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5 de maio de 2026

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A horta que transformou a vida: de empregados a empreendedores

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Foi a partir de uma sugestão de uma das filhas que a vida de um casal começou a mudar. Com a coragem de quem acredita no poder do conhecimento, Paulo Teresino da Silva e Natalícia Rodrigues da Silva largaram a carteira assinada para se dedicarem ao empreendedorismo. Juntos, superaram desafios e hoje fazem sucesso com a venda de hortaliças produzidas em uma pequena área arrendada em Mato Grosso.

Na terra onde a dedicação se transforma em resultado, eles encontraram mais do que sustento: redescobriram a própria força. Cada canteiro guarda memórias e esperança. Eles já tinham uma longa história com o campo, que começou em Goiás. “Sempre, sempre a gente esteve ligado ao campo”, conta seu Paulo ao Senar Transforma desta semana, que trabalhava no estado vizinho em serviços braçais.

Em Ponte Alta, já em solo mato-grossense, eles continuaram no meio rural, mas com uma novidade: o trabalho em uma horta. Era um universo totalmente novo. “A alface foi o que eu tive mais dificuldade, porque eu furei muito o dedo na hora de palitar”, lembra ele.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O empurrão da filha e o renascimento

A grande virada na história do casal veio com a filha Franciele, que se formou em Agronomia e começou a atuar no Senar Mato Grosso. Observando o trabalho dos pais, ela os incentivou a ter o próprio negócio. “A gente tinha um pouco de medo, porque não tínhamos dinheiro para investir. Mas ficamos firmes, porque ela deu força pra gente”, revela dona Natalícia.

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Com o incentivo da filha, o casal arriscou tudo, começando em um terreno arrendado em Pontal do Araguaia. A resiliência foi testada em meses de trabalho duro até que os primeiros canteiros trouxessem renda. Mas a maior prova de fogo foi a falta de água. Eles chegaram a cavar um reservatório, trabalhando até de madrugada. “A gente ia até 10, 11 horas da noite, teve dia que fomos até 1 hora da manhã”, conta seu Paulo ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Depois de dois anos de luta, decidiram buscar um novo local. A nova terra, em Barra do Garças, tinha água em abundância e foi a resposta que procuravam.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O conhecimento que rende frutos

O trabalho da família com o Senar começou ainda em Pontal do Araguaia. “A primeira coisa que ela fez foi fazer a análise da terra. Eu nunca tinha feito”, explica seu Paulo, sobre as orientações da filha. “A gente aprendeu muita coisa com ela, muita coisa mesmo”.

Quando Franciele, hoje supervisora de campo, mudou-se para Cuiabá, o técnico Eduardo Matos Braga deu sequência ao atendimento do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Olericultura. Ele encontrou um cenário promissor. “A técnica que estava anteriormente, ela fez um excelente trabalho de base. Tanto a questão da parte técnica quanto a parte gerencial, os produtores já atendiam tudo o que a metodologia se propõe a fazer”, elogia.

Eduardo revela que implementou novas técnicas, como o uso de produtos de carência mais baixa, o que permitiu que o casal colhesse e vendesse em cinco feiras semanais.

O sucesso da produção se reflete na feira, onde a filha caçula, Bruna, trabalha. “Ah, é muito bom, o pessoal sempre elogia a durabilidade. O pessoal fala: ‘Nossa, eu comprei uma rúcula aqui e já tem duas semanas, ela ainda tá intacta’”, conta Bruna. A demanda é tanta que as variedades mais difíceis, como agrião e espinafre, às vezes são levadas sob encomenda. “O tanto que leva é o tanto que sai, graças a Deus”.

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Hatyla Marques, supervisor regional do Senar Mato Grosso, ressalta a importância do trabalho de assistência: “Quando a gente fala de Senar, a gente fala de constância e evolução… o nosso objetivo é melhorar, é transformar, mudar a história dessas famílias”.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O futuro da família Campo Alegre

A dedicação e o apoio técnico mudaram radicalmente a vida do casal. “Compensando muito, muito, mas muito mesmo”, afirma seu Paulo, ao comparar a renda atual com o salário de empregado. “Você trabalha, você tem. É muito satisfatório isso”.

E a transformação não é só financeira. A filha Franciele se orgulha da jornada dos pais. “Nem eles mesmos acreditaram no começo… e saber que eles acreditaram, mesmo com todos os desafios. Hoje eles vivem da propriedade, hoje eles sonham, hoje eles veem que é possível”, conclui.

Com a força da família e o conhecimento do Senar, o casal já tem um novo sonho. “O sonho da gente é daqui dez anos a nossa terra, nossa própria Campo Alegre. Montado do jeito que a gente sonha”, revela dona Natalícia. Seu Paulo concorda: “A gente vai batalhar firme para isso”.

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Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8%

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Foto gerada por IA.

As cooperativas de Santa Catarina faturaram R$ 105,7 bilhões em 2025, avanço de 15,8% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sistema Ocesc. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva e teve como base levantamento realizado junto a 236 cooperativas do Estado. Em nota, representantes do Sistema Ocesc destacaram que o ritmo de crescimento foi três vezes superior ao da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período.

O desempenho também se refletiu nas sobras (equivalentes ao lucro no modelo cooperativista), que cresceram 30,8% e somaram R$ 7,3 bilhões. Os recursos serão destinados a investimentos, fundos estatutários e distribuição entre os associados.

Em 2025, mais de 370 mil pessoas ingressaram em cooperativas, elevando o total para 5,08 milhões de associados, o equivalente a 61% da população catarinense. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, durante a apresentação dos dados em Florianópolis, segundo a nota.

Crédito supera 4 milhões de associados

O ramo de crédito lidera em número de cooperados, com mais de 4 milhões de associados, seguido pelas cooperativas de infraestrutura (469 mil), consumo (467 mil) e agropecuária (84,9 mil). Ao todo, o sistema emprega diretamente 109,7 mil pessoas, após a criação de 7.301 vagas em 2025, um crescimento de 15,8% no quadro funcional.

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A carga tributária também aumentou. As cooperativas recolheram R$ 4,4 bilhões em impostos sobre a receita bruta no ano passado, alta de 12,9% na comparação anual.

Agro lidera receitas e empregos

O ramo agropecuário manteve a liderança dentro do cooperativismo catarinense, respondendo por 60% das receitas totais e 62% dos empregos diretos. As 45 cooperativas do segmento somaram R$ 63 bilhões em faturamento, crescimento de 10%, e geraram mais de 4 mil novas vagas, totalizando 68 mil postos de trabalho.

No comércio exterior, as cooperativas agropecuárias exportaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 17,9% das exportações do estado e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Entre os principais produtos estão cereais, proteínas animais, fertilizantes, lácteos e frutas. Os investimentos também seguem robustos. Em 2025, o setor aplicou R$ 1,34 bilhão em ampliação e modernização industrial. Para 2026, estão previstos aportes de R$ 1,53 bilhão.

O segmento de crédito registrou receitas de R$ 28,7 bilhões, alta de 36% em relação a 2024, mantendo-se como o segundo maior em faturamento. Já o ramo de saúde alcançou R$ 7,7 bilhões em receitas (+10%) e criou 800 empregos, totalizando 13,7 mil trabalhadores. As cooperativas de infraestrutura, focadas principalmente na distribuição de energia elétrica, somaram R$ 2,2 bilhões em receitas (+9%) e atendem cerca de 469 mil associados. Outros segmentos reuniram 475 mil cooperados e faturaram R$ 3,8 bilhões.

No acumulado de seis anos, as receitas do sistema cooperativista catarinense mais que dobraram, com alta de 126%, passando de R$ 46,8 bilhões em 2020 para R$ 105,7 bilhões em 2025. O desempenho reforça o papel do setor como um dos principais motores da economia estadual, especialmente nas cadeias do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB de Santa Catarina e 70% das exportações.

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Cecafé e MTE encerram ciclo de encontros sobre boas práticas trabalhistas antes da colheita

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluíram, nesta segunda-feira (5), em Araguari (MG), a série de encontros presenciais do programa “Fortalecendo o Trabalho Digno”.

A ação, voltada ao período pré-colheita da safra 2026 de café, teve foco na transferência de conhecimento sobre boas práticas trabalhistas nas propriedades rurais.

A iniciativa foi realizada em parceria com o Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), a Coocacer Araguari, a Starbucks e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG). Segundo as entidades, o objetivo foi ampliar a orientação técnica aos agentes da cadeia cafeeira com base no diálogo social e na conformidade legal.

Durante o encontro, o chefe do Setor de Fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Uberlândia, Marco Antônio Ferreira Costa, apresentou os instrumentos legais disponíveis para contratação de mão de obra no meio rural, considerando as características de cada atividade desenvolvida nas fazendas.

A programação também incluiu explicações sobre prevenção ao trabalho análogo ao de escravo e ao trabalho infantil.

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Outro eixo técnico foi a saúde e segurança do trabalho, com destaque para a implementação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) no campo. A ferramenta é usada para identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais, com o objetivo de reduzir acidentes e organizar medidas preventivas antes do início das atividades mais intensas da colheita.

De acordo com o Cecafé, a devida diligência em direitos humanos foi tratada como elemento de gestão e de acesso a mercados, especialmente em cadeias exportadoras submetidas a exigências de rastreabilidade, conformidade e sustentabilidade.

As entidades não divulgaram o número total de encontros realizados nem a quantidade de participantes desta edição.

O encerramento da série ocorre às vésperas da colheita e reforça a preparação técnica do setor para a safra 2026. A tendência, segundo os organizadores, é de continuidade das ações de orientação para reduzir riscos trabalhistas e fortalecer a adequação das propriedades às exigências legais e comerciais.

Fonte: cecafe.com.br

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Precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para renegociar dívidas rurais, diz Tereza Cristina

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Foto: FPA

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que são necessários ao menos R$ 180 bilhões para renegociação das dívidas rurais.

“O governo ofereceu cerca de R$ 80 bilhões, do dinheiro que sobrou do Plano Safra que não conseguiram aplicar. Mas precisamos de no mínimo R$ 180 bilhões para começar a resolver o problema, já que as dívidas estressadas passam de R$ 800 bilhões”, disse a parlamentares da bancada durante reunião-almoço semanal.

O Ministério da Fazenda negocia com o Senado novas medidas para repactuação das dívidas rurais, dado o crescente endividamento do setor.

A ex-ministra afirmou que o “dilema” atual é buscar as fontes de recursos para as linhas de crédito para renegociação. “Apresentamos no projeto de lei 5122/2023 R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que seriam insuficientes, mas o governo sinaliza não concordar com o uso dos recursos”, esclareceu a senadora.

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Tereza Cristina afirmou ainda que a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda necessita de ajustes. “Precisamos de uma coisa mais estruturante. Estamos conversando sobre outras receitas novas. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto na CAE [Comissão de Assuntos Econômicos], e o ministro da Agricultura, André de Paula, entenderam que o problema não é pontual”, defendeu a senadora.

A ex-ministra também lembrou que o enfrentamento das dívidas rurais depende de medidas do governo federal. “Não adianta ficar batendo no governo”, alertou aos seus colegas parlamentares. “Precisamos que o governo tenha vontade e abra caminho para usar fundos constitucionais”, apontou, citando a possibilidade de utilizar R$ 18 bilhões do Fundo Constitucional para o Nordeste.

“R$ 2 bilhões que tínhamos pensado já foram usados ontem”, pontuou. “O governo terá receita extraordinária de R$ 128 bilhões adicionais por aumento do petróleo. Há receitas, é preciso ver o caminho que o governo vai apontar”, pontuou .

Caso governo e Senado não avancem no tema, o PL 5122 pode ser votado na próxima semana na CAE.

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