Sustentabilidade
Brasil projeta safra recorde de grãos em 2025, mas déficit de armazenagem traz desafios aos produtores rurais – MAIS SOJA

O agronegócio brasileiro comemora uma safra histórica de grãos em 2025, estimada em 339,6 milhões de toneladas, mas o recorde traz à tona um desafio estrutural antigo: a capacidade de armazenagem ainda é insuficiente para suportar todo o volume produzido. O déficit de mais de 120 milhões de toneladas, segundo a Conab, evidencia a necessidade de soluções rápidas e eficientes para garantir que a produção chegue ao mercado com qualidade e segurança.
O crescimento da safra, 14,2% acima do ciclo 2023/24, acompanha a expansão da área cultivada, que chega a 81,8 milhões de hectares, alta de 2,3% em relação ao ano anterior. A soja lidera a ampliação, com 1,5 milhão de hectares a mais, e o milho cresce 507,8 mil hectares.
Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com 31,5% de participação, seguido por Paraná (13,6%), Goiás (11,6%), Rio Grande do Sul (9,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Juntos, esses seis estados concentram 79,5% da produção do país. Por regiões, o Centro-Oeste responde por 51% do total, seguido pelo Sul (25,4%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,4%) e Norte (6,3%).
Apesar do desempenho recorde, a infraestrutura de armazenagem continua sendo um gargalo. A capacidade estática de estocagem cobre apenas cerca de 64% do volume previsto para 2025, segundo a Conab. Embora parte da produção siga diretamente ao mercado, o déficit ressalta a importância de estratégias que evitem perdas e melhorem a logística pós-colheita.
Neste contexto, o silo-bolsa surge como uma alternativa prática e eficiente. Estruturas plásticas tubulares permitem armazenar grãos por até 24 meses, com investimento inicial inferior ao dos silos metálicos e maior flexibilidade para o produtor. “O silo-bolsa oferece armazenagem acessível, prática e segura diretamente nas fazendas. Pesquisas internacionais, especialmente em países vizinhos como Argentina e Uruguai, mostram que até 60% da produção de grãos é estocada nesse tipo de estrutura, garantindo manutenção da qualidade, controle de umidade e prevenção de pragas”, destaca Pollyanna Penido, diretora comercial da Lonax, referência na fabricação de silo-bolsas no Brasil.
Pollyanna explica ainda que, “além de armazenar grãos, os silo-bolsas podem ser usados para sementes, fertilizantes e ração animal. O material é 100% reciclável e resistente à radiação UV, contribuindo para práticas mais sustentáveis no campo”.
“Com a safra recorde projetada, o desafio não é apenas colher mais, mas garantir que toda essa produção chegue ao mercado com segurança, qualidade e eficiência, reforçando a importância de investimentos em infraestrutura e soluções inovadoras de armazenagem”, conclui a executiva da Lonax.
Sobre a Lonax
A Lonax – Indústria Brasileira de Lonas é líder em soluções em lonas plásticas, geomembranas e silo–bolsa. Atuando nesse segmento há 23 anos, a companhia atende com seus produtos e serviços os segmentos do agronegócio e construção civil. Com qualidade, inovação e respeito ao meio ambiente, a empresa mantém o foco nas necessidades dos nossos clientes e no futuro do planeta.
Fonte: Assessoria de Imprensa Lonax
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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