Business
após atingir alto patamar, tahiti tem ajustes pontuais de preço

Após atingirem patamares elevados, as cotações da lima ácida tahiti vêm passando por ajustes pontuais nas últimas semanas. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Pesquisadores explicam que esse cenário é visto como um movimento natural de correção e não indica reversão de tendência. No geral, a demanda firme tanto por parte do mercado in natura quanto da indústria de processamento sustenta os valores.
Segundo agentes consultados pelo Cepea, nos últimos dias, houve um leve aumento da oferta. Ainda assim, a exigência para o mercado permanece alta, com preferência por frutos acima de 52 milímetros.
Produtores, entretanto, têm enfrentado dificuldades para atender a esse padrão. A maior disponibilidade das frutas está ligeiramente menor, o que resulta em certa depreciação de preços. Nesta semana, o valor médio da lima ácida tahiti atingiu R$ 83,13/caixa de 27,2 kg, queda de 3% frente à anterior.
*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo
Business
Milho recua com pressão da safrinha e cenário externo incerto

O mercado de milho registrou queda nas cotações ao longo da última semana, tanto no Brasil quanto no exterior. Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 recuou para a faixa de R$ 72,00 por saca, refletindo o avanço da safrinha e o aumento da oferta interna, mesmo diante da valorização do dólar.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comuniade Soja Brasil no WhatsApp!
Plantio
No campo, o plantio da segunda safra ganhou ritmo no Centro-Sul, favorecido por uma trégua nas chuvas mais intensas. Apesar disso, parte das lavouras foi semeada fora da janela ideal, elevando os riscos climáticos para o desenvolvimento das plantas nas próximas semanas.
Segundo dados da plataforma Grainsights, da Grão Direto, o milho em Chicago apresentou leve queda de 0,21% na semana. Já no Brasil, o movimento foi mais intenso, com recuo de 4,38% na B3, encerrando a R$ 71,99 por saca. No mercado físico, também houve desvalorização, como em Lucas do Rio Verde (MT), onde os preços caíram 3,25%, para cerca de R$ 48,12 por saca.
O que vem por aí?
Para o curto prazo, o mercado segue atento ao relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para 31 de março. A expectativa é de redução da área de milho nos Estados Unidos, o que pode dar suporte aos preços no cenário global.
Por outro lado, o conflito no Oriente Médio traz preocupações relevantes. A região é importante fornecedora de fertilizantes nitrogenados, como a ureia, e eventuais interrupções no fluxo podem elevar os custos de produção da próxima safra. Além disso, o Irã, um dos principais compradores do milho brasileiro, pode reduzir suas importações em caso de agravamento do cenário, o que pressionaria ainda mais os preços internos.
O clima também será determinante para a safrinha 2026. Com parte das lavouras fora da janela ideal, a dependência por chuvas regulares em abril aumenta, sendo fator decisivo para o potencial produtivo.
No campo macroeconômico, o dólar acima de R$ 5,30 ajuda a sustentar os preços em reais, mesmo com a pressão negativa nas bolsas. Ainda assim, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo atenção redobrada dos produtores à gestão de custos e às oportunidades de comercialização.
O post Milho recua com pressão da safrinha e cenário externo incerto apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Colheita de milho de verão avança no Centro-Sul e supera ritmo do ano passado, aponta consultoria

A colheita da safra de verão 2025/26 de milho no Centro-Sul do Brasil alcançou 55,7% da área estimada até o dia 20 de março, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. Os trabalhos avançam sobre uma área total de 3,608 milhões de hectares, mantendo ritmo superior ao registrado na média dos últimos anos.
O desempenho atual também supera o mesmo período da safra passada, quando 52,1% da área havia sido colhida, além de ficar acima da média de cinco anos, de 53,8%, indicando um andamento mais acelerado das atividades no campo.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Na análise por estados, o Sul lidera o ritmo de colheita. O Rio Grande do Sul apresenta 84,5% da área já colhida, seguido por Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Em São Paulo, os trabalhos atingem 52,5% da área cultivada.
No Centro-Oeste e Sudeste, o avanço ainda é mais moderado. Goiás e Distrito Federal registram 7,2% da área colhida, enquanto Minas Gerais chega a 20,3%. Em Mato Grosso, a colheita atinge 35,7%, embora sobre uma área menor. Já em Mato Grosso do Sul, os trabalhos ainda não haviam começado até a data do levantamento.
O post Colheita de milho de verão avança no Centro-Sul e supera ritmo do ano passado, aponta consultoria apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Produção de milho 1ª safra deve crescer 38% em SP, aponta projeção

A produção de milho da primeira safra no estado de São Paulo deve alcançar 2,01 milhões de toneladas na safra 2025/26, aumento de 38% em relação ao ciclo anterior. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
O crescimento é resultado da expansão da área plantada e do aumento da produtividade. A área destinada ao cultivo deve avançar 23,1%, enquanto a produtividade média está estimada em 7.469 kg por hectare, alta de 12,2%.
A produção está concentrada em regiões que respondem por 58,6% do volume total do estado.
Soja e café também avançam
A produção de soja deve atingir 4,57 milhões de toneladas, aumento de 11% na comparação anual. A produtividade está estimada em 3.663 kg por hectare.
As regiões de Itapeva, Assis e Ourinhos concentram 39,7% da produção estadual, com destaque para Itapeva, responsável por quase 19% do total.
A safra de café está estimada em 4,7 milhões de sacas de 60 kg. A área cultivada apresenta recuo de 0,9%, enquanto a produtividade deve crescer 5,7%.
A região de Franca responde por mais de 57% da produção estadual, seguida por São João da Boa Vista, com 23,6%.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Laranja registra queda de área
Na safra 2024/25, a produção de laranja foi de 268,7 milhões de caixas. A produtividade teve alta de 2,8%, enquanto a área cultivada recuou 9,5%.
O resultado está associado à incidência de greening, doença que afeta os pomares de citros, além de condições climáticas.
Cana-de-açúcar tem retração na produção
A produção de cana-de-açúcar destinada à indústria somou 390,9 milhões de toneladas, queda de 4,6% em relação ao ciclo anterior. A área plantada recuou 4,8%, totalizando 5,5 milhões de hectares.
A produtividade foi de 78.057 kg por hectare, aumento de 0,5%. As regiões de São José do Rio Preto, Barretos e Ribeirão Preto concentram 22,2% da produção.
Os dados foram coletados entre novembro e dezembro de 2025, com participação de técnicos em 645 municípios paulistas. O levantamento considera os principais produtos do Valor da Produção Agropecuária do estado, com base em área, produção e produtividade.
O post Produção de milho 1ª safra deve crescer 38% em SP, aponta projeção apareceu primeiro em Canal Rural.
Featured8 horas agoMato Grosso lidera abate de bovinos no país e amplia participação nas exportações
Business23 horas agoBoi gordo avança com oferta restrita e escalas curtas no Brasil
Sustentabilidade7 horas agoPIB-Agro SP/CEPEA: PIB do agronegócio paulista cresce 4% em 2024 – MAIS SOJA
Sustentabilidade8 horas agoSOJA/CEPEA: Margem da indústria avança com queda no custo da soja e alta dos derivados – MAIS SOJA
Business3 horas agoColheita de milho de verão avança no Centro-Sul e supera ritmo do ano passado, aponta consultoria
Featured8 horas agoMato Grosso consolida hegemonia no abate e exportação de carne bovina
Business7 horas agoE se a madeira durasse muito mais? Cientistas brasileiros já estão trabalhando nisso
Business8 horas ago‘Mudança global exige reposicionamento estratégico do agro’, diz Tereza Cristina
















