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18 de julho de 2026

Sustentabilidade

Em agosto, IBGE prevê safra de 341,2 milhões de toneladas para 2025 – MAIS SOJA

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Em agosto, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 341,2 milhões de toneladas, 16,6% maior do que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com aumento de 48,5 milhões de toneladas, e 0,2% acima da informada em julho, com acréscimo de 773,6 mil toneladas.

A área a ser colhida é de 81,3 milhões de hectares, crescimento de 2,8% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,2 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (82,7 mil hectares) em relação a julho.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,6% da estimativa da produção e respondem por 88,0% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,1% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 11,2% na do arroz em casca; de 3,5% na da soja; de 3,6% na do milho (declínio de 5,4% no milho 1ª safra e crescimento de 6,2% no milho 2ª safra); e de 11,2% na do sorgo; ocorrendo declínios de 6,6% na do feijão e de 18,5% na do trigo.

Em relação à produção, houve acréscimos de 6,6% para o algodão herbáceo (em caroço); de 17,2% para o arroz em casca; de 14,5% para a soja; de 20,3% para o milho (crescimento de 13,7% para o milho 1ª safra e de 22,0% para o milho 2ª safra); de 24,7% para o sorgo; e de 2,6% para o trigo, e para o feijão ocorreu decréscimo de 0,5%.

A estimativa de agosto para a soja foi de 165,9 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 138,0 milhões de toneladas (26,0 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 112,0 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,4 milhões de toneladas; a do trigo em 7,7 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,5 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,0 milhões de toneladas.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (21,3%), Sul (9,4%), Sudeste (16,6%), Nordeste (8,6%) e Norte (21,0%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Região Norte (3,1%) e a Sul (0,4%). A Centro-Oeste (0,0%) apresentou estabilidade, e a Região Nordeste (-0,4%) e a Sudeste (-0,2%) apresentaram retração.

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,4%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,5%), Mato Grosso do Sul (7,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,6% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,4%), Sul (25,1%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,5%).

Destaques da estimativa de agosto de 2025 em relação ao mês anterior

Em relação a julho, houve aumentos nas estimativas da produção da cevada (1,5% ou 8 100 t), do sorgo (0,9% ou 42 408 t), do milho 2ª safra (0,5% ou 544 173 t), do feijão 3ª safra (0,4% ou 3 552 t), do trigo (0,4% ou 27 696 t), da soja (0,2% ou 355 989 t), da aveia (0,1% ou 1 370 t), bem como declínios do feijão 1ª safra (-2,2% ou -23 835 t), do feijão 2ª safra (-0,5% ou -6 711 t) e do milho 1ª safra (-0,4% ou -101 219 t).

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 175,4 milhões de toneladas (51,4%); Sul, 85,7 milhões de toneladas (25,1%); Sudeste, 30,1 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 28,0 milhões de toneladas (8,2%) e Norte, 22,0 milhões de toneladas (6,5%).

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram no Pará (351 544 t), no Paraná (317 500 t), no Tocantins (186 964 t), em Rondônia (126 337 t) e no Amazonas (16 t). As variações negativas ocorreram em Minas Gerais (-62 524 t), no Ceará (-61 953 t), em Goiás (-33 633 t), no Maranhão (-21 938 t), em Pernambuco (-11 677 t), em Alagoas (-9 021 t), no Rio Grande do Norte (-7 761 t), no Rio de Janeiro (-205 t) e no Acre (-53 t).

CAFÉ (em grão)

A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,4 milhões de toneladas, ou 56,8 milhões de sacas de 60 kg, decréscimo de 1,4% em relação ao mês anterior, em decorrência do declínio do rendimento médio nesse mesmo percentual. Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,2 milhões de toneladas ou 37,0 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 1,6% em relação ao mês anterior, tendo o rendimento médio reduzido em 1,7% e a área a ser colhida crescido 0,1%. Para a safra de 2025, aguarda-se uma bienalidade negativa, ou seja, um declínio natural da produção em função das características fisiológicas da espécie, que nos anos pares tende a produzir mais, sacrificando a produção do ano seguinte, em decorrência de um maior exaurimento das plantas. A safra cafeeira de 2025 também está refletindo os problemas climáticos nas principais Unidades da Federação produtoras, notadamente a falta de chuvas e o excesso de calor, durante o segundo semestre de 2024, sendo esse o motivo pelo qual partiu-se de um potencial de produção relativamente mais baixo.

O declínio da estimativa da produção em agosto se deve a Minas Gerais, maior produtor brasileiro do café arábica com participação de 69,4% do total nacional, que reavaliou sua estimativa de produção com declínio de 2,4% em relação ao mês anterior, notadamente pela queda do rendimento médio em 2,5%. Os produtores têm relatado que nas colheitas mais recentes, está havendo a necessidade de uma maior quantidade de grãos para encher uma saca de 60 kg de café, resultado de um preenchimento de grãos menos eficiente. A produção mineira deve alcançar 1,5 milhão de toneladas ou 25,7 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 7,5% em relação ao volume colhido em 2024.

Para o café canephoraa estimativa da produção foi de 1,2 milhão de toneladas ou 19,8 milhões de sacas de 60 kg, decréscimos de 1,1% em relação ao mês anterior, contudo, crescimento de 15,8% em relação ao volume produzido em 2024, com aumentos de 4,0% na área a ser colhida e de 11,4% no rendimento médio nesse último comparativo. A produção estimada para o café canephora, em 2025, é recorde da série histórica do IBGE.

Como os preços do conilon encontravam-se apresentando boa rentabilidade, os produtores investiram mais em tratos culturais e adubação, o que resultou na melhoria da produtividade. Há de se ressaltar também que os volumes de chuvas nos principais municípios produtores foram satisfatórios de um modo geral, apesar da demora delas em alguns casos.

Em agosto, Rondônia assinalou um declínio de 8,9% em sua estimativa de produção em relação a julho, em decorrência dos decréscimos de 5,3% na área a ser colhida e de 3,7% no rendimento médio. A produção deve alcançar 160,9 mil toneladas ou 2,7 milhões de sacas de 60 kg, declínio de 5,5% em relação ao volume colhido em 2024, com a área a ser colhida aumentando 3,0% e o rendimento médio caindo 8,3% nesse comparativo. O Espírito Santo manteve sua estimativa em relação ao mês anterior, devendo produzir 809,0 mil toneladas ou 13,5 milhões de sacas de 60 kg, crescimento de 20,8% em relação ao volume produzido no ano anterior, com aumentos de 4,5% na área a ser colhida e de 15,7% no rendimento médio. O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro do café canephora (conilon), devendo contribuir com 68,2% do total a ser colhido em 2025. A estimativa da produção da Bahia deve alcançar 171,0 mil toneladas ou 2,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 18,0% em relação ao ano anterior, tendo o rendimento médio crescido 15,7% e a área a ser colhida aumentado em 2,0%.

CEREAIS DE INVERNO (em grão)

Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,7 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação ao mês anterior e crescimento de 2,6% em relação a 2024. O rendimento médio, no comparativo mensal, apresenta aumento de 0,8%, enquanto a área a ser colhida apresenta retração de 0,4%. No comparativo com o ano anterior, a área plantada e a área a ser colhida declinam em 18,6% e 18,5%, respectivamente e, o rendimento aumenta em 26,0%.

A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, crescimentos de 0,1% em relação ao mês anterior e de 27,4% em relação ao volume colhido em 2024. O rendimento médio, de 2 348 kg/ha, declinou 0,7% em relação ao mês anterior, enquanto a área colhida cresceu 0,9% nesse comparativo. Em relação ao ano anterior, o rendimento médio e a área a ser colhida estão apresentando aumentos de 13,9% e 11,9%, respectivamente.

Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 990,2 mil toneladas, aumento de 22,4% em relação ao volume colhido em 2024; e Paraná, com 231,6 mil toneladas, declínio de 5,5% em relação a julho e crescimento de 39,1% em relação a 2024. O rendimento médio apresenta crescimento de 33,8%, em relação ao obtido no ano anterior, devendo alcançar 2 342 kg/ha.

Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 557,4 mil toneladas, aumentos de 1,5% em relação ao mês anterior e de 33,9% em relação ao volume produzido em 2024. A área plantada apresenta crescimento de 15,4%, enquanto o rendimento, aumento de 16,1% no comparativo anual. Os maiores produtores da cevada são o Paraná, com 439,8 mil toneladas, crescimentos de 1,9% em relação a julho e de 53,1% em relação a 2024, devendo participar com 78,9% na safra brasileira em 2025; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 95,0 mil toneladas, declínio de 12,9% em relação ao volume produzido em 2024. A produção gaúcha deve representar 17,1% do total da cevada produzida em 2025.

FEIJÃO (em grão)

A estimativa para a produção de feijão, considerando-se essas três safras, deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, declínios de 0,9% em relação a julho e de 0,5% em relação ao volume produzido em 2024. Em relação às Regiões Geográficas, houve queda no mês da estimativa da produção de feijão no Nordeste (-4,9%), no Centro-Oeste (-0,6%) e no Norte (-0,2%), e estabilidade no Sudeste (-0,0%) e no Sul (-0,0%). Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2025, não havendo necessidade da importação do produto. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, prevendo uma produção de 861,6 mil toneladas ou 27,9% de participação, seguido por Minas Gerais com 476,6 mil toneladas ou 15,4% de participação e Goiás com 359,8 mil toneladas ou 11,7 % de participação. O feijão representa 0,9% de toda a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, ocupando 3,3% do total de área cultivada, aproximadamente 2,7 milhões de hectares.

A estimativa para a 1ª safra de feijão foi de 1,0 milhão de toneladas, representando 33,8% de participação nacional dentre as três safras, sendo 2,2% menor frente ao levantamento de julho. Neste comparativo, foram verificados declínios de 1,6% na área colhida e de 0,6% no rendimento médio. Os principais declínios em agosto, com relação ao mês anterior, foram observados nas estimativas de produção no Ceará (-15,3% ou -14 364 t), no Rio Grande do Norte (-9,6% ou -731 t), em Pernambuco (-19,3% ou -2 632 t) e em Goiás (-8,0% ou -8 190 t). Os crescimentos da produção em relação ao mês anterior foram verificados no Pará (5,6% ou 293 t) e no Paraná (0,5% ou 1 800 t).

A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,2 milhão de toneladas, correspondendo a 40,4% de participação entre as três safras. No comparativo com o mês de julho, houve declínio de 0,5% na estimativa de produção, justificada pelo decrescimento de 0,8% no rendimento médio, havendo crescimento de 0,3% na área a ser colhida. Em relação ao volume colhido no ano anterior, a estimativa encontra-se 10,8% menor em 2025, havendo declínios de 9,3% na estimativa da área a ser colhida e de 1,6% no rendimento médio.

Na Região Sul, o Paraná é o maior produtor brasileiro de feijão dessa safra, com estimativa de 521,7 mil toneladas e participação de 41,9% no total nacional. Em relação ao mês anterior, a estimativa da produção apresenta um declínio de 0,4%, em decorrência da redução de 2,5% na produtividade, enquanto a área a ser colhida cresceu 2,1%. Em relação ao volume colhido em 2024, a produção paranaense deve declinar 21,6%, reflexo da queda de 22,2% na área a ser colhida, já que o rendimento médio apresenta crescimento de 0,8%.

Em relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de agosto foi de 797,0 mil toneladas, aumento de 0,4% em relação a julho, contudo, declínio de 1,6% em relação a 2024. A estimativa da produção de Goiás foi de 254,2 mil toneladas, crescimento de 1,4% em relação ao mês anterior e 12,3% em relação ao volume produzido nessa safra em 2024. As demais Unidades da Federação mantiveram suas estimativas anteriores. Salienta-se que Goiás e Minas Gerais são as Unidades da Federação que mais contribuem com essa safra de feijão, correspondendo a 31,9% de participação e 18,8% (149,5 mil toneladas), respectivamente.

MILHO (em grão)

A estimativa da produção do milho foi de 138,0 milhões de toneladas, um recorde da série histórica do IBGE, com crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 20,3% em relação ao volume produzido em 2024. A área a ser colhida apresenta aumento de 0,1% e o rendimento médio teve crescimento de 0,3% no comparativo mensal, devendo alcançar 6 239 kg/ha. Em 2024, a produção do cereal foi afetada por problemas climáticos em diversas Unidades da Federação produtoras, recuperando-se em 2025, em decorrência do clima mais chuvoso, que beneficiou as lavouras.

milho 1ª safra apresentou uma estimativa de produção de 26,0 milhões de toneladas, declínio de 0,4% em relação a julho e crescimento de 13,7% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024. A área colhida, na safra corrente, caiu 5,4%, para 4,6 milhões de hectares, enquanto o rendimento cresceu 20,2%, para 5 888 kg/ha, em decorrência do clima, que beneficiou as lavouras na maioria das Unidades da Federação produtoras. Houve crescimento na estimativa em todas as Regiões do País: Norte (23,8%), Nordeste (11,4%), Sudeste (2,8%), Sul (21,6%) e Centro-Oeste (9,5%). Os destaques negativos em agosto foram os declínios das estimativas do Tocantins (-1,6%), do Ceará (-9,5%), do Rio Grande do Norte (-34,3%), de Pernambuco (-9,1%), do Rio de Janeiro (-1,5%) e de Goiás (-4,5%). Houve aumentos nas estimativas de produção no Paraná (0,2%) e no Pará (1,6%).

A produção do milho 2ª safra apresentou crescimentos de 0,5% em relação ao mês anterior e de 22,0% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024, atingindo 112,0 milhões de toneladas, uma estimativa recorde da série histórica do IBGE. Em relação a julho, houve aumentos de 0,2% na área a ser colhida e de 0,3% no rendimento médio. Quanto ao ano anterior, houve crescimentos de 6,2% na área a ser colhida e de 14,9% no rendimento médio. O clima beneficiou as lavouras da 2ª safra, havendo maior disponibilidade de chuvas, notadamente na Região Centro-Oeste. A produção do milho 2ª safra em 2025 é recorde da série histórica do IBGE.

SOJA (em grão)

A produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2025, totalizando 165,9 milhões de toneladas, um aumento de 14,5% em comparação à quantidade obtida no ano anterior. Neste levantamento, ocorreram poucas reavaliações em relação ao mês anterior, com acréscimo de 0,2% na produção, o que representou 356,0 mil toneladas.

Estima-se que a produção nacional tenha um incremento de 10,5% no rendimento médio anual, alcançando 3 480 kg/ha (58 sacas/ha), contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País em 2025. Por sua vez, a área total cultivada deve alcançar 47,7 milhões de hectares, o que representa um aumento de 2,9% no ano (1,3 milhão de hectares), seguindo em ritmo de plena expansão, mesmo com os preços da commodity, que estiveram em queda em 2023 e 2024, mantendo-se em patamares abaixo do desejado pelos produtores.

SORGO (em grão)

A estimativa de agosto para a produção de sorgo foi de 5,0 milhões de toneladas, aumentos de 0,9% com relação a julho e de 24,7% no comparativo anual. O rendimento médio foi de 3 359 kg/ha, aumentos de 0,6% sobre o mês imediatamente anterior e de 12,1% sobre o obtido na safra 2024. O maior rendimento médio foi o principal responsável pelo desempenho positivo no período, embora a expansão de áreas também tenha ocorrido. A área colhida do produto aumentou nos dois comparativos: 0,3% no mensal e 11,2% no anual. A área ocupada pelo sorgo corresponde a 1,5 milhão de hectares, 1,8% do total ocupado pela produção de cereais, leguminosas e oleaginosas ou 1,5% em termos de participação na quantidade produzida nesse grupo.

Fonte: IBGE



 

FONTE

Autor:IBGE

Site: IBGE

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Por que o vazio sanitário de 2026 é o momento mais importante para blindar a produtividade da soja? – MAIS SOJA

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O vazio sanitário da soja não é apenas uma pausa obrigatória para a defesa fitossanitária de nossas lavouras; ele representa o momento mais estratégico do ano para o produtor rural. Agora, enquanto vivenciamos o vazio sanitário de 2026, as decisões tomadas nos escritórios e nas sedes das fazendas ditarão o ritmo e o sucesso da próxima janela de plantio. E, nesse planejamento, um fator se consolida como o grande divisor de águas entre a média e a alta produtividade: a tecnologia embarcada na semente.

A semente há muito deixou de ser apenas um grão que vai germinar na terra. Hoje, ela é o primeiro e mais importante grande investimento do produtor. Ela carrega o potencial máximo da lavoura. No entanto, para que todo esse potencial genético se expresse, especialmente diante de um clima cada vez mais instável e com distribuições de chuvas irregulares, a semente precisa de proteção. É aqui que o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) deixa de ser um luxo para se tornar uma necessidade fundamental.

Ao planejar a safra de soja de 2026/2027, o produtor precisa colocar na balança os chamados “custos invisíveis” do tratamento on-farm (feito na fazenda). O hábito de tratar sementes na propriedade, muitas vezes visto como uma forma de economia, esconde gargalos operacionais gigantescos. Quando o agricultor opta pelo tratamento manual, ele consome horas-máquina, desloca mão de obra (que está cada vez mais escassa e cara) e assume o risco da manipulação direta de defensivos agrícolas altamente tóxicos. O TSI elimina, de imediato, o risco de intoxicação da equipe e a complexa logística de tríplice lavagem e devolução de dezenas de embalagens vazias.

Além da segurança e agilidade, afinal, a semente chega pronta para o abastecimento direto na plantadeira, a palavra de ordem do TSI é precisão. Os equipamentos industriais modernos possuem o nível de precisão de uma máquina de hemodiálise, garantindo a dose exata de ingrediente ativo por unidade de semente. Isso evita tanto a subdosagem (que deixa a planta desprotegida) quanto a superdosagem (que pode causar fitotoxidez e prejudicar o funcionamento de plantadeiras de alta tecnologia pelo excesso de pó e grafite).

Outro ponto crítico no planejamento atual é a revolução dos insumos biológicos. O uso de microrganismos vivos para proteção e estímulo das plantas cresce exponencialmente. Contudo, misturar biológicos e químicos em uma betoneira ou equipamento simples na fazenda é um convite à “incompatibilidade de calda”, onde um produto acaba anulando a eficácia do outro. Na indústria, cada molécula e microrganismo passa por testes rigorosos de laboratório para garantir a compatibilidade e a sobrevivência dos agentes biológicos até o momento em que a semente tocar o solo.

No fim das contas, a legislação exige apenas 80% de germinação, mas o que realmente define o arranque inicial perfeito é o vigor, a verdadeira força da semente para superar o estresse climático e nascer de forma uniforme. Um bom TSI atua como um escudo protetor desse vigor.

Sabemos que o mercado da agricultura passa por oscilações e que o instinto em épocas de margens apertadas e preços voláteis das commodities é cortar custos. No entanto, o investimento na qualidade da semente e em sua proteção inicial é o que sustentará a rentabilidade lá na frente. Abrir mão da semente tratada industrialmente é comprometer o teto produtivo antes mesmo do trator ir a campo.

O agricultor brasileiro é, por natureza, um otimista confiante. Ele investe seu capital debaixo da terra, a céu aberto, torcendo pela chuva no momento certo. Mas o clima nós não controlamos. O que podemos e, devemos, é controlar o manejo. Que neste vazio sanitário de 2026 o planejamento seja feito com foco na eficiência. Fazer a nossa parte, com a melhor tecnologia, agilidade operacional e sementes de alto vigor tratadas industrialmente, é o caminho mais seguro para uma colheita farta e rentável.

Sobre o autor: Guilherme Lopes é agrônomo formado pela Universidade de Rio Verde (Goiás) e gerente sênior de Produção de Sementes de Soja e Portifólio na Sementes Goiás.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Safra dos EUA e avanço do El Niño elevam incertezas para o mercado global de soja no terceiro trimestre – MAIS SOJA

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O mercado global de soja inicia o terceiro trimestre de 2026 com um balanço de oferta e demanda relativamente confortável, mas cercado por fatores que podem ampliar a volatilidade dos preços nos próximos meses. O desenvolvimento da safra norte-americana, a consolidação do fenômeno El Niño, a evolução da demanda por matérias-primas para biocombustíveis e as relações comerciais entre China e Estados Unidos devem concentrar as atenções dos agentes do mercado até o fim de setembro.

A avaliação faz parte da 36ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, que analisa os principais fatores com potencial para impactar os mercados globais de commodities ao longo do terceiro trimestre. O relatório pode ser baixado gratuitamente aqui.

Safra dos Estados Unidos ganha protagonismo no mercado

Após um segundo trimestre marcado pela pressão exercida pela safra recorde brasileira e pelas perspectivas favoráveis para a produção norte-americana, o foco do mercado agora se volta para a definição do potencial produtivo da safra 2026/27 dos Estados Unidos, que entra em seu período mais sensível de desenvolvimento.

“O terceiro trimestre será decisivo para o mercado de soja porque coincide com a fase crítica da safra norte-americana. Embora o balanço global ainda seja confortável, a definição da produtividade nos Estados Unidos continuará sendo o principal fator de formação de preços”, afirma Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Plantio, área cultivada e competitividade da soja

Nos Estados Unidos, o plantio da nova safra foi concluído em ritmo superior à média histórica, acompanhado de uma expansão da área cultivada com soja. Segundo a StoneX, esse crescimento foi favorecido pela maior competitividade relativa da oleaginosa frente ao milho, em um contexto de custos elevados para fertilizantes nitrogenados e após uma safra recorde do cereal no ciclo anterior.

Além da área plantada, o mercado acompanha de perto os impactos do El Niño sobre as lavouras norte-americanas. O fenômeno foi oficialmente confirmado pelo NOAA em junho e apresenta potencial de intensificação ao longo dos próximos meses. De acordo com projeções internacionais, existe elevada probabilidade de que o evento alcance intensidade forte até o final do ano.

“Historicamente, o El Niño tende a reduzir os riscos de secas prolongadas durante o verão dos Estados Unidos, favorecendo as lavouras. Porém, a intensidade prevista para este ciclo aumenta o grau de incerteza e exige acompanhamento constante das condições climáticas”, destaca Ana Luiza.

WASDE de agosto e as primeiras estimativas de produtividade

Nesse cenário, o relatório WASDE de agosto aparece como um dos principais eventos do trimestre, pois apresentará as primeiras estimativas oficiais de produtividade baseadas em pesquisas de campo junto aos produtores norte-americanos.

Enquanto o lado da oferta concentra atenções nos Estados Unidos, a demanda global continua apresentando sinais de crescimento. Um dos destaques segue sendo o avanço da indústria de biocombustíveis, especialmente no mercado norte-americano.

Segundo a StoneX, as margens de esmagamento permanecem em patamares historicamente atrativos, impulsionadas pelo aumento dos mandatos de biocombustíveis para 2026 e 2027 e pela valorização dos créditos relacionados ao setor. Além disso, o aumento dos preços internacionais da energia ao longo dos últimos meses reforçou a competitividade dos combustíveis renováveis.

“O esmagamento continua sendo o principal vetor de crescimento da demanda por soja nos Estados Unidos. A expansão da indústria de biocombustíveis tem ampliado a importância do óleo de soja no balanço global e deve continuar sustentando o consumo da oleaginosa”, explica a especialista.

Relação comercial entre China e Estados Unidos no radar

Outro componente relevante para o mercado é a relação comercial entre China e Estados Unidos. Embora permaneça em vigor o compromisso de aquisição de soja norte-americana firmado entre os dois países, o mercado ainda questiona o grau de cumprimento efetivo dos volumes negociados.

Além dos acordos específicos para a soja, compromissos mais amplos relacionados à compra de produtos agrícolas norte-americanos seguem sendo monitorados pelos participantes do mercado. Caso as compras acordadas sejam efetivamente realizadas, o balanço de oferta e demanda dos Estados Unidos poderá se tornar mais ajustado do que o atualmente projetado.

Brasil mantém oferta robusta e liderança nas exportações

No Brasil, a safra 2025/26 foi encerrada com produção recorde de 182,1 milhões de toneladas, segundo estimativas da StoneX. O resultado foi impulsionado pela expansão da área cultivada e pelo bom desempenho produtivo na maior parte das regiões produtoras.

As exportações brasileiras também seguem em ritmo elevado, beneficiadas pela competitividade do grão nacional. A StoneX projeta embarques de aproximadamente 113 milhões de toneladas em 2026, reforçando a posição do país como principal fornecedor global da commodity.

“A oferta abundante no Brasil permite a manutenção de um volume expressivo de exportações mesmo durante o período em que os Estados Unidos tradicionalmente assumem maior participação no mercado internacional. Isso ajuda a manter o abastecimento global confortável”, observa Ana Luiza.

O processamento doméstico também continua aquecido. O crescimento da produção de biodiesel e as margens favoráveis vêm estimulando o esmagamento no Brasil, tendência que deve permanecer ao longo do segundo semestre.

Argentina contribui para o cenário de oferta global

Na Argentina, a produção também superou as expectativas iniciais, contribuindo para reforçar o cenário de ampla disponibilidade global. O país segue concentrando grande parte da sua demanda no processamento industrial, mantendo sua relevância como importante exportador de farelo e óleo de soja.

Apesar desse quadro favorável pelo lado da oferta, a StoneX ressalta que o mercado entra no terceiro trimestre com um grau de incerteza superior ao observado anteriormente. A definição da safra norte-americana, o comportamento do clima nos próximos meses e as decisões relacionadas ao plantio da próxima safra sul-americana poderão alterar de forma significativa as perspectivas atuais.

“Embora não existam restrições relevantes no balanço global neste momento, o mercado continua sujeito a surpresas. O potencial produtivo da safra dos Estados Unidos, os efeitos do El Niño e as decisões que serão tomadas pelos produtores na América do Sul seguem como os principais pontos de atenção para os próximos meses”, conclui a especialista.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis. Mais informações, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Semeadura do trigo atinge 93% da área projetada no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A semeadura de trigo evoluiu para 93% da área prevista no Estado. Está praticamente finalizada a Noroeste, e mais atrasada a Sudeste e nas áreas de maior altitude, onde o zoneamento permite realizar a operação até o final de julho.

As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento, favorecidas pelo frio. A maior incidência de radiação solar foi importante para o desenvolvimento dos cultivos, melhorando o aspecto das plantas. A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, onde se encontram 28% da área de trigo no Estado, a semeadura atingiu 98% do projetado, e se aproxima do final. Entre os dias 08 (quarta-feira) e 10/07 (sexta-feira) à tarde, foi possível dar continuidade à semeadura, cuja intensidade vem se reduzindo à medida que os produtores finalizam a operação nas suas propriedades.

O desenvolvimento das plantas está adequado. Já a maior presença de sol deixou a coloração verde das plantas mais intensa. A fase de perfilhamento está iniciando mais cedo, aumentando a possibilidade de formação de boas espigas nos afilhos. Nas lavouras em afilhamento, os produtores estão realizando a aplicação de herbicidas para o controle de ervas daninhas. As plantas apresentam excelente sanidade.

Na de Santa Rosa, onde estão 22% da área de trigo do Estado, o plantio evoluiu para 96%, e as lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, em condições e estabelecimento inicial satisfatórios. A maior parte das áreas se encontra na fase de perfilhamento. Devido ao avanço do ciclo e à maior luminosidade, tem sido realizada a adubação nitrogenada em cobertura. As áreas semeadas recentemente apresentam emergência uniforme e estande de plantas adequado. As geadas contribuíram para a sanidade das lavouras. Em relação ao manejo fitossanitário, os produtores aguardam a melhora das condições climáticas para iniciar as aplicações preventivas para doenças foliares.

A maior incidência de radiação solar, observada nos últimos dias, possibilitou o avanço no controle de plantas espontâneas, sendo aplicados herbicidas em diversas lavouras para eliminar nabo, aveia, azevém, flor-roxa e outras invasoras, que podem comprometer o desenvolvimento da cultura e o potencial produtivo das áreas.

Na de Frederico Westphalen, onde são cultivados 13% das áreas de trigo no Estado, a cultura está em fase de desenvolvimento vegetativo com bom estabelecimento. Entretanto, durante o período, o desenvolvimento foi parcialmente limitado pela reduzida disponibilidade de radiação solar, decorrente da elevada nebulosidade. Os produtores se concentram na aplicação de herbicidas para controle de plantas daninhas e de fungicidas, além da adubação nitrogenada em cobertura.

Na de Passo Fundo, os cultivos estão na fase inicial de crescimento e desenvolvimento vegetativo. Os produtores estão realizando adubação em cobertura com nitrogênio, embora o ritmo de crescimento da cultura nesta fase inicial esteja reduzido devido ao baixo nível de
insolação nas últimas semanas, as demais condições de clima estão favoráveis.

Na de Bagé, na Fronteira Oeste, em Santa Margarida do Sul e São Gabriel, as lavouras foram afetadas pelas geadas intensas e sucessivas, associadas a dias predominantemente nublados, que causaram estresse e limitação no desenvolvimento. Em São Borja, onde o clima é normalmente mais ameno, a situação da cultura está bastante satisfatória, destacando-se a boa sanidade das lavouras, que, até o momento, tem dispensado maiores custos para a aplicação de fungicidas. O plantio foi concluído nesse município, que continua com a maior área cultivada do cereal na região, apesar da redução drástica de aproximadamente 35% (de 28.000 para 18.000 hectares) na comparação com a safra passada. Em Manoel Viana, 90% dos 4.500 hectares previstos foram semeados. As lavouras estabelecidas apresentam bom potencial. Na Campanha, a semeadura avançou no período, especialmente a partir de 08 (quarta-feira) a 10/07 (sexta-feira), quando o sol predominou e as temperaturas foram mais elevadas. Alguns produtores aguardam para dar continuidade aos trabalhos após a passagem das fortes chuvas, previstas para o início da segunda quinzena de julho, de modo a evitar problemas com o excesso de umidade e a eventual ocorrência de processos erosivos, considerando o período do Zoneamento Agrícola, que segue até 31/07.

Na de Caxias do Sul, o tempo seco, durante parte do período, favoreceu o andamento da semeadura, que chegou a 25% do total esperado para a safra. As condições climáticas estão favoráveis para o bom estabelecimento inicial das lavouras.

Na de Erechim, segue o plantio, chegando a 85% da área. Os cultivos estão nas fases de germinação e de desenvolvimento vegetativo.

Na de Santa Maria, o plantio avançou para 92% da área. A realização dos manejos nas lavouras, especialmente as aplicações de herbicidas destinadas ao controle de plantas daninhas, foram dificultadas pelo tempo úmido. Além disso, o desenvolvimento vegetativo inicial segue prejudicado pelos elevados índices de umidade, associados à predominância de dias nublados e à baixa incidência de radiação solar.

Na de Soledade, a semeadura avançou pouco devido ao alto teor de umidade do solo, chegando a 95%. A operação está concluída no Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, e restam os municípios do Baixo Vale do Rio Pardo. Conforme o ZARC, na região, o período de semeadura finaliza em 20/07 para a maioria dos municípios, e em final de julho para os de maior altitude, como Soledade e Encruzilhada do Sul. A ocorrência de geadas favoreceu as lavouras nesta fase inicial de desenvolvimento, pois deixa as plantas mais robustas e com maior perfilhamento.

No entanto, o excesso de umidade do ambiente beneficia a incidência de doenças fúngicas, como manchas foliares. Os produtores realizam o controle de plantas invasoras em pós-emergência e adubação nitrogenada em cobertura nas primeiras áreas semeadas. Estão 10% das lavouras em germinação, e 90% em desenvolvimento vegetativo.

Na de Pelotas, a semeadura está em 77%, e os cultivos em desenvolvimento vegetativo, considerado normal para o período. A área plantada diminuiu nesta safra, e muitos produtores de trigo optaram pelo plantio de canola e carinata.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,59%, passando de R$ 69,59 para R$ 70,00 com pH padrão 78. Bolsa de Cereais de Cruz Alta teve preço de R$ 78,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS


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