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Nanotecnologia no Agro? Startup nascida na UFMT pode aumentar ainda mais produção de Mato Grosso

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Uma tecnologia desenvolvida dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e transformada em negócio pela startup NanoGrow conquistou esse ano reconhecimento nacional. A equipe venceu o Hackathon Smart Agro 2025, realizado durante a ExpoLondrina (PR), maior feira agropecuária do Paraná.

Criada pelos pesquisadores Ailton Terezo, Adriano Buzutti, Marilza Castilho e Adriana Cardoso, a NanoGrow levou ao evento soluções baseadas em nanotecnologia, capazes de aumentar a produtividade agrícola e reduzir a pegada ambiental da produção.

Tecnologia comprovada

Entre as inovações já testadas em culturas como soja, algodão e pastagens de braquiária, destacam-se a nanossílica, que fortalece a estrutura das p

lantas, e os nanocarbonos, que elevam a eficiência da fotossíntese. Os resultados são expressivos: no algodão, por exemplo, houve aumento de até 176% na massa seca.

Segundo o professor Ailton Terezo, doutor em eletroquímica pela UFMT, a nanotecnologia é a ponte entre ciência e sustentabilidade:

“A nanotecnologia permite entregar mais com menos. Fertilizantes e defensivos em nanoescala são mais eficientes e reduzem emissões ligadas à sua produção e transporte. É mais produtividade sobre a mesma área cultivada, sem abrir novas fronteiras agrícolas.”

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Apoio da UFMT

Com apoio do Escritório de Inovação Tecnológica (EIT/UFMT), a startup nasceu como uma spin-off acadêmica, conectando a pesquisa universitária às demandas reais do campo. Hoje, já domina processos escaláveis de produção dos nanomateriais, o que abre caminho para a futura industrialização e uso em larga escala.

“Cada inovação científica precisa ser medida também em termos ambientais: quantos quilos de CO₂, quantos litros de água e quantos hectares de floresta são poupados. Essa mentalidade é o que transforma inovação em solução climática”, reforça Terezo.

Reconhecimento nacional

A vitória no Hackathon foi celebrada pela equipe como um marco de validação das tecnologias. Para a pesquisadora Adriana Cardoso, o reconhecimento abre portas para parcerias estratégicas:

“É uma vitrine que mostra que Mato Grosso e a UFMT podem liderar o movimento de uma agricultura mais eficiente e sustentável.”

Mais do que um prêmio, o resultado aponta para um futuro em que o agro mato-grossense pode ser protagonista não só em volume de produção, mas também em inovação científica e responsabilidade ambiental.

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Exclusivo: “Reeleição de Lula pode trazer ainda mais insegurança para o agro”, avalia presidente da Aprosoja

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Em entrevista exclusiva ao O LIVRE, o presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, comentou as expectativas do setor para 2026, ano marcado pelas eleições presidenciais — um período considerado sensível para o agronegócio.

Segundo Beber, o cenário é desafiador para os produtores rurais, especialmente diante das incertezas econômicas e jurídicas que ainda persistem.

“Este é um ano desafiador. O maior problema continua sendo o preço das commodities. Além disso, temos outros assuntos que impactam diretamente o setor, como a ampliação das áreas indígenas. No fim do ano passado, após a COP, esse tema nos preocupou muito, pois trouxe insegurança jurídica.”

Oscilações devem  marcar 2026

O presidente da Aprosoja destacou que períodos eleitorais costumam gerar instabilidade econômica, o que afeta diretamente o planejamento do produtor rural.

“As eleições são normais, mas é um ano com mais oscilações: câmbio, juros altos, entre outros fatores. Tudo isso acaba sendo impactado pelo processo eleitoral.”

Para Beber, o cenário de 2026 tende a ser ainda mais turbulento, independentemente do controle do setor produtivo.

“É claro que promete ser uma eleição muito turbulenta, com muita oscilação, mas isso é algo que foge do nosso controle.”

Insegurança jurídica preocupa o agro

Ele também alertou que o resultado das urnas pode trazer consequências diretas ao agronegócio.

“O produtor pode, sim, ser prejudicado, dependendo de quem for eleito ou reeleito para a Presidência.”

Ao comentar o atual governo, Beber foi direto ao avaliar os impactos para o setor.

“O atual governo (Lula) tem trazido bastante insegurança jurídica para o agronegócio.”

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Colheita de soja avança mais rápido que no ano passado, aponta Imea

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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso avançou de forma expressiva e alcançou 6,69% da área cultivada, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com dados atualizados até esta quinta-feira (15).

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Na semana anterior, em 9 de janeiro, o índice de área colhida era de 1,98%, o que mostra clara aceleração dos trabalhos nas lavouras.

Já no mesmo período do ano passado, o percentual era ainda menor, de 1,41%.

O avanço mais rápido reflete condições climáticas favoráveis em grande parte do estado e o início mais antecipado das operações em regiões produtoras estratégicas.

Com informações da Safras & Mercado.

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Centro científico da Aprosoja mostra que sustentabilidade também dá lucro

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A ciência aplicada ao campo deixou de ser discurso e virou número na lavoura de Mato Grosso. Com uma década de atuação, o Centro de Pesquisas Científicas (CTECNO) da Aprosoja, instalado em Campo Novo do Parecis, acumula resultados que comprovam o impacto direto da pesquisa na produtividade agrícola. Um dos exemplos mais expressivos é o salto médio da produção de soja, que com as pesquisas da Aprosoja pode produzir  até 30 sacas a mais por hectar plantado, conforme os experimentos conduzidos ao longo dos anos.

O LiVRE acompanhou de perto o evento que marcou os 10 anos do CTECNO, reunindo produtores rurais, agrônomos, consultores e lideranças do setor em um dia de palestras técnicas, troca de experiências e apresentação dos principais avanços obtidos pelo centro.

Ciência no agro

Instalado em uma área de 86 hectares, o CTECNO Parecis funciona como uma estação experimental permanente, onde são realizados entre 35 e 40 experimentos por ano, muitos deles de longa duração. O foco está na avaliação de manejos de solo, rotação de culturas e sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência da lavoura sem abrir mão da sustentabilidade.

O centro mantém dois pesquisadores em dedicação integral, responsáveis por planejar, executar e acompanhar todos os experimentos. Entre eles está a pesquisadora Danila Facco, especialista em solos, que destaca que os ganhos observados hoje são fruto de persistência e visão de longo prazo.

“Os resultados não aparecem de um ano para o outro. Muitas práticas precisam de tempo para mostrar efeito, principalmente quando falamos de solo. O produtor que entende isso colhe benefícios maiores lá na frente”, explica.

(Foto: Lucas Bellinello/O Livre)

Diferentes solos, mesma solução: técnologia

As pesquisas desenvolvidas no CTECNO avaliam diferentes tipos de solo, incluindo áreas de textura média e arenosa, comuns em Mato Grosso. Os estudos mostram que, com correções químicas adequadas, uso de plantas de cobertura e sistemas de rotação bem ajustados, é possível reduzir perdas de nutrientes e melhorar o aproveitamento do ambiente produtivo.

Entre os sistemas que mais se destacaram ao longo da década está a rotação soja-braquiária, apontada como uma das mais eficientes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. O modelo contribui para o aumento do carbono no solo, melhora a estrutura física da terra e ajuda no controle de pragas como nematoides.

(Foto: Aprosoja)

O presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber, reforçou que o papel dos centros de pesquisa é transformar ciência em ferramenta prática para o produtor. “Aqui não é pesquisa de laboratório isolado. Tudo o que é testado precisa fazer sentido dentro da porteira”, afirmou.

Ao completar 10 anos, o CTECNO se consolida como uma vitrine de soluções para o agronegócio mato-grossense, mostrando que investimento em ciência, mesmo com equipes reduzidas, pode gerar ganhos reais de produtividade, sustentabilidade e segurança para quem vive da terra.

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