Sustentabilidade
SNA celebra o êxito de mais um Congresso Brasileiro de Direito Agrário – MAIS SOJA

Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário
Público prestigiou em peso o evento em Uberlândia
O VII Congresso Brasileiro de Direito Agrário foi realizado entre os dias 20 e 22 de agosto, na cidade mineira de Uberlândia, com o apoio e participação da SNA. Mais uma vez, o evento foi prestigiado pelo público, que lotou o centro de convenções para ouvir profissionais destacados em suas respectivas áreas. Advogados, professores, membros do Judiciário e do Ministério Público expressaram suas visões sobre diversos pontos e possibilitaram aos que assistiam, presencial ou remotamente, uma imersão enriquecedora nos temas mais atuais e relevantes do segmento. A edição desse ano foi realizada sob a égide “Agronegócio e Segurança Jurídica: O Direito, o Judiciário e a estabilidade do produtor rural e da atividade agrária“.
A União Brasileira dos Agraristas Universitários (UBAU), que organiza o Congresso, disponibilizou uma estrutura de excelência para todos, agregando valor a uma experiência já multidimensional. Foram mais de 2.500 participantes, 169 palestrantes, mediadores e autoridades em dois palcos simultâneos, com aproximadamente 15.000 visualizações na transmissão ao vivo via Youtube e outras 2.1 milhões de visualizações e interações no Instagram. Todos puderam aproveitar ao máximo, fazendo importantes conexões e ampliando suas redes de contato, no que tange ao Direito aplicado ao agronegócio.
SNA foi representada em ricos debates
Como este Portal havia antecipado, a SNA marcou presença nos debates, na pessoa de seu Diretor Jurídico, Frederico Price Grecchi, que também preside a Comissão de Direito Agrário do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros). Ele conduziu dois painéis. No primeiro, sobre a Geopolítica do Agronegócio, Lucas Monteiro da Harven Agribusiness School, abordou relevantes questões relacionadas à ascensão dos Estados Unidos após a segunda guerra mundial e os efeitos do recente “tarifaço” norte-americano nos bastidores geopolíticos.
Guilherme Sandoval (ESG/BR) discorreu sobre os atributos e os recursos naturais do Brasil, qualificando-o como “superpotência alimentar-ambiental-aquífera-energética”, capaz de torná-lo a quinta economia mundial. Ao final, Daniel Perez (Embrapa Solos/RJ) apresentou interessante exposição sobre os desafios da geopolítica do agronegócio brasileiro, entre os quais a dependência dos insumos estrangeiros, a fim de manter a sua capacidade produtiva para o atendimento ao abastecimento alimentar mundial, em observância à Agenda 2030 da ONU/FAO.
No segundo painel que presidiu, sobre o tema “O Agronegócio e a Justiça: decisões criminais e cíveis do STJ que impactam cadeia produtiva” Frederico recebeu o Ministro do Superior Tribunal de Justiça Sebastião Reis, o advogado Marcus Reis e o professor Silvio de Salvo Venosa (que participou remotamente). Ao Portal, Frederico destacou a rica fala do Ministro, que ressaltou a importância da proteção ambiental e a sua relação com o desenvolvimento sustentável da atividade econômica agrária na Constituição Federal, na legislação infraconstitucional vigente e, por fim, a sua interpretação dada pelos Tribunais Superiores do STF e do STJ.
Outros nomes proeminentes repercutem sucesso
Rodolfo Ciciliato, advogado e vice-presidente do IDCC (Instituto de Direito Constitucional e Cidadania), e um dos organizadores, destacou a importância de um Congresso assim ser realizado em uma cidade do interior de Minas Gerais, uma região que, segundo ele, reflete a pujança do agronegócio brasileiro por toda a extensão interiorana do país. Ciciliato também palestrou no painel com o tema “Planejamento Sucessório e Litígios Patrimoniais no Agronegócio”.
Especialista no assunto, ele destacou que sucessão, governança e boa orientação tributária e societária são pilares indispensáveis para um planejamento bem estruturado. Deixou também o alerta de que um planejamento tributário mal feito pode comprometer totalmente a vida do cliente, e reforçou que a governança deve ser entendida como a capacidade de antecipar conflitos. “Governança é sentar à mesa quando está tudo bem para decidir o que fazer quando tudo estiver mal”, afirmou.
Albenir Querubini, advogado, professor e Presidente da UBAU, participou como palestrante do Painel “Contratos Agrários Típicos, Atípicos e Redes Contratuais” na qual apresentou reflexões sobre a teoria das obrigações e os contratos celebrados no agronegócio. O debate foi presidido por Francisco de Godoy Bueno.
Nesse contexto, foi apresentada a proposta de categorizar os acordos celebrados como “contratos agroempresariais”. Trata-se de uma proposta que compreenda a dinâmica do campo, superando a rigidez das categorias atuais e reconhecendo a interdependência contratual nas cadeias.
Após mais uma edição de muito sucesso, a contagem regressiva para o evento de 2026 já começou, dessa vez tendo Ribeirão Preto como cidade anfitriã.
Fonte: SNA
Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura
Site: SNA
Sustentabilidade
Preços do milho avançam em agosto no Brasil, com demanda externa aquecida – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho vai chegando ao final de agosto com cotações mais altas. De acordo com a Safras Consultoria, a demanda mais firme voltada ao cenário internacional e a retenção de oferta por parte dos produtores, em meio a uma procura mais firme pelos consumidores, contribuíram para o avanço nos preços.
De modo geral no cenário doméstico as negociações evoluíram muito pouco ao longo do mês, com os produtores acreditando que as cotações possam subir mais à frente. A colheita da safrinha está praticamente concluída no Brasil e o ritmo de negócios tende a ser ditado pelos produtores. Os consumidores, por sua vez, estão mais ativos nas consultas por lotes, mas efetivamente seguem avançando nas compras apenas de forma pontual, em meio ao cenário de preços elevados dos fretes para deslocamento do cereal a grandes distâncias.
Nas exportações, apesar do dólar seguir operando na casa de R$ 5,40, os negócios seguem avançando. Os line-ups, a programação de embarques dos portos brasileiros, aponta que poderão ser embarcados volumes próximos de oito milhões de toneladas de milho até o final de agosto, com uma expectativa de que em setembro o país possa exportar quatro milhões de toneladas.
No cenário internacional, o mês de agosto foi marcado por grandes oscilações de preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Fatores conflitantes para um direcionamento das cotações, como a demanda aquecida para o cereal norte-americano e a expectativa de uma grande safra no país estiveram no radar do mercado.
Preços internos
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 62,42 no dia 28 de agosto, alta de 1,82% frente aos R$ 61,30 registrados no fechamento de julho. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 60,00, avanço de 2,56% frente aos R$ 58,50 praticados no encerramento do mês passado.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 66,00, baixa de 1,49% frente aos R$ 67,00 registrados no fim de julho. Na região da Mogiana paulista, o cereal se manteve em R$ 60,00 ao longo do mês.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 57,00, inalterada ante o fechamento do mês passado. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 71,00, aumento de 1,43% frente aos R$ 70,00 do final do mês anterior.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda para a saca subiu 5,00% na semana, de R$ 60,00 para R$ 63,00. Já em Rio Verde, Goiás, a saca seguiu em R$ 55,00.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,010 bilhão em agosto até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 63,178 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 4,960 milhões de toneladas, com média de 310,027 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 203,80.
Em relação a agosto de 2024, houve alta de 18,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 12,5% na quantidade média diária exportada e valorização de 5,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Fonte: Arno Baasch / Safras News
Sustentabilidade
Mercado interno do trigo encerra agosto com baixa liquidez, entre concorrência externa e resistência de agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou agosto com baixa liquidez e negociações pontuais. O mês foi marcado pela concorrência do cereal importado e pela resistência dos produtores em aceitar os preços ofertados pelos moinhos.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a falta de liquidez esteve ligada à “combinação de oferta interna limitada e forte concorrência do trigo importado”. Apesar da menor disponibilidade de trigo nacional, os vendedores enfrentaram dificuldades para elevar as pedidas, devido à atratividade dos preços externos, favorecidos pelo câmbio.
No levantamento de julho, consolidado em agosto, as importações somaram 7,22 milhões de toneladas (alta de 32% sobre o ciclo anterior), enquanto as exportações caíram para 2 milhões de toneladas (queda de 29%). O déficit da balança comercial cresceu para 5,214 milhões de toneladas, equivalente a 98%, destacou Bento.
No mercado interno, os preços oscilaram pouco ao longo do mês.
Paraná: indicações de R$ 1.450/tonelada para safra velha (CIF moinhos) e entre R$ 1.300-1.350/tonelada para safra nova.
Rio Grande do Sul: moinhos ofertaram entre R$ 1.250-1.280/tonelada (FOB interior), enquanto produtores pediram até R$ 1.350. Negócios pontuais ocorreram em torno de R$ 1.280.
Mato Grosso do Sul: ofertas de safra nova variaram de R$ 1.300 a R$ 1.400/tonelada, enquanto trigo paraguaio chegou a cerca de R$ 1.400/tonelada ao câmbio atual.
Bento ressaltou que a paridade de importação seguiu como principal referência de preços, reforçada pela ampla oferta da Argentina e de outros grandes exportadores. A boa disponibilidade externa manteve os moinhos abastecidos e reduziu a urgência por compras domésticas.
O cenário internacional também exerceu forte influência. O dólar variou entre R$ 5,40 e R$ 5,50, mas não foi suficiente para compensar a pressão das cotações externas, em meio à expectativa de safra mundial recorde e à forte colheita de milho. “Esse trigo terá que competir com uma safra de milho que deve superar as expectativas iniciais, já altas”, explicou o analista.
No campo, agosto foi marcado pela preocupação com o clima. Geadas atingiram lavouras no Paraná e em São Paulo, mas, até o fim do mês, não havia contabilização oficial de perdas relevantes. No Rio Grande do Sul, o plantio atrasado resultou em desenvolvimento mais lento, embora as condições climáticas tenham sido favoráveis.
No Paraguai, entretanto, as geadas devem reduzir a produção entre 200 mil e 250 mil toneladas, o que impacta o Brasil, já que o país exportou 709 mil toneladas na temporada 2024/25.
Emater/RS
De acordo com o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (28), na última semana, houve chuva forte e retorno do frio intenso ao Rio Grande do Sul. As precipitações do período ocorreram de forma irregular no Estado, acumulando volumes elevados na Região Sul, que causaram danos em algumas áreas.
No Noroeste e no Planalto, onde se localiza a maior extensão de cultivo de trigo, as chuvas foram moderadas, sem provocar prejuízos ao desenvolvimento das lavouras.
De modo geral, as operações de pulverização foram interrompidas devido ao excesso de umidade no solo, para evitar compactação e danos às plantas. Os produtores seguem monitorando pragas e doenças, e devem retomar as aplicações de fungicidas, assim que melhorarem as condições de trânsito nas lavouras.
Atualmente, os cultivos apresentam a seguinte distribuição fenológica: 82% em fase vegetativa; 15% em floração; e 3% em enchimento de grãos. Em relação às condições de desenvolvimento, de modo geral, o vigor vegetativo e a sanidade das plantas estão satisfatórios com expectativa positiva de rendimento.
Contudo, ainda há preocupação por parte dos produtores com a ocorrência de doenças fúngicas em áreas de maior umidade e no período crítico de floração. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.
Deral
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal de agosto, que a safra 2025 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 2,624 milhões de toneladas, 13% acima das 2,324 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024.
A área cultivada deve ficar em 820,4 mil hectares, contra 1,106 milhão de hectares em 2025, baixa de 26%. A produtividade média é estimada em 3.204 quilos por hectare, acima dos 2.139 quilos por hectare registrados na temporada 2024.
Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News
Sustentabilidade
vem chuva por aí! Confira como fica o tempo no começo de setembro

O final de semana terá tempo firme na maior parte das áreas produtoras de soja do país. No entanto, de domingo (31) para segunda-feira (1º), estão previstos temporais no Oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, com risco de granizo e rajadas de vento fortes. Apesar disso, não se esperam chuvas volumosas que possam impactar o plantio de soja.
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No município de Sinop, em Mato Grosso, a previsão indica que as chuvas só começarão a se intensificar na última semana de setembro e início de outubro. Por isso, mesmo com a liberação do plantio a partir do dia 7, os produtores devem aguardar para não comprometer a germinação das sementes devido ao tempo quente e seco.
Em Primavera do Leste, também em Mato Grosso, a chuva deve chegar entre os dias 20 e 25 de setembro, reforçando a orientação para que o plantio seja iniciado somente no final do mês ou início de outubro.
No Centro-Oeste, de 4 a 8 de setembro, Rondônia poderá registrar volumes próximos de 50 mm, beneficiando a reposição hídrica do solo. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas podem ultrapassar 200 mm, configurando uma semana muito úmida, mas garantindo boa reserva de água para o início da semeadura em outubro.
O tempo entre 9 a 13 de setembro
Entre os dias 9 e 13 de setembro, algumas pancadas de chuva atingem o Oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e norte do Paraná, mas os volumes devem ser baixos, entre 10 e 15 mm. Chuvas mais significativas, acima de 50 a 100 mm na semana, são esperadas apenas a partir de outubro na região Centro-Oeste.
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