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5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Sistema CNA e startup testam tecnologia inédita para monitorar rolos de algodão e prevenir incêndios – MAIS SOJA

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O Sistema CNA/Senar, em parceria com a startup Siloreal, lançaram um projeto-piloto inovador para monitorar rolos de algodão em pátios e na própria lavoura.

A iniciativa está sendo realizada por meio do HUB CNA com apoio da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas. A Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb) e os Sindicatos Rurais de Barreiras e de Formosa do Rio Preto também colaboraram para a ação.

O teste da nova tecnologia aconteceu nos dias 26 e 27 na Fazenda Fronteira, em Formosa do Rio Preto, oeste da Bahia, e seguirá por seis meses ou até que os fardos sejam enviados ao beneficiamento.

O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, acompanhou o teste e explica que o piloto vem para combater um problema antigo da cotonicultura: o risco de incêndios em fardos armazenados. Segundo ele, a umidade residual e o alto grau de compactação podem gerar aquecimento interno, desencadeando autocombustão.

“Na safra passada, por exemplo, um incêndio atingiu um pátio de armazenamento de algodão em uma fazenda da região, queimando cerca de 5 mil fardos. Apesar de não haver vítimas, ressaltou-se a importância de ações preventivas e a existência de seguro patrimonial com cobertura de estoque e infraestrutura”, disse.

O técnico acrescenta que o uso de sensores abre caminho para benefícios financeiros, como descontos em seguros patrimoniais e condições de crédito mais vantajosas para os produtores, já que demonstra a adoção de medidas de prevenção de riscos.

Ele lembra que cada rolo de algodão em caroço pesa em torno de 2.200 quilos e hoje está avaliado em aproximadamente R$ 8.500, o que evidencia o tamanho da perda quando ocorre um incêndio.

Durante os testes na propriedade, as lanças com sensores foram inseridas nos fardos para monitorar temperatura, umidade e, futuramente, incluir ainda CO₂ e fumaça, com alertas emitidos imediatamente caso alguma condição atípica seja detectada. “Isso permite que o produtor isole o fardo antes que o calor evolua para incêndio aberto” ressalta Pereira.

A coordenadora do HUB CNA, Daniele Leonel, afirma que o projeto-piloto representa o propósito do HUB, que é apoiar os produtores rurais por meio da validação de soluções tecnológicas inovadoras que geram valor dentro da porteira.

“Estamos focados em encontrar tecnologias que atendam aos desafios reais enfrentados pelos nossos produtores, como este problema histórico de incêndios em fardos de algodão. A parceria com a Siloreal demonstra nosso compromisso em trazer inovação e maior segurança para o agronegócio brasileiro.”

Gabriela Adegas, gerente de Sucesso de Cliente da Siloreal, explica que a tecnologia já é utilizada para monitorar silos bolsa e está sendo adaptada para aplicação no algodão em caroço.

Para o coordenador da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no Oeste da Bahia, João Bruno, a experiência também reforça o compromisso dos produtores da região com inovação e sustentabilidade.

“Esse projeto fortalece a imagem do algodão brasileiro e traz mais segurança para quem investe na atividade.”

A ATeG do Senar acompanhou o teste para coleta de dados, orientação aos produtores e avaliação dos resultados em campo.

A produtora Carolina da Cunha, proprietária da Fazenda Fronteira, também chama a atenção para a relevância do piloto.

“Retomamos a produção de algodão este ano na propriedade. A cultura exige um nível tecnológico alto e grandes investimentos. Nossa região é característica por ter um longo período de estiagem e lidamos com riscos de incêndio com muita frequência.”

Tiago Pereira completa afirmando que ao longo dos próximos meses, espera-se demonstrar que o monitoramento contínuo dos rolos de algodão pode reduzir perdas, aumentar a segurança no pátio e embasar negociações mais vantajosas com o mercado segurador.

Fotos: CNA

Fonte: CNA



 

FONTE

Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Site: CNA

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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