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23 de setembro de 2026

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Justiça afasta sócios da gestão de grupo empresarial de MT que tem dívidas de R$ 2,2 bilhões

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Cibelle Bouças/Globo Rural – O caso de recuperação do Grupo Safras, que tem dívidas de R$ 2,2 bilhões, teve mais uma reviravolta. A Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento imediato de todos os administradores e sócios controladores do Grupo Safras e do Núcleo Randon (controlado pela família do fundador Dilceu Rossato), bem como o afastamento dos produtores envolvidos em qualquer função de gestão do grupo.

Os sócios controladores e os minoritários acusam-se mutuamente de fraudes e pediram recurso da decisão.

O Grupo Safras foi fundado em 2010 por Dilceu Rossato, ex-prefeito de Sorriso (MT), e pelo empresário Pedro de Moraes Filho. Com foco no processamento, armazenagem e comercialização de grãos e produção de etanol de milho, a empresa chegou a faturar quase R$ 7 bilhões ao ano, mas enfrentou dificuldades a partir de 2023, em um quadro de queda dos preços da soja, quebra de safra, dificuldade de acesso a crédito e aumento das dívidas, decorrente da compra daCopagri.

Em abril de 2025, o Grupo Safras entrou em recuperação judicial na 4 Vara Cível de Sinop (MT). Em maio, suspeitas de fraudes levaram o Tribunal de Justiça de Mato Grosso a suspender o processo. Os sócios-fundadores entraram com recurso para retomar o processo de recuperação judicial, mas o tribunal ainda não apreciou o pedido.

Parte dos credores acusa os fundadores de transferir patrimônio do grupo de maneira fraudulenta. Entre os principais credores do grupo estão o Bravano FIDC (R$ 284,1 milhões) e a Flow Gestora de Crédito (R$ 98,8 milhões).

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Dentro do Grupo Safras, formaram-se dois núcleos, o Safras, liderado por Pedro de Moraes Filho, e o Rossato, encabeçado por Dilceu Rossato e família. Em 2024, Rossato divorciou-se da esposa Cátia Randon, que deu origem ao núcleo Randon, junto com os filhos. Cátia alega na ação que o núcleo Randon tem uma trajetória desvinculada do passivo do Grupo Safras, que ficou concentrado nas empresas do núcleo Safras.

Documentos enviados à justiça por credores apontam que o divórcio teria sido apenas para blindar o patrimônio da família, retirando do grupo e dando uma nova roupagem. Nas declarações de Imposto de Renda do ano base 2024, Cátia e Dilceu declararam exploração conjunta das mesmas fazendas, partilhando despesas e receitas.

Menos de dois meses após o divórcio, Cátia e a filha Caroline, por meio da RD Rossato Participações, custearam dívidas da Safras Armazéns Gerais, indicando relação com o Grupo Safras. Credores também acusam Rossato, Cátia e os filhos de ocultarem patrimônio na empresa Agro Rossato Ltda.

À época do divórcio, Cátia e Rossato firmaram um acordo de opção de venda das participações no Grupo em favor dos fundos Axioma e Alcateia (da gestora Fidd Group) e da Flow Gestora de Crédito. Detalhe: os fundos detêm 66,68% das cotas do Bravano FIDC, um dos maiores credores do Safras.

Outro detalhe: os antigos controladores do grupo têm participação no Bravano FIDC. Pedro de Moraes Filho e Dilceu Rossato declararam à Receita Federal que têm participações de R$ 25 milhões e R$ 25,13 milhões, respectivamente, no Bravano FIDC, mas não informaram a origem dos recursos.

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Após a suspensão na justiça da recuperação judicial, a Bravano ajuizou a execução extraconcursal contra o Grupo Safras, no valor de R$ 299,1 milhões, e determinou a liquidação antecipada do FIDC, transferindo os créditos e as garantias fiduciárias para os cotistas — lembrando que Rossato e Moraes Filho têm cotas no fundo.

Na decisão mais recente, a desembargadora determinou o envio de um ofício à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendendo a liquidação antecipada do Bravano FIDC e o impedimento da transferência de ativos para terceiros. Também revogou uma decisão anterior que autorizava a recuperação judicial do Grupo Randon.

A decisão saiu menos de dois meses depois de o fundo Agri Brazil Special Situations realizar a opção de compra de 60% do capital do Grupo Safras e pedir na justiça a desistência da recuperação judicial do conglomerado.

O Agri Brazil é constituído pela AM Agro e gerido pela Yards Asset Gestão de Recursos. Assim que a recuperação judicial do Grupo Safras foi suspensa, os fundos Axioma e Alcateia e a Flow decidiram exercer a opção de compra do controle do Safras. Em seguida, repassaram os 60% do grupo para o Agri Brazil. Rossato e Moraes viraram sócios minoritários.

Rossato e Moraes pediram na Justiça de São Paulo medida cautelar contra os fundos Agri Brazil, Axioma e Alcateia, e suas gestoras, acusando os novos controladores de terem promovido uma “tomada hostil do poder”, descumprindo contratos e praticando fraude à recuperação judicial do grupo.

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Os fundadores alegam que o contrato de opção de compra previa um pagamento de R$ 100 mil pelos 60% no Grupo Safras, com a contrapartida de se investir R$ 400 milhões no grupo, o que, nunca aconteceu. Os fundadores também alegam que a transferência do controle para o Agri Brazil ocorreu sem o conhecimento dos sócios. Em virtude das irregularidades, pediu a suspensão da troca de controle acionário, mas o pedido foi negado.

Os fundadores entraram então com agravo de instrumento na Justiça de Mato Grosso, alegando que foram afastados do controle do Safras por um “artifício dos fundos investidores” e que estão empenhados em reverter a manobra.

Segundo o advogado Felipe Iglesias, sócio da Iglesias & Advogados Associados, que representa Moraes e Rossato, haveria indícios de que os fundos incluíram cláusulas em um contrato aditivo para fazer parecer que a transferência do controle acionário ocorreu antes do ajuizamento da recuperação judicial. Também alegam que a liquidação do Fundo Bravano foi feita à revelia de Rossato e Moraes.

Os fundadores do Grupo Safras pedem à desembargadora que escolha um interventor para o grupo e que, até que se tenha uma avaliação independente e confiável sobre a viabilidade econômica do grupo, se suspenda a execução judicial das dívidas. Eles solicitam ainda a anulação da transferência do controle do grupo ao fundo Agri Brazil.

Em nota ao Valor, o Fundo Agri Brazil disse considerar que o afastamento determinado pela Justiça de Mato Grosso atinge “exclusivamente os antigos administradores do Grupo Safras” — Rossato e Moraes — “e não a atual gestão, conduzida pelo fundo Agri Brazil”.

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Na visão do fundo, a 2 Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso não tinha conhecimento de que o Agri Brazil estaria à frente do Grupo Safras. O fundo acrescentou em nota que “a Justiça acolheu pedido da nova administração (…) para que os fundadores exibam documentos de períodos anteriores, medida que trará transparência e facilitará as negociações com credores, real entendimento do passivo da empresa para a retomada da empresa”. O fundo disse ainda que segue as determinações judiciais e mantém o compromisso com a governança e a reestruturação do grupo.

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BR-163 em MT recebe prêmio de rodovia mais confortável do Brasil pelo segundo ano seguido

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O trecho da BR-163/MT entre Lucas do Rio Verde e Sorriso, sob concessão da Nova Rota do Oste, administrada pelo Governo de Mato Grosso, recebeu o troféu de 1º lugar no Prêmio IRI 2026, que reconhece as rodovias mais confortável e segura do Brasil. O prêmio também atestou a qualidade do segmento entre Sorriso e Sinop, que ficou em 2º lugar em duas categorias. A rodovia recebe essa premiação pelo segundo ano consecutivo. 

Os troféus foram concedidos nesta quarta-feira (23.09) pela Moba Latam, empresa que desenvolve equipamentos e sistemas de automação para infraestrutura, durante a Paving Expo, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A feira é considerada o maior evento de infraestrutura rodoviária da América Latina e reúne concessionárias, construtoras, fabricantes, fornecedores de tecnologia e especialistas do setor de pavimentação.

Na mesma ocasião, a Concessionária Nova Rota do Oeste recebeu a Menção de Excelência em Inovação Aplicada à Infraestrutura, concedida pela SITECH Brasil e Trimble. O reconhecimento destaca a visão inovadora e o pioneirismo da concessionária na adoção de tecnologias de construção digital, que fizeram da BR-163/MT a rodovia com o maior uso de tecnologia do país.

Os três troféus concedidos pela Moba Latam abrangeram as categorias Implantação e Duplicação e Restauração e Recuperação, de acordo com os índices de regularidade do pavimento registrados nas avaliações.

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Na categoria Implantação e Duplicação, o trecho da BR-163 entre Lucas do Rio Verde e Sorriso ficou em 1º lugar, com IRI Médio de 0,53 m/km, superando a média de 0,58 apresentada pela própria Nova Rota do Oeste em 2025, quando também foi vencedora do prêmio. O segmento reconhecido neste ano foi construído em parceria com a Construtora Sanches Tripoloni. 

O trecho entre Sorriso e Sinop ficou em 2º lugar na categoria Implantação e Duplicação, com IRI Médio de 0,71 m/km. O mesmo segmento também ficou em 2º lugar na categoria Restauração e Recuperação, com IRI Médio de 0,65 m/km. Nesses dois trabalhos, o parceiro de obras foi o Consórcio Caminhos do MT (CCMT), formado pelas empresas Pedrisa Pavimentações e Neovia Infraestrutura Rodoviária.

Durante o evento, a gerente geral da Moba na América Latina, Patrícia Herrera, destacou que é satisfatório acompanhar o desenvolvimento das rodovias no Brasil e o salto de qualidade e conforto entregue aos usuários do sistema rodoviário de todo o país. “Em 2016, quando cheguei na empresa, essa qualidade era um sonho de todos e hoje estamos unidos na construção de novas rodovias”.

Para o diretor-presidente da Nova Rota, Luciano Uchoa, o resultado alcançado é reflexo de uma organização da equipe toda com foco na entrega ao usuário da BR-163. “Com esse objetivo, trabalhamos ao longo de toda a estruturação dos processos, inclusive na contratação das empresas que atuariam nas obras. Para isso, definimos requisitos e parâmetros de qualidade a serem alcançados e alcançamos”.

Presente na entrega da premiação, o superintendente de Infraestrutura Rodoviária da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Fernando Bezerra, reforçou a importância desse resultado para a segurança e conforto de todos que percorrem a rodovia. “Mato Grosso vem como um exemplo de qualidade”.

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Sobre o Prêmio IRI

Promovido pela Moba Latam, o Prêmio IRI usa o Índice de Regularidade Internacional (IRI) como um dos parâmetros para avaliar os trechos participantes. O IRI mede a regularidade longitudinal da superfície do pavimento. O resultado é expresso em metros por quilômetro (m/km) e permite comparar tecnicamente os segmentos avaliados.

Segundo a organização, a edição de 2026 reúne 63 trechos cadastrados, envolvendo sete concessionárias e nove construtoras. Ao todo, foram avaliados mais de 100 quilômetros de rodovias em Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

Menção de Excelência em Inovação

A Trimble e SITECH Brasil concedeu a Menção de Excelência em Inovação Aplicada à Infraestrutura à Nova Rota do Oeste para reconhecer a contribuição da concessionária à transformação tecnológica do setor.

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Segundo a placa entregue no evento, a concessionária se tornou referência em inovação, produtividade e excelência operacional. Na avaliação das empresas, a BR-163, em Mato Grosso, está escrevendo um novo capítulo na construção rodoviária brasileira, com a tecnologia como motor dessa transformação.

Em 2025, cerca de 38 equipamentos com tecnologia 3D operaram ao mesmo tempo nas obras da Nova Rota do Oeste. Isso representa aproximadamente 16,7% dos 228 sistemas 3D instalados no Brasil, concentrados em uma única obra.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: animais são flagrados em pontos de água durante seca no Pantanal de MT

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Um compilado de imagens registradas pelo Instituto Impacto na Pousada Piuval, em Poconé, a 104 km de Cuiabá, mostram diferentes animais utilizando pontos de água durante o período de seca no Pantanal de Mato Grosso (assista abaixo). Segundo o instituto, a redução da disponibilidade de água faz com que a fauna se concentre mais nos locais que permanecem com água, usados para beber, se refrescar e, em alguns casos, até para caçar.

O presidente e coordenador do instituto, o médico-veterinário Paul Raad, informou que o registro foi feito durante a seca de 2026. Segundo ele, a área continua no período de estiagem e aguarda a chegada das chuvas, que podem ocorrer entre outubro e novembro, dependendo das condições climáticas.

O Instituto Impacto atua no monitoramento de onças-pintadas e na mitigação de conflitos entre os animais e as comunidades que vivem na região. De acordo com o médico-veterinário, a Pousada Piuval é uma propriedade privada onde vivem as onças acompanhadas pela equipe e mantém uma parceria com o instituto para as ações de conservação.

Durante a seca, animais como antas, macacos, aves e outras espécies podem buscar água para se refrescar. O biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino destaca que, com a redução dos pontos disponíveis, a fauna passa a utilizar com mais frequência os locais que ainda têm água.

“Tudo que é vida depende de água. Na seca, a bicharada vai ficar mais concentrada perto de fontes”, afirmou.

Segundo Marcos, o período de estiagem altera a distribuição dos animais pelo Pantanal. A fauna continua se deslocando para procurar alimento e abrigo, mas passa a depender mais dos pontos de água que permanecem disponíveis.

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Isso não significa, porém, que os animais permaneçam o tempo todo ao redor desses locais. Eles saem para procurar alimento e cumprir outras necessidades e retornam aos pontos quando precisam beber, segundo o biólogo.

“Não significa necessariamente que eles ficam ali em volta da água”, explicou.

 

🐆 Onças também aproveitam oportunidades

A concentração de diferentes espécies nos mesmos pontos de água pode criar oportunidades para predadores. De acordo com o Instituto Impacto, um dos registros mais marcantes feitos neste ano foi o de Baía, uma onça-pintada filha de Nina, acompanhada de um filhote de cerca de três meses, chamado Maia.

As duas foram observadas próximas a um ponto de água que também era usado como área de caça. Segundo o instituto, Baía capturou dois jacarés que estavam presos em uma área com pouca água. Depois de se alimentar, a onça permaneceu com o filhote às margens do local.

Paul explica que, com a concentração da fauna, os pontos de água também podem se transformar em áreas importantes para a relação entre predadores e presas. O comportamento, porém, não significa que as onças fiquem paradas esperando outros animais chegarem.

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Marcos também destaca essa diferença. Segundo ele, os predadores podem aproveitar as oportunidades criadas pela concentração de presas, mas continuam se deslocando pela área.

“Certamente predadores podem sim se aproveitar dessas oportunidades, mas não é como se eles ficassem concentrados ali esperando”, afirma.

Quando as chuvas retornam e novos pontos de água aparecem, a distribuição dos animais também muda. Segundo Marcos, a fauna deixa de depender tanto dos poucos locais disponíveis durante a seca e passa a se espalhar pela região.

O Instituto Impacto monitora cerca de 30 mil hectares no Pantanal e já registrou mais de 40 onças-pintadas na área. Segundo o médico-veterinário, a presença e a distribuição das onças ajudam a acompanhar as condições do ambiente e a disponibilidade de presas.

A seca também interfere em toda a cadeia de animais. Para o Instituto Impacto, a manutenção de pontos de água durante períodos críticos pode contribuir para a permanência da fauna e, ao mesmo tempo, reduzir situações em que onças passam a buscar animais domésticos por causa da redução de presas e recursos naturais.

Segundo médico-veterinário, os pontos de água também podem se transformar em áreas importantes para a relação entre predadores e presas.. — Foto: Instituto Impacto

 Veja;

 

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Contas de luz de condomínios fechados entraram na fatura de Cuiabá, diz prefeitura

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Controladoria vai calcular os valores pagos em cinco anos para buscar o ressarcimento aos cofres públicos.

A Prefeitura de Cuiabá instaurou uma auditoria, por meio da Controladoria-Geral do Município, para apurar pagamentos irregulares de iluminação em vias internas de condomínios fechados nos últimos cinco anos. Os valores apurados serão encaminhados ao Ministério Público para buscar o ressarcimento aos cofres públicos, e a administração reitera que não há qualquer criação ou cobrança de nova taxa para a população.

Em coletiva realizada nesta quarta-feira (23), o prefeito Abilio Brunini explicou que a medida cumpre estritamente a legislação federal e municipal, que proíbe o uso de dinheiro público para manutenção de áreas privadas.

“Não existe nenhuma taxa sendo criada ou aplicada. A prefeitura não está cobrando nada dos condomínios nem repassando custos. O que a lei determina é simples: dinheiro público não pode pagar conta de energia dentro de propriedade privada”, destacou o prefeito.

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Fundamentação Legal e Auditoria

A irregularidade foi descoberta durante um trabalho técnico da Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb) para a substituição de lâmpadas antigas por tecnologia LED. Durante o mapeamento dos pontos, os técnicos constataram que a iluminação de vias internas de condomínios fechados estava sendo faturada para o município.

A prática fere o artigo 189 da Resolução nº 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que veda expressamente o enquadramento de vias internas de condomínio na classe de iluminação pública.

O município ressalta que a relação de fornecimento de energia elétrica dentro dessas propriedades é exclusiva entre a concessionária Energisa e os próprios condomínios. À Prefeitura cabe apenas exigir da concessionária a devolução dos recursos pagos indevidamente ao longo dos últimos cinco anos.

Durante o levantamento, a equipe técnica também identificou inconsistências em documentos apresentados no passado para autorizar as cobranças, incluindo suspeita de falsificação de assinatura de gestores. Todo o material auditado pela Controladoria será enviado ao Ministério Público Estadual (MPE) para que adote as providências cabíveis e garanta o retorno do dinheiro aos cofres municipais.

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