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7 de maio de 2026

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Resultados das pesquisas do CTECNO Parecis da 2ª safra 24/25 destacam produtividade e manejo sustentável

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O Centro Tecnológico, localizado em Campo Novo do Parecis (CTECNO Parecis), da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja MT), apresentou bons resultados de produtividade de milho segunda safra na temporada 2024/25. Os resultados, obtidos em condições reais de campo, revelam o impacto decisivo da combinação entre clima favorável, manejo adequado e posicionamento estratégico de híbridos.

Durante a safra, os pesquisadores do CTECNO realizaram ensaios em áreas com solos de textura arenosa e média, avaliando o desempenho de 40 híbridos de milho. Em solos de textura média, com cerca de 29% de argila, aproximadamente 60% dos materiais testados superaram a marca de 200 sacas por hectare, um indicativo claro da aptidão do ambiente para o cultivo de milho e da eficiência das práticas adotadas.

Segundo a pesquisadora da Aprosoja MT, Daniela Facco, os números surpreenderam.

“Essa produtividade de milho em solo de textura média é surpreendente, porque são produtividades incomuns, principalmente em talhões comerciais. Para pesquisa, são valores um pouco mais palpáveis por conta do controle local que temos, com avaliação em parcelas menores, por exemplo. À medida que a safra avançava, observamos que ela era diferente, com condições climáticas mais favoráveis e expectativa de altas produtividades. Porém, as 200 sacas me surpreenderam, porque não são valores que vemos com frequência”, relata a pesquisadora.

A condição climática foi apontada como o principal fator para o desempenho excepcional. As temperaturas máximas não ultrapassaram os 32 °C e as chuvas foram bem distribuídas ao longo do ciclo, com destaque para uma precipitação decisiva no final de maio, durante o período de enchimento de grãos. Essa chuva garantiu um aumento de 30% no peso de mil grãos em relação a anos anteriores, contribuindo diretamente para o resultado final da lavoura.

“Em anos mais favoráveis, com chuvas regulares, o milho tende a desempenhar melhor e expressar seu potencial produtivo. Já em anos com prejuízos na condição climática, seja por volume ou má distribuição de chuvas, a tendência é que o milho não consiga expressar esse potencial. Consequentemente, temos melhor resposta ao manejo e ao investimento em adubação quando há regularidade nas chuvas”, detalha a pesquisadora.

Apesar do clima favorável, a pesquisadora destaca que o posicionamento correto dos híbridos foi igualmente determinante. Em um mesmo ambiente, variações de até 90 sacas por hectare foram observadas apenas pela escolha do material genético, isso mostra que não basta ter bom clima: é essencial tomar decisões técnicas bem embasadas, como selecionar o híbrido mais adequado para cada tipo de solo e ambiente.

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Nos ambientes mais frágeis, como os solos arenosos, que geralmente têm menor capacidade de retenção de água e nutrientes, especialmente em semeaduras mais tardias, como a realizada em 18 de fevereiro de 2025, houve maior variabilidade na produtividade. Ainda assim, a safra atual surpreendeu positivamente, com resultados superiores aos obtidos em anos anteriores, mesmo em áreas de baixa aptidão para o milho segunda safra.

Outro fator que contribuiu para o bom desempenho foi o cultivo prévio de Crotalaria ochroleuca, que aportou grande quantidade de massa seca e nitrogênio ao solo. Essa prática, aliada à semeadura em janelas mais preferenciais, no início de fevereiro, permitiu que o milho respondesse a doses maiores de nitrogênio, cerca de 130 kg/ha, acima da média de 120 kg/há observada em semeadura mais tardias.

“Nesta safra, comparada com a de 2022/23, tivemos condições climáticas muito parecidas. Porém, naquela safra, o nosso sistema de produção era um pouco diferente, com a braquiária como planta de cobertura. Na safra 2023/24, começamos a utilizar a Crotalaria ochroleuca. Assim, além das temperaturas mais amenas, a crotalária antecedendo o cultivo do milho foi uma fonte importante de nitrogênio com liberação gradativa. Observamos grande benefício na introdução de plantas leguminosas nesse sistema, especialmente onde entra o milho, que é altamente exigente em nitrogênio,” relata Daniela.

Segundo o vice-presidente oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, as pesquisas realizadas de maneira independente no centro de pesquisa ajudam o produtor a melhorar sua produtividade e, consequentemente, sua rentabilidade.

“O CTECNO Parecis testa os manejos mais modernos utilizados na agricultura atualmente e, quando o produtor os aplica em sua propriedade, tem o aval de uma pesquisa totalmente isenta, feita de produtor para produtor. Trazendo respostas e dando segurança ao produtor de que os manejos utilizados estão agregando valor à sua renda dentro da propriedade”, diz Gilson.

Os resultados obtidos no CTECNO Parecis reforçam o papel do centro de pesquisa em gerar informações técnicas para o campo. O desempenho alcançado mostra como o uso de práticas agronômicas bem planejadas, aliado ao acompanhamento científico, contribui para orientar os produtores na tomada de decisão, sempre considerando as condições climáticas de cada safra.

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Nova regra proíbe seguro rural para propriedades com desmatamento ilegal

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Foto: Divulgação

Entrou em vigor neste mês a resolução CNSP nº 485/2024, nova regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que passa a vincular a contratação do Seguro Rural à regularidade ambiental, social e trabalhista das propriedades rurais.

A norma estabelece critérios mais rígidos para análise de risco e impede que seguradoras ofereçam cobertura a atividades agropecuárias com irregularidades ambientais ou trabalhistas. Com isso, práticas ligadas à sustentabilidade passam a integrar oficialmente os requisitos para concessão do seguro no Brasil.

Segundo o gerente de sustentabilidade da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Pedro Werneck, ferramentas de rastreabilidade e monitoramento geoespacial devem auxiliar as seguradoras no cumprimento das novas exigências.

“Desenvolvemos uma ferramenta que consolida todas as informações demandadas pela resolução e cruza dados de diversas bases públicas para gerar alertas automáticos de restrição”, afirmou.

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O que muda com a nova resolução

A regulamentação proíbe contratos de seguro rural em propriedades que apresentem irregularidades como desmatamento ilegal, sobreposição com Terras Indígenas ou Unidades de Conservação e ausência de inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também ficam impedidas de contratar seguro propriedades incluídas na chamada “Lista Suja” do Ministério do Trabalho e Emprego, que reúne empregadores envolvidos em condições análogas à escravidão.

Além disso, a regra aproxima as exigências do seguro rural às condições já aplicadas pelo Banco Central na concessão de crédito rural, criando um padrão único de conformidade socioambiental para o agronegócio.

Setor vê mais segurança jurídica e redução de riscos

De acordo com a CNseg, a resolução traz mais segurança jurídica para seguradoras e amplia a transparência na análise de riscos do setor.

A entidade também avalia que a medida reduz riscos reputacionais e aproxima o mercado brasileiro das metas globais de sustentabilidade, especialmente diante das discussões ambientais ampliadas com a COP30.

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Para os produtores rurais, a regularidade ambiental e trabalhista passa a ser condição não apenas para acessar crédito, mas também para proteger a produção com cobertura securitária.

Na avaliação do setor, a medida fortalece a imagem do Brasil como produtor agropecuário alinhado às exigências internacionais de sustentabilidade e rastreabilidade.

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Empregos no agro mais que dobram em Mato Grosso, mas falta gente para trabalhar

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O agronegócio em Mato Grosso mais que dobrou o número de empregos nas últimas duas décadas, impulsionado pela expansão da produção e pelo avanço tecnológico no campo. Apesar do crescimento, a falta de mão de obra qualificada tem se tornado um dos principais entraves para o setor.

Em regiões como Juína, produtores enfrentam dificuldades para preencher vagas e manter o ritmo das operações, mesmo com a oferta de trabalho e salários considerados atrativos. A realidade tem exigido adaptação dentro das propriedades e investimento na formação dos próprios trabalhadores.

“A agricultura chegou em Juína, só que a mão de obra não está direcionada para a agricultura. A mão de obra, eu acho que é um ponto muito complicado hoje dentro de Juína. Nós temos falta de mão de obra qualificada, precisamos qualificar mais o nosso profissional”, relata o produtor rural Alcides Szulczewski Filho ao Patrulheiro Agro.

O produtor cultiva cerca de 1,6 mil hectares de soja no município, além de milho, e também mantém pecuária integrada e comercializa madeira dentro do plano de manejo legal. Diante da dificuldade de contratação, a alternativa tem sido redistribuir funções entre os próprios funcionários. “Se você pegar hoje, descarregando aqui eu tenho um vaqueiro na bazuca, eu tenho um operador na outra bazuca, o meu medidor de umidade é o meu cortador lá do mato”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Adaptação e qualificação no campo

A reorganização da mão de obra dentro das fazendas tem se tornado comum. Trabalhadores que antes atuavam em uma função passam a assumir novas atividades, acompanhando as mudanças do agro.

“Então nós estamos pegando e readaptando a nossa mão de obra, fazendo com que ela fique cada vez mais qualificada. É gratificante para nós, que investimos na qualificação, e é gratificante para eles porque agregam também mais valor no seu orçamento e mais conhecimento”, afirma Alcides.

O movimento também representa oportunidade para quem já está no campo. Com cerca de 15 anos de experiência como vaqueiro, Júnior César Magalhães Roberto agora aprende a operar máquinas agrícolas. “Mais uma profissão que eu estou herdando agora, aprendendo, e eu estou achando bom demais. Trabalhar na cabine é bem melhor”.

Ele destaca que a demanda por trabalhadores segue alta. “Hoje a procura no mercado está boa. Faltando gente na lavoura. Faz uns 15 anos que eu tenho de profissão e o trator é um experimento novo, sombra, ar, maquinão bom, mais um aprendizado que a gente tem”, diz ao Canal Rural Mato Grosso.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Crescimento acelerado e falta de profissionais

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o número de trabalhadores no agronegócio saltou de pouco mais de 170 mil para quase 450 mil em cerca de duas décadas. O destaque foi 2022, quando os empregos cresceram mais de 13%.

O avanço reflete não apenas o aumento da produção, mas também um setor mais dinâmico e tecnológico, que amplia a necessidade de profissionais qualificados em diferentes áreas.

“Mato Grosso cresce a ritmo Chinês e esse crescimento gera oportunidade de emprego. A gente aqui tem uma deficiência de mão de obra muito grande, aqui falta tudo”, afirma o vice-presidente sul da Aprosoja-MT, Fernando Ferri.

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Segundo Ferri, a escassez tem gerado disputa por trabalhadores entre propriedades. “Quem tem vontade, é um lugar que tem oportunidade, porque tem demanda, paga bem. Os salários hoje nas fazendas é um nível de salário bom, mais do que a indústria”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Oportunidade e mudança de vida

A busca por melhores condições tem levado trabalhadores de outras regiões a migrar para Mato Grosso. É o caso de Francisco Everson Vieira Barbosa Silva, que deixou Brasília para atuar no setor.

“Eu era motoboy em Brasília, e o pessoal fala que aqui é a ‘Suíça Brasileira’ e eu vi essa oportunidade, vim e agarrei e estou agarrado com unhas e dentes”, conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Hoje como operador de silo, ele afirma que a renda aumentou significativamente. “É boa, quatro vezes mais do que eu ganhava lá em Brasília. Aqui a minha vida mudou, a qualidade de vida com a minha família mudou”. Além da remuneração, ele destaca o impacto na rotina familiar. “Eu pude oferecer para os meus filhos princípios e valores que na cidade grande eu não conseguia. Busquei me aperfeiçoar e é daqui que eu trago o sustento da minha família”.

O crescimento do setor também exige dedicação intensa, conforme reforça Fernando Ferri. “A pessoa que quer vir pra cá tem que estar disposta a trabalhar o ano todo. Você depende do clima e esse clima o dia que está bom pra plantar e o dia que está bom para colher você tem que trabalhar”.

Mesmo com os desafios, o cenário segue positivo para quem busca espaço no mercado de trabalho. “Ela tem que querer trabalhar para crescer, e oportunidade tem para todo mundo”, conclui.

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Primeiro ano do eucalipto é chave para alta produtividade, diz especialista

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O primeiro ano do eucalipto tem peso decisivo no resultado da produção e pode determinar o desempenho da floresta até a colheita. Em um cenário de expansão da cultura em Mato Grosso, o manejo correto logo no início tem sido apontado como fator central para garantir produtividade e retorno econômico.

A demanda crescente por biomassa, impulsionada por indústrias de etanol de milho, esmagadoras e outros segmentos, amplia o espaço para o eucalipto no estado. Ao mesmo tempo, o avanço sobre áreas degradadas e solos arenosos exige ainda mais precisão nas decisões técnicas.

Nesse contexto, o engenheiro florestal Ranieri Souza reforça que o sucesso da cultura está diretamente ligado ao cumprimento das operações no momento certo. “O primeiro ano da floresta, ele é crucial. Ele determina o seu sucesso na colheita”, afirma em entrevista ao programa Direto ao Ponto.

Ele explica que falhas no início dificilmente são totalmente corrigidas ao longo do ciclo, o que impacta diretamente na produtividade final da área.

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engenheiro florestal Ranieri Souza Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Timing define resultado

O conceito de “timing” no manejo aparece como um dos pontos mais críticos na condução do eucalipto. Operações como adubação, controle de plantas daninhas e implantação precisam ser feitas dentro de janelas curtas para garantir o desenvolvimento uniforme da floresta.

Ranieri detalha que, mesmo quando há possibilidade de correção, o resultado não é o mesmo. “A floresta é muito responsiva ao timing. Quando a gente perde o time das operações, a gente consegue fazer algumas correções, mas não fica como a gente deseja”, diz.

Na prática, isso significa que atrasos no controle de mato ou na adubação inicial podem comprometer o crescimento das plantas e reduzir o potencial produtivo da área.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Implantação e manejo inicial

Entre os principais cuidados no início do cultivo está a adubação de arranque, que pode ser feita logo após o plantio ou incorporada diretamente no sulco. Segundo o especialista, a tendência atual é concentrar essa aplicação no momento da implantação, reduzindo custos operacionais e garantindo melhor eficiência.

“Hoje a gente já coloca todo o adubo de arranque no sulco de plantio”, explica, ao destacar que essa estratégia contribui para um crescimento mais rápido da planta e maior formação de área foliar, o que ajuda a reduzir a matocompetição.

Outro ponto sensível é o replantio. Caso haja falhas, a reposição precisa ser rápida para evitar desuniformidade na floresta. “O time ideal de replantio é de 7 a no máximo 10 dias”, afirma, ao explicar que mudas plantadas fora desse período tendem a sofrer mais com a competição por água e nutrientes.

Controle de mato e pragas

O controle de plantas daninhas também exige atenção constante, especialmente em regiões com alto volume de chuvas. A recomendação é realizar aplicações sequenciais de herbicidas para manter a área livre de competição nos primeiros meses.

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Ranieri explica que esse manejo é feito em etapas, com aplicações iniciais e reforços ao longo do ciclo. “Geralmente, em torno de 30, 40 dias você faz uma aplicação de pré e depois, com 80, 90 dias, faz uma remonta”, detalha.

Quando esse controle falha, as perdas podem ser significativas. Em casos extremos, a produtividade pode cair drasticamente, comprometendo a viabilidade do projeto.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Oportunidade e expansão

O crescimento da demanda por biomassa tem impulsionado o plantio de eucalipto em Mato Grosso, com destaque para o atendimento de indústrias que dependem de fonte renovável para geração de energia.

Ranieri aponta que esse movimento não ocorre apenas no estado, mas em todo o país, impulsionado também por exigências de mercado. “A gente tem um movimento de cada vez mais termos plantações de base florestal para abastecer essas indústrias e não restringir mercados”, afirma ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Além das florestas homogêneas, sistemas integrados, como o silvipastoril, também surgem como alternativa para diversificação de renda. “Você tem uma sinergia muito interessante e continua tendo o fluxo do gado, que te dá uma remuneração anual ou semestral”, diz.

Apesar das oportunidades, o especialista reforça que o sucesso depende da condução correta desde o início. Em um ciclo que pode ultrapassar seis anos, decisões tomadas nos primeiros meses são determinantes para o resultado final da produção.

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