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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Safra 2025/26 inicia com relações de troca desfavoráveis no mercado de fertilizantes – MAIS SOJA

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O Brasil inicia a safra 2025/26 em um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos no mercado de fertilizantes, marcado por relações de troca bastante desfavoráveis. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, esse movimento é observado em outros países e tende a pressionar as margens dos agricultores e colocar em dificuldades os produtores que não possuem um bom gerenciamento de custos e de risco.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, a última vez em que a relação de troca atual foi observada ocorreu em 2022, ano em que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia eclodiu e os preços dos fertilizantes dispararam.

No caso do MAP (fosfatado), 2025 tem sido um ano de oferta global apertada, com disputa acirrada entre compradores. De acordo com o analista, os preços permaneceram elevados e, somados às cotações enfraquecidas da soja, resultaram em algumas das piores relações de troca já registradas.

“Em momentos críticos, o produtor precisou de ao menos 30 sacas de soja para adquirir uma tonelada de MAP. Esse quadro levou importadores brasileiros a buscar alternativas à base de fósforo menos concentrado, que por vezes ofereceram um melhor custo-benefício”, realça Pernías.

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No mercado da ureia, a volatilidade prevaleceu ao longo de 2025, sem que isso trouxesse vantagens consistentes aos compradores brasileiros. As restrições de exportação impostas pela China, grande fornecedora global, reduziram a oferta, enquanto a Índia, forte importadora, manteve compras ativas em função das monções favoráveis às aplicações de fertilizantes. Esse movimento sustentou os preços internacionais.

“Nos últimos dias, surgiram sinais de alívio. A China anunciou a retomada parcial das exportações de fosfatados e a demanda internacional mostrou resistência a preços mais altos, gerando quedas recentes nas cotações. Ainda assim, como parte importante das compras brasileiras para a próxima safra já foi concluída, os custos elevados registrados ao longo do ano deverão ser absorvidos pelo setor na temporada que se inicia em breve”, conclui o analista.

Sobre a StoneX 

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 70 escritórios pelo mundo, conectando mais de 300 mil clientes em 180 países. No Brasil, é especialista em desenvolver estratégias de gestão de riscos para proteger o lucro independente da volatilidade do mercado. Também atua em banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e ESG – consultoria de soluções sustentáveis.

Site institucional, LinkedIn, Instagram, X

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Fonte: Assessoria de Imprensa StoneX



 



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Sustentabilidade

Bacilo de uso inédito no agro brasileiro amplia o combate biológico aos nematóides – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

O Brasil consolidou-se como a referência global no controle biológico de nematóides, mas o manejo da praga em diferentes culturas como soja, milho e cana-de-açúcar ainda segue desafiando os agricultores. Conhecidos como o “inimigo invisível” do solo, esses parasitas geram prejuízos anuais estimados entre US$ 5,5 e 12 bilhões no agro brasileiro. Em um cenário no qual a erradicação é inviável e os nematicidas químicos perdem efetividade, o Grupo Santa Clara inova ao introduzir o Bacillus inaquosorum em seus bionematicidas, um microrganismo inédito no mercado nacional.

A solução foi 100% desenvolvida nos laboratórios da Inflora Biociência, unidade de biológicos da Santa Clara, focada em microrganismos de alta performance, transformando P&D de ponta em soluções práticas e sustentáveis para o produtor

O grande diferencial da utilização do Bacillus inaquosorum nos bionematicidas do Grupo Santa Clara reside no domínio dos processos fermentativos para a produção de endósporos de alta qualidade — estruturas de resistência que garantem que a bactéria sobreviva a condições adversas e germine com vigor máximo no solo.

A Inflora Biociência foi pioneira em introduzir o Bacillus inaquosorum no mercado, recentemente, voltado à cultura de cana, e a empresa agora prepara outros lançamentos que contaram com o bacilo em sua composição. O modo de ação destas soluções biológicas é multifatorial: os bacilos formam um biofilme protetor nas raízes, emitem compostos orgânicos voláteis (VOCs) e lipopeptídeos que paralisam e eliminam os nematóides, além de induzir a resistência sistêmica da planta, oferecer maior cobertura e persistência no solo, e um shelf-life (tempo de prateleira) de 24 meses, diferencial competitivo para o armazenamento e logística do produtor.

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O desafio tropical do controle biológico dos nematóides

O clima tropical brasileiro e o sistema de sucessão de safras (com até três safras por ano) criaram o ambiente ideal para a proliferação de novas espécies de nematóides. Na cultura da soja, mais de 95% das áreas analisadas já apresentam a ocorrência desses organismos, gerando perdas de até US$ 5 bilhões.

“A ciência só faz sentido quando se transforma em inovação de valor. Diante de um desafio que os métodos tradicionais já não conseguem conter, nossos investimentos em P&D focam em oferecer o que há de mais avançado em biotecnologia aplicada. Colocamos o cliente no centro da estratégia para garantir que a produtividade avance junto com a sustentabilidade”, destaca Giuliano Pauli, Diretor de Inovação e Marketing da Santa Clara.

O executivo destaca que o mercado de bionematicidas no Brasil cresce a taxas de 15% a 20% ao ano, superando largamente os defensivos convencionais. A adoção dessas soluções no campo saltou de 27% para mais de 40% em apenas três anos. A Santa Clara e a Inflora Biociência contribuem para vanguarda deste movimento com o desenvolvimento de produtos e soluções eficazes e sustentáveis, como os bionematicidas que utilizam o exclusivo Bacillus inaquosorum em seu mix sinérgico.

“A experiência brasileira ensina ao mundo que o caminho é o Manejo Integrado de Nematoides (MIN), combinando rotação de culturas, cultivares resistentes e agentes biológicos de alta performance. A introdução de um bacilo inédito no mercado brasileiro pelo Grupo Santa Clara não é apenas um lançamento comercial, mas um avanço biológico que oferece um caminho prático e validado para enfrentar um dos maiores desafios fitossanitários da agricultura”, afirma Pauli.

Mix com o Bacillus inaquosorum nos bionematicidadas

O bionematicida que conta com a presença do Bacillus inaquosorum foi 100% desenvolvido nos laboratórios da Inflora Biociência. É composto por três cepas, duas delas já conhecidas e utilizadas com alta eficiência no controle e manejo de pragas – o Bacillus licheniformis e Bacillus velezensis, e pelo exclusivo Bacillus inaquosorum. Juntos, eles agem em sinergia no combate aos nematóides em todas as culturas que registram a ocorrência da praga.

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Os bacilos são atraídos naturalmente pelas raízes das plantas, criando uma barreira biológica inteligente, um biofilme protetor que blinda o sistema radicular. Mais do que uma proteção física, as bactérias atuam na raiz do problema, eliminando os nematoides em diferentes estágios, interrompendo seu ciclo reprodutivo e garantindo que as pragas não encontrem o caminho para as raízes.

Sobre o Grupo Santa Clara

Com sede em Ribeirão Preto (SP) e ampla experiência no agronegócio, o Grupo Santa Clara (www.santaclaragrupo.com.br) é uma das companhias líderes em inovação nos setores de Nutrição e Proteção Vegetal, com uma presença significativa no mercado nacional e internacional, com parcerias firmadas e em desenvolvimento em mais de 30 países. O Grupo é composto pela Santa Clara Agrociência, especializada em fertilizantes especiais e adjuvantes; Hydromol, voltada para fabricação de fertilizantes especiais em parcerias B2B; Linax, Centro de Inovação e Pesquisa; e Inflora Biociência, orientada para a produção e comercialização de tecnologias exclusivas na área de biodefensivos.

Todas estas empresas trabalham em sinergia para proporcionar soluções eficientes e sustentáveis para a agricultura moderna e contam com equipes qualificadas com profissionais das mais diversas áreas do agronegócio, incluindo agrônomos, químicos, biólogos, mestres, doutores e PhDs. Todos atuam lado a lado com o produtor rural, desenvolvendo alternativas eficazes para maximizar o potencial produtivo das lavouras.

No segundo semestre de 2025, o Grupo Santa Clara anunciou a entrada da BNDESPAR, empresa de participações do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, como novo sócio da companhia. Na operação, o BNDES realizou investimentos de R$ 114 milhões e passo a contar com 19,9% de participação societária do Grupo.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Exportações de grãos acumuladas no primeiro trimestre de 2026 superam ano anterior e fretes acompanham crescimento – MAIS SOJA

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As exportações de soja avançaram no último mês nas principais rotas de escoamento brasileiras. Com aproximadamente 88,1% da área colhida para a oleaginosa, os volumes embarcados no acumulado do primeiro trimestre de 2026 já superam em cerca de 5,92% o valor apurado entre janeiro e março de 2025. O cenário é semelhante para o milho, que registrou um acumulado em torno de 15,25% acima do verificado para as exportações no mesmo período do ano anterior. Para a primeira safra do cereal, a colheita já ultrapassou metade da área plantada, como mostra o Boletim Logístico de abril, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (29).

O balanço também aponta que as regiões Centro-Oeste e Sul foram as que mais enviaram grãos para o mercado externo, com predomínio do estado de Mato Grosso. Para a oleaginosa, os embarques pelo Arco Norte chegaram a 39% no trimestre, seguido pelo porto de Santos (SP), com 36,2%, e pelo porto de Paranaguá (PR), com 18,3%. Já para o cereal, o escoamento pelo Arco Norte também predominou, correspondendo a 34,9% do acumulado trimestral. Na sequência, o porto de Santos abarcou 29,1% das vendas para o exterior, seguido pelo porto de Rio Grande (RS), com 16%.

O movimento das safras foi acompanhado pelo aumento no preço dos fretes nas principais rotas monitoradas pela Companhia. No Centro-Oeste, os valores mais altos foram identificados em Goiás, que registrou fretes até 35% mais caros em comparação ao mês anterior nas rotas saindo de Cristalina, no leste do estado. “Apesar das oscilações nos preços dos combustíveis, é preciso considerar o bom desempenho produtivo da soja e o volume de carga no contexto da pressão logística”, avalia o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Em Mato Grosso, o avanço da colheita da soja no Vale do Araguaia manteve a alta do transporte, que ficou até 10% mais caro, taxa máxima também apurada no vizinho Mato Grosso do Sul. Já no Distrito Federal, as variações positivas chegaram a 12%, acompanhando a movimentação sazonal com a colheita da soja na maior região produtora do país.

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Os custos dos combustíveis e gargalos operacionais também impactaram os fretes no Paraná, com incremento de até 11% na região de Ponta Grossa. Nas praças do Sudeste, São Paulo registrou os maiores valores, com fretes até 30% mais elevados em referência ao mês de março. Minas Gerais acompanhou a tendência crescente, mas os valores não ultrapassaram 10% na avaliação mensal. No caso específico do café, os fretes voltaram a ficar aquecidos para as rotas com destino ao sul do estado.

Com o direcionamento dos transportadores para o Centro-Oeste, o Nordeste também apresentou aquecimento logístico, com destaque para a região produtora de soja no oeste baiano, onde os valores aumentaram até 19%. O Maranhão foi o estado com maior variação percentual positiva, alcançando tarifas até 23% mais elevadas, com ênfase no escoamento da soja no sul do estado. No Piauí, as cotações tenderam a uma maior estabilidade, com máxima de 8%.

Adubos e fertilizantes

As importações de fertilizantes cresceram no primeiro trimestre de 2026, chegando a 8,61 milhões de toneladas. O valor é cerca de 9,13% superior ao acumulado no mesmo período do ano passado, o que assegura estabilidade para os próximos plantios.

A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento do país, abrangendo dez estados. Os dados estão disponíveis no Boletim Logístico – Abril/2026.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Manejo da resistência de fungos a fungicidas – MAIS SOJA

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O manejo da resistência de patógenos, especialmente de origem fúngica, é um dos principais desafios relacionados ao controle de doenças em culturas como a soja. Embora medidas integradas possam ser empregadas para manejo das doenças em soja, os fungicidas químicos continuam sendo as ferramentas mais utilizadas para o controle de doenças em escala comercial.

Nesse contexto, estratégias de manejo necessitam ser adotadas visando “frear” a evolução dos casos de resistência das doenças aos fungicidas. Considerando a dificuldade em desenvolver e registrar novas moléculas, assegurar a manutenção da eficácia dos fungicidas atuais é crucial para a sustentabilidade do sistema de produção.

Uma das grandes preocupações relacionadas a isso é o desenvolvimento das resistências cruzadas. De acordo com o Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, a resistência cruzada é o fenômeno em que uma população de patógenos que se torna resistente a um fungicida também passa a apresentar resistência a outros produtos que possuem o mesmo modo de ação ou compartilham o mesmo sítio-alvo bioquímico (figura 1).

Figura 1. Representação gráfica de como ocorre a resistência cruzada a fungicidas.
Fonte: FRAC-BR (2026)

Isso ocorre porque, mesmo sendo moléculas diferentes, esses fungicidas atuam sobre o mesmo processo metabólico, de modo que uma única mutação gênica pode conferir resistência a vários compostos simultaneamente. Esse risco é maior em fungicidas de sítio específico, que atuam em um único alvo, enquanto fungicidas multissítio apresentam menor probabilidade de seleção de resistência, tornando fundamental o conhecimento do modo de ação para estratégias eficazes de manejo (FRAC-BR, 2026).

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Estratégias de manejo

De forma prática, o uso dos fungicidas multissítios associada a rotação de modos de ação, é a estratégia mais eficaz de prevenção da resistência aos fungicidas, no entanto, algumas estratégias associadas podem contribuir de forma significativa para reduzir a pressão de seleção sobre indivíduos, bem evolução dos casos de resistência.

 Dentre essas estratégias, o FRAC-BR destaca para a cultura da soja, a rotação de moléculas de fungicidas dentro do mesmo grupo químico; a adoção de boas práticas agronômicas como evitar semeaduras tardias, dar preferências por variedades de ciclo precoce, respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas voluntárias, evitando a exposição desnecessária dos produtos a altas populações dos patógenos.

Não menos importante, deve-se evitar programas de manejo que priorizem a aplicações curativas, uma vez que favorecem a pressão de seleção contínua e aceleram o desenvolvimento de populações menos sensíveis do patógeno. Além das estratégias supracitadas, a utilização de produtos biológicos também contribui para o manejo da resistência das doenças a fungicidas, considerando que esses compostos apresentam múltiplos modos de ação. No entanto, para maior performance, recomenda-se que os produtos biológicos sejam utilizados preferencialmente de forma associada a fungicidas sítios específicos e multissítios (FRAC-BR, s. d.).

Vale ressaltar que o manejo da resistência de doenças a fungicidas vai além das perdas quantitativas de produtividade, impactando diretamente a viabilidade econômica e a longevidade do sistema produtivo. Diante da elevada complexidade, do custo e do tempo necessários para o desenvolvimento de novas moléculas, preservar a eficácia dos fungicidas disponíveis torna-se uma estratégia indispensável para garantir a sustentabilidade da cultura da soja a médio e longo prazo.

Clique aqui e confira as novas recomendações para o manejo de doenças em soja.

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Referências:

FRAC. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. FRAC-Brasil, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_f591d8b1a2934a109259af440b049052.pdf >, acesso em: 06/05/2026.

FRAC. O QUE É RESISTÊNCIA CRUZADA? Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas: FRAC-Brasil, 2026. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/o-que-e-resistencia-cruzada >, acesso em: 06/05/2026.

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