Sustentabilidade
Manejo antecipado favorece a implantação da cultura sucessora sem matocompetição – MAIS SOJA

Manter a lavoura livre de plantas daninhas é essencial para evitar perdas de produtividade causadas pela matocompetição. Embora grande parte das estratégias de manejo seja direcionada ao controle em pós-emergência, garantir que a cultura inicie seu desenvolvimento em ambiente “limpo” é uma das medidas mais eficientes para minimizar a interferência das plantas daninhas nas fases iniciais de crescimento.
Por isso, o manejo logo após a colheita das culturas que antecedem a soja, como trigo ou milho safrinha, torna-se fundamental. No início do ciclo, a cultura e as plantas daninhas podem coexistir por um curto período sem que haja queda de produtividade, intervalo conhecido como PAI (período anterior à interferência) (Agostinetto et al., 2008).
Para a cultura da soja, o PAI é de aproximadamente 25 dias após a emergência da cultura (Benedetti et al., 2009). No entanto, a duração desse período pode variar de acordo com a cultivar de soja, espécie da planta daninha e densidade populacional infestante.
Figura 1. Produção da soja ‘Monsoy 7908 RR’, em resposta aos períodos de controle e de convivência com as plantas daninhas, considerando-se uma perda de 5 % na produtividade.
Do ponto de vista técnico, o ideal é que, desde a emergência, a cultura se desenvolva sem a competição de plantas daninhas. Entretanto, devido ao alto fluxo de emergência oriundo do banco de sementes no solo, é comum observar populações expressivas dessas plantas já no final do ciclo das culturas antecessoras. Mesmo com o corte de parte das plantas remanescentes pela colheita, muitas espécies têm elevada capacidade de rebrote, exigindo medidas de controle logo após a operação da colheita para impedir prejuízos à cultura sucessora.
No sistema de produção em que a soja sucede o trigo, além de reduzir as populações infestantes, a dessecação pré-colheita possibilita o aumento da uniformidade da lavoura de trigo para a colheita. No entanto, para que perdas de produtividade não sejam observadas em função dessa prática de manejo, é fundamental atentar para o posicionamento dos herbicidas na pré-colheita do trigo, quanto ao ingrediente ativo e período da dessecação.
Para minimizar riscos, recomenda-se que a dessecação pré-colheita do trigo seja realizada quando as plantas estiverem em estádio de grão pastoso duro (GS 87), apresentando colmos com nós verdes e entrenós amarelo palha (Borsato; Penckowski; Silva, 2022), utilizando apenas herbicidas registrados para a cultura e seguindo as orientações de bula quanto a dosagem.
Figura 2. Dessecação pré-colheita do trigo.

Vale destacar que além de criar condições mais favoráveis para a implantação da lavoura seguinte, o manejo antecipado, incluindo práticas como a dessecação pré-colheita, contribui para reduzir o aporte de novas sementes ao banco do solo, reduzindo consequentemente os fluxos de emergência das plantas daninhas.
Veja mais: Como o estádio das daninhas interfere na eficácia do controle?

Referências:
AGOSTINETTO, D. et al. PERÍODO CRÍTICO DE COMPETIÇÃO DE PLANTAS DANINHAS COM A CULTURA DO TRIGO. Planta Daninha, 2008. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/pd/a/38w45d7PPbg7sJFKKJwCfQD/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 18/06/2024.
BENEDETTI, J. G. R. et al. PERÍODO ANTERIOR A INTERFERÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS EM SOJA TRANSGÊNICA. Scientia Agraria, Curitiba, v.10, n.4, p.289-295, 2009. Disponível em: < https://revistas.ufpr.br/agraria/article/download/14801/10003 >, acesso em: 23/11/2020.
BORSATO, E. F.; PENCKOWSKI, L. H.; SILVA, W. K. PONTO DE DESSECAÇÃO PRÉ-COLHEITA EM TRIGO E CEVADA. Fundação ABC, 2022. Disponível em: < https://fundacaoabc.org/wp-content/uploads/2022/11/202211revista-pdf.pdf >, acesso em: 09/09/2024.

Sustentabilidade
Falta de força em Chicago deve manter mercado brasileiro de soja calmo – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve manter o ritmo de poucos negócios, pressionado pela queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago, que acompanha a derrocada do petróleo – que cai cerca de 7% em Nova York. O dólar, por sua vez, abriu com grande volatilidade frente ao real. Lá fora, a moeda norte-americana tem queda consistente, com os investidores monitorando as esperanças de paz no Oriente Médio.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja teve um dia travado para a comercialização, revertendo o movimento positivo observado na sessão anterior. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi marcado por queda generalizada nas cotações.
“Os preços caíram em praticamente todas as praças, refletindo a forte queda do dólar e a devolução de parte dos ganhos em Chicago”, afirma. Segundo ele, os prêmios apresentaram apenas pequenas mudanças e não foram suficientes para compensar as perdas.
O ambiente foi de retração tanto por parte dos compradores quanto dos vendedores. “Algumas tradings ficaram fora do mercado e o produtor também se manteve retraído, aguardando melhores oportunidades”, explica Silveira. Ele destaca ainda que os agentes seguem atentos ao próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para a próxima semana.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 126,00 para R$ 124,00, enquanto em Santa Rosa (RS) caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 122,00 para R$ 120,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços recuaram de R$ 111,00 para R$ 109,00, enquanto em Dourados (MS) caíram de R$ 113,50 para R$ 112,00. Em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 113,00 para R$ 111,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também recuaram de R$ 132,00 para R$ 130,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com baixa de 0,45% na posição julho/26, cotada a US$ 12,06 por bushel.
* O mercado estende as perdas do pregão anterior, seguindo o baixo desempenho do petróleo em Nova York. O movimento ocorre em meio às expectativas de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,10%, a R$ 4,9172. O Dollar Index registra recuo de 0,51%, a 97,941 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. China, +1,17%. Japão, feriado.
* As principais bolsas na Europa operam com fortes ganhos. Paris, +3,37%. Frankfurt, +2,66%. Londres, +2,60%.
* O petróleo opera em forte queda. Julho do WTI em NY: US$ 94,60 o barril (-7,49%).
AGENDA
—–Quarta-feira (6/5)
Japão – Feriado (– mercados fechados)
11:30 – EUA: Relatório semanal de petróleo (EIA).
20:50 – Japão: Ata da reunião de política monetária.
Resultados financeiros do Minerva, Vamos e da Vibra.
—–Quinta-feira (7/5)
09:00 – Pesquisa Industrial Mensal Produção Física de março/IBGE.
09:30 – Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA.
15:00 – Resultado da balança comercial de abril.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Resultados financeiros da Rumo, B3 e Petrorecôncavo.
—–Sexta-feira (8/5)
03:00 – Alemanha: Balança comercial (mar).
08:00 – IGP-DI de abril/FGV.
09:30 – EUA – Relatório de Emprego – Payroll (abril).
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Fonte: Safras News
Sustentabilidade
Entregas de fertilizantes caíram 1,3% no acumulado de janeiro e fevereiro – MAIS SOJA

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) revela que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro, no acumulado do primeiro bimestre, alcançaram 6,92 milhões de toneladas, o que aponta um declínio de 1,3% ante as 7,01 milhões de toneladas em igual período de 2025.
Na análise somente de fevereiro de 2026, foram de 3,05 milhões de toneladas, registrando queda de 8,6% em relação às 3,34 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado.
O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas, concentra o maior volume no período analisado (27,5%), atingindo 1,90 milhão de toneladas. Seguem-se: Goiás (827 mil), Paraná (738 mil), São Paulo (702 mil), Minas Gerais (628 mil) e Mato Grosso do Sul (407 mil).
Produção brasileira
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou fevereiro de 2026 com 434 mil toneladas, com uma redução de 14,1%, na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do primeiro bimestre, a produção foi de 931 mil toneladas. Trata-se de diminuição de 19,2% em relação a igual período do ano passado, quando foram produzidas 1,15 milhão de toneladas.
Cabe esclarecer que, apesar dos reforços junto as empresas, não foi possível obter as informações das produções de Ureia e Cloreto de Potássio em razão dos produtores ainda estarem apurando e organizando os dados para envio.
Importações
As importações de fertilizantes intermediários somaram 2,24 milhões de toneladas em fevereiro de 2026, indicando redução de 25,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O acumulado, de janeiro e fevereiro deste ano atingiu a marca total de 5,41 milhões de toneladas, significando diminuição de 9,9% em relação a igual período de 2025, quando foram importadas 6,00 milhões de toneladas.
Pelo porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos fertilizantes, chegaram 1,41 milhão de toneladas, com redução de 17,8% em relação a 2025, quando foram descarregadas 1,71 milhão de toneladas. O terminal representou 26,1% do total importado.
As informações são da ANDA – (Associação Nacional para Difusão de Adubos).
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Empresa de adjuvantes projeta crescimento de 15% e faturamento de R$ 90 milhões – MAIS SOJA

A Sell Agro, fabricante brasileira de adjuvantes agrícolas voltados à melhoria da eficiência na aplicação de defensivos, projeta faturamento de R$ 90 milhões em 2026, o que representa um crescimento de 15% em relação aos R$ 78 milhões registrados em 2025. Fundada em 2007, em Rondonópolis (MT), a empresa vem consolidando sua atuação no agronegócio com foco em soluções que contribuem para reduzir desperdícios no campo e elevar a performance das operações. “Projetar um faturamento desse é resultado de uma trajetória construída com foco em eficiência, proximidade com o produtor e investimento consistente em soluções que respondem às demandas reais do campo”, afirma, Leandro Viegas, sócio-diretor e CEO da Sell Agro.
Ao longo do tempo, a companhia consolidou sua presença no mercado nacional com um portfólio de 16 produtos, além de uma estrutura composta por duas fábricas e 15 centros de distribuição espalhados pelo País. Outro destaque do modelo de negócios da empresa é a proximidade com o campo: cerca de 90% das vendas são realizadas diretamente ao produtor rural, o que reforça a conexão da marca com as necessidades práticas da operação agrícola. “Em momentos de maior pressão sobre os custos da produção, ele busca ainda mais precisão e segurança nas operações. É nesse contexto que os adjuvantes ganham relevância, por contribuírem para reduzir desperdícios e melhorar o aproveitamento dos insumos”, diz o executivo.
Além do avanço no Brasil, a Sell Agro também prepara seu primeiro passo fora do mercado nacional. A empresa deve iniciar ainda neste ano sua operação no Paraguai, com foco na região de Santa Rita, marcando sua primeira expansão internacional. O movimento será realizado com recursos próprios, mantendo a estratégia que tem acompanhado a trajetória da companhia desde sua fundação.
Nos últimos cinco anos, a empresa foi procurada por dois fundos de investimento, mas optou por não seguir com as conversas. A decisão reforça o posicionamento da Sell Agro de preservar seu ritmo de crescimento com independência financeira e gestão própria.
“A entrada no Paraguai representa um passo importante para a Sell Agro. É nossa primeira expansão internacional, feita com recursos próprios, o que reforça a solidez do negócio e a confiança na capacidade de crescimento sustentável da empresa”, completa Viegas.
Fonte: Assessoria de imprensa
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