil busca junto a seus parceiros novas oportunidades de negócios.

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Hoje, damos o sinal claro de que, mesmo num mundo marcado por tensões comerciais e pelo aumento do protecionismo, seguimos defensores do comércio internacional fundado em regras como instrumento para elevar o crescimento econômico e a prosperidade de nossos povos”, afirmou Vieira. “Estamos dando uma prova de que é possível fortalecer o multilateralismo e o livre comércio, que aproxima os povos, promovendo o desenvolvimento e a paz. Estamos hoje dando um grande e importante passo”, completou Alckmin.

Durante a solenidade, Mauro Vieira e Geraldo Alckmin enfatizaram a importância de novas parcerias, enalteceram o livre comércio e criticaram medidas protecionistas, evitando citar expressamente o tarifaço de Trump. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Momento crucial para um acordo dessa importância

O acordo com a Efta e a queda nas tarifas de importação começará a valer após uma ratificação final, mas a assinatura da última reunião é o primeiro passo da reta final. O tratado agora será traduzido para os idiomas de todos os países envolvidos e precisa passar pelos trâmites internos de aprovação de cada um deles. No caso do Brasil, o acordo depende de aprovação pelo Congresso. Esse processo final não tem prazo definido, mas não requer a aprovação em todos os países envolvidos para ter efeitos bilaterais. Segundo o Itamaraty, o acordo entrará em vigor após a conclusão dos trâmites internos e ratificação final de ao menos um país de cada bloco.

Com relação aos produtos agrícolas, o acordo de livre comércio assinado no Rio de Janeiro proporcionará acesso preferencial aos principais produtos exportados pelo MERCOSUL, com a concessão de acesso livre de tarifas ou por meio de concessões parciais. De acordo com o governo brasileiro, serão abertas novas oportunidades comerciais para carnes bovina, de aves e suína, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, álcool etílico, fumo não manufaturado, arroz, frutas (bananas, melões, uvas), e sucos de frutas (laranja, maçã).

Confederação Nacional da Indústria, por meio de nota divulgada, elogiou o acordo e avaliou que há mais de 700 oportunidades de exportação nos termos divulgados. Além disso, a CNI lembrou que importantes multinacionais de países do Efta possuem forte presença, atuação e investimentos no Brasil, cujo mercado é estratégico para seus negócios.

Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Com informações complementares do Ministério da Fazenda, além das fontes já mencionadas.

Fonte: SNA

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Autor:SNA

Site: SNA

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Sustentabilidade

Região do Brasil recebe chuva irregular e deve ser castigada com calor extremo em período decisivo; saiba qual

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O Nordeste do Brasil deve enfrentar um período de calor intenso e chuvas irregulares nos próximos meses. A combinação preocupa principalmente em um momento decisivo para as atividades com a soja, com possibilidade de redução da umidade do solo em áreas da região.

Na Bahia, o cenário também exige atenção dos produtores. Uma nova previsão para Brumado indica temperaturas elevadas e distribuição irregular das chuvas ao longo dos próximos meses. O fenômeno El Niño está em andamento e deve influenciar as condições climáticas na região.

Calor pode chegar a 37 ºC

Nos próximos 30 dias, as temperaturas em Brumado podem chegar a 37 ºC. Um alívio maior no calor é esperado apenas em novembro, quando as máximas podem recuar para aproximadamente 30 ºC. Em dezembro, os termômetros devem permanecer próximos desse patamar.

Chuva ainda será insuficiente

A situação das chuvas também chama atenção. Na primeira quinzena de outubro, a previsão indica acumulados entre 10 e 15 milímetros em Brumado. O volume deve ser insuficiente para recuperar de forma significativa a umidade do solo.

Em novembro, as chuvas devem continuar irregulares, com acumulados entre 20 e 30 milímetros ao longo de 30 dias. Para dezembro, a expectativa é de volumes um pouco maiores, entre 20 e 50 milímetros, mas ainda abaixo da média histórica.

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Risco de estiagem aumenta no Nordeste

Com a influência do El Niño, áreas do Nordeste podem enfrentar condições de estiagem nos próximos meses. O cenário de calor elevado combinado com chuvas irregulares exige atenção dos produtores, principalmente no manejo das lavouras e das pastagens.

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Sustentabilidade

Dessecação pré-semeadura requer planejamento para evitar fitotoxicidade na soja – MAIS SOJA

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O controle eficiente das plantas daninhas é indispensável para preservar o potencial produtivo da soja. Essas espécies competem com a cultura por recursos essenciais, como água, radiação solar e nutrientes, podendo reduzir significativamente a produtividade da lavoura. Nesse contexto, estabelecer a cultura “no limpo” e manter um controle adequado das plantas daninhas durante a pós-emergência da soja são estratégias fundamentais para a obtenção de elevadas produtividades.

Além da competição direta com a cultura, as plantas daninhas podem atuar como ponte verde para a sobrevivência e multiplicação de pragas e patógenos que acometem a soja, potencializando os danos à lavoura. Dessa forma, o manejo eficiente dessas espécies constitui uma importante estratégia dentro do sistema de produção, envolvendo a utilização de herbicidas na pré-semeadura e na pós-emergência da cultura, de acordo com as características das espécies presentes e das condições da área.

Entretanto, algumas espécies de plantas daninhas apresentam elevado grau de dificuldade de controle, especialmente em situações de resistência a determinados mecanismos de ação. Nesses casos, pode ser necessária a utilização de herbicidas não seletivos à soja durante o período de pré-semeadura, buscando aumentar a eficiência do manejo. Esses produtos podem ser utilizados de forma isolada ou em associação, inclusive por meio de aplicações sequenciais. Dependendo do herbicida empregado, da dose, das condições ambientais e do intervalo entre a aplicação e a semeadura, podem ocorrer efeitos indesejados sobre a emergência e o desenvolvimento inicial da soja em decorrência da fitotoxicidade.

Nesse sentido, compreender o intervalo necessário entre a aplicação dos herbicidas e a semeadura da soja, assim como realizar um planejamento adequado das pulverizações, é fundamental para reduzir o risco de injúrias à cultura. Pesquisas conduzidas pela Fundação Rio Verde avaliaram, na safra 2025/26, os intervalos de segurança entre a aplicação de diferentes herbicidas em pré-semeadura e a implantação da soja.

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Conforme destacado por Pengo et al. (2026), alguns dos herbicidas avaliados apresentam maior potencial de causar fitotoxicidade à cultura (Tabela 1), demandando maior intervalo entre a aplicação e a semeadura para reduzir o risco de danos à soja. Por outro lado, os resultados apresentados por Pengo et al. (2026) indicam que, para os herbicidas avaliados, de modo geral, um intervalo de 20 dias entre a aplicação e a semeadura esteve associado a baixo risco de fitotoxicidade à soja.

Tabela 1. Fitotoxicidade aos 35 dias após a emergência (DAE) da cultura da soja em função dos herbicidas e momentos de aplicação avaliados. Fundação Rio Verde, 2026.
Fonte: Pengo et al. (2026)

Embora o intervalo entre a dessecação pré-semeadura e a semeadura da soja possa variar em função do herbicida utilizado, da dose aplicada e das condições ambientais, Hermani (2021) recomenda que a dessecação pré-semeadura seja realizada, preferencialmente, com antecedência de 15 a 20 dias em relação à semeadura da soja. Entretanto, algumas moléculas apresentam particularidades quanto ao intervalo necessário entre a aplicação e a implantação da cultura. Para determinados herbicidas, como mesotriona, atrazina e iodosulfurom, esse período pode ser significativamente maior, chegando a até 90 dias, como forma de reduzir o risco de fitotoxicidade e favorecer o adequado estabelecimento da soja.

Ainda assim, o intervalo entre a aplicação e a semeadura não deve ser definido de maneira isolada, uma vez que a persistência e a disponibilidade dos herbicidas no ambiente são influenciadas pelo produto utilizado, dose, condições ambientais e características do solo e da área. Dessa forma, é fundamental observar as recomendações específicas para cada herbicida e seguir as orientações técnicas descritas em bula, respeitando os intervalos de segurança estabelecidos para a cultura.

Confira, a seguir, outros intervalos recomendados entre a dessecação e a semeadura da soja para alguns dos principais herbicidas utilizados no manejo de plantas daninhas da cultura.

Figura 1. Intervalo entre a aplicação de herbicidas e a semeadura das culturas do milho, trigo, soja e feijão.


Veja mais: Dessecação sequencial contribui para o manejo de plantas daninhas de difícil controle


Referências:

PENGO, R. et al. INTERVALOS DE SEGURANÇA DE HERBICIDAS EM PRÉ-SEMEADURA DA SOJA: SAFRA 2025/26. Fundação Rio Verde, 2026. Disponível em: < https://fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Intervalos-de-Seguranca-de-Herbicidas-Soja-2.pdf >, acesso em: 23/09/2026.

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HERMANI, L. C. SISTEMA PLANTIO DIRETO: SUBSISTEMA SOJA. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/agencia-de-informacao-tecnologica/tematicas/sistema-plantio-direto/agrossistemas/sistema-santanna/producao/subsistema-soja?_ga=2.52221152.813319080.1701776449-1900144807.1687386007 >, acesso em: 23/09/2026.

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com expectativas de maior oferta e diplomacia no Mar Negro – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelas expectativas de maior disponibilidade de oferta globalmente e por novos esforços diplomáticos para reduzir as tensões entre Rússia e Ucrânia.

O Kremlin informou que houve novos contatos sobre uma proposta da Turquia para garantir a passagem segura de grãos pelo Mar Negro. Os ataques contra portos e embarcações, contudo, continuam limitando as expectativas de retomada dos embarques. Ao mesmo tempo, a Rússia busca rotas alternativas para as exportações, com o porto de Murmansk, no Ártico, preparando equipamentos para movimentar trigo a partir do próximo mês.

Na Ucrânia, a colheita de grãos alcançou 33 milhões de toneladas em 7 milhões de hectares, equivalentes a 61% da área semeada, até 22 de setembro. Chuvas intensas devem predominar em grande parte do país nos próximos sete dias, atrasando a colheita de grãos tardios e oleaginosas, segundo analistas da UAC.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a colheita do trigo de primavera alcançou 96% da área até 20 de setembro, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. O plantio do cereal de inverno avançou para 17%, abaixo dos níveis de referência.

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Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 7,17 1/4 por bushel, com baixa de 9,50 centavos de dólar, ou 1,30%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2027 encerraram a US$ 7,33 1/4 por bushel, com recuo de 9,50 centavos de dólar, ou 1,27%.

Fonte: Agência Safras


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