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15 de maio de 2026

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MT registra redução de 71% nas áreas afetadas pelo fogo; Pantanal é área mais preservada

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Mato Grosso registrou uma redução de 71% nas áreas afetadas por incêndios florestais neste ano, de acordo com dados do Instituto Centro de Vida (ICV), baseados na plataforma Amazon Fire Dashboard, da NASA. Entre janeiro e agosto, aproximadamente 859,5 mil hectares foram atingidos pelo fogo no estado, sendo que menos de 1% dessa área corresponde ao Pantanal mato-grossense.

Os dados reforçam a eficácia das políticas públicas implementadas pelo Governo de Mato Grosso no enfrentamento aos incêndios florestais, tanto na prevenção quanto no combate. Além disso, as condições climáticas mais favoráveis, com temperaturas mais amenas e volume de chuvas acima da média, colaboraram para os resultados positivos observados no período.

De acordo com Vinicius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, as condições naturais contribuíram para manter o solo e a vegetação mais úmidos. No entanto, ele ressalta que “o aumento da fiscalização e o reforço das políticas de combate ao desmatamento surtiram efeito nas queimadas, que são frequentemente utilizadas após o corte da vegetação nativa”.

No bioma Pantanal, por exemplo, onde historicamente o fogo se propaga com facilidade devido às características da vegetação e aos períodos de estiagem, as áreas queimadas neste ano representaram menos de 1% do registrado em anos anteriores, com 5.800 hectares atingidos. Esse resultado está diretamente ligado ao fortalecimento das estratégias de prevenção e resposta rápida adotadas na região.

Entre essas medidas, destaca-se a antecipação do início do período proibitivo para o uso e manejo do fogo no bioma Pantanal, que passou a valer a partir de 1º de junho, enquanto na Amazônia e no Cerrado a proibição teve início em 1º de julho. Outra iniciativa importante foi a instalação da Sala de Situação Descentralizada do Pantanal, em Poconé, criada para monitorar continuamente os focos de calor no bioma.

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Com essas informações em tempo real, torna-se possível agir rapidamente na contenção dos focos ainda em estágio inicial, evitando que se transformem em incêndios florestais de grandes proporções, conforme explica o tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA). “Não apenas no Pantanal, mas em todos os biomas, as ações e os investimentos realizados em Mato Grosso, aliados a condições climáticas favoráveis, resultaram em uma melhora significativa nos índices, alcançando recordes históricos durante o período proibitivo”, reforçou.

Apesar dos resultados obtidos, o comandante do BEA assegura que as ações serão intensificadas em todos os biomas, incluindo as áreas de jurisdição federal. Para isso, já foi solicitado apoio aos órgãos federais para atuação nessas regiões. Ele destaca que a cooperação entre os entes estaduais e federais é essencial para fortalecer a fiscalização, o monitoramento e o combate aos incêndios florestais.

“É importante destacar que aproximadamente 56% de eventos de fogo registrados durante o período proibitivo ocorrem em áreas federais, territórios indígenas e assentamentos federais, que não estão sob jurisdição do estado. Nesses locais, o número de queimadas tende a ser maior e mais crítico devido às condições climáticas, que costumam ser mais secas e favoráveis à propagação do fogo”, encerrou o tenente coronel Marcondes.

Investimentos 

Para este ano, o CBMMT dispõe de uma estrutura operacional robusta, com um efetivo de 1.420 bombeiros militares prontos para atuar durante a temporada de estiagem. Esse contingente é reforçado por 150 brigadistas estaduais temporários e 100 brigadistas municipais.

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A corporação também conta com 80 viaturas especializadas no combate a incêndios florestais, além de uma frota aérea ampliada, com até oito aeronaves operando simultaneamente, sendo duas próprias do CBMMT e seis contratadas pela Defesa Civil Estadual.

A atuação conjunta entre os bombeiros e parceiros também tem fortalecido a capilaridade e a eficiência da resposta. Um dos principais instrumentos dessa integração é o Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), que permite a mobilização rápida e eficaz de brigadistas, maquinários, propriedades, equipamentos e aeronaves. Atualmente, o sistema já conta com aproximadamente oito mil recursos cadastrados.

Todas essas medidas  fazem parte do investimento de R$ 78 milhões que o Governo de Mato Grosso está destinando ao Corpo de Bombeiros Militar, com foco no fortalecimento da estrutura e da capacidade operacional da corporação. Esse aporte integra o total de R$ 125 milhões investidos pelo Estado em ações de combate aos incêndios florestais e de enfrentamento ao desmatamento ilegal em todo o território mato-grossense.

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Já está em clima de Copa? Veja onde comprar e trocar suas figurinhas em Cuiabá e VG

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Fort Atacadista disponibiliza álbum oficial do mundial e cria espaços de interação entre torcedores em Cuiabá e Várzea Grande

O Fort Atacadista já entrou no clima da Copa do Mundo FIFA 2026 e passou a comercializar o álbum oficial e os pacotes de figurinhas do torneio em suas unidades de Cuiabá e Várzea Grande. Além da venda, a rede também disponibiliza espaços exclusivos para troca de figurinhas, incentivando a interação entre clientes e fãs de futebol.

Os produtos estão disponíveis enquanto durarem os estoques, com os seguintes valores: pacote com sete figurinhas por R$ 7,00, álbum brochura por R$ 24,90 e blister com 84 figurinhas por R$ 84,00.

A iniciativa acompanha a movimentação gerada pelo lançamento oficial do álbum no Brasil, tradicional febre entre colecionadores e apaixonados pelo esporte. A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho, com jogos sediados no Canadá, Estados Unidos e México.

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Considerado um dos grandes símbolos do mundial, o álbum atravessa gerações e reúne crianças, jovens e adultos em torno da experiência de colecionar, completar páginas e trocar figurinhas repetidas. Neste ano, a expectativa é de mais uma forte mobilização entre os torcedores.

Em Mato Grosso, a rede está presente em Cuiabá, com unidades na Avenida Miguel Sutil, na Rodovia Emanuel Pinheiro (saída para Chapada dos Guimarães) e na Avenida Fernando Corrêa da Costa, no bairro Coxipó. Em Várzea Grande, as lojas estão localizadas nas avenidas da FEB e Júlio Campos.

Com Assessoria 

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El Niño deve durar pelo menos 9 meses e afetar todo o ciclo da soja 26/27

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Boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), publicado na quinta-feira (14), comprovou o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial pelos últimos seis meses seguidos, configuando o El Niño.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, reforça que o fenômeno deve iniciar sua atuação em junho deste ano e durar, ao menos, até fevereiro de 2027, compreendendo toda a safra 2026/27 de soja.

“A NOAA mostra que ainda existe uma chance de 37% de, no final do ano, o fenômeno virar um Super El Niño”, ressalta.

Segundo o especialista, o produtor precisará ter muita atenção no período seco, para o risco de focos de incêndio e, principalmente, cautela na semeadura, visto que são previstas ondas de calor intensas na primavera, com atrasos na chuva.

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AML promove diálogo entre o deputado Emanuelzinho e estudantes sobre desigualdade e identidade brasileira

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No projeto “Casa Aberta”, parlamentar discute as raízes coloniais da economia e a importância do pensamento crítico para a juventude

A Academia Mato-grossense de Letras (AML) promoveu um encontro entre o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho), estudantes, professores e representantes de projetos culturais para discutir sobre seu livro “Desconstruindo o atraso brasileiro: Por que o Brasil ainda não é o que pode ser”. A atividade, realizada na noite de quinta-feira (14), integrou o projeto “Casa Aberta”, iniciativa da AML voltada à aproximação entre literatura, pensamento crítico e sociedade.

Durante o diálogo, Emanuelzinho defendeu que o Brasil ainda mantém uma estrutura econômica semelhante à colonial, baseada na exportação de matérias-primas sem transformação industrial. Em linguagem acessível aos estudantes presentes, o parlamentar explicou que o país continua enviando produtos brutos para o exterior enquanto outros países agregam valor e lucram com a industrialização.

“O Brasil tem uma atividade que é basicamente ainda colonial. A gente extrai ouro e vende, extrai café e vende, planta soja e vende. Mas os produtos que exigem transformação ficam em outros países. Esse é um problema muito grave”, afirmou.

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Ao exemplificar o raciocínio, o deputado citou o mercado do café. “A gente vende o café por um valor muito baixo e os países desenvolvidos transformam isso em produtos sofisticados, colocam marca, propaganda e vendem de volta para nós por um valor muito mais caro. Todo o emprego e toda a construção econômica ficam lá fora”, disse.

Conforme o autor, o livro nasceu de um processo de reflexão sobre os fatores históricos e estruturais que mantêm o Brasil em posição de desigualdade econômica. “Eu busco desconstruir o atraso brasileiro no meu livro. Foi um trabalho de muita pesquisa, de ouvir pessoas, escrever e reescrever. O livro não foi feito de um dia para o outro”, destacou.

O parlamentar também afirmou que a obra representa uma forma de perpetuar ideias além da atuação política institucional. “O mandato pode acabar, mas as ideias continuam. Todo livro é uma espécie de marca na história, um registro na eternidade, ainda que seja lido por poucas pessoas”, declarou.

Durante o encontro, Emanuelzinho respondeu perguntas dos estudantes sobre colonialismo, racismo estrutural e identidade nacional. Ao abordar o processo de colonização, afirmou que a imposição cultural europeia provocou impactos profundos na formação brasileira.

“Quando os portugueses chegaram ao Brasil, encontraram povos com costumes, línguas e formas de viver diferentes. Ao tentar impor uma verdade, houve um processo de desconfiguração da identidade social brasileira”, pontuou.

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Ele também relacionou o processo histórico às disputas econômicas internacionais. “Existe uma disputa por mercado que precisa se sustentar em discursos. Primeiro vieram teorias racistas, depois modelos econômicos que vendem a ideia de que todos ganham da mesma forma, mas há muitos interesses envolvidos nisso”, argumentou.

A presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Luciene Carvalho, explicou que o encontro integra o projeto “Casa Aberta”, criado para ampliar o alcance social e cultural da instituição.

“Nós criamos o projeto Casa Aberta, em que absorvemos movimentos culturais, criamos produtos literários e damos visibilidade para diversas manifestações artísticas”, afirmou.

Luciene destacou ainda que a proposta busca aproximar diferentes segmentos sociais da literatura e do pensamento crítico. “Eu acredito na articulação de todas as forças políticas a serviço das letras mato-grossenses. Trazer Emanuelzinho para dialogar aqui não foi apenas trazer um político, mas alguém que representa um pensamento e uma identidade ligada a terra”, declarou.

Para a presidente, a presença de estudantes e representantes de coletivos culturais fortalece o papel social da Academia. “Achei importante que crianças e jovens desconstruíssem imagens pré-fabricadas e tivessem contato com alguém que está começando a caminhar pelas letras”, disse.

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Entre os participantes esteve o Instituto Cultural Casarão das Artes, do bairro Pedra 90, em Cuiabá. O representante do projeto, Vinny Hoffman, destacou a importância de levar crianças e adolescentes para ocupar espaços culturais historicamente distantes da periferia.

“A gente começou entendendo que não bastava às pessoas conhecerem o Pedra 90. As próprias crianças precisavam conhecer esses espaços e sentir que pertencem a eles”, afirmou.

Segundo Vinny, o contato com ambientes culturais amplia horizontes e fortalece o sentimento de pertencimento. “Muitos não se sentiam acolhidos em espaços como teatro e academia de letras. Através da arte e das apresentações, esse pertencimento começou a ficar mais vivo”, completou.

O participante Bob Almeida, que já havia acompanhado o lançamento da obra, avaliou positivamente a iniciativa. “Quanto mais incentivarmos os jovens à leitura, principalmente de um livro que explica momentos históricos do Brasil, mais importante será para essa nova geração entender os problemas do país”, afirmou.

Para ele, o encontro contribuiu para estimular reflexão crítica entre os adolescentes. “Achei fantástica a iniciativa. É importante que eles participem, reflitam e compreendam como determinados problemas históricos continuam impactando o Brasil até hoje”, concluiu.D

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Com Assessoria 

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