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7 de novembro de 2026

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Exportações do ES têm queda de 1,6% nos primeiros oito meses de 2025

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As exportações do agronegócio do Espírito Santo somaram R$ 11,3 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2025. O resultado representa uma leve retração de 1,6% em divisas frente ao mesmo período do ano anterior.

Em volume, os embarques totalizaram 1,6 milhão de toneladas, queda de 4,4% ante o mesmo período do ano anterior (1,7 milhão de toneladas).

No ranking dos principais produtos em geração de divisas, destacam-se:

  • Café: responde por mais da metade da pauta, com 52,9%, equivalente a US$ 1,1 bilhão;
  • Celulose: 29,3% (US$620,2 milhões);
  • Pimenta-do-reino: 11, 3% (US$239 milhões)

O Espírito Santo continua sendo o maior exportador de café conilon, com 77% das exportações nacionais, de gengibre (60%), pimenta-do-reino (67%) e mamão (41%), com ampla liderança nesses segmentos no acumulado do ano até agosto.

Nesse período, o agronegócio representou 32,5% das exportações totais do Estado. Os produtos do agro chegaram a 125 países em oito meses, sendo os Estados Unidos responsáveis por 22,2% das divisas (US$ 468,7 mi), Turquia com 7,1% (US$ 150,1 mi) e China com 6,2% (US$ 131,5 mi).

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Pimenta-do-reino em destaque

O grande destaque nos primeiros oito meses do ano foi a pimenta-do-reino, com crescimento em geração de divisas de 125% em relação a igual período de 2024. Destacaram-se ainda nas vendas internacionais café solúvel (+64%), carne bovina (+29%) e mamão (+21%).

Apesar da expansão registrada em diversos produtos, a leve retração geral em volume e geração de divisas foi determinada principalmente pelo café, destaque de exportações do agro capixaba.

“[…] a pequena queda em volume e valor das exportações ocorreram devido ao café grão cru, onde houve antecipação do volume de compras em 2024 para esse ano de 2025 em face da possibilidade de entrar em vigor a legislação da União Europeia (EUDR)”, comentou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Efeitos do tarifaço dos EUA

Foto: Divulgação Casa Branca

O segmento de ovos, que havia conquistado espaço no mercado norte-americano após a crise da gripe aviária, praticamente teve as exportações paralisadas com a imposição da nova barreira tarifária.

Em julho, foram exportadas 1.090 toneladas para os Estados Unidos, número que caiu para apenas 99 toneladas em agosto (queda de 99,9%). Para outros mercados, a queda foi de 23,5%, reduzindo de 4,3 para 3,3 toneladas.

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Praticamente todas as vendas externas estavam concentradas nos Estados Unidos.

O gengibre também foi bastante afetado. Em julho, o Espírito Santo exportou US$ 4,4 milhões (3,1 mil toneladas) para todos os países, com exceção dos EUA. Já em agosto, as vendas caíram para US$ 3,5 milhões (-20,5%) e 2,5 mil toneladas (-19%).

Para os EUA, a queda foi ainda mais forte: de US$ 2 milhões (1,5 mil toneladas) em julho para US$ 1,1 milhão (1 mil toneladas), uma retração de 33% no volume e 45% no valor. Cerca de 40% das vendas externas foram para os Estados Unidos.

O café em grão passou de 13,9 mil toneladas (US$ 77,6 milhões) em julho, para 8,6 mil toneladas (US$ 51,9 milhões) em agosto, queda de 37,6% em volume e 33,2% em valor (considerando todos os países, com exceção dos EUA).

Especificamente para os Estados Unidos, exportaram 2,1 mil toneladas em julho (US$ 10,2 milhões). Em agosto houve queda para 1,7 mil toneladas (-19%) e US$ 7,3 milhões (-28,4%). A exposição direta aos EUA, porém, é pequena, cerca de 6%.

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O café solúvel, diferente dos demais, apresentou crescimento. Em julho foram US$ 9,9 milhões (0,8 mil toneladas), e em agosto US$ 14,9 milhões (+50,5%) e 1,2 mil toneladas, alta de 50% (considerando todos os países, com exceção dos EUA).

Para os Estados Unidos, as vendas ficaram estáveis em agosto, apesar do tarifaço, com 0,5 mil toneladas e US$ 6,3 milhões. Vale lembrar que os EUA representam cerca de 30% das vendas externas.

A pimenta-do-reino, em julho, faturou US$ 15,3 milhões (2,4 mil toneladas), subindo para US$ 21,8 milhões (4 mil toneladas) em agosto, avanço de 42,5% em valor e 66,7% em volume (considerando todos os países, incluindo os EUA).

As vendas diretas para os Estados Unidos são irrisórias, ou seja, menos de 1% é exportada diretamente, mas a maior parte entra no mercado americano de forma indireta.

O mamão teve crescimento nos embarques, de US$ 2,3 milhões (1,8 mil toneladas) em julho para US$ 2,7 milhões (1,7 mil toneladas) em agosto (considerando todos os países, com exceção dos EUA).

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A alta foi de 18,8% em divisas, embora com pequena redução de 2,9% em volume. Para os EUA, houve alta de volume, cerca de 18,7%, mas registrou queda de receita, cerca de 14,3%. Vale destacar que aproximadamente 11% das vendas vão para o mercado norte-americano.

Outro setor em alerta é o de pescados, que enfrenta forte retração em razão das tarifas norte-americanas. Em julho, o Espírito Santo exportou US$ 673,8 mil (69,7 mil kg), mas em agosto os embarques caíram para US$ 294,9 mil (40,6 mil kg), uma redução de 56,2% em valor e 41,8% em volume.

Além disso, ressalta-se que 98% das vendas externas são para o mercado norte americano.

“As exportações de ovos, gengibre e pescados foram as mais prejudicadas no mês de agosto em relação a julho deste ano. O setor de ovos praticamente estagnou com a nova barreira tarifária […]”, destaca Bergoli. 

O secretário também explica que o gengibre sofreu uma redução de vendas expressiva em agosto; as exportações de pescados, com os Estados Unidos como principal mercado deste segmento, não suportou a ampliação da tarifa imposta de 50%, com queda significativa de 41%. 

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Medidas preventivas do governo estadual

Diante desse cenário, o governo do Espírito Santo estabeleceu um Comitê de Enfrentamento das Consequências do Aumento das Tarifas de Importação (Cetax), coordenado pelo vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço.

Entre as medidas já definidas, foi aprovada a Lei 595/2025, que autoriza oficialmente a transferência de créditos acumulados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os setores produtivos mais afetados.

Espera-se que por meio dessa lei sejam liberados cerca de R$ 100 milhões em créditos, beneficiando segmentos como rochas ornamentais, pescados e crustáceos, pimenta-do-reino, mamão e gengibre.

A nova legislação também abre espaço para programas de financiamento específicos para as empresas exportadoras atingidas, com critérios a serem definidos pela Secretaria de Fazenda.

Também está prevista a criação de uma linha de crédito subsidiada com dotação inicial de R$60 milhões, voltada para o capital de giro das exportadoras.

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O governador do Estado, Renato Casagrande, anunciou que o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) fará a suspensão temporária das prestações de financiamento por até seis meses.

Além disso, o banco disponibilizará linhas de crédito para capital de giro e exportação, visando mitigar os efeitos de curto prazo no fluxo de caixa das empresas e para que a perda de receitas seja parcialmente suprida, garantindo equilíbrio financeiro e manutenção de suas atividades.

Empresas capixabas com faturamento de até R$ 20 milhões e que exportam produtos para os Estados Unidos serão elegíveis para a linha de crédito. A dotação inicial é de R$ 60 milhões.

Foi aprovada ainda, a Lei de Compras Institucionais dos Produtos da Agricultura Familiar, que determina que pelo menos 30% dos recursos destinados às aquisições de gêneros alimentícios pelos órgãos públicos estaduais sejam aplicados em produtos da agricultura familiar.

A expectativa é dobrar em quatro anos o valor dessas compras, passando de cerca de R$ 50 milhões para R$ 100 milhões anuais, fortalecendo produtores rurais, associações e cooperativas, em especial comunidades tradicionais, assentamentos, grupos de mulheres e jovens.

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Além das medidas anunciadas, o estado segue articulando com o Governo Federal, com o envio de informações detalhadas sobre a realidade de cada segmento, para subsidiar as negociações diplomáticas entre Brasil, Estados Unidos e outros países para onde se destinam as exportações do Espírito Santo.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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estoques em queda e risco de escassez no Brasil

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Os estoques de fertilizantes fosfatados no Brasil podem estar cerca de 50% menores que há um ano. A redução da produção nacional, pressionada pelo encarecimento do enxofre, e a menor disponibilidade do produto no mercado internacional acendem um alerta para o abastecimento no próximo ciclo agrícola. Ainda não há falta efetiva, mas a retomada da demanda pode encontrar uma oferta mais restrita e provocar novos aumentos de preços.

O cenário reúne fatores econômicos e geopolíticos. De um lado, o crédito mais caro e o endividamento dos produtores reduziram o consumo de fertilizantes. De outro, os conflitos internacionais e as interrupções logísticas no Estreito de Ormuz elevaram o custo de matérias-primas utilizadas na fabricação dos insumos.

A pressão é especialmente forte sobre o enxofre, subproduto do refino do petróleo e matéria-prima essencial para a produção de fosfatados. Antes do conflito entre Estados Unidos e Irã, a tonelada custava aproximadamente US$ 400. Com as restrições no fluxo comercial, chegou a US$ 1,2 mil.

Para produzir uma tonelada de fertilizante fosfatado de alta concentração são necessários cerca de 400 quilos de enxofre. Como a elevação dos custos não foi acompanhada na mesma proporção pelo preço dos fertilizantes, fabricantes de diferentes países reduziram suas operações. No Brasil, a Mosaic também paralisou temporariamente a produção.

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“Em nenhum momento aqui a gente se defrontou com falta real ainda. Não significa que nos próximos meses a gente não possa se defrontar com isso”, afirma Eduardo Monteiro, líder da Mosaic no Brasil e Paraguai, em entrevista ao Estúdio Rural.

Oferta menor e pressão sobre os preços

A preocupação aumenta diante da perspectiva de retomada da demanda. Neste ano, o consumo de fertilizantes foi menor, influenciado pelo crédito mais caro, pelo endividamento dos produtores e pela elevação dos custos de produção. A redução da procura foi acompanhada por uma diminuição da oferta, o que evitou uma falta mais evidente de produto no mercado.

Para o próximo ciclo, entretanto, o cenário pode ser diferente. A estimativa da empresa é que os estoques brasileiros de fosfatados estejam aproximadamente 50% abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado. Monteiro ressalta que o percentual é uma projeção, já que não existem dados oficiais sobre esse volume.

A redução da adubação já aparece nos números de consumo. De acordo com o executivo, a aplicação de fósforo pelos agricultores brasileiros está entre 25% e 30% menor em relação ao ano passado. Nos nitrogenados, a retração foi de aproximadamente 10%, enquanto o consumo de potássio apresentou pouca alteração.

A diminuição da aplicação, porém, pode trazer consequências para a produtividade. Embora a agricultura de precisão permita otimizar o uso de nutrientes, há limites para os cortes sem comprometer o desenvolvimento das lavouras.

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“Isso pode representar até 5% de redução em produtividade”, alerta Monteiro durante entrevista ao programa do Canal Rural Mato Grosso, ao avaliar os efeitos dos cortes na aplicação de fósforo em áreas onde a redução dos nutrientes compromete o desenvolvimento das lavouras.

Outro fator que dificulta uma previsão para os preços é a mudança no mercado internacional de enxofre. Além dos conflitos geopolíticos, a demanda da indústria de baterias para veículos elétricos ampliou a disputa pela matéria-prima. Atualmente, entre 8% e 10% da produção mundial de enxofre é destinada, direta ou indiretamente, à fabricação de componentes utilizados nessas baterias.

O produto chegou a recuar para a faixa de US$ 880 a US$ 900 por tonelada, mas ainda não alcançou um patamar considerado viável pela empresa para retomar a produção nas condições atuais. Conforme Monteiro, US$ 500 por tonelada seria um valor mais adequado para viabilizar as operações, considerando os preços atuais dos fertilizantes.

Foto: Maruan Bello/Canal Rural Mato Grosso

Dependência externa expõe vulnerabilidade

A situação também recoloca em discussão a dependência brasileira de fertilizantes importados. O país compra no exterior cerca de 85% do volume que consome, percentual que, segundo a estimativa do executivo, deve chegar a 90% neste ano. No caso do enxofre, as importações brasileiras caíram aproximadamente 50% no período.

Para Monteiro, alcançar a autossuficiência em fertilizantes é um desafio diante das condições de competitividade da mineração nacional. Entre os entraves estão o custo financeiro, a carga tributária, as despesas trabalhistas e a demora nos processos de licenciamento ambiental.

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A abertura de novas minas exige investimentos bilionários e projetos de longo prazo. O executivo cita como exemplo um empreendimento de potássio na Amazônia, cujo processo de licenciamento levou nove anos para ser concluído. Na avaliação dele, essas condições dificultam a concorrência com países que possuem estruturas de produção mais competitivas.

“Dizer que nós seremos autossuficientes, com algumas desvantagens competitivas dessa dimensão, é uma ousadia muito grande. Agora, não significa que a gente não deva fazer nada. É importante a gente reduzir essa dependência”, afirma.

A defesa é de que a ampliação da produção nacional seja tratada como política de Estado, com incentivos e regras que tenham continuidade independentemente das mudanças de governo. A segurança no abastecimento é estratégica para o país, considerando o peso do agronegócio na economia e na balança comercial brasileira.

Bioinsumos ganham espaço

Enquanto os fertilizantes convencionais enfrentam pressão de custos e oferta, os bioinsumos aparecem como alternativa para melhorar a eficiência nutricional das lavouras. Monteiro avalia que o segmento deve ser o único entre os principais setores de insumos agrícolas a registrar crescimento neste ano.

A tecnologia, porém, não substitui os fertilizantes minerais. Seu papel é complementar a nutrição das plantas e melhorar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis no solo, especialmente em um cenário de redução da adubação.

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“Ele não resolve o problema dos fertilizantes, não substitui, mas minimiza”, explica o executivo, ao destacar o potencial dos produtos biológicos para aumentar a eficiência da absorção de nutrientes pelas plantas.

A Mosaic também pretende ampliar sua atuação nesse mercado. A expectativa da companhia é dobrar, mundialmente, o resultado da divisão de biológicos em relação ao ano passado, com participação importante das demandas brasileiras e chinesas.

Um dos obstáculos para o avanço do setor no Brasil é a regulamentação dos biofertilizantes. Segundo Monteiro, a definição das responsabilidades de fiscalização entre órgãos do governo mantém a discussão parada no Ministério da Agricultura, apesar da aprovação do marco regulatório dos bioinsumos pelo Congresso Nacional.

A demora impede o lançamento de novas tecnologias no mercado brasileiro. Como exemplo, o executivo cita um produto desenvolvido pela própria Mosaic, lançado no Paraguai após aprovação do registro em julho deste ano. No Brasil, a empresa ainda não conseguiu avançar com a mesma tecnologia por falta de definição regulatória.

“Esse projeto, que deveria já ter sido regularizado o ano passado, está há dois anos aí parado no Ministério da Agricultura”, afirma Monteiro. Para ele, a regulamentação precisa avançar para permitir que os agricultores tenham acesso a novas tecnologias, sem abrir mão da fiscalização e da proteção da propriedade intelectual.

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boi gordo e milho sobem na semana; soja recua

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O mercado agropecuário encerrou a primeira semana de novembro com valorização do boi gordo e do milho, enquanto a soja apresentou recuo no período.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram movimentos distintos entre as commodities, com o indicador do boi gordo próximo de R$ 393 por arroba e o do milho acima de R$ 66 por saca.

Boi gordo acumula alta na semana

O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq fechou a sexta-feira (6) a R$ 392,70 por arroba, alta de 0,34% em relação ao dia anterior. Na comparação com o fechamento de 30 de outubro, quando estava em R$ 389,90, a valorização foi de 0,72%.

Ao longo da semana, o indicador avançou de forma consecutiva, passando de R$ 390 por arroba na terça-feira (3) para R$ 392,70 na sexta-feira. No acumulado do mês, a alta também era de 0,72% até o último dia útil considerado.

Milho avança no início de novembro

O Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa encerrou a sexta-feira a R$ 66,77 por saca, com alta diária de 0,26%. Em relação ao valor de R$ 65,64 registrado em 30 de outubro, o avanço foi de 1,72%.

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O movimento de alta foi registrado durante os quatro primeiros dias úteis de novembro. Na terça-feira (3), o indicador estava em R$ 66,19 por saca e chegou a R$ 66,77 na sexta-feira.

Soja recua no acumulado do mês

No mercado da soja, o Indicador Cepea/Esalq Paraná fechou a sexta-feira a R$ 152,10 por saca de 60 quilos, queda de 0,23% no dia. Apesar da recuperação registrada na quarta-feira (4), quando chegou a R$ 152,21, o indicador terminou a semana abaixo dos R$ 152,22 de 30 de outubro.

O resultado representa recuo de 0,08% no acumulado de novembro.

Já o Indicador Cepea/Esalq de Paranaguá encerrou a sexta-feira a R$ 158,52 por saca de 60 quilos, praticamente estável no dia, com queda de 0,01%. Na comparação com 30 de outubro, quando estava em R$ 158,88, a baixa foi de 0,23%.

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curso gratuito oferece 400 vagas para formação de baristas

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A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Nescafé disponibilizam 400 vagas gratuitas para um curso introdutório de barismo, com inscrições abertas até 20 de novembro. A formação é on-line, tem seis videoaulas e busca ampliar a qualificação profissional de interessados em trabalhar com cafés especiais.

Intitulado Primeiros Passos no Café Especial, o curso será ministrado por Rogério Oliveira, masterbarista da Nestlé Professional. As inscrições devem ser feitas pela plataforma BSCA Academy.

O conteúdo inclui conceitos de cafés especiais, montagem de cardápio de bebidas, manuseio da máquina de espresso, regulagem do moinho e técnicas de extração. A capacitação também apresenta orientações para o preparo de espresso e o desenvolvimento de habilidades para quem deseja atuar como barista. Ao final, os participantes recebem certificado de conclusão.

Segundo Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, a iniciativa busca ampliar o acesso à formação no setor.

“A educação em cafés especiais tem sido um vetor de transformação dessa comunidade no Brasil e a parceria com a Nescafé ocorre exatamente nesse sentido de ampliar a entrega de capacitação de qualidade a profissionais de um setor que cresce a dois dígitos ao ano”, afirma.

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Barbara Velo, gerente de Coffee Expertise da Nestlé Brasil, destaca que o curso também pretende contribuir para a entrada de novos profissionais no mercado de trabalho.

BSCA e Nescafé apoiam Campeonato Brasileiro de Barista

Além do curso, a Nescafé apoiará o Campeonato Brasileiro de Barista, organizado pela BSCA durante a Semana Internacional do Café (SIC) 2026, em Belo Horizonte (MG), de 11 a 13 de novembro.

A competição avalia o desempenho dos participantes no preparo de cafés espressos, bebidas com leite vaporizado e criações autorais, chamadas de bebidas de assinatura.

Cada competidor tem até 15 minutos para apresentar quatro espressos, quatro bebidas com leite vaporizado e quatro bebidas de assinatura. Os juízes avaliam critérios como sabor, qualidade e persistência da crema — camada de espuma que se forma na superfície do espresso —, equilíbrio entre café e leite, criatividade e domínio dos equipamentos e ingredientes.

O vencedor será o campeão brasileiro de barista e terá a oportunidade de representar o país no World Barista Championship, campeonato mundial da categoria marcado para Tóquio, no Japão, de 28 de abril a 1º de maio de 2027. As despesas da participação serão custeadas, segundo as informações divulgadas pela organização.

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A Nescafé também terá uma representante na disputa: a barista Pamela Santiago, que conta com consultoria técnica da equipe Sabino Coffee.

*Com informações da assessoria de imprensa

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