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11 de julho de 2026

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Produtores em Mato Grosso correm contra o tempo no plantio da soja para garantir o milho

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A temporada da soja começou em Mato Grosso. Contudo, o clima ainda segue indefinido e os custos elevados trazem cautela ao produtor. E é justamente a necessidade de garantir espaço para o milho que aumenta a apreensão para que a semeadura aconteça dentro da janela ideal.

No município de Nova Ubiratã, o produtor Nathan Belusso acompanha de perto a movimentação da semeadura da soja na propriedade da família. A expectativa por lá é cultivar 2,5 mil hectares com a oleaginosa. Mas, por enquanto, as plantadeiras trabalham apenas nas áreas irrigadas, que somam 1,2 mil hectares.

Segundo Nathan, a propriedade no médio-norte de Mato Grosso já conta com uma área entre 600 e 700 hectares plantados com a soja. A ideia é concluir nos próximos dias 100% da área irrigada e aguardar a chuva em volume adequado para poder entrar no sequeiro.

“Com isso, conseguimos antecipar a colheita da soja, o plantio e a colheita do milho, além de escalonar o feijão na terceira safra. Por isso, o planejamento da soja já considera o calendário até agosto e setembro do ano que vem”, diz ao projeto Mais Milho do Canal Rural Mato Grosso.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Garantia de janela favorável para o milho

Em Sorriso, maior produtor de milho do país, o plantio da soja também já começou. Porém, embaixo dos pivôs. A estratégia é abrir uma janela mais favorável para o milho, que deve ocupar cerca de 480 mil hectares no próximo ciclo, conforme o Sindicato Rural de Sorriso.

“A área de sequeiro ainda não iniciou o plantio. Estamos aguardando as previsões se confirmarem para chuvas a partir da segunda quinzena de setembro. O ano passado nós tivemos um atraso significativo aqui na semeadura. Iniciamos a partir do dia 15 de outubro. Esse ano a expectativa é que comece um pouco mais cedo”, diz Diego Damiani, presidente do Sindicato Rural do município.

As projeções para Sorriso em termos de produtividade média na soja são de algo em torno de 58 sacas por hectare, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O que eleva a cautela na hora de entrar com as máquinas em áreas de sequeiro, diante do custo de produção.

“O custo está com a margem reduzida. Então nós precisamos de uma cultura de segunda, até de terceira safra, para conseguirmos rodar os negócios. Se essa chuva vier mais cedo e a gente conseguir implementar a cultura da soja um pouco mais cedo do que o ano passado, já influência na janela do milho positivamente para o produtor conseguir fazer o giro das duas safras”, salienta Diogo.

Mais milho irrigação soja foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Comercialização ainda é tímida

Nas vendas futuras, o avanço da comercialização do milho ainda é tímido. De acordo com o Imea, apenas 15,51% da safra de milho 2025/26 foi negociada até o momento. O número é maior que os 9,82% da safra 2024/25 neste período do ano passado, entretanto abaixo da média dos últimos cinco anos, de 22,69%. É justamente essa necessidade de garantir espaço para o milho na próxima safra aumenta a apreensão do setor para que a soja seja plantada dentro da janela ideal.

“É claro que o produtor tem que ter cautela até porque o custo de semeadura e de semente é muito alto. Porém, por outro lado, há um desafio perante o plantio de milho que precisa ser em uma janela mais apertada, ou seja, o produtor precisa plantar rápido a soja para também poder plantar o milho e colher dentro de uma janela garantindo produtividade e rentabilidade. E esse ano se espera que tenha La Niña, o que acaba sendo melhor em termos de chuva, porém pode haver irregularidades aqui no Centro-Oeste ou seja instabilidade e aí tem o risco”, frisa o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber.

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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.

Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.

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Projeções para o milho

No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.

Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.

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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

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Foto: Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.

O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.

Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?

A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.

Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.

“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.

Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.

Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.

A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.

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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

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A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).

A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.

Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.

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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.

Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.

Fonte: camara.leg.br

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