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22 de setembro de 2026

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“Enquanto o mundo avança em ferrovias, Brasil segue amarrado”, diz Zequinha Marinho

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O senador Zequinha Marinho (Podemos/PA) lamenta que o Brasil tenha optado pelo modelo rodoviário no passado e “abandonado as ferrovias”. Para ele, essa escolha foi um “pecado imperdoável”, que ainda hoje cobra seu preço no custo logístico e na falta de competitividade. “Estamos tendo que recomeçar alguma coisa que está aí muito ruim”, afirma.

O parlamentar pontua que o marco legal das ferrovias, Lei nº 14.273/2021, conhecida como “Lei das Ferrovias”, modernizou parte do setor ao criar dois modelos de operação: concessão e autorização. “Concessão é quando o estado coloca dinheiro e comanda via ANTT. Já no modelo autorizado, o governo só analisa os projetos do setor privado”, explica em entrevista ao programa Direto ao Ponto desta semana.

Segundo ele, porém, o país ainda tem resistência ao novo. “Lamentável o Brasil ainda estar com aquela cabeça antiga. Tem uma certa rejeição ao novo”, afirma.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Licenciamento emperra projetos

Um dos principais entraves, aponta Zequinha Marinho, está no licenciamento ambiental. Ele cita o caso da Ferrogrão, planejada paralela à BR-163, que enfrenta obstáculos mesmo com impactos considerados pequenos.

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“O Ibama tem dificuldade, tem pouca gente, a burocracia é muito grande. Dá para esperar 8, 9, 10 anos numa licença? A Petrobras leva 12 anos para ter autorização para explorar um poço teste”, critica.

Mesmo em casos em que a ferrovia poderia aproveitar o traçado de rodovias já existentes, o processo precisa ser reiniciado do zero. O senador considera o impacto ambiental insignificante diante dos benefícios.

Ele cita um relatório do ministro Alexandre de Moraes acerca da Ferrogão que mostra como o transporte por trilhos é mais sustentável. No documento, contas realizadas por técnicos do Supremo Tribunal Federal (STF), apontam que a ferrovia em questão economiza a emissão em 77% de CO₂ em comparação ao transporte rodoviário.

“Dos 100% de emissão dos caminhões, a ferrovia vai emitir só 23%. Como é que você é uma ONG ambientalista e é contra uma ferrovia que economiza 77% de emissão? Ela tinha que ser a primeira a apoiar, não a primeira a combater”, questiona o senador durante o programa do Canal Rural Mato Grosso.

Competitividade e futuro

Além dos benefícios ambientais, Zequinha Marinho ressalta que as ferrovias trazem ganhos econômicos significativos, como geração de empregos e barateamento do transporte de commodities. “Para transportar commodity, então, é o céu de brigadeiro. Você gasta a metade ou menos e consegue ser mais competitivo no mercado externo”, diz.

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Ele defende que o modelo de autorização é o caminho para o futuro e critica a lentidão estatal. “Se tivéssemos um exemplo de eficiência de Estado, até que ficava calado. Mas onde o Estado entra com poder de decisão, está aí o exemplo da ineficiência, da morosidade”, aponta.

Comparando o ritmo do Brasil com o cenário internacional, o senador alerta para o atraso. “Enquanto nós estamos há 10 anos, 11 anos discutindo a Ferrogrão, nesse mesmo período o mundo construiu 34 mil quilômetros de ferrovias. Ou a gente troca essa cabeça ou não consegue desenvolver o país”, conclui.

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Colheita do milho safrinha chega a 98,7% da área, diz Conab

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A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 98,7% da área semeada até a última sexta-feira (18), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa avanço de 0,6 ponto porcentual sobre a semana anterior. Em relação ao mesmo período da safra passada, os trabalhos estão 0,9 ponto porcentual atrás, mas praticamente em linha com a média dos últimos cinco anos, de 98,8%.

Segundo a Conab, restam trabalhos de campo em Mato Grosso do Sul, com 99% da área colhida, Paraná, com 95%, e São Paulo, com 93%.

No algodão da safra 2025/26, a colheita alcançou 98,2% da área, avanço de 2,6 pontos porcentuais na semana. O ritmo está 0,2 ponto porcentual abaixo do registrado no mesmo momento da safra 2024/25 e também abaixo da média de cinco anos, de 99,3%. Entre os estados produtores, Minas Gerais soma 96% da área colhida e a Bahia, 92%.

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A colheita do trigo 2026 chegou a 21,6% da área semeada até o dia 18, com avanço semanal de 3,6 pontos porcentuais. O índice está 1,6 ponto porcentual abaixo do registrado em igual momento da safra passada e abaixo da média dos últimos cinco anos, de 23,3%. Mato Grosso do Sul já concluiu os trabalhos, enquanto Goiás atingiu 99%, Minas Gerais 92%, Paraná 29%, Bahia 20% e São Paulo 15%. Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda não iniciaram a colheita.

Na safra 2026/27, o plantio do milho verão atingiu 21,4% da área prevista, avanço de 3,8 pontos porcentuais na semana. O ritmo supera o de igual período da safra 2025/26, quando 20,8% da área haviam sido semeados, e também está acima da média de cinco anos, de 19,2%. Rio Grande do Sul lidera com 65% da área plantada, seguido por Paraná, com 43%, e Santa Catarina, com 25,6%.

A semeadura da soja começou e alcançou 0,5% da área prevista no país até o dia 18. O avanço semanal foi de 0,4 ponto porcentual. Paraná tinha 2% da área plantada, Mato Grosso do Sul 1% e Mato Grosso 6%. No arroz, o plantio chegou a 9,9% da área prevista, com avanço semanal de 6 pontos porcentuais.

O boletim semanal de progresso de safra da Conab mostra a reta final da colheita de milho safrinha e algodão, o avanço da retirada do trigo e o início do plantio de milho verão, soja e arroz no ciclo 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Transição energética abre oportunidade bilionária para o agro brasileiro, avalia CEO da Binatural

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Foto: Governo Federal

Os biocombustíveis podem ganhar espaço como uma das principais ferramentas para agregar valor à produção agropecuária brasileira diante do avanço da transição energética mundial. A avaliação é de André Lavor, CEO da Binatural, produtora brasileira de biodiesel, durante participação na Semana do Clima de Nova York.

Em entrevista ao Canal Rural, Lavor afirmou que as discussões internacionais mostram uma mudança na forma como a transição energética é encarada. Segundo ele, o debate deixou de estar concentrado exclusivamente na redução das emissões e passou a envolver também competitividade, desenvolvimento econômico, inclusão social e segurança energética.

“A transição energética não é só uma pauta ambiental. Logicamente, a pauta ambiental é extremamente relevante, mas, para que ela aconteça, precisa ser competitiva, gerar desenvolvimento econômico, trazer inclusão social, ser justa e, agora mais do que nunca, trazer segurança energética para o país”, afirmou.

O executivo participou de diferentes agendas durante a Semana do Clima, incluindo encontros relacionados às Nações Unidas. Segundo Lavor, as discussões reforçaram o potencial brasileiro para ocupar espaço de destaque na transição energética por meio dos biocombustíveis.

Brasil já produz biocombustíveis em escala

Para o CEO da Binatural, o Brasil parte de uma posição diferente de muitos países por já utilizar etanol e biodiesel em larga escala.

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“Não se fala mais em biocombustíveis apenas como pauta ambiental. É uma pauta energética. E a gente tem no Brasil uma grande oportunidade, porque já entrega isso em escala há muitos anos através dos biocombustíveis, seja pelo etanol, seja pelo biodiesel”, destacou.

Na avaliação de Lavor, além da descarbonização, a cadeia do biodiesel contribui para movimentar a economia e agregar valor às matérias-primas produzidas pelo agronegócio, como a soja, além do aproveitamento de resíduos e gorduras.

Durante a passagem por Nova York, o executivo também participou de discussões internacionais sobre a expansão dos combustíveis sustentáveis. Segundo ele, um dos pontos abordados foi o compromisso de ampliar o uso dessas fontes energéticas até 2035.

Biodiesel pode agregar valor à soja

Entre as oportunidades apontadas pelo executivo está a possibilidade de ampliar o processamento da soja dentro do Brasil, em vez de comercializar uma parcela significativa da produção na forma de grão.

Lavor avalia que o aumento da demanda por biodiesel pode estimular a industrialização da oleaginosa e gerar outros produtos importantes para diferentes cadeias do agronegócio.

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“A agenda dos biocombustíveis é uma agenda de agregação de valor para o agronegócio. Na soja, por exemplo, ainda exportamos cerca de dois terços do que colhemos in natura e temos uma grande oportunidade de continuar incentivando maiores percentuais de biodiesel”, afirmou.

Segundo ele, o processamento de uma quantidade maior de soja permitiria ampliar simultaneamente a produção de óleo, utilizado na fabricação do biodiesel, e de farelo, matéria-prima fundamental para a alimentação animal.

“Podemos fazer mais extração da soja, tendo maior oferta de farelo, que é base da proteína animal, e maior oferta de óleo para produzir biodiesel, gerando energia”, acrescentou.

Agroenergia ganha espaço

Para Lavor, essa integração coloca o Brasil diante de uma oportunidade de associar duas cadeias nas quais o país já possui forte presença: produção agropecuária e energia renovável.

“É uma agenda de energia, uma agenda de agroenergia, especialmente para o Brasil, porque conseguimos complementar a agenda do agronegócio com uma agenda de energia”, disse.

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Na avaliação do executivo, o avanço dos biocombustíveis pode, portanto, ampliar a demanda por matérias-primas agrícolas, estimular a industrialização doméstica e criar novas fontes de receita ao longo da cadeia produtiva, ao mesmo tempo em que contribui para os compromissos de redução das emissões.

*Filipe Alvarez é professor e executivo de sustentabilidade, governança e gestão de riscos, e está acompanhando a Semana do Clima de Nova York 2026 para o Canal Rural

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Azeite brasileiro fica em segundo lugar em concurso na França e é eleito o melhor do Brasil

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Foto: Régis Silva/Mantikir Coratina

O Mantikir Coratina, produzido pela Vinícola Essenza na Serra da Mantiqueira, localizada no Sudeste do Brasil, fazendo divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foi eleito o melhor azeite brasileiro no Olio Nuovo Days 2026 e ficou em segundo lugar entre os dez melhores azeites do Hemisfério Sul.

O resultado, divulgado nesta segunda-feira (21), marca o terceiro ano consecutivo em que um rótulo da Vinícola Essenza ocupa a primeira posição entre os brasileiros na competição realizada em Paris, na França. Nesta edição, o primeiro lugar geral ficou com um azeite chileno.

“Receber esse resultado em Paris é motivo de muita comemoração para nós. São três azeites premiados em uma competição internacional, com a Coratina novamente entre as primeiras colocadas e reconhecida como a melhor do Brasil”, comemora Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza.

É na propriedade, conhecida por possuir o olival mais alto do mundo, entre 1.700 e 1.910 metros de altitude, que ocorre o plantio e o manejo das seis mil oliveiras, entre elas as variedades Arbequina, Coratina, Grappolo, Koroneiki, Picual e Maria da Fé.

O Mantikir Grappolo é elaborado a partir da cultivar Grappolo 541, desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) a partir do melhoramento de material genético italiano para as condições da Serra da Mantiqueira.

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Registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como MGS GRAP541, a cultivar integra o conjunto de variedades protegidas pela instituição.

“Receber uma Premium Gold com um azeite produzido a partir de uma cultivar desenvolvida pela Epamig na própria região também permite apresentar fora do Brasil uma pesquisa que começou aqui e que ajudou a construir a produção de azeites na Serra da Mantiqueira”, explica o produtor de azeites.

Sobre a edição

Os azeites finalistas do Olio Nuovo Days Southern Hemisphere 2026 foram apresentados ao júri no dia 17 de setembro, no Le Cordon Bleu Paris, no Hôtel de la Marine, na capital francesa.

A edição recebeu 58 azeites de nacionalidades diferentes, dentre eles, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, África do Sul e Uruguai, avaliados por um painel internacional formado por profissionais de diferentes áreas ligadas à análise sensorial e à gastronomia.

O painel reuniu chefs, sommeliers, cientistas de alimentos e provadores profissionais de azeite. Didier Mariotti, Chef de Cave e diretor executivo de tenologia da Veuve Clicquot, presidiu o Júri de Qualidade da edição de 2026.

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