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Estudo mostra que 75% das culturas agrícolas dependem de animais polinizadores

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A coexistência entre animais polinizadores e agricultura beneficia ambos. Os polinizadores (abelhas, borboletas, besouros e aves) são essenciais para a reprodução e podem elevar a produtividade de muitas culturas agrícolas.

Segundo o pesquisador João Vitor Ganem Barateiro, doutor em Entomologia, estudos científicos indicam que 87% das plantas com flores dependem de polinizadores animais e que cerca de 75% das culturas agrícolas cultivadas pelo ser humano são diretamente beneficiadas pela polinização.

Agricultura e polinizadores

De acordo com ele, quando a agricultura adota Boas Práticas Agrícolas (BPAs), incluindo o manejo responsável de defensivos, cria condições favoráveis para que os polinizadores encontrem alimento (néctar e pólen) e abrigo, fortalecendo essa relação de cooperação.

Barateiro destaca que a apicultura e a meliponicultura reforçam ainda mais essa conexão. Isso porque além de contribuírem para a polinização, geram renda, trabalho e empreendedorismo para comunidades rurais, por meio da produção de mel e outros derivados de alto valor nutricional e medicinal.

Segundo o pesquisador, um exemplo inspirador é a Associação de Apicultura do Vale do Capão, na Bahia, pioneira no estado a conquistar a certificação orgânica, abrindo portas para mercados especializados.

Importância das abelhas no ecossistema

Entre todos os polinizadores, as abelhas são as mais representativas, atuando tanto em ambientes agrícolas quanto naturais. Assim, elas contribuem não só para o aumento da produtividade e da qualidade das colheitas, mas também para serviços ecossistêmicos fundamentais, como a conservação da biodiversidade, a promoção da saúde do solo e o sequestro de carbono, resultado da sua interação com as plantas.

“O polinizador dentro de um sistema de cultivo, como as abelhas, desempenha um papel fundamental pensando em questões econômicas e sociais, beneficiando toda a cadeia de produção e de preservação”, destaca.

Barateiro lembra que práticas como o aluguel de colmeias já se consolidaram como estratégia de incremento de produtividade em culturas totalmente dependentes da polinização, como a maçã em Santa Catarina e o melão no Rio Grande do Norte e Ceará.

Além disso, o Brasil possui uma rica diversidade de abelhas nativas, adaptadas às condições locais, que ampliam a eficiência da polinização em diferentes culturas.

Desafios e ameaças aos polinizadores

Apesar de sua relevância, as abelhas enfrentam diversas ameaças ambientais, incluindo a degradação de habitats, doenças, uso inadequado de defensivos e os efeitos das mudanças climáticas. Nesse cenário, agricultores, apicultores, meliponicultores e demais agentes do setor desempenham papel decisivo na sua proteção.

O pesquisador reforça que a convivência equilibrada entre agricultura e polinizadores depende da adoção de práticas que aliem produtividade e conservação ambiental.

No meio de todos esses desafios, a convivência harmônica depende, diretamente, da adoção de Boas Práticas Agrícolas (BPAs), que incluem o uso responsável das tecnologias disponíveis.

Tais técnicas asseguram ganhos de produtividade, reduzem custos e preservam os recursos naturais para as futuras gerações.

Instituições como a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) oferecem cursos e manuais de referência que orientam produtores sobre manejo adequado, destacando cuidados necessários para proteger tanto os cultivos quanto os polinizadores.

Como reforça Barateiro, compreender a biologia dos insetos e a fisiologia das plantas é essencial. Além disso, manter diálogo com vizinhos sobre o manejo das lavouras ajuda a prevenir riscos e preservar colmeias próximas.

Inovação e sustentabilidade

A agricultura tem intensificado esforços para reduzir riscos aos polinizadores por meio de soluções inovadoras.

O melhoramento genético, a biotecnologia e os bioinsumos vêm possibilitando o desenvolvimento de culturas mais resilientes, que demandam menos pulverizações e expansão de áreas, diminuindo os impactos sobre os insetos.

Paralelamente, a agricultura digital inaugura uma nova era de sustentabilidade, integrando sensores, robótica, automação e análise de dados.

O pesquisador ressalta que tecnologias como drones e sensores remotos permitem monitoramento contínuo das lavouras, enquanto dados de alta precisão ajudam a definir áreas de conservação para polinizadores. Essas inovações não apenas aumentam a proteção desses insetos, mas também fortalecem a biodiversidade e promovem o uso mais racional da terra.

Entre as boas práticas agrícolas, Barateiro cita o uso correto de defensivos agrícolas que, antes de serem aprovados, já passam por rigorosa avaliação regulatória. “Quando usados de forma correta, conforme orientações em rótulos, bulas e receita agronômica oferecem proteção aos cultivos com segurança para polinizadores e seres humanos. O uso inadequado, por outro lado, representa riscos graves ao meio ambiente”, contextualiza.

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Avião de pequeno porte cai em lavoura de soja no DF; piloto se feriu

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Divulgação CBMDF

Uma aeronave de pequeno porte realizou um pouso forçado e tombou em uma lavoura de soja na última sexta-feira (30), na região da Nova Colina, em Sobradinho, no Distrito Federal. O acidente ocorreu nas proximidades das rodovias DF-250 e DF-330, em uma área rural com cerca de 340 hectares cultivados.

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O motivo da pane ainda não foi esclarecido. Durante a manobra de emergência, o trem de pouso se embolou na plantação, o que provocou o tombamento da aeronave, que ficou de ponta-cabeça.

A bordo estavam o piloto e um passageiro, ambos conscientes e orientados no momento do resgate. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o piloto sofreu ferimentos leves, com corte no supercílio e queixas de dores no braço. Ele recebeu atendimento no local e foi encaminhado para um hospital da rede pública. O passageiro não se feriu.

O CBMDF mobilizou quatro viaturas para o atendimento da ocorrência. A operação contou ainda com o apoio do helicóptero Carcará 01, da Polícia Civil do Distrito Federal. O local do acidente foi localizado rapidamente após o repasse das coordenadas geográficas pela Força Aérea Brasileira.

A aeronave decolou de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, com destino a Brasília. O voo era autorizado e não possuía caráter comercial. Até o momento, não há informações confirmadas sobre a pane que levou ao pouso de emergência.

A área foi isolada e ficou sob responsabilidade da Polícia Militar do Distrito Federal para preservação do local. A investigação das circunstâncias do acidente ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O avião pertence a uma empresa do agronegócio especializada em tecnologia voltada à nutrição vegetal e à fertilidade do solo.

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Cotação do milho atinge nível mais baixo desde outubro de 2025

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Foto: Aiba/divulgação

O mercado de milho encerrou o mês de janeiro em queda no Brasil. O Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 quilos, patamar que não era registrado desde o fim de outubro de 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez permaneceu baixa no período. Compradores priorizaram o consumo de estoques adquiridos antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual, o que limitou a reação dos preços.

Estoques elevados pressionam o mercado

Do lado da oferta, parte dos produtores esteve mais flexível nos valores praticados. O movimento foi influenciado pelo receio de novas desvalorizações e pela necessidade de liberação de espaço nos armazéns.

Pesquisadores do Cepea destacam que, em condições normais, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa costumam dar sustentação aos preços do milho nas primeiras semanas do ano. No entanto, esse comportamento não se confirmou em 2026.

Um dos principais fatores que têm limitado qualquer recuperação das cotações é o volume elevado de estoques de milho no país. A estimativa é de que os estoques estejam em torno de 12 milhões de toneladas neste início de temporada.

O volume é significativamente superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando os estoques eram estimados em 1,8 milhão de toneladas, e também acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.

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Aumento de áreas liberadas amplia extensão semeada de algodão e milho

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A liberação de mais áreas de soja para o cultivo de algodão e milho possibilitaram um maior avanço nos trabalhos nas lavouras das duas culturas. Enquanto o cereal alcançou 15,59% da extensão estimada, a fibra atingiu no dia 30 de janeiro 67,75%.

Os números foram divulgados na última semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que no comparativo com o ciclo 2024/25 a semeadura do algodão está 14,27 pontos percentuais à frente, enquanto o milho 9,33 pontos percentuais.

O levantamento semanal revela que no algodão o avanço foi de 19,55 pontos percentuais. A área cultivada com a fibra, inclusive, está 8,25 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.

Apesar do ritmo acelerado nas áreas de algodão, cerca de 30% da fibra deverá ficar fora da janela ideal, uma vez que a mesma encerrou no dia 31 de janeiro.

Entre as regiões que cultivam algodão, a sudeste lidera os trabalhos com 73,15%, seguida do oeste com 68,98% e do médio-norte com 66,27%. Já o noroeste do estado semeou até o dia 30 de janeiro 64,20% da área prevista, o centro-sul 61,25% e o nordeste 59,79%.

Milho atrasado ante a média

Conforme o Imea, em relação ao milho, apesar de estar à frente dos trabalhos na temporada passada, a colheita do ciclo 2025/26 está atrás da média dos últimos cinco anos de 20,29%. A variação semanal foi de 7,83 pontos percentuais.

Quanto às regiões, o médio-norte lidera com 21,08% do cereal cultivado. Na sequência vem o noroeste com 17,89%, o oeste com 17,04% e o norte com 15,06%.

A região centro-sul semeou 14,29% do milho e o nordeste do estado 10,55%. A região mais atrasada segue sendo o sudeste com 7,32%.


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