Connect with us
20 de junho de 2026

Sustentabilidade

SNA celebra o êxito de mais um Congresso Brasileiro de Direito Agrário – MAIS SOJA

Published

on


Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário

Público prestigiou em peso o evento em Uberlândia

O VII Congresso Brasileiro de Direito Agrário foi realizado entre os dias 20 e 22 de agosto, na cidade mineira de Uberlândia, com o apoio e participação da SNA. Mais uma vez, o evento foi prestigiado pelo público, que lotou o centro de convenções para ouvir profissionais destacados em suas respectivas áreas. Advogados, professores, membros do Judiciário e do Ministério Público expressaram suas visões sobre diversos pontos e possibilitaram aos que assistiam, presencial ou remotamente, uma imersão enriquecedora nos temas mais atuais e relevantes do segmento. A edição desse ano foi realizada sob a égide “Agronegócio e Segurança Jurídica: O Direito, o Judiciário e a estabilidade do produtor rural e da atividade agrária“.

União Brasileira dos Agraristas Universitários (UBAU), que organiza o Congresso, disponibilizou uma estrutura de excelência para todos, agregando valor a uma experiência já multidimensional. Foram mais de 2.500 participantes, 169 palestrantes, mediadores e autoridades em dois palcos simultâneos, com aproximadamente 15.000 visualizações na transmissão ao vivo via Youtube e outras 2.1 milhões de visualizações e interações no Instagram. Todos puderam aproveitar ao máximo, fazendo importantes conexões e ampliando suas redes de contato, no que tange ao Direito aplicado ao agronegócio.

SNA foi representada em ricos debates

Como este Portal havia antecipado, a SNA marcou presença nos debates, na pessoa de seu Diretor Jurídico, Frederico Price Grecchi, que também preside a Comissão de Direito Agrário do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros). Ele conduziu dois painéis. No primeiro, sobre a Geopolítica do AgronegócioLucas Monteiro da Harven Agribusiness School abordou relevantes questões relacionadas à ascensão dos Estados Unidos após a segunda guerra mundial e os efeitos do recente “tarifaço” norte-americano nos bastidores geopolíticos.

Guilherme Sandoval (ESG/BR) discorreu sobre os atributos e os recursos naturais do Brasil, qualificando-o como “superpotência alimentar-ambiental-aquífera-energética”, capaz de torná-lo a quinta economia mundial. Ao final, Daniel Perez (Embrapa Solos/RJ) apresentou interessante exposição sobre os desafios da geopolítica do agronegócio brasileiro, entre os quais a dependência dos insumos estrangeiros, a fim de manter a sua capacidade produtiva para o atendimento ao abastecimento alimentar mundial, em observância à Agenda 2030 da ONU/FAO.

No segundo painel que presidiu, sobre o tema O Agronegócio e a Justiça: decisões criminais e cíveis do STJ que impactam cadeia produtiva” Frederico recebeu o Ministro do Superior Tribunal de Justiça Sebastião Reis, o advogado Marcus Reis e o professor Silvio de Salvo Venosa (que participou remotamente). Ao Portal, Frederico destacou a rica fala do Ministro, que ressaltou a importância da proteção ambiental e a sua relação com o desenvolvimento sustentável da atividade econômica agrária na Constituição Federal, na legislação infraconstitucional vigente e, por fim, a sua interpretação dada pelos Tribunais Superiores do STF e do STJ.

Outros nomes proeminentes repercutem sucesso

Rodolfo Ciciliato, advogado e vice-presidente do IDCC (Instituto de Direito Constitucional e Cidadania), e um dos organizadores, destacou a importância de um Congresso assim ser realizado em uma cidade do interior de Minas Gerais, uma região que, segundo ele, reflete a pujança do agronegócio brasileiro por toda a extensão interiorana do país. Ciciliato também palestrou no painel com o tema “Planejamento Sucessório e Litígios Patrimoniais no Agronegócio”.

Especialista no assunto, ele destacou que sucessão, governança e boa orientação tributária e societária são pilares indispensáveis para um planejamento bem estruturado. Deixou também o alerta de que um planejamento tributário mal feito pode comprometer totalmente a vida do cliente, e reforçou que a governança deve ser entendida como a capacidade de antecipar conflitos. “Governança é sentar à mesa quando está tudo bem para decidir o que fazer quando tudo estiver mal”, afirmou.

Albenir Querubini, advogado, professor e Presidente da UBAU, participou como palestrante do Painel “Contratos Agrários Típicos, Atípicos e Redes Contratuais” na qual apresentou reflexões sobre a teoria das obrigações e os contratos celebrados no agronegócio. O debate foi presidido por Francisco de Godoy Bueno.

Nesse contexto, foi apresentada a proposta de categorizar os acordos celebrados como “contratos agroempresariais”.  Trata-se de uma proposta que compreenda a dinâmica do campo, superando a rigidez das categorias atuais e reconhecendo a interdependência contratual nas cadeias.

Após mais uma edição de muito sucesso, a contagem regressiva para o evento de 2026 já começou, dessa vez tendo Ribeirão Preto como cidade anfitriã.

Fonte: SNA



 

FONTE

Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura

Site: SNA

Continue Reading

Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

Published

on


Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

Published

on


Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined


 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT