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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Em agosto, IBGE prevê safra de 341,2 milhões de toneladas para 2025 – MAIS SOJA

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Em agosto, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 341,2 milhões de toneladas, 16,6% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com aumento de 48,5 milhões de toneladas, e 0,2% acima da informada em julho, com acréscimo de 773,6 mil toneladas.

A área a ser colhida é de 81,3 milhões de hectares, crescimento de 2,8% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,2 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (82,7 mil hectares) em relação a julho.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 88,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,1% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,2% na do arroz em casca; de 3,5% na da soja; de 3,6% na do milho (declínio de 5,4% no milho 1ª safra e crescimento de 6,2% no milho 2ª safra); e de 11,2% na do sorgo; ocorrendo declínios de 6,6% na do feijão e de 18,5% na do trigo.

Em relação à produção, houve acréscimos de 6,6% para o algodão herbáceo (em caroço); de 17,2% para o arroz em casca; de 14,5% para a soja; de 20,3% para o milho (crescimento de 13,7% para o milho 1ª safra e de 22,0% para o milho 2ª safra); de 24,7% para o sorgo; e de 2,6% para o trigo, e para o feijão ocorreu decréscimo de 0,5%.

A estimativa de agosto para a soja foi de 165,9 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,0 milhões de toneladas (26,0 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 112,0 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,4 milhões de toneladas; a do trigo em 7,7 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,5 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,0 milhões de toneladas.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (21,3%), Sul (9,4%), Sudeste (16,6%), Nordeste (8,6%) e Norte (21,0%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (3,1%) e a Sul (0,4%). A Centro-Oeste (0,0%) apresentou estabilidade, e a Região Nordeste (-0,4%) e a Sudeste (-0,2%) apresentaram retração.

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,6% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,4%), Sul (25,1%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,5%).

Destaques da estimativa de agosto de 2025 em relação ao mês anterior

Em relação a julho, houve aumentos nas estimativas da produção da cevada (1,5% ou 8 100 t), do sorgo (0,9% ou 42 408 t), do milho 2ª safra (0,5% ou 544 173 t), do feijão 3ª safra (0,4% ou 3 552 t), do trigo (0,4% ou 27 696 t), da soja (0,2% ou 355 989 t), da aveia (0,1% ou 1 370 t), bem como declínios do feijão 1ª safra (-2,2% ou -23 835 t), do feijão 2ª safra (-0,5% ou -6 711 t) e do milho 1ª safra (-0,4% ou -101 219 t).

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 175,4 milhões de toneladas (51,4%); Sul, 85,7 milhões de toneladas (25,1%); Sudeste, 30,1 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 28,0 milhões de toneladas (8,2%) e Norte, 22,0 milhões de toneladas (6,5%).

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Pará (351 544 t), no Paraná (317 500 t), no Tocantins (186 964 t), em Rondônia (126 337 t) e no Amazonas (16 t). As variações negativas ocorreram em Minas Gerais (-62 524 t), no Ceará (-61 953 t), em Goiás (-33 633 t), no Maranhão (-21 938 t), em Pernambuco (-11 677 t), em Alagoas (-9 021 t), no Rio Grande do Norte (-7 761 t), no Rio de Janeiro (-205 t) e no Acre (-53 t).

CAFÉ (em grão)

A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,4 milhões de toneladas, ou 56,8 milhões de sacas de 60 kg, decréscimo de 1,4% em relação ao mês anterior, em decorrência do declínio do rendimento médio nesse mesmo percentual. Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,2 milhões de toneladas ou 37,0 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 1,6% em relação ao mês anterior, tendo o rendimento médio reduzido em 1,7% e a área a ser colhida crescido 0,1%. Para a safra de 2025, aguarda-se uma bienalidade negativa, ou seja, um declínio natural da produção em função das características fisiológicas da espécie, que nos anos pares tende a produzir mais, sacrificando a produção do ano seguinte, em decorrência de um maior exaurimento das plantas. A safra cafeeira de 2025 também está refletindo os problemas climáticos nas principais Unidades da Federação produtoras, notadamente a falta de chuvas e o excesso de calor, durante o segundo semestre de 2024, sendo esse o motivo pelo qual partiu-se de um potencial de produção relativamente mais baixo.

O declínio da estimativa da produção em agosto se deve a Minas Gerais, maior produtor brasileiro do café arábica com participação de 69,4% do total nacional, que reavaliou sua estimativa de produção com declínio de 2,4% em relação ao mês anterior, notadamente pela queda do rendimento médio em 2,5%. Os produtores têm relatado que nas colheitas mais recentes, está havendo a necessidade de uma maior quantidade de grãos para encher uma saca de 60 kg de café, resultado de um preenchimento de grãos menos eficiente. A produção mineira deve alcançar 1,5 milhão de toneladas ou 25,7 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 7,5% em relação ao volume colhido em 2024.

Para o café canephoraa estimativa da produção foi de 1,2 milhão de toneladas ou 19,8 milhões de sacas de 60 kg, decréscimos de 1,1% em relação ao mês anterior, contudo, crescimento de 15,8% em relação ao volume produzido em 2024, com aumentos de 4,0% na área a ser colhida e de 11,4% no rendimento médio nesse último comparativo. A produção estimada para o café canephora, em 2025, é recorde da série histórica do IBGE.

Como os preços do conilon encontravam-se apresentando boa rentabilidade, os produtores investiram mais em tratos culturais e adubação, o que resultou na melhoria da produtividade. Há de se ressaltar também que os volumes de chuvas nos principais municípios produtores foram satisfatórios de um modo geral, apesar da demora delas em alguns casos.

Em agosto, Rondônia assinalou um declínio de 8,9% em sua estimativa de produção em relação a julho, em decorrência dos decréscimos de 5,3% na área a ser colhida e de 3,7% no rendimento médio. A produção deve alcançar 160,9 mil toneladas ou 2,7 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 5,5% em relação ao volume colhido em 2024, com a área a ser colhida aumentando 3,0% e o rendimento médio caindo 8,3% nesse comparativo. O Espírito Santo manteve sua estimativa em relação ao mês anterior, devendo produzir 809,0 mil toneladas ou 13,5 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 20,8% em relação ao volume produzido no ano anterior, com aumentos de 4,5% na área a ser colhida e de 15,7% no rendimento médio. O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro do café canephora (conilon), devendo contribuir com 68,2% do total a ser colhido em 2025. A estimativa da produção da Bahia deve alcançar 171,0 mil toneladas ou 2,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 18,0% em relação ao ano anterior, tendo o rendimento médio crescido 15,7% e a área a ser colhida aumentado em 2,0%.

CEREAIS DE INVERNO (em grão)

Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,7 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação ao mês anterior e crescimento de 2,6% em relação a 2024. O rendimento médio, no comparativo mensal, apresenta aumento de 0,8%, enquanto a área a ser colhida apresenta retração de 0,4%. No comparativo com o ano anterior, a área plantada e a área a ser colhida declinam em 18,6% e 18,5%, respectivamente e, o rendimento aumenta em 26,0%.

A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, crescimentos de 0,1% em relação ao mês anterior e de 27,4% em relação ao volume colhido em 2024. O rendimento médio, de 2 348 kg/ha, declinou 0,7% em relação ao mês anterior, enquanto a área colhida cresceu 0,9% nesse comparativo. Em relação ao ano anterior, o rendimento médio e a área a ser colhida estão apresentando aumentos de 13,9% e 11,9%, respectivamente.

Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 990,2 mil toneladas, aumento de 22,4% em relação ao volume colhido em 2024; e Paraná, com 231,6 mil toneladas, declínio de 5,5% em relação a julho e crescimento de 39,1% em relação a 2024. O rendimento médio apresenta crescimento de 33,8%, em relação ao obtido no ano anterior, devendo alcançar 2 342 kg/ha.

Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 557,4 mil toneladas, aumentos de 1,5% em relação ao mês anterior e de 33,9% em relação ao volume produzido em 2024. A área plantada apresenta crescimento de 15,4%, enquanto o rendimento, aumento de 16,1% no comparativo anual. Os maiores produtores da cevada são o Paraná, com 439,8 mil toneladas, crescimentos de 1,9% em relação a julho e de 53,1% em relação a 2024, devendo participar com 78,9% na safra brasileira em 2025; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 95,0 mil toneladas, declínio de 12,9% em relação ao volume produzido em 2024. A produção gaúcha deve representar 17,1% do total da cevada produzida em 2025.

FEIJÃO (em grão)

A estimativa para a produção de feijão, considerando-se essas três safras, deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, declínios de 0,9% em relação a julho e de 0,5% em relação ao volume produzido em 2024. Em relação às Regiões Geográficas, houve queda no mês da estimativa da produção de feijão no Nordeste (-4,9%), no Centro-Oeste (-0,6%) e no Norte (-0,2%), e estabilidade no Sudeste (-0,0%) e no Sul (-0,0%). Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2025, não havendo necessidade da importação do produto. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, prevendo uma produção de 861,6 mil toneladas ou 27,9% de participação, seguido por Minas Gerais com 476,6 mil toneladas ou 15,4% de participação e Goiás com 359,8 mil toneladas ou 11,7 % de participação. O feijão representa 0,9% de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, ocupando 3,3% do total de área cultivada, aproximadamente 2,7 milhões de hectares.

A estimativa para a 1ª safra de feijão foi de 1,0 milhão de toneladas, representando 33,8% de participação nacional dentre as três safras, sendo 2,2% menor frente ao levantamento de julho. Neste comparativo, foram verificados declínios de 1,6% na área colhida e de 0,6% no rendimento médio. Os principais declínios em agosto, com relação ao mês anterior, foram observados nas estimativas de produção no Ceará (-15,3% ou -14 364 t), no Rio Grande do Norte (-9,6% ou -731 t), em Pernambuco (-19,3% ou -2 632 t) e em Goiás (-8,0% ou -8 190 t). Os crescimentos da produção em relação ao mês anterior foram verificados no Pará (5,6% ou 293 t) e no Paraná (0,5% ou 1 800 t).

A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, correspondendo a 40,4% de participação entre as três safras. No comparativo com o mês de julho, houve declínio de 0,5% na estimativa de produção, justificada pelo decrescimento de 0,8% no rendimento médio, havendo crescimento de 0,3% na área a ser colhida. Em relação ao volume colhido no ano anterior, a estimativa encontra-se 10,8% menor em 2025, havendo declínios de 9,3% na estimativa da área a ser colhida e de 1,6% no rendimento médio.

Na Região Sul, o Paraná é o maior produtor brasileiro de feijão dessa safra, com estimativa de 521,7 mil toneladas e participação de 41,9% no total nacional. Em relação ao mês anterior, a estimativa da produção apresenta um declínio de 0,4%, em decorrência da redução de 2,5% na produtividade, enquanto a área a ser colhida cresceu 2,1%. Em relação ao volume colhido em 2024, a produção paranaense deve declinar 21,6%, reflexo da queda de 22,2% na área a ser colhida, já que o rendimento médio apresenta crescimento de 0,8%.

Em relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de agosto foi de 797,0 mil toneladas, aumento de 0,4% em relação a julho, contudo, declínio de 1,6% em relação a 2024. A estimativa da produção de Goiás foi de 254,2 mil toneladas, crescimento de 1,4% em relação ao mês anterior e 12,3% em relação ao volume produzido nessa safra em 2024. As demais Unidades da Federação mantiveram suas estimativas anteriores. Salienta-se que Goiás e Minas Gerais são as Unidades da Federação que mais contribuem com essa safra de feijão, correspondendo a 31,9% de participação e 18,8% (149,5 mil toneladas), respectivamente.

MILHO (em grão)

A estimativa da produção do milho foi de 138,0 milhões de toneladas, um recorde da série histórica do IBGE, com crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 20,3% em relação ao volume produzido em 2024. A área a ser colhida apresenta aumento de 0,1% e o rendimento médio teve crescimento de 0,3% no comparativo mensal, devendo alcançar 6 239 kg/ha. Em 2024, a produção do cereal foi afetada por problemas climáticos em diversas Unidades da Federação produtoras, recuperando-se em 2025, em decorrência do clima mais chuvoso, que beneficiou as lavouras.

milho 1ª safra apresentou uma estimativa de produção de 26,0 milhões de toneladas, declínio de 0,4% em relação a julho e crescimento de 13,7% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024. A área colhida, na safra corrente, caiu 5,4%, para 4,6 milhões de hectares, enquanto o rendimento cresceu 20,2%, para 5 888 kg/ha, em decorrência do clima, que beneficiou as lavouras na maioria das Unidades da Federação produtoras. Houve crescimento na estimativa em todas as Regiões do País: Norte (23,8%), Nordeste (11,4%), Sudeste (2,8%), Sul (21,6%) e Centro-Oeste (9,5%). Os destaques negativos em agosto foram os declínios das estimativas do Tocantins (-1,6%), do Ceará (-9,5%), do Rio Grande do Norte (-34,3%), de Pernambuco (-9,1%), do Rio de Janeiro (-1,5%) e de Goiás (-4,5%). Houve aumentos nas estimativas de produção no Paraná (0,2%) e no Pará (1,6%).

A produção do milho 2ª safra apresentou crescimentos de 0,5% em relação ao mês anterior e de 22,0% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024, atingindo 112,0 milhões de toneladas, uma estimativa recorde da série histórica do IBGE. Em relação a julho, houve aumentos de 0,2% na área a ser colhida e de 0,3% no rendimento médio. Quanto ao ano anterior, houve crescimentos de 6,2% na área a ser colhida e de 14,9% no rendimento médio. O clima beneficiou as lavouras da 2ª safra, havendo maior disponibilidade de chuvas, notadamente na Região Centro-Oeste. A produção do milho 2ª safra em 2025 é recorde da série histórica do IBGE.

SOJA (em grão)

A produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2025, totalizando 165,9 milhões de toneladas, um aumento de 14,5% em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Neste levantamento, ocorreram poucas reavaliações em relação ao mês anterior, com acréscimo de 0,2% na produção, o que representou 356,0 mil toneladas.

Estima-se que a produção nacional tenha um incremento de 10,5% no rendimento médio anual, alcançando 3 480 kg/ha (58 sacas/ha), contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 47,7 milhões de hectares, o que representa um aumento de 2,9% no ano (1,3 milhão de hectares), seguindo em ritmo de plena expansão, mesmo com os preços da commodity, que estiveram em queda em 2023 e 2024, mantendo-se em patamares abaixo do desejado pelos produtores.

SORGO (em grão)

A estimativa de agosto para a produção de sorgo foi de 5,0 milhões de toneladas, aumentos de 0,9% com relação a julho e de 24,7% no comparativo anual. O rendimento médio foi de 3 359 kg/ha, aumentos de 0,6% sobre o mês imediatamente anterior e de 12,1% sobre o obtido na safra 2024. O maior rendimento médio foi o principal responsável pelo desempenho positivo no período, embora a expansão de áreas também tenha ocorrido. A área colhida do produto aumentou nos dois comparativos: 0,3% no mensal e 11,2% no anual. A área ocupada pelo sorgo corresponde a 1,5 milhão de hectares, 1,8% do total ocupado pela produção de cereais, leguminosas e oleaginosas ou 1,5% em termos de participação na quantidade produzida nesse grupo.

Fonte: IBGE



 

FONTE

Autor:IBGE

Site: IBGE

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Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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