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15 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Manejo no pré-plantio da soja é essencial para controlar plantas daninhas na cultura – MAIS SOJA

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Os sojicultores brasileiros avançam no planejamento da próxima safra da cultura. E os cuidados já começam antes mesmo do plantio, que acontece a partir de setembro O manejo para evitar a presença de plantas daninhas é essencial ainda antes da semeadura, no estágio conhecido como dessecação pré-plantio, e uma ação efetiva, com o auxílio de herbicidas, impacta positivamente em todo o ciclo da soja, culminando com altas produtividades. Para ajudar o produtor rural, a Corteva Agriscience conta com Paxeo® , ferramenta que controla as principais invasoras comuns à planta, com ação residual e controle duradouro de diversas plantas daninhas de folhas largas e estreitas, sem antagonismo com graminicidas.

“Pelas condições de clima que tivemos, devemos ter um dos anos mais difíceis para controlar plantas daninhas na soja. Tivemos muitas chuvas no milho, ou seja, a área já vem com infestação, e também tivemos chuvas durante o inverno em muitas regiões, o que já ocasionou a emergencia de minhas plantas daninhas. O produtor sabe da importância da soja sair no limpo e precisa evitar as perdas por matocompetição e por falhas na dessecação e, consequentemente, redução na produtividade final. Por isso, é essencial realizar a primeira aplicação com herbicidas já na dessecação pré-plantio, e Paxeo® é uma ferramenta que proporciona este controle efetivo neste momento tão importante para o sojicultor, juntamente com uma otima ação residual para controle de plantas daninha de folhas largas e estreitas. E o manejo realizado neste período ajuda na redução da pressão da infestação durante o ciclo da cultura, facilitando o manejo pós-emergência e reduzindo a necessidade de sucessivas aplicações nos demais estádios da planta”, destaca André Baptista, Líder do Portfólio de Herbicidas da Corteva Agriscience para o Brasil e Paraguai.

As principais invasoras presentes na dessecação pré-plantio e nos estádios iniciais da soja são: buva (Conyza spp.), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), trapoeraba (Commelina benghalensis), vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata) e cravorana (Ambrosia artemisiifolia)A buva tem maior penetração na região Sul, com alta capacidade de crescimento e infestação, podendo abrigar também pragas e doenças, trazendo perdas que podem chegar até a 50%, de acordo com a Embrapa. Já a segunda é caracterizada pela formação de diversas plantas próximas, formando uma espécie de tufo, dificultando a aplicação de defensivos Também de acordo com a Embrapa, a competição da daninha com a soja pode reduzir a produtividade em até 12% em apenas 21 dias de convivência. Além disso, atrasa o ciclo da cultura em uma semana e afeta número de vagens e massa seca da planta hospedeira. A Trapoeraba possui um crescimento rápido e vigoroso, especialmente em áreas com plantio direto, com severo impacto produtivo. A vassourinha-de-botão é uma planta de crescimento rápido e alta capacidade de perfilhamento, formando touceiras que competem intensamente com as culturas por água, luz e nutrientes, e a cravorana compete nos estádios iniciais da soja e reduz significativamente o rendimento. Todas têm como característica semelhante a tolerância ao glifosato.

Herbicida traz controle efetivo de invasoras

O herbicida Paxeo® é uma solução que pertence à nova família de produtos para dessecação em soja, podendo ser aplicado na pré-semeadura, para o controle das invasoras em pré-emergência, ou em pós-emergência. O herbicida é absorvido pelas folhas e raízes tendo como via principal de translocação o floema, permitindo que ele atue no sistema radicular e em pontos de crescimento das daninhas.   

O herbicida conta com a tecnologia Arylex® active, solução inovadora para o controle de buva, capim-amargoso e outras plantas daninhas tolerantes. Possui flexibilidade de aplicação de 7 a 50 dias antes do plantio e pode ser associado a graminicidas sem antagonismo. De acordo com levantamento da Corteva, a aplicação do Paxeo® na primeira janela de plantio e durante a dessecação traz controles superiores entre 15 e 40% se comparado a outros produtos testados nas mesmas condições em trapoeraba e outras daninhas.

Boas Práticas Agrícolas são fundamentais na aplicação de herbicidas

Para melhor eficácia do uso de Paxeo® na soja, é necessário seguir algumas recomendações de boas práticas agrícolas: respeitar as orientações descritas na bula de e realizar a aplicação obedecendo aos seguintes parâmetros: temperatura ambiente inferior a 30ºC, umidade relativa do ar superior a 55%, velocidade média do vento entre 3 e 10 km por hora, volume de calda entre 100 e 150 litros por hectare, pontas de pulverização com indução de ar e regulagem das gotas e barras de pulverização a 50 centímetros de altura do alvo, além do mapeamento das culturas vizinhas. Todo este processo contribui para a melhor produtividade e rentabilidade da lavoura, uma vez que o defensivo é aplicado no alvo.

No caso específico de Paxeo® , a recomendação de bula é para aplicação do herbicida nas primeiras horas do dia, com vazão mínima de 100 litros por hectare (Lts/há), uso de óleo metilado de soja e com a presença de plantas daninhas com até seis folhas. Outra orientação é de complementar o manejo com o herbicida de contato caso haja uma chuva antecipada ou escape significativo de buva, vassourinha-de-botão ou capim-pé-de-galinha.

A Corteva possui uma área de Boas Práticas Agrícolas que dissemina conhecimento sobre uma agricultura segura, produtiva, responsável e sustentável, em módulos como o Programa de Aplicação Responsável (PAR), que contempla conteúdos sobre condições adequadas para aplicação de defensivos agrícolas (temperatura, velocidade do vento, umidade relativa do ar), segurança na manipulação e uso, tipos e indicações de pontas de aplicação e classe de gotas de acordo com o produto a ser aplicado, como os herbicidas, por exemplo. 

Fonte: Assessoria de Imprensa Corteva



 

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Sustentabilidade

Mercado da soja: cotações sobem com dólar acima de R$ 5,20 e negócios ganham ritmo

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Foto: Embrapa Soja

O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta sexta-feira (14), com reporte de negócios diante da melhora das cotações.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar operou acima de R$ 5,20, enquanto a Bolsa de Chicago registrou movimentos de alta, ainda que leves.

Silveira destaca que os prêmios não cederam e permanecem em bons patamares. Com isso, as cotações nos portos chegaram a tocar R$ 150,00 por saca no mercado spot. São bons níveis, enquanto no mercado interno também aparecem ofertas melhores, avalia.

De maneira geral, segundo o analista, as cotações avançaram cerca de R$ 2,00 por saca,
contribuindo para um dia mais aquecido nas negociações.

  • Passo Fundo (RS): subiram de R$ 140,00 para R$ 142,00.
  • Santa Rosa (RS): subiram de R$ 141,00 para R$ 143,00.
  • Cascavel (PR): subiram de R$ 136,00 para R$ 139,00.
  • Rondonópolis (MT): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 131,50.
  • Rio Verde (GO): subiram de R$ 133,00 para R$ 134,00.
  • Paranaguá (PR): subiram de R$ 147,00 para R$ 150,00.
  • Rio Grande (RS): subiram de R$ 148,00 para R$ 150,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta sexta- feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando o ganho semanal. As cotações seguiram o desempenho de outros mercados e sinais de demanda aquecida pela soja americana, principalmente por parte da China. A alta foi limitada pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas.

Trigo e milho tiveram mais um dia de fortes ganhos, o que influenciou também a soja. O mercado mostra preocupação com a intensificação do conflito no Mar Negro e o impacto sobre a oferta destes cereais. A queda do dólar frente a outras moedas dá competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 26/27.

A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques de grãos, informou nesta sexta-feira que realizará um leilão de 360 mil toneladas de soja importada no dia 19 de agosto, em um momento em que o mercado espera que a empresa libere espaço nos estoques para a chegada da oleaginosa dos Estados Unidos.

As condições climáticas seguem favorecendo o potencial produtivo da soja americana. Na próxima semana, atenções voltados para o tradicional Crop Tour da Pro Farmer.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 10,25 centavos de dólar, ou 0,86%, a US$ 11,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,07 3/4 por bushel, com elevação de 10,00 centavos de dólar ou 0,83%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 316,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,97 centavos de dólar, com ganho de 0,59 centavo ou 0,86%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.

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Sustentabilidade

Como o sistema de produção condiciona o sucesso da lavoura de soja – MAIS SOJA

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Com a aproximação da época de semeadura da soja, chega o momento de escolher a cultivar ideal que melhor se adapte às condições de cada produtor. A primeira etapa para determinar a cultivar está relacionada ao conhecimento do ambiente (temperatura, radiação solar e fotoperíodo) e do sistema de produção. Um sistema intensificado de cultivos impede o produtor semear a soja na época ideal, demonstrando como o sistema de produção frequentemente condiciona a época de semeadura. No Sul do Brasil, por exemplo, uma análise em 853 lavouras de soja apontou que há uma perda de 995 kg ha-1 pela escolha incorreta do GMR ou época de semeadura (Winck et al., 2023).

A época de semeadura influencia diretamente o comportamento fenológico e o potencial de produtividade de cada lavoura. O fator biofísico que mais explica o potencial de produtividade de uma lavoura (sem limitações hídricas, nutricionais ou bióticas) é o coeficiente fototérmico (razão entre a radiação solar incidente e a temperatura do ar) durante a fase entre os estágios R3 (início da formação dos legumes) e R7 (maturidade fisiológica) da soja (Fehr & Caviness, 1977; Zanon et al., 2016).

Para exemplicar essa dinâmica, a Figura 1 apresenta o momento de ocorrência de cada fase fenológica de cultivares com diferentes GMRs em relação ao fotoperíodo do local de semeadura. Compreender essas relações permite alinhar o período crítico da cultura com a maior oferta ambiental (maior coeficiente fototérmico), além de evidenciar como esse posicionamento é influenciado pela época de semeadura e pelo GMR da cultivar.

Figura 1. Relação de cultivares de soja (hábito de crescimento indeterminado) com diferentes Grupos de Maturidade Relativa (GMR), semeados em Chapadinha/MA – Brasil (A), Sorriso/MT – Brasil (B), Passo Fundo/RS – Brasil (C), Pergamino/BA – Argentina (D) e North Platte/NE – EUA (E), com os seus respectivos fotoperíodos. A linha preta tracejada indica o fotoperíodo (horas) ao longo do período de cultivo. As colunas com diferentes cores representam as diferentes durações (dias) das fases do ciclo de desenvolvimento da soja. SE-R1: fase vegetativa, da semeadura (SE) até o aparecimento da primeira flor na haste principal (R1); R1-R3: início do florescimento (R1) ao início da formação de legumes (R3); R3-R5: início da formação de legumes (R3) ao início do enchimento de grãos (R5); R5-R7: início do enchimento de grãos (R5) até maturidade fisiológica (R7). O retângulo tracejado representa o período crítico para a cultura da soja de R3 a R6.


Referências:

FEHR, W.R. and CAVINESS, C.E. Stages of soybean development. Special Report 80, Iowa Agricultural Experiment Station, Iowa Cooperative External Series, Iowa State University, Ames, 1977.

WINCK, J. E. M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1161030123000631 >, acesso: 21/07/2026.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

ZANON, A.J; STRECK, N.A; GRASSINI, P. Climate and Management Factors Influence Soybean Yield Potential in a Subtropical Environment. Agronomy Journal, v. 108, n. 4, p. 1447-1454, 2016. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2015.0535 >, acesso 22/07/2026.

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Sustentabilidade

Soja mantém protagonismo nas exportações de MS – MAIS SOJA

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A soja manteve a liderança entre os produtos exportados por Mato Grosso do Sul em julho de 2026. Segundo levantamento da Aprosoja/MS, com dados do ComexStat, soja e resíduos representaram 35,6% da pauta de exportações do Estado no sétimo mês do ano. Na sequência aparecem celulose, com 30,6%, e carne bovina, com 15,5%.

O desempenho contribuiu para o resultado positivo da balança comercial sul-mato-grossense, que encerrou julho com saldo de US$ 1,084 bilhão. As exportações somaram US$ 1,264 bilhão, enquanto as importações totalizaram US$ 180 milhões.

Outro destaque foi o óleo de soja, que aparece entre os principais produtos comercializados pelo Estado.

“A participação da soja confirma a força da cadeia produtiva sul-mato-grossense no comércio exterior, mas o avanço de itens processados também merece atenção. É um movimento que amplia as possibilidades de geração de valor dentro do próprio Estado”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

Nas importações, o gás natural permaneceu na primeira colocação, respondendo por 39,3% do total. O cobre ficou em segundo lugar, seguido por equipamentos elétricos. A via férrea, que representou 3,6% das importações, apareceu na quinta posição.

 A presença da via férrea entre os principais itens importados, segundo a análise do boletim, está relacionada à execução do projeto de curta extensão do ramal ferroviário de Inocência.

O resultado da balança comercial reforça, ainda, a diferença entre os fluxos de comércio registrados no mês: o valor exportado foi aproximadamente sete vezes superior ao importado.

Para Linneu, acompanhar a composição desses fluxos é importante para compreender não apenas o resultado mensal, mas também os movimentos estruturais da economia estadual.

“Os dados permitem enxergar onde estão os principais vetores de geração de divisas e quais setores vêm ganhando espaço na composição do comércio exterior. Essa leitura é importante para orientar decisões e avaliar os efeitos dos investimentos produtivos e logísticos no Estado”, conclui.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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