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“Enquanto o mundo avança em ferrovias, Brasil segue amarrado”, diz Zequinha Marinho

O senador Zequinha Marinho (Podemos/PA) lamenta que o Brasil tenha optado pelo modelo rodoviário no passado e “abandonado as ferrovias”. Para ele, essa escolha foi um “pecado imperdoável”, que ainda hoje cobra seu preço no custo logístico e na falta de competitividade. “Estamos tendo que recomeçar alguma coisa que está aí muito ruim”, afirma.
O parlamentar pontua que o marco legal das ferrovias, Lei nº 14.273/2021, conhecida como “Lei das Ferrovias”, modernizou parte do setor ao criar dois modelos de operação: concessão e autorização. “Concessão é quando o estado coloca dinheiro e comanda via ANTT. Já no modelo autorizado, o governo só analisa os projetos do setor privado”, explica em entrevista ao programa Direto ao Ponto desta semana.
Segundo ele, porém, o país ainda tem resistência ao novo. “Lamentável o Brasil ainda estar com aquela cabeça antiga. Tem uma certa rejeição ao novo”, afirma.
Licenciamento emperra projetos
Um dos principais entraves, aponta Zequinha Marinho, está no licenciamento ambiental. Ele cita o caso da Ferrogrão, planejada paralela à BR-163, que enfrenta obstáculos mesmo com impactos considerados pequenos.
“O Ibama tem dificuldade, tem pouca gente, a burocracia é muito grande. Dá para esperar 8, 9, 10 anos numa licença? A Petrobras leva 12 anos para ter autorização para explorar um poço teste”, critica.
Mesmo em casos em que a ferrovia poderia aproveitar o traçado de rodovias já existentes, o processo precisa ser reiniciado do zero. O senador considera o impacto ambiental insignificante diante dos benefícios.
Ele cita um relatório do ministro Alexandre de Moraes acerca da Ferrogão que mostra como o transporte por trilhos é mais sustentável. No documento, contas realizadas por técnicos do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que a ferrovia em questão economiza a emissão em 77% de CO₂ em comparação ao transporte rodoviário.
“Dos 100% de emissão dos caminhões, a ferrovia vai emitir só 23%. Como é que você é uma ONG ambientalista e é contra uma ferrovia que economiza 77% de emissão? Ela tinha que ser a primeira a apoiar, não a primeira a combater”, questiona o senador durante o programa do Canal Rural Mato Grosso.
Competitividade e futuro
Além dos benefícios ambientais, Zequinha Marinho ressalta que as ferrovias trazem ganhos econômicos significativos, como geração de empregos e barateamento do transporte de commodities. “Para transportar commodity, então, é o céu de brigadeiro. Você gasta a metade ou menos e consegue ser mais competitivo no mercado externo”, diz.
Ele defende que o modelo de autorização é o caminho para o futuro e critica a lentidão estatal. “Se tivéssemos um exemplo de eficiência de Estado, até que ficava calado. Mas onde o Estado entra com poder de decisão, está aí o exemplo da ineficiência, da morosidade”, aponta.
Comparando o ritmo do Brasil com o cenário internacional, o senador alerta para o atraso. “Enquanto nós estamos há 10 anos, 11 anos discutindo a Ferrogrão, nesse mesmo período o mundo construiu 34 mil quilômetros de ferrovias. Ou a gente troca essa cabeça ou não consegue desenvolver o país”, conclui.
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Aprosoja MT prorroga inscrições do Prêmio de Jornalismo 2026 até 21 de agosto

Concurso nacional recebe trabalhos até 21 de agosto e mantém premiação em seis categorias, além do Prêmio Master com viagem aos Estados Unidos
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) prorrogou até o dia 21 de agosto o prazo de inscrições para a 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026. A ampliação do período busca oferecer mais tempo para que jornalistas e estudantes de Jornalismo de todo o país possam inscrever seus trabalhos e participar da premiação.
Neste ano, o concurso ganhou abrangência nacional e passou a receber inscrições de profissionais de todas as regiões do Brasil, fortalecendo o propósito de ampliar o debate sobre o tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”, valorizando produções jornalísticas que evidenciem a conexão entre o campo e os centros urbanos, a sustentabilidade e a importância econômica da cadeia produtiva da soja e do milho.
As inscrições são gratuitas e contemplam seis categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses, esta última exclusiva para profissionais que atuam em Mato Grosso. Podem ser inscritos trabalhos publicados entre 12 de setembro de 2025 e 21 de agosto de 2026, conforme o novo cronograma do concurso.
A edição de 2026 distribuirá premiações de até R$ 20 mil nas categorias profissionais. Na categoria Jornalismo Universitário, os prêmios são de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil para os três primeiros colocados. Já os vencedores da categoria Destaques Mato-grossenses receberão R$ 7 mil em cada uma das cinco regiões do estado.
Além da premiação em dinheiro, o concurso conta com o Prêmio Master, que levará um dos finalistas habilitados para participar da Missão Aprosoja MT Estados Unidos 2027, com todas as despesas custeadas pela entidade. Concorrem ao sorteio os finalistas das categorias nacionais e da categoria Destaques Mato-grossenses que atenderem aos requisitos previstos no regulamento.
O Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo tem como objetivo reconhecer e valorizar a produção jornalística de qualidade sobre o agronegócio brasileiro, incentivando reportagens que contribuam para ampliar o conhecimento da sociedade sobre a produção sustentável, a inovação no campo e seus impactos para a economia e para a vida nas cidades.
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do prêmio.
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