Sustentabilidade
O Imea divulgou no dia 01/09 a 1ª projeção para a safra 25/26 de milho em Mato Grosso – MAIS SOJA

Em Mato Grosso, o Imea atualizou, em set/25, os dados de oferta e demanda de milho para a safra 24/25. Com a produção consolidada em 55,43 milhões de toneladas, a maior já registrada na série histórica do Imea, e os estoques iniciais em 0,11 milhão de tonelada, a oferta do cereal foi definida em 55,54 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 14,03% em relação à safra passada.
Do lado da demanda, por sua vez, a projeção ficou em 54,00 milhões de toneladas, aumento de 11,10% frente ao ciclo anterior. Esse cenário de acréscimo ante safra 24/25 é explicado devido à elevação de 16,04% nas exportações, que devem alcançar 28,08 milhões de toneladas enviadas ao exterior.
Além disso, o consumo mato-grossense aumentou 6,72% e o consumo interestadual, 5,14%, o que contribuiu para a projeção de alta para a demanda. Diante desse cenário de ampla oferta de milho no estado, os estoques finais para a temporada 24/25 ficaram em 1,55 milhão de toneladas.
VALORIZAÇÃO: em Chicago, o milho registrou alta semanal de 1,30%, encerrando a US$ 3,89/bu, diante da especulação de compra de milho dos EUA por parte da China.
DESVALORIZAÇÃO: diante dos recuos do dólar e das estimativas de embarques para agosto, o preço do milho caiu na B3, e fechou a semana em R$ 65,70/sc.
ALTA: o preço do milho em Mato Grosso fechou a semana em R$ 43,29/sc, o que representa um incremento de 0,60% no comparativo com a semana anterior.
O Imea divulgou no dia 01/09 a 1ª projeção para a safra 25/26 de milho em Mato Grosso
A área destinada ao milho ficou estimada em 7,39 mi de ha, apresentando avanço de 1,83% frente ao ciclo passado. De acordo com o Instituto, as regiões Norte, Nordeste e Noroeste, que ainda possuem maior disponibilidade de áreas passíveis de migração (outras culturas para o milho), devem concentrar o crescimento.
O destaque em área ficou para o Nordeste, que deve crescer 4,31% no comparativo entre safras, reflexo da volta dos produtores para a cultura do milho, uma vez que os preços do gergelim estão menos atrativos até o momento. Em relação ao rendimento, a primeira projeção ficou em 116,61 sc/ha.
Dessa forma, a produção de milho para a safra 25/26 ficou projetada em 51,72 mi de t, resultado 6,70% inferior ao recorde registrado na safra anterior, mas 9,22% acima do que foi visto na safra 23/24. Por fim, é importante ressaltar que os fatores climáticos serão determinantes para a consolidação das projeções.
Confira o Boletim Semanal do Milho n° 863 completo, clicando aqui!
Fonte: Imea

Autor:Boletim Semanal do Milho
Site: IMEA
Sustentabilidade
Line-up prevê embarques de 3,379 milhões de toneladas pelo Brasil em dezembro – MAIS SOJA

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 3,379 milhões de toneladas de soja em grão para dezembro, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 1,472 milhão de toneladas segundo a estimativa.
Em novembro, foram embarcadas 4,234 milhões de toneladas.
De janeiro a dezembro de 2025, o line-up projeta o embarque de 109,246 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a dezembro de 2024 foram embarcadas 98,812 milhões de toneladas.
Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras News
Sustentabilidade
CNA apresenta potencial do agro para energias renováveis – MAIS SOJA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (09), do evento “Diplomatas da Agricultura no Brasil (DAB)”, realizado na Embaixada da Colômbia, em Brasília. O encontro reuniu adidos agrícolas e autoridades para debater o tema “Agro e novas indústrias energéticas no Brasil”, com foco em biogás e biometano.
Durante o painel, a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, destacou o papel estratégico do agronegócio brasileiro na transição energética. Em sua apresentação, ela reforçou que o país possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo e grande capacidade de expandir soluções limpas, sustentáveis e competitivas.
Eduarda também ressaltou que o agro é parte essencial desse processo, ao integrar produção de alimentos, energia e sustentabilidade, além de enfatizar o potencial dos biocombustíveis, que estão plenamente integrados à produção agropecuária.
Segundo ela, essas fontes permitem transformar resíduos agrícolas e pecuários em energia, substituir o uso de diesel no campo e reduzir emissões de carbono e de outros gases de efeito estufa.
“A diversidade de matérias-primas disponíveis no país, especialmente do setor sucroenergético, da pecuária, da suinocultura e das agroindústrias, coloca o Brasil em posição privilegiada para ampliar a produção de energia renovável, com impactos positivos sobre a sustentabilidade, a eficiência produtiva e o desenvolvimento regional”, disse.
Para ela, “esses biocombustíveis permitem uma economia circular efetiva, gerando energia firme, biofertilizantes e redução de custos no ciclo produtivo”.
No debate, a CNA reforçou que a expansão das cadeias de biogás e biometano depende de previsibilidade e segurança regulatória, além de infraestrutura adequada e instrumentos de incentivo capazes de atrair investimentos.
Políticas públicas como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Paten foram citadas como exemplos de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento do setor.
Fonte: CNA
Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Site: CNA
Sustentabilidade
Reta final do ano: soja’perde fôlego’ em Chicago e desacelera nos portos brasileiros

A última semana da soja foi marcada por forte pressão sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato janeiro/26 rompeu um suporte psicológico relevante ao perder o patamar de US$ 11,00 por bushel e encerrou a sexta-feira (12) cotado a US$ 10,76/bushel.
Segundo a plataforma Grão Direto, o registro de vendas diárias da soja norte-americana, os volumes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foram considerados insuficientes para reduzir o excedente do país, frustrando a expectativa de uma reação mais consistente da demanda.
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Relatório do USDA
O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado na terça-feira (9), manteve a estimativa de produção brasileira em 175 milhões de toneladas e a argentina em 48,5 milhões. Os números reforçaram a percepção de uma oferta global confortável para 2026.
Com o plantio praticamente concluído no Brasil e condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, o mercado retirou o prêmio de risco climático, passando a precificar um cenário de “safra cheia”, que deve ampliar a disponibilidade do grão a partir de janeiro.
Mercado brasileiro
No mercado físico brasileiro, a queda em Chicago reduziu o ritmo de comercialização. O câmbio, operando próximo de R$ 5,40, não foi suficiente para compensar as perdas externas. Nos portos, o comportamento dos preços mostrou uma divergência regional. O Índice Soja FOB Santos, da Grão Direto, encerrou a semana com leve alta de 0,35%, cotado a R$ 147,50, sustentado por demandas pontuais.
Já o Índice Soja FOB Rio Grande sentiu de forma mais intensa a pressão internacional, recuando 1,51% e fechando a semana anterior a R$ 145,18. Diante de margens mais apertadas e da volatilidade nos portos, o produtor optou por se retrair, resultando em baixa liquidez no mercado.
Clima e demanda no centro das atenções
Para os próximos dias, o mercado entra em modo de atenção máxima ao chamado “mercado de clima”. As previsões indicam chuvas irregulares e abaixo da média no Rio Grande do Sul e no Paraná durante a segunda quinzena de dezembro. Como as lavouras dessas regiões avançam para fases reprodutivas críticas, qualquer confirmação de estresse hídrico pode devolver rapidamente o prêmio de risco às cotações, abrindo espaço para repiques tanto em Chicago quanto nos prêmios de exportação.
Outro ponto decisivo será a demanda chinesa. O mercado aguarda a continuidade dos anúncios diários de vendas pelo USDA como uma espécie de “prova real” do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas. Caso o fluxo de vendas perca força ou surjam notícias sobre gargalos logísticos na China, a pressão baixista sobre Chicago tende a persistir, com o mercado testando novos suportes técnicos.
Além disso, a proximidade das festas de fim de ano pode reduzir a liquidez. Fundos de investimento costumam ajustar posições neste período, o que pode aumentar a volatilidade sem a necessidade de fatos novos. O produtor deve manter atenção redobrada aos prêmios de exportação para fevereiro e março, que passam a ser o principal termômetro da competitividade brasileira na entrada da safra.
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