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10 de julho de 2026

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cada hectare exige estratégia para garantir renda dentro da propriedade

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Produzir em Mato Grosso está mais caro: soja perto de R$ 8 mil por hectare, algodão acima de R$ 18 mil e pecuária sem cobrir custos. O produtor vai ter que fazer contas para fechar as finanças. É o que mostram os números de custo de produção apresentados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e pelo Senar Mato Grosso.

O levantamento faz parte do projeto Custo de Produção Agropecuária (CPA), realizado há 10 anos. A cada safra, ele detalha os investimentos necessários para manter as principais atividades em Mato Grosso, maior produtor de grãos e carne bovina do país.

Conforme o superintendente do Senar Mato Grosso, Marcelo Lupatini, com o levantamento é possível acompanhar todos os desenvolvimentos, lucratividade, custo de produção e, principalmente, os desafios enfrentados pelos produtores rurais.

“É importante para a federação e também para o produtor, que pode basear seus investimentos e decisões: se é ano de investir ou buscar alternativas em outras culturas. Isso traz mais assertividade e ajuda no desenvolvimento do estado”, pontua ao Canal Rural Mato Grosso.

Na soja, que deve ocupar mais de 13 milhões de hectares nesta temporada 2025/26, com produtividade prevista em 60 sacas por hectare, o custo de produção segue em alta, pressionando ainda mais a margem do produtor mato-grossense. De acordo com o Imea, para semear um hectare com a oleaginosa no atual ciclo serão necessários em média R$ 7.657,89.

Fertilizantes e as altas taxas de juros são dois fatores que puxam o encarecimento da safra. “A relação de troca com fertilizantes está em patamares recordes. Mas o mercado de exportação, especialmente o acordo com a China e o crescimento do esmagamento de soja no estado, pode trazer algum alívio e perspectivas de preços melhores”, estima o coordenador de Inteligência de Mercado do Imea, Rodrigo Silva.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Conta não fecha no milho e algodão

No milho segunda safra não é diferente. O custo total ultrapassa os R$ 6,7 mil por hectare, valor 9,69% superior ao registrado no ciclo 2024/25. O preço médio da saca, em torno de R$ 44, cobre o custeio e o custo efetivo. Contudo, conforme o levantamento, é insuficiente para fechar toda a conta, quando entra todo o custo da atividade.

O algodão, por sua vez, aponta o CPA, segue como a cultura de maior investimento em Mato Grosso. Para plantar um hectare na safra 2025/26, o cotonicultor precisará gastar cerca de R$ 18.454,19. Valor 17,8% maior que na última temporada.

“Hoje, apenas 18% dos produtores plantam por conta própria e conseguem uma margem. Quem planta financiado ou em área arrendada com juros de 15% a 20%, enfrenta risco de prejuízo. Por isso, neste ano, o aconselhamento é não se arriscar com arrendamentos, compra de máquinas ou propriedades. É um ano de passar dificuldades, caprichar na produção e tentar superar a média do estado para garantir renda”, alerta Marcelo Lupatini.

Gado boi abate carne bovina Foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso fethab
Foto: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

Recria e engorda próximos de R$ 300 por arroba

Os custos de produção também foram levantados na pecuária de corte. O levantamento realizado pelo Imea, em parceria com o Senar Mato Grosso, aponta que para recriar e engordar o gado em Mato Grosso, o custo médio gira em torno de R$ 260 e R$ 280 por arroba produzida, cerca de 45,27% em relação ao ano passado. Informação considerada essencial para o pecuarista decidir o momento certo de vender.

“É um benchmark que a gente chama, para o produtor conseguir analisar e ver sua competitividade dentro do estado. Hoje, temos custos de produção de silvicultura, café, apicultura e diversas outras atividades. O produtor mato-grossense tem um grande portfólio sempre busca diversificar investimentos para garantir rentabilidade”, diz Rodrigo Silva.


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Transporte ferroviário de grãos nos EUA avança 1% na semana até 27 de junho

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O transporte ferroviário de grãos nos Estados Unidos somou 28.361 vagões na semana encerrada em 27 de junho, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume ficou 1% acima da semana anterior, 12% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e 33% superior à média dos últimos três anos.

Os dados do USDA mostram avanço no fluxo ferroviário de grãos, em um quadro de movimentação também acompanhada por outros modais de transporte.

No transporte por barcaças, o volume totalizou 554.300 toneladas na semana encerrada em 4 de julho. O resultado representa queda de 5% em relação à semana anterior e recuo de 29% na comparação com igual período do ano passado.

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Ainda nesse modal, 375 barcaças desceram o rio no período, número 21 unidades inferior ao da semana anterior. Ao mesmo tempo, 616 embarcações com grãos foram descarregadas na região de Nova Orleans, com alta de 7% frente à semana anterior.

Nos terminais do Golfo dos Estados Unidos, 32 navios graneleiros foram carregados na semana encerrada em 2 de julho. O volume ficou 23% acima do observado no mesmo intervalo do ano passado.

Para os dez dias seguintes, a partir de 3 de julho, a expectativa era de carregamento de 39 navios. O número representa aumento de 5% na comparação anual.

O relatório reúne movimentos distintos no escoamento de grãos nos Estados Unidos, com leve alta no transporte ferroviário, retração no volume por barcaças e aumento nos embarques marítimos pelo Golfo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Safra 2024/25 de algodão em pluma soma mais de 1,9 milhão de toneladas exportadas

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Foto: Divulgação/Basf

As exportações de algodão em pluma na temporada 2024/25 em Mato Grosso somaram 1,97 milhão de toneladas no acumulado de agosto/2025 a junho/2026, alta de 13,57% em relação ao ciclo anterior no período analisado. A China segue como principal destino, sendo responsável por 19,75% dos embarques do estado.

No mês de junho foram enviadas para o mercado externo 154,18 mil toneladas. Apesar da retração de 20,70% no comparativo com maio, o volume apresentou uma alta de 66,38% em relação a junho de 2025, sendo considerado o maior para o mês na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Somente para a China foram enviadas 389,2 mil toneladas de algodão em pluma. A potência asiática, de acordo com os dados da Secex, ampliou em 53,97% as aquisições da fibra mato-grossense em relação à safra 2023/24, sendo responsável por 19,75% do total exportado.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que “o avanço das compras chinesas refletiu a maior competitividade da pluma brasileira, em um cenário de elevada oferta exportável”. O Instituto frisa ainda que diante disso, Mato Grosso “respondeu por mais da metade das exportações brasileiras destinadas à China”.

Atrás da China entre os quatro principais compradores de algodão em pluma está Bangladesh com 359,5 mil toneladas, seguido da Turquia com 302,06 mil toneladas e do Vietnã com 237,03 mil toneladas.


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Mapa articula prioridade para desembarque de fertilizantes em portos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério de Portos e Aeroportos discutiram na quinta-feira (9) alternativas para acelerar o desembarque de fertilizantes importados nos portos brasileiros. As tratativas ocorreram em meio a desafios logísticos para o abastecimento desses insumos. Entre as medidas em análise está a eventual priorização da atracação e da descarga de navios que transportam fertilizantes.

Segundo o Mapa, o pedido de priorização para o desembarque foi formalizado em caráter administrativo. A proposta está relacionada à logística portuária e à operação de navios com cargas de fertilizantes.

A pasta informou que a medida não altera os controles sanitários, fitossanitários, aduaneiros ou de qualidade aplicáveis às cargas importadas. Com isso, permanecem inalterados os procedimentos previstos na legislação vigente para a entrada desses produtos no país.

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De acordo com o ministério, autoridades portuárias e portos organizados poderão ser orientados sobre a priorização da atracação de embarcações com fertilizantes. O tema também já havia sido tratado na Sala de Situação sobre Fertilizantes, coordenada pela Casa Civil.

Nas discussões, o governo considerou a dependência brasileira das importações de fertilizantes, que representam cerca de 93% do consumo nacional. Também entraram na pauta os efeitos das tensões geopolíticas e das restrições logísticas sobre o abastecimento.

Entre os insumos citados estão fertilizantes nitrogenados, fosfatados e cloreto de potássio, usados na produção agrícola. A agenda entre as duas pastas concentrou-se na busca de alternativas para dar mais fluidez ao desembarque dessas cargas nos portos brasileiros.

A articulação entre o Mapa e o Ministério de Portos e Aeroportos busca organizar a operação portuária para o recebimento de fertilizantes importados, mantendo os controles previstos para esse tipo de carga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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